terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cafezinho em expansão

O bom momento do café nacional deve melhorar em 2011

O final de 2010 se aproxima e a Sinon comemora os números de uma parceria iniciada em maio, no Espírito Santo: 90% dos cerca de 4 mil clientes da Linhagro que fazem o controle da ferrugem do café preventivamente com aplicações via solo, já utilizam o fungicida Zoom (flutriafol), produzido pela Sinon.

A empresa de defensivos agrícolas de Taiwan fundada em 1955, que completará 11 anos de atuação no Brasil em 2011, vê o aquecimento do mercado cafeeiro nacional nos últimos anos como uma boa oportunidade para ampliar sua atuação no país. O café produzido em solo nacional corresponde a 32% do consumo mundial. A Linhagro, por exemplo, foca seu trabalho na cultura do café conilon (no norte do ES) e arábica (no sul do Estado).

Além do Espírito Santo (maior produtor brasileiro de café conilon), Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Paraná cultivam o grão – um total de 2,3 milhões de hectares em lavouras da cultura.

O bom momento do café nacional deve melhorar em 2011. O Vietnã, um dos principais concorrentes do Brasil na exportação do produto, sofreu com problemas climáticos, o que deve prejudicar a colheita. “A nossa expectativa é de que tanto a qualidade quanto a demanda do café brasileiro se intensifique nos próximos anos, sobretudo em relação às vendas para Europa e EUA”, afirma Tuan Le, diretor geral da Sinon na América do Sul.

A empresa colocou em prática ações para aproveitar as oportunidades deste cenário otimista. Ampliou o seu time de vendas e expandiu seus canais de distribuição com representantes em Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Também reforçou o estoque de seu principal produto, o Zoom, para entrega imediata. A Sinon ainda espera que mais dois produtos, um fungicida e um inseticida, obtenham registro em 2011 e logo sejam comercializados no mercado cafeeiro nacional. Além do Zoom, ela já trabalha com os herbicidas Glister e Paradox para a cultura do café.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Sinon

Mercado de café pela manhã

Nesta manhã, o mercado de café arábica em Nova Iorque trabalha cotado a 202,50 com 15 pontos de queda e range entre 201,90 e 204,00, base mar/11.

Perfazendo uma nova máxima de 204,00, bem perto de sua abertura, contrariando assim a acentuada depreciação do euro frente ao dólar, a cotação do café nesta manhã de terça-feira, sem conseguir dar seqüência ao movimento, notamos uma leve barrigada do mercado, vem trabalhando no movimento em leve movimento de depreciação, atuando assim perto de seu fechamento anterior. Na sessão de hoje não desceu nenhum canudo, totalizando no acumulado do período 216 canudos.

Mercado trabalha com suporte a 201, 45/200,00/199,45 e resistência de 202,80/203,85 /205,00.

De acordo com a Cecafé, os embarques de Novembro (de 01 a 29) somam 2.466.947 sacas, uma variação negativa de 0,4% em relação ao mesmo período do mês anterior.

Volume: 587 (às 8:20 AM)
Fonte: Revista Cafeicultura

Chuvas em forma de pancadas no cinturão produtor de café

As chuvas devem ser fortes em São Paulo entre hoje e quarta-feira, quando também chove forte no sul de Minas Gerais. Até o final da semana, as chuvas continuam mais concentradas sobre a parte sul do cinturão produtor. A zona da Mata tem menores condições para chuva.

Em São Paulo as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte, com trovoadas e rajadas de vento ocasionais em áreas isoladas no CENTRO e NORTE do estado, no período entre 00:00h, do dia 01/12/2010, às 24:00h, do dia 01/12/2010. As condições meteorológicas sao favoráveis à ocorrência de acumulado de chuva significativo em áreas isoladas no LESTE do estado, no período entre 00:00h, do dia 30/11/2010, às 24:00h do dia 30/11/2010. As condições meteorológicas sao favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte, com trovoadas, rajadas de vento ocasionais e possibilidade de queda de granizo em áreas isoladas do estado , no período entre 00:00h, do dia 30/11/2010, às 24:00h, do dia 30/11/2010.

Em Minas Gerais as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte, com trovoadas e rajadas de vento ocasionais em áreas isoladas no SUL, OESTE, ZONA DA MATA e CENTRO do estado, no período entre 00:00h, do dia 01/12/2010, às 24:00h, do dia 01/12/2010. As condições meteorológicas sao favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte, com trovoadas, rajadas de vento ocasionais e possibilidade de queda de granizo em áreas isoladas no SUL do estado, no período entre 00:00h, do dia 30/11/2010, às 24:00h, do dia 30/11/2010.

No Paraná as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte, com trovoadas e rajadas de vento ocasionais em áreas isoladas no NORTE do estado, no período entre 00:00h, do dia 30/11/2010, às 24:00h, do dia 30/11/2010.

Previsão do tempo para a região Sudeste

Terça, 30 de novembro de 2010
Parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Minas Gerais. Demais áreas, parcialmente nublado a nublado com possibilidade de chuvas isoladas.
Temperatura: Estável. Máx.: 37°C Mín.: 10°C

Quarta, 01 de dezembro de 2010
Nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo.
Temperatura: Estável. Máx.: 36°C Mín.: 11°C

Quinta, 02 de dezembro de 2010
Nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo.
Temperatura: Estável. Máx.: 35°C Mín.: 11°C

Sexta, 03 de dezembro de 2010
Nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Temperatura: Estável. Máx.: 34°C Mín.: 12°C
Fonte: INMET e SOMAR

Cafeicultura do Paraná pede socorro

O custo de produção do café no Paraná é um dos mais altos do Brasil e o preço de venda um dos mais baixos. Aliada à falta da mão de obra e à dificuldade de crédito, a situação vem se agravando a cada ano e colocando a cafeicultura em risco no Estado. Para buscar soluções, representantes de diversos órgãos e entidades estão se mobilizando.

''O objetivo é estudar a reestruturação ou reconversão da cafeicultura no Paraná Com o modelo atual, o produtor dificilmente consegue lucro'', afirma Breno Pereira Mesquita, presidente da Comissão Nacional de Café da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) Segundo ele, o custo de produção no Paraná é 25% superior ao do Sul de Minas Gerais.

Ele esteve em Londrina nesta semana participando de uma reunião, na sede do Sindicato Rural Patronal de Londrina, com representantes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Emater, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Secretaria de Estado da Agricultura (Seab/Deral) e sindicatos rurais da região.

A discussão passa por quatro pontos básicos: gestão, crédito, endividamento e modelo tecnológico Segundo Walter Ferreira Lima, presidente da Comissão Estadual de Café da Faep, os pontos levantados na discussão técnica devem ser levados, em dezembro, para Brasília e para a comissão de transição do governo do Estado.

A meta é obter recursos para a reestruturação da cafeicultura no Estado para investir, entre outro pontos, na mecanização O apoio do poder público é fundamental, já que a maior parte da produção está nas mãos de pequenos produtores, que não têm recursos para investir em máquinas e adaptação das lavouras ''Hoje a mecanização é muito importante, pois diminui o custo de produção'', diz Walter Lima, sem citar valores.

Segundo Paulo Franzini, responsável pela área de café da Seab/Deral, a preocupação do governo do Paraná é estancar a erradicação do café no Estado E a mecanização é um dos caminhos, já que a mão de obra é cara para o produtor e escassa ''É possível mecanizar lavouras adensadas e, hoje, sabemos que já existem empresas que produzem máquinas colheitadeiras adaptadas ao pequeno produtor'', observa Franzini.

Outros pontos observados por Franzini são o aumento de produtividade e o investimento em uma bebida de qualidade para que o produtor consiga maior renda ''Na safra 2010 o Paraná alcançou produtividade média de 28 sacas por hectare Um ponto de equilíbrio seria em torno de 35 sacas/ha'', destaca.

As dificuldades enfrentadas pelos produtores aliadas a problemas climáticos provocaram redução da área plantada de café no Estado nos últimos anos.
Fonte: Jornal Folha de Londrina

Código Florestal deve ser votado este ano

Caso não seja possível cumprir o prazo, aprovação deve ocorrer até julho de 2011; atual legislação coloca na ilegalidade 90% das propriedades do País

As mudanças no Código Florestal podem ser votadas ainda neste ano Essa é a previsão do relator do Código, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) Caso não seja possível realizar essa tarefa ainda neste ano, ele acredita que isso não passe do primeiro semestre de 2011, até porque está em vigor um decreto do presidente Lula e do ministro do Meio Ambiente Carlos Minc que adia só até julho do próximo ano a entrada em vigor dos aspectos mais preocupantes da atual legislação, que são os que colocam na ilegalidade 90% das propriedades do País.

''Se acabar a vigência desse decreto sem alterações (no Código) vamos viver um caos na agricultura nacional'', disse Rebelo As mudanças passam primeiro pela Câmara dos Deputados, depois pelo Senado e, em seguida, vão para a sanção do Presidente da República ''Creio que há interesse do governo em resolver essa situação porque existe um decreto de novembro de 2009 que o obrigou a adiar a entrada em vigor dessa legislação'', destacou.

O deputado explica que, com a entrada em vigor da nova legislação, os agricultores terão quatro anos para se inscrever nos programas de regularização ambiental Quem precisar reflorestar terá um prazo de 20 anos, recompondo 10% a cada dois anos.

''Ao examinar a legislação de todo o mundo, em qualquer uma delas, todos estariam legalizados A reserva legal que nós exigimos não existe em nenhuma legislação europeia nem americana Essa lei do Brasil continuará sendo a mais rigorosa e mais exigente legislação ambiental e florestal do planeta'', acrescentou.

''Quando vemos o preço do feijão e da carne aumentando, vai pesar no bolso do pobre e não no bolso dos ambientalistas de classe média Temos que cuidar de proteger o meio ambiente e os nossos agricultores, porque o País também precisa deles'', afirmou.

Para ele, os principais avanços devem ser o zoneamento econômico e ecológico e as políticas governamentais que estimulam a prática ambiental a partir dos municípios Para ele, onde os municípios e os Estados participam, a proteção ambiental é mais eficiente.

