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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Logística impede crescimento do agronegócio brasileiro, diz ex-ministro

Para Roberto Rodrigues, país precisa melhorar questão da infraestrutura. Potencial de crescimento é enorme, mas faltam acordos comerciais, diz.

O grande gargalo que impede o crescimento do agronegócio brasileiro é a logística, na opinião de Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-ministro da Agricultura . “A principal barreira é logística. O grande dilema do Brasil é logística, a falta de portos, estradas, ferrovias, armazéns.”

A declaração foi feita na quarta-feira (1º), durante evento de lançamento das feiras Induspec Animal Expo&Business e Agrinsumos Expo&Business, previstas para ocorrerem em julho do próximo ano.

Apesar deste entrave, Rodrigues garante que o cenário à frente é positivo. “Hoje, na área de logística, a gente tem um projeto, que é o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Se ele sair do papel, muda de figura completamente a questão da infraestrutura no Brasil. Mas é um tema lento demais”, admitiu.

Produção

Durante palestra para lançamento dos eventos, Rodrigues destacou números que reforçam o potencial de crescimento do agronegócio brasileiro. “A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) imagina que, em dez anos, de hoje a 2020, a oferta mundial de alimentos tem que crescer 20% para atender à demanda dos países emergentes. Ela mesma reconhece a contribuição de cada região do planeta da seguinte maneira: Europa: 4%; Austrália: 7%; Estados Unidos e Canadá: de 10% a 15%; Rússia, Ucrânia, China, Índia: em torno de 25%; e o Brasil tem que ser 40%. (...) Não podemos perder esta oportunidade. É um desafio monumental só para alimentos.”

Segundo ele, nos últimos 20 anos, a área plantada com grãos no Brasil cresceu 26% e, no mesmo período, a produção de grãos cresceu 155%. “A produção cresceu seis vezes mais que a área plantada.”

Ainda com foco no potencial de crescimento da produção agropecuária no país, Rodrigues destacou que, dos 850 milhões de hectares que o Brasil tem, só 8,5% são cultivados, cerca de 70 milhões de hectares. “E pouco menos de 200 milhões de hectares de pasto. Nós não ocupamos hoje nem 30% da área com pastagem e agricultura. E ficam aí nos acusando de destruidores do meio-ambiente, de trabalho escravo.”

Ele destaca que o país tem hoje cerca de 96 milhões de hectares de pastagens que são aptos para a agricultura. “Só 96, mas é mais do que o setor tem hoje em dia plantados”, diz.

Na opinião do ex-ministro da Agricultura, esta enorme capacidade de crescer e atender à demanda mundial por alimentos e energia vinda da agricultura é parte do que impede o progresso da Rodada de Doha. “É isso aqui que bloqueia Doha. Vem um americano e vê isso, vem um australiano e vê isso, vem um alemão e vê isso... ‘temos que segurar esses caras, senão, eles vão comer a gente’. E vamos mesmo. Estamos ganhando mercados sem nenhum acordo comercial, estamos ganhando mercado pela pura eficiência competitiva do produtor rural brasileiro”, fala.

Empregos

Sobre a crítica de alguns setores da economia que dizem que o agronegócio emprega pouco e que matéria-prima tem baixo valor agregado no momento da exportação, Rodrigues usa dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para defender o setor. “Os dados oficiais do IBGE dizem que o agronegócio é o setor que mais emprega no país: 37% dos empregos diretos e indiretos vêm do agronegócio, portanto, mais de 1/3. Não é verdade que seja um setor que emprega pouco. Nós representamos 27% do PIB nacional. De modo que tem um peso social no nível de emprego e no nível econômico muito significativo. O saldo comercial do agronegócio é o dobro do saldo comercial do país”, defende.

“O agricultor, o pecuarista, quem produz o produto agrícola precisa de adubo, de semente, fertilizante, defensivo, de corretivo, de tratores, de colheitadeira, de arados, grades, carretas, caminhão, insumos que são produzidos pela indústria. O agronegócio é poderoso porque gera uma cadeia de empregos ampla”, argumenta.

Mas o ex-ministro da Agricultura reconhece que seria importante – e é interesse do setor – exportar itens com maior valor agregado, mas, o problema, neste caso, é a falta de acordos comerciais. “O Brasil exporta 1/3 do café verde do mundo e menos de 3% do café torrado e moído. A Alemanha e a Itália exportam 60% do café torrado e moído e não tem um pé de café. Não adianta a gente querer torrar e moer, porque se não tiver um acordo comercial com os distribuidores lá fora, você não exporta o seu produto. O café chega no porto e morre no porto”, diz. “Se não houver acordo comercial, que implica em ação de governo, e também do setor privado, não vai a lugar nenhum.”
Fonte: Fabíola Glenia Do G1, em São Paulo

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Parcerias ampliam oportunidades de exportações do agronegócio

Trabalho conjunto com Apex, governos estaduais, Sebrae e federações resultou em maior participação de empresários no mercado externo

Aumentar o acesso a estatísticas, ampliar parcerias e abrir novos mercados serão prioridade do Ministério da Agricultura em 2011, afirmou nesta quinta, dia 25, o diretor de Promoção Internacional, Eduardo Sampaio. Para ele, as parcerias firmadas nos últimos anos permitiram aos empresários do agronegócio participar de feiras internacionais e abriram novas oportunidades de negócios. Sampaio mencionou o trabalho do ministério em conjunto com os governos estaduais, federações de agricultura, Agência de Promoção de Exportações (Apex-Brasil) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O dirigente do Ministério da Agricultura falou para uma plateia de exportadores de produtos de origem animal, durante a reunião para definir as estratégias para 2011 e apresentar um balanço de 2010.