''Com isso, se cria uma mentalidade de defesa do meio ambiente e da agricultura Na Europa, não existe essa separação entre Ministério da Agricultura, do Meio Ambiente e da produção de alimentos Aqui achamos que tem que haver uma guerra do meio ambiente contra os agricultores'', enfatizou.

Rebelo não acredita que a proposta de alteração do Código tenha protestos dos produtores rurais ''Estamos fazendo a coisa ponderada, equilibrada Pode não satisfazer todo mundo, mas procura um grau de consenso que deixa que o meio ambiente seja protegido e que a agricultura, a agroindústria e a pecuária tenham alguma forma de proteção''.
Fonte: Folha de Londrina

Coocafé atinge marca inédita de meio milhão de sacas de café captadas

A Coocafé atingiu uma marca histórica de recebimento de café na última semana. No dia 18, ela completou meio milhão de sacas de café captadas somente no ano de 2010.

Além de demonstrar a credibilidade da cooperativa na região cafeeira de Minas Gerais e do Espírito Santo, a data foi celebrada com a alegria de uma grande conquista. O feito sempre foi perseguido pela Coocafé, mas ainda não havia sido alcançado. Até então, o recorde era de 498.563 sacas, recebidas em 2008.

O novo recorde chega num momento importante para a afirmação do trabalho da cooperativa. Reconhecida pelos resultados e incentivos aos produtores, a Coocafé trabalhou para recuperar as muitas adversidades que afetaram a safra deste ano, como a quebra de aproximadamente 35% em decorrência do longo período de estiagem no início do ano.

O resultado, ressalta o gerente do departamento de café da cooperativa, Adriano Costa, foi conseguido por causa do empenho da equipe que foi a campo com objetivos bem traçados e conseguiu fazer história. "O suporte dado por todo o quadro de funcionários da Coocafé também foi decisivo para que a marca fosse atingida. Eles foram até os cafeicultores, orientaram e auxiliaram", destacou.

Adriano ainda ressaltou que "unida e mobilizada toda a equipe de funcionários da Coocafé continua trabalhando bastante neste restante de ano, visualizando e projetando as próximas safras que, assim como esta, prometem entrar para a história da cooperativa e da região".
Fonte: Coffee Break

Nova entidade com o objetivo promover as regiões produtora do café do Brasil será criada

São Paulo, 17 de novembro de 2010, um marco histórico para cafeicultura Brasileira. Em reunião realizada junto àsassociações e representantes de diversas regiões produtoras do café do Brasil, decidiram pela criação de uma nova entidade que terá como objetivo principal a integração e representação das regiões cafeicultoras e seus produtores, na defesa de seus reais interesses. A ideia vem sendo discutida e desenhada há mais de 8 meses e leva em conta as significativas mudanças da cafeicultura e as tendências emergentes dos consumidores com relação a valorização da “origem” dos produtos que consomem.

A reunião foi aberta ao público e estiveram presentes na mesma representantes e cafeicultores das regiões da Alta Mogiana, Baixa Mogiana, Bahia, Cerrado Mineiro, Paraná, e Sul de Minas, além de representantes de empresas, associações e cooperativas, que juntos discutiram a proposta inicial do estatuto de fundação da nova associação.

Por que uma nova entidade?
Percebemos que, praticamente toda a cadeia do café está organizada, de acordo com cada área de atuação, temos os setores da indústria da torrefação e solúvel, exportadores e grandes produtores de cafés especiais por exemplo, sendo representados com legitimidade por entidades próprias que defendem os interesses de cada setor. Isto não acontece com os produtores e as regiões produtoras, que não possuem uma representação abrangente, que possa defender os reais interesses do setor produtivo.

O ponto inicial
Pela primeira vez na história do agronegócio café, temos regiões produtoras se organizando e algumas delas já estão representadas por entidades. Neste cenário entendemos estar diante de uma oportunidade única: ter uma representação legitimada e controlada pelos próprios produtores, por meio da “Associação das Origens Produtoras do Café do Brasil”.

A associação
Uma nova entidade: neutra e democrática, que tenha legitimidade e ideais em comum, que acredite que o futuro da cafeicultura brasileira está na integração e na valorização das regiões e de seus produtores. “Buscamos novas formas de pensar e agir, junto aos produtores que querem fazer diferente e com estratégias fundamentadas”.

Para defender os interesses das “Origens Produtoras do Café do Brasil” três pilares:

Organização e Integração das regiões visando desenvolvimento
Foco no desenvolvimento e a na valorização das regiões e seus produtores.

Representatividade Política
Foco na defesa dos reais interesses das regiões cafeeiras e dos seus produtores.

Promoção e marketing das “Origens Produtoras do Café do Brasil”
Foco no desenvolvimento de estratégias e ações institucionais para a marca.

A estrutura organizacional
A nova entidade é aberta para todas as regiões produtoras de cafés no Brasil, demarcadas oficialmente ou não.

Cada região será representada por uma entidade definida pelos produtores daquela região, essas entidades formarão o “Conselho Deliberativo”, que será o órgão maior. Independente do tamanho da área da região ou da produtividade, cada região terá direito a duas cadeiras e um voto.

Uma “Diretoria Administrativa” composta por 4 membros e o “Conselho Fiscal” composto de 3 membros, serão escolhidos pelo “Conselho Deliberativo”, e terão o papel de gerenciar e fiscalizar a nova Associação.

Próximos passos
Uma nova reunião acontecerá também em São Paulo – Capital. Estão programadas como atividades, a definição dos membros do “Conselho Deliberativo”, assim como serão discutidas a definição das primeiras ações estratégicas. Esta próxima reunião será fechada às regiões produtoras que já se inscreveram e às regiões que solicitarem participação.
Fonte: Peabirus/ Manejo da Lavoura

Confira a previsão do tempo nesta Terça-Feira

Região Sudeste
Nesta terça-feira, uma frente fria avança rapidamente para o Sudeste deixando instável. Muitas nuvens, poucos períodos de sol e pancadas de chuva que acontecem a qualquer hora do dia em São Paulo, no Triângulo e no sul de Minas Gerais e no sul fluminense. Nas demais áreas da Região, o sol brilha forte, mas as nuvens aumentam e provocam pancadas de chuva a partir da tarde. Faz muito calor à tarde nessas áreas.

Região Norte
Na terça-feira, tempo chuvoso no Acre e no oeste do Amazonas. No sudoeste e no sul do Amazonas, no sudoeste do Tocantins e em Rondônia, muitas nuvens, alguns períodos de sol e pancadas de chuva a qualquer hora do dia. Nas demais áreas do Norte, o sol aparece forte, as nuvens se formam e acontecem pancadas de chuva à tarde. Faz calor em todas as áreas da Região.

Região Nordeste
Na terça-feira, o sol brilha forte e não há previsão de chuva no norte do Maranhão e do Piauí, no Ceará, no Rio Grande do Norte, na Paraíba, na maior parte de Pernambuco, em Alagoas, no sul e litoral de Sergipe e no nordeste da Bahia. Nas demais áreas da Região Nordeste, sol forte, aumento de nuvens e pancadas de chuva à tarde. Faz calor em todas as áreas nordestinas.

Região Centro-Oeste
Nesta terça-feira, o sol brilha forte, mas as nuvens aumentam e provocam pancadas de chuva à tarde no nordeste de Goiás e no Distrito Federal. Nas demais áreas da Região, o ingresso do ar quente e úmido vindo da Amazônia, deixa o tempo instável. Nessas áreas, o céu fica com muitas nuvens, ocorrem alguns períodos de sol e as pancadas de chuva acontecem a qualquer hora do dia, devido ao tempo abafado.

Região Sul
Na terça-feira, a frente fria começa a se afastar para o Sudeste, mas deixa muitas áreas de instabilidade no Paraná e em Santa Catarina. Nessas áreas, o céu fica com muitas nuvens, ocorrem períodos de sol, mas as pancadas de chuva acontecem a qualquer hora do dia. No Rio Grande do Sul, a entrada de uma massa de ar mais seco, inibe a formação de nuvens carregadas. Por conta disso, o sol brilha forte, algumas nuvens se formam, mas não chove. A temperatura sobe no decorrer do dia.

Quer melhorar a atenção e a memória? Beba café com açúcar

Muita gente toma café para despertar, melhorar a concentração e ativar a memória logo no início do dia. Eu tomo café o dia inteiro – muitos e muito doces. Mas nem penso em tais benefícios, sou meio viciadinha nesta bebida.

Então, fiquei bastante surpresa com a descoberta de pesquisadores da Universidade de Barcelona, na Espanha, de que o açúcar no café potencializa os efeitos positivos da cafeína sobre o cérebro.

Quem não gosta de adoçar o café, consegue o mesmo efeito comendo algo doce como acompanhamento. Vale fazer o teste na semana que se inicia.
Fonte: Zero Hora

Norte-americana anuncia aquisição de cafeeira brasileira e deve deter 50% do mercado

A norte-americana Sara Lee Corp. anunciou nesta segunda-feira que vai comprar os negócios de café da empresa Damasco no Brasil. O valor da aquisição é estimado em US$ 60 milhões, correspondente às vendas da Damasco em 2009.

A Sara Lee é dona de algumas das principais marcas de café no Brasil, como Café Pilão, Café do Ponto e Caboclo, líderes no varejo em São Paulo e no Rio Janeiro.

A companhia norte-americana acrescentou que o negócio deverá ser concluído em 30 de novembro e dependerá da aprovação de orgãos reguladores brasileiros, já que ela já é líder em processamento no país.

A Café Damasco é lider de mercado no Paraná, com as marcas Negresco e Bom Taí, além da própria marca Damasco, e a sétima maior indústria de café do Brasil dentre as associadas à Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café).

Em 2009, as vendas totais da companhia se aproximaram de R$ 100 milhões.

"A aquisição da Café Damasco vai criar uma boa base para a Sara Lee no território brasileiro, dada a forte posição de mercado da Damasco e a rede de distribuição na região sul", disse Frank van Oers, diretor-executivo da Sara Lee.

Ele disse ainda que a transação também promoverá sinergias nas operações de São Paulo, além de melhorar a posição competitiva da empresa no nordeste graças às excelentes instalações da Damasco na região.

"Com as nossas atuais marcas, nós já temos uma posição de mercado relevante em São Paulo e no Rio de Janeiro, os quais equivalem a praticamente metade do mercado de café brasileiro", acrescentou o executivo em comunicado.

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Em outubro deste ano, o país exportou 3,11 milhões de sacas de 60 quilos, uma alta de 21% na comparação anual, segundo informações do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Além disso, o país é o segundo maior consumidor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.

O anúncio da Sara Lee vem apenas duas semanas após o presidente executivo interino da empresa, Marcel Smits, ter dito que estava pretendento realizar um movimento no mercado brasileiro.

MAIORES PROCESSADORAS DE CAFÉ NO BRASIL

1- SP Sara Lee Cafés do Brasil

2- CE Santa Clara Ind. e Comércio de Alimentos

3- SP Melitta do Brasil Indústria e Comércio

4- SE Indústrias Alimentícias Maratá

5- SP Cia. Cacique de Café Solúvel

6- SP Mitsui Alimentos

7- PR Café Damasco

8- MG Café Bom Dia

9- PB São Braz S/A Indústria e Comércio de Alimentos

10- MA Produtos Alimentícios Ribamar Cunha
Fonte: Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café)
Inclui somente as empresas associadas à Abic
Fonte: REUTERS

Café: Futuros do Robusta negociados em Londres encerram o dia em queda

O café robusta encerrou a sessão em baixa na Bolsa de LOndres nesta segunda-feira. De acordo com alguns analistas, os futuros estenderam as perdas da semana passada diante de operações de spread. O vencimento janeiro ficou em US$1.779 por tonelada, com variação negativa de 2,04%.
Fonte: Notícias Agrícolas

Café: Em Nova York, preços estão se estabilizando buscando se consolidar

Na Bolsa de Nova York, os futuros do cafe arábica operam próximos da estabilidade. Os preços já chegaram a trabalhar em queda, caindo cerca de 30 pontos, valendo menos de 200 centavos de dólar.

No entanto, às 16h21 (horário de Brasília), o vencimento dezembro valia 203,20 cents por libra-peso.

"Torrefadores estão sendo muito pacientes depois de comprar um pouco", diz o vice-presidente da Icap Futures, Luis Rangel, que afirmou ainda que o mercado pode se deparar com problemas na oferta.
Fonte: Notícias Agrícolas

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Produtora de café de Marechal Floriano, ES, é a campeã do 10º Prêmio Cafuso/UCC

Hilda Krokling recebeu R$ 20 mil pela primeira colocação entre os capixabas

Hilda Stein Krokling, do município de Marechal Floriano, é a vencedora do 10º Prêmio Cafuso/UCC para os Cafés das Montanhas do Espírito Santo. A amostra da produtora, de 83 anos, foi selecionada entre as 560 inscritas na disputa por cafeicultores de 18 municípios capixabas. O segundo lugar foi para a produtora Renata Vargas de Souza, de Conceição do Castelo. A terceira colocação ficou com o cafeicultor João Manegoni, de Venda Nova do Imigrante.

Participaram da solenidade de premiação, em Venda Nova do Imigrante, autoridades do Espírito Santo, entre as quais o governador Paulo Hartung e o governador eleito Renato Casagrande, além de empresários, como o presidente da Realcafé, Sérgio Tristão, e o diretor de compras da Ueshima Coffee Company (UCC) no Brasil, Shota Takemoto.

Hartung parabenizou os produtores rurais pelo constante investimento na qualidade do café nos últimos anos. “A preservação dos recursos naturais, especialmente dos recursos hídricos, garantirá a continuidade da cafeicultura do estado. Estamos no caminho certo”, afirmou. O senador Renato Casagrande, governador eleito, assegurou que dará continuidade aos investimentos para promover o crescimento ainda maior do setor agrícola capixaba.

O presidente da Realcafé, Sérgio Tristão, que patrocina o evento desde o primeiro ano, afirmou estar satisfeito por constatar o aprimoramento da cafeicultura do estado. "Em alguns casos, o preço da saca de propriedades participantes do concurso chega a ser o dobro em relação às que não observam os critérios de excelência para plantio e secagem dos grãos", destacou.

Tristão estima que a comercialização dos cafés finos ou de melhor qualidade represente em torno de 20% das exportações totais. Apesar de a fatia ainda ser pequena, salientou que ela é bastante considerável, tendo em vista que há 10 anos o Brasil praticamente não vendia esse tipo de produto no exterior. "Além disso, as tradicionais regiões fornecedoras, como a América Central e a Colômbia, estão estagnadas, contribuindo ainda mais a abertura do mercado para os nossos cafés", disse.

10º Prêmio Cafuso/UCC

Voltado para os produtores da variedade arábica dos municípios localizados na região das montanhas do Espírito Santo, o prêmio tem o objetivo de incentivar a busca pela excelência na produção, como meio mais eficaz de conquistar novos mercados e atender a crescente demanda por cafés diferenciados.

O prêmio foi realizado em duas etapas: municipal e estadual. Para os municípios que tiveram entre 10 e 30 amostras inscritas, o valor do prêmio foi de R$ 3 mil para o primeiro, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro colocado. Aos locais com mais de 31 amostras competindo, a premiação foi de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil para os primeiros, segundos e terceiros lugares, respectivamente. Além disso, os quartos e quintos colocados de cada município receberam prêmio no valor de R$ 500.

Os campeões da etapa estadual receberam R$ 20 mil o primeiro colocado, R$15 mil o segundo e R$ 10 mil o terceiro.

Entre os critérios observados para a pontuação socioambiental estiveram: rastreabilidade, utilização de fertilizantes e defensivos, gestão do solo e dos resíduos, procedimentos de colheita e pós-colheita, conservação do meio ambiente e saúde e segurança do trabalhador. O resultado da análise sensorial desenvolvido por uma comissão julgadora corresponde aos outros 80% da avaliação.
Fonte: Globo Rural Online

Confira a previsão do tempo nesta Segunda-Feira

Região Sudeste
O sol aparece entre muitas nuvens e com previsão de chuva ainda pela manhã e pancadas de chuva à tarde no centro-oeste e no sul paulista, no Triângulo Mineiro e no norte de Minas Gerais. As demais áreas do Sudeste têm sol, calor e pancadas de chuva a partir da tarde.

Região Norte
Nesta segunda-feira, o sol aparece forte, as nuvens se formam e ocorrem pancadas rápidas de chuva à tarde no nordeste do Pará. As demais áreas do Norte do Brasil têm mais um dia de sol com muita nebulosidade, períodos de céu nublado e previsão de chuva a qualquer hora do dia. O tempo fica abafado.

Região Nordeste
Nesta segunda-feira, o sol brilha forte, algumas nuvens aparecem, mas não chove no norte do Maranhão, do Piauí e do Ceará, no Rio Grande do Norte, na Paraíba, em Alagoas, em Sergipe, no nordeste da Bahia e na maior parte de Pernambuco. Na região de Petrolina, no oeste de Pernambuco, no norte da Bahia, no centro-leste do Piauí, e no centro do Maranhão, sol forte, aumento de nuvens e pancadas de chuva à tarde. Nas demais áreas, muitas nuvens, poucos períodos de sol e chuva a qualquer hora do dia.

Região Centro-Oeste
Nesta segunda-feira, áreas de instabilidade fazem o sol aparecer muito pouco e provocam pancadas de chuva a qualquer hora do dia em todas os Estados da Região e no Distrito Federal. Há risco de chuva forte em Brasília, Goiânia e no norte de Mato Grosso do Sul.

Região Sul
Nesta segunda-feira, o sol aparece entre muitas nuvens, mas já não chove no sul gaúcho e na região de fronteira com o Uruguai. Nublado com chuva da região metropolitana de Porto Alegre ao leste catarinense. Ocorrem pancadas de chuva a qualquer hora , mas com aberturas de sol, do leste do Paraná ao noroeste do Estado. Nas outras áreas da Região, sol, aumento de nuvens e pancadas rápidas de chuva.
Fonte: Coffee Break

Exportação de café da Índia atinge nível recorde em 2010

Crescimento nos embarques do grão é causado pela melhor produção e pela firme demanda externa

As exportações de café da Índia, terceiro maior produtor do grão na Ásia, atingiram um nível recorde em 2010, de acordo com dados do Conselho de Café do país, ajudadas por uma produção melhor e pela firme demanda externa.

Embarques indianos maiores nas próximas semanas devem ampliar as ofertas no mercado global e podem ajudar a moderar os preços, que subiram por causa de safras menores em outros países produtores. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato referencial de março registrou uma nova máxima em 13 anos, de 218,65 cents por libra-peso, em 10 de novembro.

Entre 1º de janeiro e 23 de novembro de 2010, as exportações da Índia alcançaram um volume recorde de 266.015 toneladas, incluindo ofertas reexportadas, mostraram números do conselho. "A demanda tem sido boa neste ano. Além disso, a safra foi maior no ano passado", afirmou M.P. Devaiah, gerente-geral da Allanasons Ltd., terceira maior exportadora de café do país.

Compradores reduziram as aquisições e baixaram os estoques para um nível mínimo durante a crise econômica global, provocando um declínio de 12% nos embarques indianos em 2009 por causa da produção estagnada. Contudo, a demanda voltou a ganhar força, incentivando as exportações em meio à recuperação da economia mundial.

Uma autoridade do Conselho de Café da Índia, que pediu para não ser identificada, afirmou que os embarques subirão ainda mais nas próximas semanas devido à melhor disponibilidade da safra.

Devaiah, da Allanasons, disse que as vendas do grão em 2010 podem somar 280 mil toneladas, incluindo ofertas reexportadas. A Índia compra café de outros fornecedores e, então, embarca a maior parte do volume importado após executar atividades de blending. Em 2009, o país exportou 187.347 toneladas, ante 214.158 toneladas em 2008 e um recorde de 253.524 toneladas em 2000.