De acordo com Ricardo Shaefer, diretor de Gestão e Planejamento da Apex-Brasil, a agência tem ampliado o apoio ao agronegócio. Dos 80 projetos em andamento, 20 são para o setor. Shaefer explica que as ações privilegiam a promoção no exterior, prospecção e pesquisa de mercado e missões comerciais. Segundo ele, um dos novos projetos é focado no setor de lácteos brasileiro, que hoje tem pouca penetração no exterior. A Apex vai atuar, nos próximos dois anos, principalmente, na Rússia, China, Argentina e Venezuela. Leite e derivados estão na quinta posição entre os produtos agropecuários mais comercializados no mundo.

Sampaio enfatizou também os treinamentos promovidos pelo ministério para fomentar exportações e qualificar profissionais que atuam nas negociações internacionais. Ele citou o Seminário do Agronegócio para Exportação (Agroex), oportunidade em que produtores, associações e cooperativas obtêm informações sobre os mecanismos de acesso ao mercado externo. O ministério já organizou 37 Agroex e na próxima semana realiza a 38ª edição, em Linhares (ES).

Outra iniciativa é o programa de imersão para diplomatas e profissionais que trabalham em embaixadas brasileiras. O programa inclui visitas a frigoríficos, usinas de açúcar e etanol, fazendas de grãos, cooperativas de frutas e café e reuniões com exportadores.

– Existe uma confiança muito maior em vender o nosso produto quando se vê de perto como funciona o processo produtivo – atesta Sampaio.

A ação já foi realizada com 24 diplomatas e funcionários contratados localmente nas embaixadas brasileiras no exterior. A partir da próxima semana, 68 alunos do Instituto Rio Branco participam do programa de imersão.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Café é destaque no agronegócio

Antes mesmo de fechar o ano, o agronegócio mineiro já bateu recorde nas exportações. No acumulado de janeiro a outubro, as vendas do estado para o mercado internacional somaram US$ 6,1 bilhões. O valor é superior ao total verificado nos últimos dois anos (2009 e 2008), até então, os recordes estaduais, com US$ 5,6 bilhões e US$ 5,9 bilhões, respectivamente. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

De acordo com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o café é responsável pela maior parte do faturamento do agronegócio estadual. As vendas no acumulado somaram US$ 3,1 bilhões, alta de 34,8% na comparação com o mesmo período de 2009. As exportações de açúcar dobraram em termos de faturamento, atingindo US$ 853 milhões. Com este valor, o açúcar passou a ser segundo produto na pauta de exportações.

"Os recordes deste ano são resultado da valorização de preços dos produtos agrícolas no mercado internacional e do aumento da participação dos produtos de Minas Gerais em outros países. Além do crescimento no faturamento, também aumentamos a quantidade vendida para o exterior. O nosso desempenho superou a média nacional", disse o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Gilman Viana.

O valor das exportações nos dez primeiros meses do ano cresceu 33% ante o mesmo período do ano passado, quando os embarques movimentaram US$ 4,6 bilhões. Na quantidade exportada, o crescimento foi de 14%, ao atingir 5,9 milhões de toneladas de produtos agropecuários enviados ao exterior. Já a média do agronegócio nacional apresentou crescimento de 16,5% no valor exportado (US$ 64 bilhões) e de 6,5% da quantidade vendida (99,3 milhões de toneladas).
Fonte: Notícias do Dia CNA

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Agronegócio prevê exportar US$ 74 bilhões

O setor de agronegócio exportou de novembro de 2009 a outubro de 2010 US$ 73,88 bilhões, quebrando a marca histórica de dois anos atrás que foi de US$ 71,8 bilhões, e a previsão é de fechar o ano com mais de US$ 74 bilhões, definindo assim o novo recorde. A análise foi realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Além disso, em outubro deste ano as vendas externas do setor atingiram a marca de US$ 6,99 bilhões, que não somente representa um crescimento de 27,7% ante o mesmo período de 2009, como também estabeleceu um novo recorde para o mês. As importações no mês aumentaram 24,1%, se comparadas ao mesmo período do ano passado, chegando a US$ 1,19 bilhão. Como resultado, o superávit da balança comercial foi de U$ 5,79 bilhões.

Entre os setores que mais contribuíram para o avanço das exportações agropecuárias estão o complexo sucroalcooleiro (44,1%), café (62%), sucos de frutas (50,3%), animais vivos (58,8%) e complexo soja - farelo, grão e óleo - (28%). Neste último, as vendas totalizaram US$ 984 milhões. O valor exportado dos grãos, principal item da pauta do complexo, aumentou 38,3% em relação ao registrado em outubro de 2009 que foi de US$ 310 milhões para US$ 429 milhões. O volume comercializado para o exterior aumentou 41,5% e os preços foram 2,2% inferiores.