O país comercializa cerca de dois terços da produção doméstica. Itália, Rússia, Alemanha e Bélgica respondem juntas por mais de 50% das exportações totais de café indiano. Segundo o conselho, a produção local é estimada em 289.600 toneladas no ano-safra 2009/10, encerrado em 30 de setembro, alta de 10,4% ante 2008/09. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Canal Rural

Café: Saca supera R$ 8 mil em leilão de MG

O concurso de qualidade do café de Minas Gerais, maior Estado produtor do Brasil, vendeu a saca vencedora por R$ 8,1 mil na semana passada. O valor é o novo recorde entre as sete edições da disputa organizada pela Secretaria de Agricultura mineira.

O café vencedor foi produzido na Fazenda Kaquend, no município de Carmo de Minas, no sul do Estado, pelo produtor Ralph Castro Junqueira. O lance foi dado por um consórcio de compradores formado pela empresa de comercialização de café Carmo Coffees, pela cafeteria Kahlua, de Belo Horizonte, e pelo empresário Bruno Souza, da Academia do Café.

O valor do café do concurso mineiro, no entanto, pode ser superado. No dia 10 de dezembro será divulgado o resultado do leilão do concurso nacional, realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic). Os preços de abertura do leilão vão de R$ 643 a R$ 3.433, de acordo com a qualidade de cada um dos dez lotes finalistas.
Fonte: Valor Econômico

Café: Safra do Vietnã cresce com alta dos preços, mas custo da mão-de-obra preocupa

O Vietnã colhe neste ano aquela que tem tudo para ser a segunda maior safra de café de sua história. Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam para uma produção de 18,7 milhões de sacas, mas exportadores vietnamitas já falam em volumes cada vez mais próximos de 19 milhões de sacas nesta temporada 2010/11.

"Os preços estão influenciando a produção doméstica. Na safra 2005/06, a produção foi bem menor, ao redor de 15 milhões de sacas", afirma Jonathan Clark, diretor-geral da Dakman, exportadora de café do Vietnã. A maior colheita no país do Sudeste Asiático - segundo maior produtor e exportador do mundo, depois do Brasil - foi no ciclo 2006/07, quando foram produzidas 19,5 milhões de sacas de café.

Além do aumento da área plantada nos últimos anos - hoje são mais de 550 mil hectares -, os produtores do Vietnã também estão investindo na renovação dos cafezais. De acordo com Clark, os agricultores estão fazendo a enxertia de mudas novas nos troncos dos pés antigos para tentarem ter o mínimo de queda de produtividade nas lavouras.

Apesar de os preços internacionais estarem puxando a produção vietnamita, o baixo custo da mão-de-obra, até então um vantagem no país, já não está mais tão competitivo. "O preço da mão-de-obra tem subido rapidamente, ainda que a partir de níveis muito baixos. Esse aumento se dá, em média, entre 10% e 20% ao ano", diz Clark.

Um dos motivos que explicam o aumento do peso da mão-de-obra nos custos de produção do café vietnamita é o aumento da taxa de urbanização nos últimos anos. A chegada de grandes empresas ao país nos últimos anos transferiu os trabalhadores do campo para os grandes centros. Em dez anos, a população rural do Vietnã cresceu apenas 3% - pouco mais de 1,6 milhão de pessoas -, enquanto a população urbana deu um salto de 36% no mesmo período.
Fonte: Valor Econômico

Já faltam mudas para o plantio de café

Há tempos que os fundamentos do mercado de café não criavam um ambiente tão favorável para a valorização dos preços da commodity. O aumento do consumo internacional e doméstico, mesmo após um cenário de crise global, e a oferta mais apertada, depois da redução da safra colombiana e dos países da América Central, já fizeram com que as cotações subissem 47,3% na bolsa de Nova York em 2010, apesar da queda de 1,29% em novembro, como mostram cálculos do Valor Data até o dia 26.

A conjuntura para o café é tão favorável que no Brasil, maior produtor e exportador do planeta, já está difícil encontrar até mudas para serem adquiridas. A valorização dos preços nos últimos meses foi tão intensa que os viveiristas - como são chamados os produtores de mudas - de alguns dos principais polos do país não conseguiram atender à demanda de quem deixou a decisão de comprar as novas plantas para a última a hora.

Em Minas Gerais, responsável por 52,3% da oferta nacional de café, não há mais mudas disponíveis. Dono do maior parque cafeeiro do país, com 3,11 bilhões de pés em produção e outros 473,7 milhões em formação, o Estado tem necessidade média de 155 milhões de mudas novas por ano, considerando-se uma taxa de renovação de 5%. "Em Minas Gerais não existe mais muda para comprar. Pague o preço que for, hoje já não é mais possível encontrar quem tenha mudas para vender", afirma Antônio Carlos Paulino, presidente da Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo.

Segundo Paulino, o preço médio do milheiro de mudas no início do ano estava em R$ 250, mas apenas para quem fechava contratos de compras naquele momento e para entrega entre outubro e novembro. Para quem optou por fazer as compras no mercado disponível, apenas no momento do plantio, o preço médio do lote de mil mudas subiu de 30% a 50%, dependendo do período de compra.

"O valor das mudas acompanha o preço da saca. Quem acertou a compra antes pagou menos do que quem deixou para a última hora. O fato é que quem quer comprar agora não consegue mais", afirma Paulino.

Em São Paulo, segundo maior produtor de café arábica do Brasil, com um parque cafeeiro total de 446,2 milhões de pés, a situação não é diferente. De acordo com dados da Secretaria de Agricultura do Estado, a disponibilidade de mudas este foi inferior que em 2009. A expectativa dos viveiristas para a oferta de mudas para 2010 é também menor que a do ano passado. O plano anual dos viveiristas paulistas de 2009 previa a oferta de 21,3 milhões de mudas, enquanto para este ano a disponibilidade de mudas foi reduzida para 21,3 milhões, quase 35% a menos.

O desestímulo dos produtores de mudas está relacionado com os preços. Em novembro do ano passado, o valor médio da saca de café, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), era de R$ 272,55. Em maio, quando a produção de mudas começa, a saca de café já valia R$ 289. O preço chegou a R$ 355 em novembro, 30% mais do que no mesmo período do ano passado.

"Ainda não conseguimos quantificar exatamente, mas já é possível sentir uma migração de áreas de pastagem e grãos para o café. Foi esse efeito manada que pegou os viveiristas no contrapé e fez com que a disponibilidade de mudas ficasse mais ajustada", diz Celso Vegro, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão da Secretaria de Agricultura paulista.

Há 12 anos no negócio de mudas, o produtor Walter Garcia Bronzi vendeu neste ano 1,5 milhão de mudas a partir dos dois viveiros que tem no interior paulista, em Batatais e Altinópolis. A disponibilidade do produtor acabou há dois meses, apesar de o período de plantio do café durar de dezembro a fevereiro.

"E se eu tivesse mais um milhão teria para quem vender. Nunca vi uma demanda tão grande quanto a desse ano, tanto que consegui vender a unidade por entre R$ 0,35 e R$ 0,40 este ano, sendo que o preço historicamente varia de R$ 0,20 a R$ 0,25", afirma Bronzi.
Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ruralistas tentam aprovar mudanças no Código Florestal

Deputados ligados ao agronegócio mobilizam os líderes partidários para tentar aprovar as mudanças no Código Florestal ainda neste ano. O relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) já foi aprovado em comissão especial e aguarda inclusão na pauta do Plenário.

O texto prevê a ampliação da autonomia dos estados para legislar sobre meio ambiente, acaba com a obrigatoriedade de reserva legal por parte das pequenas propriedades e anistia quem cometeu crime ambiental até julho de 2008. O embate entre ambientalistas e ruralistas em torno do tema tem adiado a apreciação da matéria.

O deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), que presidiu a Comissão Especial do Código Florestal, já conversou com o líder de seu partido, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), e está otimista quanto à estratégia adotada para concluir a votação da matéria no Plenário, em dezembro. Sua intenção é aprovar o texto como está, deixando possíveis emendas para o Senado, no ano que vem.

Micheletto reconhece que, antes, o Plenário precisa superar a polêmica em torno do projeto de lei que trata da exploração de petróleo na camada pré-sal. Os deputados da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realizaram audiência pública nesta terça-feira e anunciaram que já mobilizaram seus líderes partidários em busca do acordo. O deputado Aldo Rebelo também participou da audiência e aproveitou para rebater críticas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência quanto à necessidade de ampliar o debate sobre o tema.

"O debate é sempre importante, mas acho que, ao mesmo tempo, a Câmara também precisa adotar providências principalmente sobre coisas imediatas: 90% dos proprietários rurais estão na ilegalidade, submetidos a sanções do Ministério Público, da Polícia Florestal. São pessoas que vivem dentro da lei, mas que, por uma legislação ambiental muito rigorosa, acabam sendo tratadas como criminosos", disse.

Estudo

Também nesta terça, o Observatório do Clima (rede que reúne 36 ONGs ambientalistas e movimentos sociais) divulgou um estudo sobre o impacto das mudanças do Código Florestal nas metas do Brasil de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa entre 36% e 38% até 2020.

O coordenador do observatório, André Ferretti, disse que a redução das áreas de proteção nas margens de rios e as mudanças nos atuais critérios de reserva legal, ambas medidas previstas no texto de Aldo Rebelo, comprometem as metas que o Brasil vem apresentando nas conferências da ONU sobre mudanças climáticas.

"Se a gente somar essas alterações, isso tudo junto teria um potencial de emissão de gases do efeito estufa de cerca de 25,5 bilhões de toneladas de CO2 equivalente. Só para se ter uma referência, em 2007, o Brasil emitiu, no ano, 1,9 bilhão de tonelada. Então, a gente está falando que o substitutivo, no pior cenário, poderia abrir um potencial de emissão de cerca de 13 vezes todas as emissões do Brasil, tomando como base o ano de 2007".

Em defesa de seu relatório, Aldo Rebelo destacou que a atual legislação ambiental brasileira é inexequível e precisa de ajustes para adequá-la às desigualdades sociais, econômicas e geográficas do Brasil. Aldo disse que buscou superar o antagonismo entre meio ambiente e agricultura e voltou a rebater as insinuações de ter beneficiado apenas o agronegócio.