A receita das exportações de carnes aumentou 6,4%, passando de US$ 1,139 bilhão, em outubro do ano passado, para US$ 1,213 bilhão, no mesmo mês deste ano. A venda de carne bovina in natura foi o destaque, sendo 20,6% superior, ante 2009.
Fonte: Canal do Produtor

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Presidente da Sociedade Rural Brasileira diz que desafio de Dilma é solucionar problemas do agronegócio

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) não pode tratar o agronegócio brasileiro do mesmo modo que o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, sob risco de o Brasil perder oportunidades no mercado internacional e ficar refém de gargalos logísticos. A cobrança foi feita pelo presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva, que reclama de mais atenção do Governo Federal ao setor.

“Nós temos que colocar a agricultura num patamar político semelhante ao patamar econômico que ela tem. Somos responsáveis por um terço do Produto Interno Bruto (PIB), por um terço dos empregos gerados no Brasil e não podemos perder tempo com os mesmos problemas de sempre. Ao longo do Governo Lula, praticamente a gente não teve avanços em nossas reivindicações.”

As reclamações do presidente da SRB são as mesmas de líderes do agronegócio e de produtores em geral: o fim das estradas esburacadas, maior investimento em ferrovias e rodovias, fortalecimento dos portos e um cuidado especial com a mão de obra. Ele citou o problema já mostrado pelo Porto Gente e que envolve a falta de portuários para lidar com açúcar no Porto de Santos.

“O presidente Lula deixou de defender o campo, não nos deu atenção. Parlamento é apenas um pedaço da solução. Não adianta nada, e eu sempre digo isso, termos 50 ou 100 deputados da bancada ruralista. Ampliamos, isso é verdade, mas faz-se necessário ter a aprovação da sociedade. Se o governo não valorizar politicamente a agricultura do País, vamos continuar com esses problemas a vida inteira.”

Cesário Ramalho pede o fim das políticas baseadas nos resultados de curto prazo. Ele espera que Dilma Rousseff pense no agronegócio com planejamentos de longo prazo e que as questões políticas fiquem de lado. Ao menos na formação da equipe ministerial, a futura presidente já declarou se favorável à nomeação de ministros técnicos, que saibam lidar com os problemas do dia a dia.
Fonte: Porto Gente

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Agronegócio terá superávit recorde

Apesar do dólar fraco, o agronegócio brasileiro deverá fechar o ano com superávit superior a US$ 60 bilhões. O número foi apresentado ontem, em Curitiba, pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi. O setor é responsável por quase metade das exportações brasileiras.

"Em 2009, essa participação chegou aos 42% e este ano será ainda maior, gerando um superávit extraordinário. Devemos chegar ao fim do ano com US$ 72 bilhões de exportações provenientes do agronegócio. E vamos importar apenas algo em torno de US$ 12 a US$ 14 bilhões", disse o ministro.

Segundo Rossi, o país está aproveitando bem este momento de ampliação do consumo de alimentos em todo o mundo. "O Brasil é hoje o grande fornecedor de proteínas, tanto de origem animal. Já exportamos alimentos para 215 países e somos os maiores exportadores de vários produtos, além dos tracionais café, açúcar e suco de laranja. Estamos nos destacando nas exportações de carne bovina, suína e de aves e já ocupamos a condição de maiores exportadores do complexo soja".

O ministro Wagner Rossi foi a Curitiba participar da abertura do Fórum Sementes de um Novo Brasil, promovido pela multinacional Syngenta, uma das maiores produtoras mundias de sementes e defensivos agrícolas e uma das líderes em pesquisa e desenvolvimento no setor de biotecnologia agrícola. ■ Agência Brasil
Fonte: BRASIL ECONÔMICO

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Reivindicações do agronegócio ao futuro governo incluem renda do produtor rural

O agronegócio é responsável por 25% do PIB

O agronegócio, um dos principais setores da economia e essencial para o equilíbrio da balança comercial brasileira, tem vários pleitos para cobrar da presidente eleita Dilma Rousseff. Segundo o coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV), o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o primeiro deles é a questão da renda dos produtores rurais.

Rodrigues considera que a renda está condicionada a uma política eficaz de crédito rural e preços mínimos e ao fortalecimento do agricultor por meio do cooperativismo. Outro ponto fundamental é a questão da infraestrutura logística, com a priorização das obras que influenciam o escoamento da produção. A melhoria das estradas em algumas regiões produtoras e o uso dos modais ferroviário e hidroviário, como alternativa ao rodoviário, barateiam o transporte e podem proporcionar mais renda ao produtor.

Segundo dados divulgados pelo governo, o agronegócio é responsável por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e um terço dos empregos. Em 2009, representou 42% das exportações, com US$ 64,7 bilhões dos US$ 152,2 bilhões exportados pelo Brasil. Para este ano, a estimativa do Ministério da Agricultura é que as remessas de produtos e mercadorias para outros países rendam US$ 73 bilhões ao setor.

“Queremos uma estratégia de governo para o agronegócio. É preciso uma coordenação para a agricultura, com os vários ministérios trabalhando nesse plano de governo”, defende Rodrigues. Ele explica, no entanto, que todas as questões devem estar “empacotadas sob o tema da responsabilidade ambiental”, bastante discutido no Congresso e também dentro do governo.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dólar em baixa reduz força do agronegócio

Produtor deixa de receber R$ 10,00 por saca de soja exportada

Exportador agrícola de peso, o Brasil amarga o peso da desvalorização do dólar. A cada venda para fora do país, agricultores e indústrias acabam recebendo menos em reais por produtos como açúcar, café, suco de laranja, carnes e grãos, um golpe na rentabilidade. O prejuízo é amenizado pela elevação circunstancial das cotações internacionais de commodities como milho, trigo e soja. Mas a situação pode mudar. O economista e professor da Unijuí, Argemiro Luis Brum, alerta que não há garantias de que os preços estarão bons quando os produtores colherem a safra de verão a partir de janeiro. "As valorizações são artificiais, não estão relacionadas à oferta e demanda, mas a um movimento especulativo do mercado para compensar a queda do dólar", opina.

Segundo o pesquisador, a desvalorização da moeda norte-americana frente ao real é de 40% desde 1999, quando o Brasil flexibilizou o câmbio. Isso significa dizer que a atual taxa cambial de R$ 1,70 estaria em R$ 2,32, o que, para os sojicultores, significaria receber hoje cerca de R$ 10,00 a menos por saca exportada. Uma fortuna, se considerada a projeção da Safras & Mercados de que o Brasil deverá exportar 30,2 milhões de toneladas.

Neste cenário, o especialista Fernando Muraro, da AG Rural, aconselha que o produtor realize um controle rigoroso dos custos e venda antecipadamente pelo menos parte da safra. Mesma realidade se aplica ao milho e ao trigo.

Uma das poucas conse-quências positivas é a queda de preço de matérias-primas importadas. De acordo com o consultor da Fecoagro, Tarcísio Minetto, o câmbio tem impactado principalmente os herbicidas. Já em relação aos fertilizantes, beneficiou somente quem comprou no primeiro semestre do ano.

Para o presidente do Siargs, Torvaldo Marzolla Filho, as variações não são reflexo apenas do câmbio, mas de oscilações do preço em dólar. "Ferrosos e não ferrosos subiram, Muitos deles acima da valorização cambial."
Fonte: Revista Cafeicultura

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Café em disparada no campo mineiro

Produto Interno Bruto do agronegócio de Minas deve chegar a R$ 94,7 bi, este ano. Participação do estado no PIB nacional do setor alcançará marca histórica de 12,3%

A colheita do agronegócio mineiro vai ser farta este ano. O valor do Produto Interno Bruto (PIB) de todas as cadeias ligadas à agricultura e pecuária em Minas Gerais deve chegar a R$ 94,7 bilhões até o término de 2010. O estado nunca registrou riqueza tão grande no campo. Café, laranja e carvão vegetal foram os grandes responsáveis pela disparada dos resultados no estado. Por causa da valorização dos preços desses e de outros produtos colhidos em Minas, a expectativa é de que o crescimento do PIB do agronegócio mineiro chegue a 8,8%, ou seja, acima dos 7,5% previstos para para o PIB total do país.

O ritmo mais acelerado que o registrado em outras regiões ainda vai permitir que o estado registre uma maior participação no PIB do agronegócio nacional: de 12,3%. A porcentagem também é a maior da série histórica de levantamentos feitos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) a pedido da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. Para se ter uma ideia, em 2001, quando os estudos começaram a ser executados, Minas era responsável por apenas 9,5% do PIB do agronegócio nacional. E no ano passado, essa participação ficou em 11,47%.

“O bom é que foi uma recuperação da riqueza, ou seja, do produto e não do custo”, observa o secretário da Agricultura, Gilman Viana Rodrigues. Como o estudo do PIB leva em consideração toda a cadeia produtiva do agronegócio – atividades básicas, agroindústria e os setores de insumo e distribuição –, aumento nos valores de transporte ou fertilizantes, por exemplo, também poderiam impactar na alta. Mas não foi o que ocorreu. Ele pondera que a diversificação de cultura no estado também ajudou a expandir a participação na fatia do PIB do agronegócio nacional. Enquanto outras regiões sentiram mais a depreciação de preços de alguns grãos, como o milho, aqui o efeito de valores mais baixos acabou minimizado.

Na opinião do superintendente técnico da Faemg, Affonso Damasio, a participação de 12,3% é histórica. “Minas sempre representava 10% de tudo no país. Agora essa trajetória começou a mudar”, avalia. Para ele, esses números do PIB ainda podem melhorar um pouco mais até o fim do ano. Isso porque as carnes bovinas e suína estão em trajetória de valorização que ainda não foram registradas no estudo atual. Os faturamentos das indústrias de açúcar e álcool e celulose também estão em alta, o que pode impactar o resultado final de 2010. A pesquisadora da área de Macroeconomia do Cepea, Adriana Ferreira Silva, diz que houve uma recuperação do agronegócio em todo o Brasil. “Mas em Minas Gerais esse processo está mais acelerado”, pondera.