"A renda no campo é pequena. Nem todo mundo tem 200 mil hectares de soja; 90% é um a três salário mínimos. E fica muita gente dizendo que é tudo ruralista: esse tipo de coisa é um crime, ou é má-fé ou é uma indiferença grande".
Fonte: Campo Vivo

Parcerias ampliam oportunidades de exportações do agronegócio

Trabalho conjunto com Apex, governos estaduais, Sebrae e federações resultou em maior participação de empresários no mercado externo

Aumentar o acesso a estatísticas, ampliar parcerias e abrir novos mercados serão prioridade do Ministério da Agricultura em 2011, afirmou nesta quinta, dia 25, o diretor de Promoção Internacional, Eduardo Sampaio. Para ele, as parcerias firmadas nos últimos anos permitiram aos empresários do agronegócio participar de feiras internacionais e abriram novas oportunidades de negócios. Sampaio mencionou o trabalho do ministério em conjunto com os governos estaduais, federações de agricultura, Agência de Promoção de Exportações (Apex-Brasil) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O dirigente do Ministério da Agricultura falou para uma plateia de exportadores de produtos de origem animal, durante a reunião para definir as estratégias para 2011 e apresentar um balanço de 2010.

De acordo com Ricardo Shaefer, diretor de Gestão e Planejamento da Apex-Brasil, a agência tem ampliado o apoio ao agronegócio. Dos 80 projetos em andamento, 20 são para o setor. Shaefer explica que as ações privilegiam a promoção no exterior, prospecção e pesquisa de mercado e missões comerciais. Segundo ele, um dos novos projetos é focado no setor de lácteos brasileiro, que hoje tem pouca penetração no exterior. A Apex vai atuar, nos próximos dois anos, principalmente, na Rússia, China, Argentina e Venezuela. Leite e derivados estão na quinta posição entre os produtos agropecuários mais comercializados no mundo.

Sampaio enfatizou também os treinamentos promovidos pelo ministério para fomentar exportações e qualificar profissionais que atuam nas negociações internacionais. Ele citou o Seminário do Agronegócio para Exportação (Agroex), oportunidade em que produtores, associações e cooperativas obtêm informações sobre os mecanismos de acesso ao mercado externo. O ministério já organizou 37 Agroex e na próxima semana realiza a 38ª edição, em Linhares (ES).

Outra iniciativa é o programa de imersão para diplomatas e profissionais que trabalham em embaixadas brasileiras. O programa inclui visitas a frigoríficos, usinas de açúcar e etanol, fazendas de grãos, cooperativas de frutas e café e reuniões com exportadores.

– Existe uma confiança muito maior em vender o nosso produto quando se vê de perto como funciona o processo produtivo – atesta Sampaio.

A ação já foi realizada com 24 diplomatas e funcionários contratados localmente nas embaixadas brasileiras no exterior. A partir da próxima semana, 68 alunos do Instituto Rio Branco participam do programa de imersão.

O consumo moderado de café não interfere na absorção do cálcio e não causa osteoporose

A cafeína não atua como um quelante do cálcio

Um conceito errado entre muitos profissionais de saúde, como nutricionistas, é o de que a cafeína interfere na absorção do cálcio, diminuindo-a, podendo assim causa osteoporose. Trata-se de algo totalmente infundado. A cafeína não atua como um quelante do cálcio, como o antibiótico tetraciclina, que impede a absorção de cálcio. O cálcio tem seu metabolismo rigorosamente controlado por uma série de hormônios e vitamina (vitamina D), de forma que dos 1.200 mg que ingerimos diariamente, apenas 300 mg são absorvidos. Caso precisemos de mais cálcio, o intestino apenas aumenta sua absorção.

O consumo moderado de cafeína não causa osteoporose em idosos nem aumenta o risco de fraturas. Denúncias iniciais levantaram a suspeita de que o consumo de cafeína pudesse ser responsável por uma maior incidência de osteoporose e fraturas em idosos, mas diversas pesquisas modernas esclareceram esta dúvida inicial. O risco de fratura do quadril apresenta uma modesta relação com o consumo de doses elevadas de cafeína, superiores a cinco xícaras diárias (acima de 700 mg de cafeína por dia) em alguns estudos enquanto que outros concluem que não existe relação entre o consumo de cálcio, leite, fósforo, proteínas, vitamina C e cafeína e fraturas do quadril. Também concluem que exercícios recreacionais na infância e adolescência parecem ajudar a proteger contra este tipo de fratura.

A menopausa esta associada a uma diminuição da densidade óssea e osteoporose, que pode ser agravada pelo tabagismo, pois este diminui a absorção de cálcio. O consumo moderado de cafeína não possui relação com o problema, mas o consumo exagerado de cafeína deve ser evitado por pessoas idosas e mulheres na menopausa, isto é, de doses acima de 500 mg diários de cafeína pode influir na ocorrência de osteoporose, mas apenas nas mulheres que consomem uma quantidade inferior a 800 mg de cálcio na dieta. A falta de consumo diário de leite pode estar relacionada a uma maior incidência de osteoporose em idosos, algo que pode até ser prevenido com duas a três xícaras diárias de café com leite.
Fonte: Informativo Capebe

Confira a previsão do tempo nesta Sexta-Feira

Região Sudeste
O ar quente e úmido que chega do Norte do Brasil forma muita nebulosidade sobre quase todo o Sudeste do País. As nuvens não escondem totalmente o sol, mas há previsão de chuva a qualquer hora, embora o tempo abafado, quente e úmido, provoque chuva mais intensa durante a tarde e no início da noite. Chove rápido e de forma fraca no litoral e região metropolitana paulista. Sol e pancadas no nordeste paulista e sul de Minas. Muito sol e nenhuma expectativa de chuva nas outras áreas de São Paulo.

Região Norte
Nesta sexta-feira, o sol aparece forte e as pancadas de chuva acontecem a partir da tarde no Pará, no Amapá e no leste de Roraima. As demais áreas do Norte têm sol e muita nebulosidade, períodos de nublado, e chuva a qualquer hora do dia.

Região Nordeste
Nesta sexta-feira o sol aparece entre muitas nuvens e as pancadas de chuva acontecem a qualquer hora do dia no sul da Bahia. O tempo fica firme, com sol o dia todo e sem previsão de chuva, do Recôncavo baiano ao norte do Maranhão. As demais áreas têm sol e pancadas de chuva a partir da tarde.

Região Centro-Oeste
Previsão de sol forte em quase todo o Estado de Mato Grosso do Sul. Apesar do aquecimento a baixa umidade dificulta a formação de nuvens de chuva. O norte de Mato Grosso do Sul e as demais áreas do Centro-Oeste, o tempo quente e úmido deixa o céu carregado de nuvens que não escondem totalmente o sol, mas provoca pancadas de chuva a qualquer hora do dia, embora a chuva seja mais intensa a partir da tarde.

Região Sul
Neste sexta-feira o sol aparece entre muita nebulosidade e há previsão de chuva fraca, a qualquer hora do dia, no nordeste do Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina e do Paraná. Nas demais áreas do Sul, a presença de uma massa de ar seco deixa o tempo aberto dificultando a formação de nuvens de chuva. A temperatura fica alta.
Fonte: Coffee Break

Próxima safra de café deve chegar a 42 milhões de sacas

A próxima safra brasileira de café deve chegar a 42 milhões de sacas. O volume, o melhor da história para um ano de baixa produção devido à bianualidade da cultura, deve embalar o ciclo seguinte. Para 2012/2013, espera-se que o País supere a marca das 50 milhões de sacas. Os números são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No melhor no ano de safra cheia do Brasil, em 2002, foram produzidas 48,48 milhões de sacas.

Apesar das áreas de plantio do café não acumularem expansões nos últimos anos, a produção segue crescendo, segundo a Conab. De acordo com a estatal, a temporada 2010/2011 deve ser encerrada com 2.082.430 hectares, ante os 2.092.909 hectares cultivados no ano passado.

Este ano, a produção, que acabou em outubro, deve mesmo fechar em torno 47,2 milhões de sacas, o que representa um aumento de 19% ante a safra anterior, e apenas 2% se comparado à safra de 2008.

Para Airton Camargo, superintendente de Agronegócio da Conab, o setor está optando agora por qualidade e produtividade. "A área foi menor este ano e a produção foi maior, isso se deve à melhoria nas condições para o café. O produtor tem a expectativa de melhor preço; o tratamento que eles estão dando a planta é melhor e existem também novas lavouras. Tudo isso colabora para essa fase", afirma.

No interior de São Paulo, a produtora de café da Fazenda Nova Cintra, Ana Lúcia, atestou a tendência de investimentos para gerar mais qualidade ao grão brasileiro. "Estamos investindo muito, trocando lavoura, mecanizando processos para, dessa forma, conseguir mais qualidade e produtividade em nossas áreas. Sempre cuidamos muito bem da nossa lavoura, e ainda vamos melhorar bastante", disse.

Para Camargo, o resultado disso já é visível e, no ano que vem - que será de baixa produção - o Brasil poderá atingir uma colheita de até 42 milhões de sacas, reduzindo ainda mais a diferença entre anos de alta e baixa produção. "A diferença entre os anos está caindo, mas nunca será igual: em um ano a plantação rende mais e no outro, com a planta mais cansada, ela produz menos. Agora se não batermos o recorde este ano, o faremos em 2013, quando vejo uma produção superior a 50 milhões de sacas".

Ele também lembrou que os resultados deste ano, junto com a valorização do grão, serviu para dar mais confiança ao produtor, que conseguiu arcar com os custos e ainda guardar uma parte do lucro para futuros investimentos. "O produtor está vendendo a bons preços o café este ano. Com isso, os investimentos nas lavouras com irrigação, adubo e cuidados na limpeza podem ficar mais intensos, e melhorar a qualidade de seu produto".

"Ao que parece todos os ventos sopram para o lado do café, isso porque além de firmar um bom estoque, com a colheita deste ano, e obter bons preços em sua venda, o produtor contará ainda com a expectativa de estabilidade nos preços até o meio do ano que vem", afirmou Gil Carlos Barabach, analista da Safras & Mercado.

"Esta é uma alta consistente, pois tem fundamento nos estoques baixos e na escassez de café de qualidade. A safra do ano que vem do Brasil será uma safra baixa, então esperamos que até o meio do ano que vem teremos um mercado com os preços estáveis por conta da pouca oferta".
Para ele, o produtor teve neste ano um volume maior e um preço muito bom, que serviu para ordenar os gastos e planejar futuros investimentos tanto em qualidade quanto em produtividade.
Fonte: Asscom Cocamar

Café: preços se mantém estáveis em dia de poucos negócios

Fico envergonhado em começar este relatório, pois as palavras são tantas quantas os número de contratos negociados hoje no mercado. Apenas 191 contratos e fechamento nos mesmos 242,00 de ontem.

A abertura até veio testar uma LTA em 238,50 e rapidamente reagiu. Chegou no 242,00 e depois disso mais nada ocorreu. Amanhã volta NY, porém ainda em ritmo de feriadão, então o marasmo tende a se repetir.
Fonte: XP Agro

Vietnã reduziu em 19% suas exportações no mês de outubro

Maior produtor de café robusta do mundo, o Vietnã reduziu em 19% suas exportações no mês de outubro. Foram embarcadas no mês passado 57 mil toneladas de café, volume bem inferior à estimativa de 70 mil toneladas projetada para o período, segundo a Bloomberg.

Para novembro, a expectativa é que as vendas externas sejam de 80 mil toneladas, volume que se for confirmado, elevará as exportações anuais do país em 1,5% para 1,05 milhão de toneladas.

Foi o sentimento de que a colheita no Vietnã ganhará celeridade que derrubou ontem os preços do café na bolsa de Londres. Os contratos para janeiro foram cotados a US$ 1.829 por tonelada, queda de US$ 5. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,07% para R$ 358,15 por saca.
Fonte: Valor Econômico

Café: Demanda por grão fino segue alta, mas vendas são limitadas

A demanda pelo café arábica de qualidade está aquecida no mercado brasileiro, segundo pesquisas do Cepea. O fechamento de negócios envolvendo esses grãos mais finos, no entanto, tem sido pequeno. Segundo colaboradores do Cepea, isso ocorre porque poucos vendedores têm ofertado esses lotes. Além do menor volume de grãos finos no mercado, vendedores também se retraem à espera de preços mais elevados. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 358,15/saca de 60 kg nessa quinta-feira, 25, praticamente estável em relação ao de quarta.
Fonte: Cepea

Ficafé 2010: Café do Norte Pioneiro do PR tem reconhecimento internacional

Ficafé reúne expositors de vários estados que mostram o que há de mais moderno para a cultura de café

O Norte do Pioneiro do Paraná vai se transformar em uma área geográfica internacionalmente reconhecida pelo café a partir dos mesmos critérios usados para identificar regiões produtoras de champagne ou vinhos finos em outros países do mundo A informação foi prestada ontem (25) de manhã pelo presidente da Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro (Acenpp), Luiz Fernando de Andrade Leite, na abertura da 3 Feira Internacional de Cafés do Norte Pioneiro do Paraná (Ficafe), no Centro de Eventos em Jacarezinho, a 160 quilômetros de Londrina.

Andrade Leite destacou que o café produzido na região vem melhorando ano a ano, alcançando os melhores indicadores de qualidade, de acordo com instituições especializadas Segundo ele, a região está produzindo cafés que variam entre 75 a 90 pontos, sendo considerados cafés especiais ou superiores O presidente da Acenpp disse que a transformação do Norte Pioneiro em uma área identificada com bons cafés pode acontecer ainda este ano ou no máximo até o começo do próximo ano

Ao falar na abetura da feira, Andrade Leite disse que, para alcançar os objetivos desejados, o produtor precisa adotar uma gestão profissional em negócio e trabalhar visando o associativismo Estas, segundo ele, são as únicas formas de sobrevivência no setor ""Com o associativismo nós ficamos mais fortes, temos um poder de barganha muito maior, condições de comprar e vender melhor nossos produtos e fazer compras comunitárias; sem união, a gente não chega a lugar nenhum"", afirma

O presidente do Núcleo Internacional de Negócios (NIN Brasil), Thiago Amhof, destaca que o importante no momento é focar a marca Norte Pioneiro como um produto que pode ser identificado em qualquer parte do mundo A NIN Brasil é uma associação que trabalha para promover produtos especiais do Brasil em outros países "O Brasil é muito comentado em todos os lugares como um grande produtor de commodities, mas acho que chegou a hora de mostrarmos que o Brasil produz também outros produtos de alta qualidade, como é o caso dos cafés do Norte Pioneiro"

Amhof diz que a associação está realizando um trabalho em especial na Espanha para incentivar o uso de cafés produzidos em apenas uma reunião ao contrário do que acontece atualmente, cuja principal característica é a mistura de produtos de diferentes origens

O dirigente da NIN Brasil visita vários países da Europa com uma certa frequência para manter contatos comerciais e é responsável pela vinda de uma comitiva espanhola ao evento Um dos visitantes é o barista Victor Bolea Gomes, que foi campeão no preparo de café recentemente na Espanha Ele se disse encantado com a qualidade e o sabor do café produzido na região e ficou de participar do próximo campeonato com um café do Norte Pioneiro

A Acenpp anunciou também que será montado em Jacarezinho um barracão com equipamentos que vão padronizar os cafés produzidos no Norte Pioneiro, o que vai facilitar a exportação dos produtos A unidade será adquirida com recursos do governo federal

A feira

Além das instituições de pesquisa e assistência técnica, a feira reúne expositors de vários estados que mostram o que há de mais moderno para a cultura de café Uma das máquinas que mais chama a atenção é uma colheitadeira avaliada em mais de R$ 500 mil A feira termina hoje.
Fonte: Folha de Londrina

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

La Niña deixa o meio rural atento aos fenômenos climáticos

Com a semeadura e floração das lavouras de verão, agricultores esperam uma melhora no volume de chuvas

O clima seco provocado pelo fenômeno La Niña aumentou a atenção dos produtores do Rio Grande do Sul. Ainda não há estimativas consolidadas de quebra de safra, mas enquanto algumas cooperativas seguem confiando em uma boa safra, outras já admitem riscos de perdas nas plantações de milho e arroz. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa) acompanha atentamente os acontecimentos climáticos neste período de plantio e florescimento das lavouras da safra de verão.

– Nós não podemos dizer, pelo menos não ainda, que vamos ter perdas nas lavouras. As previsões de poucas chuvas neste mês de dezembro, mas de chuvas regulares (se comparadas com anos anteriores) em janeiro, de acordo com os prognósticos do Conselho de Agrometeorologia do Estado indicam que podemos esperar para dizer se efetivamente vamos ter perdas. Estamos atentos, claro, mas ainda é cedo para previsões – disse o secretário da Agricultura, Gilmar Tietböhl.

O Secretário lembrou dos programas de irrigação que o governo do Estado vem desenvolvendo para auxiliar em períodos de estiagem, como a construção de mais de 5 mil microaçudes no interior gaúcho e a perfuração de 390 poços artesianos.

Até a semana passada, segundo a Emater-RS, o volume de chuva acumulado no mês estava 72% abaixo da média histórica no Estado, e a situação ameaçava ampliar a quebra prevista inicialmente pela instituição em relação ao ciclo 2009/10, quando o clima favorável ajudou na safra recorde do RS, totalizada em 24,3 milhões de toneladas de grãos.

O boletim climático do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), coordenado pela Seappa, indica precipitações abaixo do padrão climatológico para o próximo trimestre. Para dezembro, estão confirmadas chuvas abaixo do padrão, especialmente na metade sul e oeste do Estado. Para janeiro, a escassez de chuvas persistirá apenas na região sudoeste, aproximando-se mais de média normal nas demais regiões.

Novos prognósticos para os próximos meses serão discutidos na reunião do Copaaergs, que ocorre no dia 2 de dezembro, na sede da Seappa.
Fonte: Canal Rural

Exportação de café do Vietnã deve cair 2,4% em novembro

Números caem em termos de volume, mas sobem 24% em termos de valor

As exportações de café do Vietnã em novembro provavelmente cairão 2,4% em termos de volume ante igual período do ano passado, mas subirão 24% em valor, informou nesta quinta, dia 24, o Escritório Geral de Estatísticas do governo. Os embarques neste mês devem alcançar 80 mil toneladas, ou 1,33 milhão de sacas, o equivalente a US$ 143 milhões, de acordo com o órgão.

Em novembro de 2009, o país vendeu 82 mil toneladas, avaliadas em US$ 115 milhões. O escritório revisou as exportações de café do mês passado para 57 mil toneladas, abaixo das 70 mil toneladas previstas anteriormente.

No ano-safra 2010/11, iniciado em 1º de outubro de 2010, o Vietnã já embarcou 137 mil toneladas, ou 2,28 milhões de sacas de 60 quilos cada, volume inalterado em relação ao mesmo intervalo de 2009/10. As exportações até agora somaram US$ 240 milhões, alta de 24% na comparação anual. Informações da Agência Estado.
Fonte: Canal Rural

Carlos Melles visita Lavazza, que vai investir 10 milhões de euros no Brasil

O presidente da Frente Parlamentar do Café e da Cooparaíso, deputado federal Carlos Melles, visitou esta semana na Itália a Lavazza, maior empresa familiar de café expresso do mundo, e que está ampliando a operação no Brasil, onde a companhia chegou há cinco anos.

Melles foi recebido em Turim, sede da empresa, por Alessandro Lorenzi (vice-presidente de finanças), Mario Cerutti (diretor comercial) e Alessandra Bianco (relações públicas). Na oportunidade, a Lavazza prestou homenagem ao parlamentar brasileiro e confirmou que em dezembro anuncia investimentos de aproximadamente 10 milhões de euros em uma planta industrial, em Queimados, no Rio de Janeiro, segundo informou em outubro o jornal Valor Econômico.