O café, segundo Viana, foi a grande vedete de 2010, pois além de ter grande peso na produção agrícola do estado e contar com uma safra mais robusta neste ano também registrou recuperação de preços. “Em 2009 faltou café de qualidade no mercado internacional e a oferta foi quase a zero. O comprador ficou ávido pelo produto e o preço melhorou”, explica Viana. Se o dólar não estivesse tão desvalorizado, frente ao real, os resultados da cultura poderiam ser ainda maiores que os 29% registrados. O cafeicultor Henrique Pinto Bíscaro, de Varginha, no Sul de Minas, confirma que o preço da saca melhorou. “Neste ano consegui ter uma renda bem superior ao custo de produção”, observa. Ele nem se lembrava mais da última vez que isso tinha ocorrido pois na maioria das colheitas anteriores seu lucro quase empatava com o custo. O desempenho fraco do café, inclusive, o levaram a apostar também no eucalipto, que está em alta. “A diversificação é importante.”

No caso da laranja e do carvão vegetal, que tiveram crescimento do PIB em 76% e 59%, respectivamente, a justificativa para a alta foi a base muito baixa do ano passada, em decorrência da crise econômica internacional.
Fonte: Jornal Estado de Minas

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Agronegócio perde US$ 4 bilhões por erros na logística

A ineficiência logística do agronegócio rouba do Brasil US$ 4 bilhões todos os anos. O dado é da Elizabeth Chagas Consultoria e Assessoria em Comércio Internacional e leva em conta as perdas geradas na colheita, no transporte, na armazenagem e nos segmentos de varejo e consumo.

O cálculo foi feito com base na projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta produção de 147 milhões de toneladas de alimentos para a safra de 2009/2010 e perda de 10% do volume produzido. Com o montante perdido, o Brasil poderia construir quatro portos com 16 berços de atracação ou 20 terminais de fertilizantes iguais ao que já existem no porto de Santos.

“O setor primário capixaba apesar de estar em evolução, também enfrenta problemas logísticos. Ele carece de investimentos estruturantes, contemplando as áreas de transportes, energia elétrica e armazenagem. Também temos necessidade da construção de açudes e barragens”, comenta o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Júlio Rocha.

Segundo Júlio, no quesito transportes, o Estado precisa avançar nos trechos estratégicos do contorno de Vitória, bem como nos perímetros diretamente responsáveis pelo escoamento da produção dos municípios. “Há também demanda por uma ampliação de nossas potencialidades, alcançando o uso racional do transporte intermodal, como forma de baratear os custos de produção”, informa.

Outra queixa do setor primário capixaba é na área de armazenagem da produção. Ainda não foi criado um substitutivo para reparar a perda dos armazéns do Instituto Brasileiro do Café, em Jardim da Penha, construídos com recursos dos cafeicultores. Enquanto aguardam a construção de outro local para estocagem dos alimentos, produtores temem a ameaça de terem que armazenar a produção em estados vizinhos, como Bahia e Minas Gerais. Isso implicaria gastos ainda maiores.
Fonte: Iá! Comunicação

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Agronegócio brasileiro registrou superavit de US$ 6,189 bilhões

Na análise de setembro, divulgada na quarta-feira (13), a arrecadação com as vendas externas foi de US$ 7,363 bilhões, aumento de 28,1% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O resultado é recorde para o nono mês do ano. As importações subiram 32,6%, alcançando o valor de US$ 1,174 bilhão.

A balança comercial do agronegócio registrou superavit de US$ 6,189 bilhões. Os setores que mais contribuíram para o incremento das exportações foram café (44,3%), carnes (14,2%), cereais, farinhas e preparações (151,5%), sucos de frutas (117,3%), produtos florestais (18,3%), complexo soja (6,7%), e fibras e produtos têxteis (58,7%).

As vendas do complexo soja cresceram 6,7%, com arrecadação de US$ 1,445 bilhões.

O valor exportado de soja em grãos aumentou 0,7% em relação ao valor registrado em setembro de 2009 (de US$ 817 milhões para US$ 823 milhões). A quantidade exportada aumentou 9,7% e os preços foram 8,2% inferiores.

A receita de exportações de carnes aumentou 14,2%, passando de US$ 1,023 bilhão em setembro de 2009, para US$ 1,169 bilhão em setembro de 2010.

Os ganhos obtidos com os embarques da carne bovina in natura foram 15,9% superiores, os da carne de frango in natura, 26,7% maiores e os da carne suína in natura, 8,5% mais altos em relação a setembro de 2009.

O faturamento do complexo sucroalcooleiro aumentou 47,2% (passando de US$ 1,051 bilhão para US$ 1,546 bilhão), o que resultou do aumento dos preços do açúcar (23,4%) e do álcool (20,5%), além do aumento da quantidade exportada de açúcar e da redução do etanol.

De janeiro a setembro, as vendas de açúcar atingiram o valor de US$ 8,9 bilhões, quase US$ 1 bilhão por mês.

Na análise por País, destacaram-se as taxas de crescimento das exportações para Argélia (337%), Egito (113,4%), Arábia Saudita (68,0%), Irã (63%), Itália (62%), Japão (55,9%), China (50,8%), e Coréia do Sul (46,7%).
Fonte: Ministério da Agricultura

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Agronegócio responde por 25% do PIB e um terço dos empregos

O agronegócio é responsável por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e um terço dos empregos. Em 2009, representou 42% das exportações, com US$ 64,7 bilhões dos US$ 152,2 bilhões exportados pelo Brasil. Para este ano, a estimativa do Ministério da Agricultura é que as remessas de produtos e mercadorias para outros países rendam US$ 73 bilhões para o setor.

Soja, carnes, açúcar e produtos florestais são os produtos mais exportados. Algumas barreiras comerciais impostas por outros países ainda atrapalham a abertura de novos mercados para os produtos nacionais, principalmente a carne.

O país é autossuficiente na maioria dos alimentos que consome, sendo chamado como celeiro do mundo, por produzir para o consumo interno e ainda assim ser o maior exportador mundial de alguns produtos. No entanto, cerca de 50% do trigo consumido por quase todos os brasileiros na forma de pães, biscoitos e bolos, precisam ser importados.

Uma das maiores dependências da agricultura nacional, reconhecida como a maior agricultura tropical do mundo, é a importação de fertilizantes. O Brasil importa mais de 60% dos produtos utilizados na fabricação de adubos – fósforo, nitrogenados e potássio – com gastos que chegam a US$ 10 bilhões anuais.

De acordo com o último Censo Agropecuário do IBGE, de 2006, há no país cerca de 5,2 milhões de propriedades rurais, a maioria em posse de produtores familiares. A agricultura é a atividade econômica em 51,5% delas, enquanto a pecuária é predominante em 44%, a produção florestal, em 4%, e a pesca e aquicultura, em 0,5%.

Com tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e financiamentos com juros reduzidos, o governo incentiva, atualmente, a integração lavoura-pecuária-floresta, objetivando diversificar a renda do produtor e o aumento das áreas de florestas plantadas.

Uma das questões que mais aflige boa parte dos agropecuaristas é a demora para a atualização do código florestal brasileiro. Muitos produtores estão, de acordo com a legislação atual, em situação irregular. Depois de mais de um ano de negociações entre os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, o governo resolveu deixar a decisão para o Congresso, que está propondo as alterações.
Fonte: Campo Vivo

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Exportação do agronegócio cresce 16% em julho puxada por carnes e açúcar

Receita dos embarques de açúcar cresceu 62,3%, para US$ 1,236 bilhão, e de carnes (bovina, suína e de frango), 22,4%

As exportações do agronegócio brasileiro aumentaram 16,6%, para US$ 7,329 bilhões em julho, ante o mesmo período em 2009, de acordo com informações divulgadas hoje pelo Ministério da Agricultura. As importações cresceram 42%, para US$ 1,13 bilhão. Com isso, o superávit do comércio de produtos agropecuários foi de US$ 6,198 bilhões, 12,87% superior ao registrado em julho do ano passado. As exportações do agronegócio representaram 41,5% do total exportado pelo País no mês passado.

No acumulado do ano, as exportações do agronegócio tiveram alta de 12,1% em relação ao valor exportado no mesmo período de 2009, somando US$ 42,302 bilhões, ou 39,6% do total exportado pelo Brasil no período. As importações também apresentaram variação positiva (36,7%), totalizando US$ 7,211 bilhões. O saldo comercial do agronegócio aumentou de US$ 32,453 bilhões para US$ 35,091 bilhões de janeiro a julho.

O aumento das vendas de açúcar e carne bovina puxaram o resultado das exportações do agronegócio em julho. A receita dos embarques de açúcar cresceu 62,3%, para US$ 1,236 bilhão, ante US$ 761 milhões no mesmo período do ano passado. Em volume, as vendas foram 24,9% maiores, com 2,901 milhões de toneladas embarcadas, ante 2,323 milhões de t em julho de 2009. O complexo carnes (bovina, suína e de frango) registrou aumento de 22,4% na receita, para US$ 1,273 bilhão, de US$ 1,040 bilhão no mesmo período passado. Em volume, foram 550 mil toneladas exportadas, aumento de 11%, ante 496 mil t em julho de 2009.

Outros produtos que impulsionaram a receita das exportações no último mês foram os florestais (21,9%), café (32,4%), milho (70%), couros, produtos de couro e peles (31,7%) e animais vivos (65%).

O complexo soja, maior item das exportações do agronegócio, registrou queda de receita em julho, apesar do aumento no volume exportado, por causa do recuo do preço mínimo dos produtos que o compõem. A receita total em julho caiu 0,8%, para US$ 2,186 bilhões, de US$ 2,204 bilhões em julho de 2009. Mas o volume aumentou 17,2%, para 5,76 milhões de toneladas, de 4,914 milhões de t na mesma base de comparação. No acumulado do ano, a receita caiu 5,1%, para US$ 11,743 bilhões, de US$ 12,371 bilhões. O volume recuou 0,2%, de 31,496 milhões de toneladas, para 31,427 milhões de t.
Fonte: Agência Estado

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Agronegócio pretende investir R$ 30 mil para mudar imagem, diz Abag

Campanha já arrecadou R$ 5 milhões; objetivo é fazer com que a sociedade valorize o produtor e conheça as dificuldades enfrentadas pelo segmento.