A unidade brasileira, que vai torrar, moer e produzir cafés da marca Lavazza, será a primeira fora da Itália e deverá ser tão moderna quanto a da sede.

Ainda na Itália o deputado está percorrendo regiões tradicionais produtoras de vinho, conhecendo processos de produção, certificação, regionalização, entre outros, visando aprimorar conhecimentos e novas experiências que possam ser utilizados pela cafeicultura brasileira.
Fonte: Coffee Break

Confira a previsão do tempo nesta Quinta-Feira

Região Sudeste
Na quinta-feira, muitas nuvens, poucos períodos de sol e pancadas de chuva a qualquer hora do dia no Espírito Santo, litoral paulista, na maior parte de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. No oeste de São Paulo, sol forte, sem condições para chuva. Nas demais áreas de São Paulo e no sul, Triângulo e sudoeste de Minas Gerais, o sol brilha forte, as nuvens se formam e ocorrem pancadas de chuva isoladas à tarde. O tempo continua abafado no Sudeste.

Região Norte
A quinta-feira terá sol forte e pancadas de chuva à tarde no Amapá, centro-norte do Pará e nordeste do Amazonas. O dia será chuvoso entre Rondônia, Acre e sudoeste do Amazonas. Ocorrem pancadas de chuva a qualquer hora do dia nas outras áreas, mas intercaladas com aberturas de sol.

Região Nordeste
Na quinta-feira, o sol brilha forte, algumas nuvens se formam, mas não chove no norte do Maranhão, no norte do Piauí, no centro-norte do Ceará, no Rio Grande do Norte, na Paraíba, na maior parte de Pernambuco, no nordeste da Bahia, em Sergipe e em Alagoas. No sul do Maranhão e do Piauí e no oeste e no sul da Bahia, muitas nuvens, poucos períodos de sol e pancadas de chuva a qualquer hora do dia. Nas demais áreas, sol forte e chuva à tarde.

Região Centro-Oeste
Na quinta-feira, o sol brilha forte, algumas nuvens se formam, mas não chove em Mato Grosso do Sul e divisa deste Estado com Mato Grosso. Dia chuvoso no norte de Mato Grosso. Nas demais áreas do Centro-Oeste, muitas nuvens, poucos períodos de sol e pancadas de chuva a qualquer hora do dia.

Região Sul
Nesta quinta-feira, o sol brilha forte, algumas nuvens se formam, mas não chove na maior parte do Rio Grande do Sul, no oeste catarinense e no oeste e sudoeste do Paraná. No leste do Paraná e de Santa Catarina e também na Serra gaúcha e Grande Porto Alegre, o vento úmido que vem do mar traz muitas nuvens que provocam chuva a qualquer hora do dia. Nas outras áreas do Sul, o sol aparece, as nuvens aumentam e acontecem pancadas de chuva à tarde.
Fonte: Coffee Break

Café encerra em baixa em NY com feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA nesta quinta

O feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos voltou a influenciar o mercado e derrubou os preços do café no pregão de ontem da bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março terminaram o dia cotados a US$ 2,0745 por libra-peso, em queda de 310 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, a retração nas cotações só não foi maior porque o dólar também perdeu força no pregão de ontem, tornando o produto mais atraente para os compradores. Segundo analistas, o volume restrito de negócio tem deixado o mercado volátil na semana por conta do feriado americano. No mercado interno, os preços voltaram a subir depois de dois dias seguidos de queda. O indicador Cepea/Esalq fechou a quarta-feira valendo R$ 357,89 por saca, alta de 0,53%
Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Previsão do tempo para a Região Sudeste (24/11 a 27/11)

As pancadas de chuva se espalham de forma irregular sobre o cinturão produtor de café, mas aos poucos começam a se organizar sobre o norte da Região Sudeste e Bahia. No fim de semana, o tempo abre no Paraná e em São Paulo, bem como no centro e sul de Minas Gerais.

Em Minas Gerais as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte, com trovoadas e rajadas de vento ocasionais em áreas isoladas no LESTE e NORDESTE do estado, no período entre 00:00h, do dia 24/11/2010, às 24:00h, do dia 24/11/2010.

No Espírito Santo as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte, com trovoadas e rajadas de vento ocasionais EM ÁREAS ISOLADAS do estado, no período entre 00:00h, do dia 23/11/2010, às 24:00h, do dia 24/11/2010.

Previsão do tempo para a região Sudeste

Quarta, 24 de novembro de 2010
Nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo.
Temperatura: Estável. Máx.: 33°C Mín.: 12°C

Quinta, 25 de novembro de 2010
Nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo.
Temperatura: Estável. Máx.: 33°C Mín.: 12°C

Sexta, 26 de novembro de 2010
Nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo.
Temperatura: Estável. Máx.: 35°C Mín.: 11°C

Sábado, 27 de novembro de 2010
Nublado a encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Minas Gerais, norte e oeste de São Paulo. Nublado a parcialmente nublado com possibilidade de pancadas de chuva isoladas no Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro.
Temperatura: Ligeira elevação. Máx.: 36°C Mín.: 10°C
Fonte: Somar/INMET

Produtor de dois hectares de café vence prêmio de qualidade em Brejetuba

O produtor rural Joselino Meneguetti possui em sua propriedade em Brejetuba apenas dois hectares de café em produção e colhe aproximadamente 200 sacas do grão por ano. Ele, juntamente com a esposa e o filho tomam conta da plantação, que representa o sustento da casa. Este típico agricultor familiar capixaba foi eleito no último sábado (20) o melhor produtor de café do município e levou pra casa um cheque no valor de R$ 6.000,00.

Trata-se do II Prêmio Café Sustentável de Brejetuba, realizado pelo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), juntamente com a Prefeitura Municipal e a Cooperativa Alternativa de Agricultores do município (Cooaabre), com o objetivo de premiar os agricultores que buscam produzir cafés com excelência de qualidade. Foram agraciados os dez melhores produtores de café arábica da região, dentre 63 concorrentes. Ao todo, foram R$15.000,00 em prêmios.

A cerimônia de entrega foi realizada no último sábado (20), no Clube Recanto das Águas, na localidade de Brejaubinha, e contou com a presença de aproximadamente 200 pessoas, dentre elas várias autoridades, como o Presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o Prefeito de Brejetuba em exercício, José Geraldo Meroto, o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Brejetuba, José Eraldo Oliveira Dias, além de lideranças comunitárias e dos cafeicultores participantes.

Segundo o extensionista do Incaper de Brejetuba, Fabiano Tristão, o produtor vencedor Joselino Meneguetti segue em sua propriedade todas as recomendações técnicas do Incaper. “O produtor, inclusive, realiza a colheita seletiva da lavoura, ou seja, colhe apenas os cafés maduros. Isso contribui muito para a qualidade do café produzido por ele”, completa Fabiano.

De acordo com o presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o concurso é importante para incentivar os agricultores familiares a investir na qualidade da produção. “Atualmente, é fundamental que os agricultores capixabas utilizem as práticas adequadas de cultivo, colheita e pós-colheita, com o intuito de alcançar melhor rentabilidade na atividade. O mercado está cada dia mais exigente, e é preciso alcançar os consumidores que estão dispostos a pagar mais por um produto melhor”, afirma Evair.

A Cooperativa Alternativa dos Agricultores de Brejetuba (Cooaabre) se encarregará de negociar os lotes de sacas de café dos trinta finalistas do concurso, que poderá atingir um ágio sobre o preço médio de mercado de até R$ 250,00.

Sustentabilidade

Os critérios para o concurso foram divididos em duas avaliações: a prova de degustação, para analisar a qualidade do café, que representou 80% da nota final; e o respeito ao meio ambiente nas propriedades dos concorrentes ao prêmio, o que correspondeu a 20% da nota definitiva do concurso.

Para o extensionista do Incaper, Fabiano Tristão, avaliar-se a questão ambiental no concurso é fundamental, para que os produtores alcancem a produção de cafés de excelência através de práticas sustentáveis no cultivo do café. Segundo o extensionista, foram avaliados critérios como a utilização das bos práticas agrícolas, o uso racional de defensivos, a conservação do meio ambiente e a saúde do trabalhador.

Brejetuba é o maior produtor de arábica do Espírito Santo e o segundo maior do país, ficando atrás apenas da cidade de Patrocínio, Minas Gerais. O município apresenta uma produção média de 350 mil sacas por ano, sendo que cerca de 20% representa qualidade superior.

Veja quem foram os ganhadores:

Fonte: Incaper

CAFÉ: Análise sensorial e falta de estrutura preocupam

Nas rodas de conversa durante o 18.° Encafé o que mais deixava inseguros os torrefadores era o fato de ficar à mercê da subjetividade da análise sensorial da qualidade da bebida. Tal análise será feita por empresa credenciada pelo Ministério da Agricultura, cujos profissionais terão de passar pelo curso de classificador e degustador de café torrado e moído. Serão esses profissionais que definirão se o café posto à disposição do consumidor - cujas amostras serão recolhidas pelos fiscais do Ministério nas gôndolas dos supermercados - tem qualidade mínima de bebida de 4 pontos.

Durante o Encafé houve degustação de café nível 4, uma bebida bastante ruim. E o que é posto à disposição do consumidor, hoje, não é uma bebida muito acima disso. "Se o fiscal do Mapa desclassificar meu café por meio de uma análise que é essencialmente subjetiva a quem recorrer? O nível de tolerância é ínfimo", preocupa-se um torrefador, acrescentando que a intenção é tentar reverter, na IN, a desclassificação por qualidade da bebida.