O agronegócio vai investir para melhorar sua imagem. Um grupo de trabalho está sendo formado para captar recursos, investir em propaganda e mudar a imagem do setor perante a sociedade. Segundo o coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, a campanha já arrecadou R$ 5 milhões e espera recolher mais R$ 25 milhões.

Rodrigues participa, neste momento, do painel sobre comunicação, dentro do 9º Congresso Brasileiro de Agribusiness. As discussões giram em torno das estratégias que deverão ser adotadas para que a sociedade valorize o produtor e conheça as dificuldades enfrentadas pelo segmento. "É preciso que se entenda que investir em defesa sanitária não significa colocar espingarda em galinheiro", disse Rodrigues.

Geraldo Alonso Filho, presidente da FGF Agricultura & Negócios, também palestrante do evento, disse que o agronegócio, apesar de responder por um terço do PIB nacional, não investe 1% desse valor em propaganda. Segundo ele, o setor precisa entender que a comunicação é eficaz para transformar a realidade do agronegócio e agregar valor aos produtos brasileiros. "O café colombiano é 20% mais caro do que o café do Brasil só porque é mais conhecido", comentou.
Fonte: Revista Cafeicultura

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Agronegócio. Nosso café no coração do mercado europeu

O cafeicultor Edmar Zuccon, de Brejetuba, já conseguiu o que muitos produtores ainda estão buscando: uma fatia do competitivo e seletivo mercado internacional de cafés finos. Há dois anos ele está exportando para a Alemanha e Itália parte do café arábica produzido na fazenda de sua propriedade, a Santa Clara. Nesse período foram 3 mil sacas e a expectativa é ampliar o volume e o número de compradores.

As vendas externas feitas por Zuccon foram as primeiras operações com pessoa física no Estado. Ou seja, ele foi o primeiro produtor a exportar diretamente o café e, com isso, agregar maior valor. O preço médio do café exportado foi de R$ 400 por saca. O produtor chegou aos compradores internacionais por meio do corretor de café, Grives Machado.

Para conquistar uma fatia do mercado externo, entretanto, os cuidados são muitos. Vão desde a seleção das mudas, aos tratos da lavoura (poda, adubação, renovação), colheita seletiva, despolpamento, secagem e ensacamento. Da lavoura, o café vai diretamente para o despolpador e daí para o secador, sem passar pelo terreiro.

Na Santa Clara, a colheita é feita em três etapas, para garantir maior percentual de grãos maduros, que vai resultar em maior volume de café de qualidade. Tanto cuidado aumenta em 20% o custo de produção, mas o resultado final é compensador. O café de qualidade, o top de linha, ou o fully washed, tem remuneração 40% maior. “O custo é alto, mas a remuneração é melhor”, atesta Zuccon.

A fazenda Santa Clara tem 1 milhão de pés de café, que rendem uma média de 8 mil sacas por ano e 50% do café ali produzido é café especial. A única atividade na propriedade é a produção de café, por ser a alternativa mais rentável na região e, também, por ter se transformado na paixão do produtor.

“O café é a minha paixão. Os pés de café que tenho são o meu patrimônio e não me vejo fazendo outra coisa que não cuidar das lavouras de café”, destaca Zuccon. E ele faz questão de acompanhar tudo. Nada na propriedade é feito sem seu conhecimento, sem sua orientação. “Faço questão de acompanhar tudo para não perder o controle da qualidade e não fugir da meta que eu impus, que é a de melhorar produtividade e a qualidade”.

Qualidade não pode esperar
Os produtores capixabas de café arábica que estão pensando em conquistar o mercado externo com os cafés de qualidade, os chamados fully washed e semi washed, não podem ficar esperando por mais tempo, porque perderão o espaço para os cafés da Colômbia e da América Central.

O alerta é do corretor de café, Grives Machado, que atua na área há mais de duas décadas. Hoje, explica ele, ainda há espaço no mercado internacional para o café de qualidade, mas as oportunidades não se manterão por muito tempo. “Quem não conseguir exportar nos próximos três anos vai encontrar dificuldade e terá que competir com cafés de outros países”, avisa.

Ele reconhece, entretanto, que a conquista do mercado internacional não depende apenas do produtor, que está descapitalizado e sem linha de crédito específica para a melhoria da qualidade e produtividade do café. Machado destaca que há crédito para os cafeicultores, mas defende uma linha especial, com juros subsidiados e carência de dois anos, para os programas de melhoria da qualidade.

“Depois de 20 anos visitando lavouras e cafeicultores concluo que os produtores, principalmente de arábica, estão descapitalizados e totalmente abandonados pelos órgãos incentivadores da produção e do próprio sistema financeiro”, destaca.