Outra questão que ficou clara e o próprio Ministério da Agricultura admitiu é que o órgão ainda não está adequadamente aparelhado, e nem estará em fevereiro, para efetivamente começar a fiscalizar, classificar e multar quem produzir café fora dos padrões. Ainda não há classificadores e degustadores formados e credenciados para o torrado e moído e o Ministério busca parcerias de laboratórios já existentes para analisar os teores de impureza do produto. "Num país do tamanho do Brasil não é possível, realmente, começar desde já pela punição", tenta acalmar os ânimos o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), do Mapa, Maçao Tadano. Segundo Almir da Silva Filho, presidente da Abic, ainda tentou-se adiar a vigência da IN16 por isso, sem sucesso. Do lado dos classificadores, outra dúvida: se profissionais que atuam com café verde poderão se credenciar para classificar e degustar café torrado e moído, já que, apesar da experiência na área, alguns não são agrônomos, como exige a nova legislação. Outro imbróglio a ser resolvido até fevereiro.
Fonte: O Estado de São Paulo

Exportações de café vão atingir recorde no ano

As exportações brasileiras de café vão ser recordes neste ano. No ritmo em que as vendas externas seguem, o país deverá somar 32,5 milhões de sacas comercializadas no exterior, com valor superior a US$ 5,5 bilhões.

No ano passado, as exportações somaram 30,3 milhões de sacas, no valor de US$ 4,3 bilhões.

Guilherme Braga, diretor-geral do Cecafé (Conselho Brasileiro dos Exportadores de Café), diz que, se neste mês for mantido o ritmo de vendas de outubro (3,4 milhões de sacas), as exportações do país superarão 10 milhões de sacas apenas entre setembro e novembro.

E as previsões de Braga devem se confirmar, pois os mais recentes dados de exportações da Secex indicam receitas de US$ 616 milhões para este mês, valor próximo do recorde de US$ 638 milhões de outubro.

A maior presença do Brasil no mercado internacional se deve ao recuo das exportações de países tradicionais, como a Colômbia. Apesar da boa safra brasileira, os preços não tiveram tendência de baixa, segundo Braga. "A demanda sustentou [o preço]."

O executivo do Cecafé diz que o mercado mostra tendência de preços firmes para o café. Os chamados fundamentos de mercado são positivos: a demanda está aquecida, a oferta é menor e o consumo é crescente. Ele não acredita em grandes quedas nos preços do produto.

A alta de preços beneficia o produtor interno, já que 90% do valor FOB (Free On Board) das exportações são repassados internamente.

Apesar desse aumento, o produtor está perdendo a possibilidade de se capitalizar ainda mais.

Os custos internos, como mão de obra, são em reais -e vêm subindo. Já as receitas das exportações, em dólares, acabam sendo menores devido à valorização da moeda nacional.
Fonte: Folha de São Paulo

Café torrado passará a ter controle oficial

A IN16, do Ministério da Agricultura, entrará em vigor em fevereiro e fiscalizará impurezas e qualidade da bebida

Uma Instrução. Normativa, a IN16, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), agitou, entre os dias 12 e 16 de novembro, o 18.° Encontro Nacional da Indústria do Café, em Natal (RN). Prestes a entrar em vigor, no dia 17 de fevereiro do ano que vem, a IN16 afeta diretamente a indústria do café torrado em grão e do café torrado e moído - incluindo o produto importado -, já que delega ao ministério a função de monitorar a qualidade do produto final, em relação ao teor de impurezas, umidade e qualidade da bebida. Em última análise, quem sai beneficiado é o consumidor, que terá a garantia oficial de um órgão - com poder de fiscalizar e punir - de que o café disponível é puro, e está em condições de ser consumido como bebida com padrões mínimos de qualidade.

Selo de qualidade. Até a edição da IN16, quem se autofiscalizava em relação ao controle de impurezas no café era a própria indústria torrefadora, por meio do selo de qualidade da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), instituído há 20 anos justamente para coibir a fraude no produto final, com a adição de produtos como milho, soja, melado, palha, sementes de açaí e o que mais a imaginação achar que pode ser travestido de café na hora da torra e moagem.

Só que a Abic, com 1.113 associados, sendo 95% de pequenas e médias torrefadoras, consegue garantir a pureza, com seu selo de qualidade, de 70% do total de 19,3 milhões de sacas de 6o quilos de cafés comercializadas no País, diz o presidente da entidade, Almir José da Silva Filho. O que não quer dizer que o restante, que não tem o selo da entidade, seja de cafés com impurezas. "No nosso 'mapa da fraude' calculamos que 1,5% do café vendido no mercado interno seja misturado", diz Silva Filho.

Ainda segundo o presidente da Abic, a IN16 permitirá punir os infratores. "O que fazíamos era denunciar a fraude, mas não existia lei para multar os fraudadores. Lançar mão do Código de Defesa do Consumidor também é complicado, já que não havia definição legal sobre os níveis e tipos admissíveis de impurezas no produto final." Segundo a IN16, só poderão ser vendidos cafés com teores máximos de i% de impurezas, s% de umidade e classificação global de qualidade de bebida de 4 para cima - numa escala de o aio, sendo o péssimo café e o 10o melhor.

Impurezas e qualidade. Quanto à fiscalização e a punição à adição de impurezas os torrefadores foram unânimes em aprovar. O que aparentemente pegou várias empresas de surpresa foi o fato de que o Mapa também passará a fiscalizar a qualidade da bebida, proibindo a comercialização de cafés com nota abaixo de 4. "Há dois anos, o que a Abic e o Mapa nos propuseram foi editar uma Instrução Normativa para combate às impurezas, não à qualidade da bebida. Quem define a qualidade do café que quer comprar é o consumidor, não o ministério", diz um torrefador mineiro.

Outro torrefador, do Nordeste, exemplifica: "Há vinhos de vários tipos no mercado interno, desde os de excelente qualidade até aqueles com adição de açúcar. Há público para esses vinhos, todos produzidos conforme as normas sanitárias vigentes", continua. "Para o café puro, independentemente da qualidade da bebida, também haverá vários públicos. E quem deve escolher que qualidade de café quer comprar é o consumidor final. O ministério definir e classificar, por análise sensorial, a qualidade da bebida, como exige a IN16, é um critério muito subjetivo", concluiu.

O diretor-executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, complementa, porém, que a IN16 foi formulada com absoluta participação da indústria. "Tivemos 13 reuniões com os associados para debater o assunto, durante o período em que a IN esteve em consulta pública", garante, acrescentando que por causa da experiência tanto do selo de pureza quanto do Programa de Qualidade do Café (PQC), o Mapa procurou a entidade para debater uma normalização e classificação para o setor de café torrado e moído. "Não é nada diferente do que já fazem as empresas que seguem as normas do PQC e do selo Abic."

O torrefador mineiro acrescenta, porém, que manter um classificador de café em sua empresa, como exige a IN 16, custará por volta de R$ 9 mil mensais, incluindo o salário e custos trabalhistas. "A ideia da IN16 era combater a fraude, e não gerar mais custos para a indústria", indigna-se.

Já a iniciativa do ministério ocorreu porque ele tem de cumprir a Lei 9.972, de 25/5/2000, que obriga à classificação de todo produto de origem animal ou vegetal destinado ao consumo humano. Para o fiscal federal agropecuário do Mapa, Osmário Zan Matias, o que o ministério fez foi formalizar o que a indústria já fazia. "Antes a falha não tinha consequências. A partir de fevereiro, terá consequências e penalidades", diz.
VIAGEM FEITA A CONVITE DA ABIC

Classificador e degustador passará por curso no Mapa

Outro ponto polêmico que envolve a IN16 foi a obrigatoriedade de a indústria contratar classificadores de café torrado e moído licenciados pelo Ministério da Agricultura para definir se o café a ser comercializado pela torrefadora atende aos padrões mínimos exigidos pela nova legislação. Esses classificadores terão de passar por um curso no Mapa - o primeiro ocorrerá em Viçosa (MG), no dia 30.A previsão, segundo o coordenador geral de Qualidade Vegetal do ministério, Fábio Florêncio Fernandes, é habilitar, até o fim do ano que vem, 340 profissionais classificadores e degustadores de café torrado e moído. Para essas primeiras turmas, o Mapa convocará profissionais já especializados em café verde. "A ideia do curso não é ensinar o que profissionais do ramo já sabem de cor", diz Fernandes, mas padronizar a classificação e degustação, para que todos falem a mesma língua e se elimine o máximo possível a subjetividade da classificação e análise de aualidade." T.R.

Análise sensorial e falta de estrutura preocupam

Nas rodas de conversa durante o 18.° Encafé o que mais deixava inseguros os torrefadores era o fato de ficar à mercê da subjetividade da análise sensorial da qualidade dabebida. Tal análise será feita por empresa credenciada pelo Ministério da Agricultura, cujos profissionais terão de passar pelo curso de classificador e degustador de café torrado e moído. Serão esses profissionais que definirão se o café posto à disposição do consumidor - cujas amostras serão recolhidas pelos fiscais do Ministério nas gôndolas dos supermercados - tem qualidade mínima de bebida de 4 pontos.

Durante o Encafé houve degustação de café nível 4, uma bebida bastante ruim. E o que é posto à disposição do consumidor, hoje, não é uma bebida muito acima disso. "Se o fiscal do Mapa desclassificar meu café por meio de uma análise que é essencialmente subjetiva a quem recorrer? O nível de tolerância é ínfimo", preocupa-se um torrefador, acrescentando que a intenção é tentar reverter, na IN, a desclassificação por qualidade da bebida.

Outra questão que ficou clara e o próprio Ministério da Agricultura admitiu é que o órgão ainda não está adequadamente aparelhado, e nem estará em fevereiro, para efetivamente começar a fiscalizar, classificar e multar quem produzir café fora dos padrões. Ainda não há classificadores e degustadores formados e credenciados para o torrado e moído e o Ministério busca parcerias de laboratórios já existentes para analisar os teores de impureza do produto. "Num país do tamanho do Brasil não é possível, realmente, começar desde já pela punição", tenta acalmar os ânimos o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), do Mapa, Maçao Tadano. Segundo Almir da Silva Filho, presidente da Abic, ainda tentou-se adiar a vigência da IN16 por isso, sem sucesso. Do lado dos classificadores, outra dúvida: se profissionais que atuam com café verde poderão se credenciar para classificar e degustar café torrado e moído, já que, apesar da experiência na área, alguns não são agrônomos, como exige a nova legislação. Outro imbróglio a ser resolvido até fevereiro.
Fonte: O Estado de São Paulo