Agenda

Demonstração de Método de Poda e Manejo de Doenças de Citros
Data: 3 de agosto
Local: Sítio de Alípio Klippel, Boa Esperança, em Marechal Floriano
Tel: (27) 3288.1215

13º Concurso Leiteiro de Divino de São Lourenço
Data: 6 a 9 de agosto
Local: Divino de São Lourenço, sede
Tel: (28) 3551.1139

Reunião com Produtores do Programa Compra Direta
Data: 6 de agosto
Local: Auditório do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), em Atílio Vivácqua
Tel: (28) 3538.1233

Dia de Campo sobre a Cultura do Morango
Data: 7 de agosto
Local: Propriedade de Rainor Uliana, em Pedra Azul
Tel: (27) 3248.1895

GranExpoES - 38ª Exposição Estadual Agropecuária
Data: 10 a 15 de agosto
Local: Centro de Eventos Floriano Varejão, Carapina, Serra
Tel: (27) 3281.8006

XXXVIII Exposição Agropecuária de Alegre
Data: 11 a 15 de agosto
Local: Parque de Exposição Geraldo Santos, em Alegre
Tel: (28) 3552.4125
Fonte: Jornal A Gazeta

terça-feira, 27 de julho de 2010

Brasil diversifica e lidera agronegócio mundial

Líder mundial na exportação de açúcar, carnes bovina e de frango, café em grão e suco de laranja, o Brasil se consolida, a cada ano, como celeiro do mundo. Ao completar 150 anos, nesta quarta-feira (28), a história do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirma o slogan “Alimentando o Brasil, Produzindo para o Mundo”. O órgão é responsável pelo acompanhamento da demanda interna e envio de excedentes ao mercado externo. A política nacional de incentivo às exportações passou, nos últimos cinco anos, pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI).

O setor foi criado em 2005, com o propósito de fortalecer o relacionamento do comércio exterior agropecuário brasileiro. Para o titular, Célio Porto, a secretaria é a interface do Ministério da Agricultura com o mundo. “A SRI tornou-se a agenda internacional mais proativa, com missões frequentes, para negociação e abertura de mercado”, destaca.

Nos últimos dois anos, a secretaria comandou o processo de escolha da primeira equipe de adidos agrícolas que, desde junho, ocupa postos estratégicos na África do Sul, Argentina, Bélgica, China, Estados Unidos, Japão, Rússia e Suíça. Esses profissionais defendem os interesses do Brasil e identificam oportunidades de exportação dos produtos nacionais. “Os adidos agrícolas vão ajudar o governo brasileiro nas questões de abertura e manutenção de mercados, corrigindo e antecipando eventuais problemas”, explica Porto.

Diversificação – A receita dos embarques de produtos agropecuários brasileiros, em 2009, foi de US$ 64,7 bilhões e, mesmo com a crise que afetou a economia mundial até meados do ano passado, o agronegócio sustentou 42,5% das vendas externas do País. Em 1970, os embarques internacionais somavam US$ 2,3 bilhões e eram responsáveis por 70% da pauta exportadora, com foco praticamente no café em grão, açúcar, algodão e cacau. Só o café em grão somava um terço das exportações gerais do Brasil, enquanto o binômio café e açúcar totalizava 70% dos embarques agropecuários. A partir dos anos 80, a soja se destacou e o País ampliou e diversificou a oferta de produtos agrícolas.

O diretor de Promoção Internacional do Agronegócio, Eduardo Sampaio Marques, explica que o salto na atividade exportadora deve-se ao incremento da demanda mundial nos últimos 50 anos. “Houve crescimento de renda, população, expectativa de vida e, ainda, um forte processo de urbanização. Graças às características de clima, solo e abundância de água, desenvolvimento de tecnologia, empreendedorismo do produtor rural e políticas públicas, o País aumentou a participação no mercado externo em mais de mil por cento”, afirmou. Atualmente, 215 nações compram a produção agropecuária brasileira.

Principais produtos – O complexo soja é o principal item exportado no Brasil, sendo responsável por quase um terço da pauta. No último ano, foram 42,3 milhões de toneladas embarcadas, com receita de US$ 17,2 bilhões. O País é o segundo maior exportador mundial de soja em grão, atrás apenas dos EUA. Compram o produto brasileiro 46 países e, em 2009, as vendas totalizaram US$ 11,4 bilhões. A China, como importador individual de produtos agrícolas nacionais, é o principal destino. Com crescimento médio de 9% ao ano e inclusão de centenas de milhões de chineses no mercado de consumo, a nação asiática aumentou a demanda.

Outro destaque na balança comercial do agronegócio, as carnes são responsáveis por 18% das vendas internacionais do setor. O primeiro registro de embarque do produto foi na 1ª Guerra Mundial. De acordo com relatório do ministro dos Negócios da Agricultura, Indústria e Comércio da época, Ildefonso Simões Lopes, foi um impulso para as vendas externas do produto: “As carnes congeladas, artigo inteiramente novo e cujo preparo e exportação só se iniciaram em 1914, já se firmaram como um dos mais relevantes elementos de riqueza nacional. Devido à conflagração universal, houve uma profunda modificação no comércio exterior do Brasil”.

Dez anos – De 1999 a 2009, o agronegócio brasileiro apresentou resultados que privilegiam o desempenho do País no comércio internacional. A soja em grão, por exemplo, passou de US$ 1,5 bilhão para US$ 11,4 bilhões, as vendas de carne de frango saltaram de US$ 892 milhões para US$ 5,3 bilhões e a carne bovina, de um rendimento de US$ 815,2 milhões na última década, totalizou US$ 4,11 bilhões no ano passado.

Futuro das exportações – Estudo divulgado pelo Mapa, neste ano, aponta uma mudança expressiva do Brasil no mercado internacional em 2020. “A participação mundial das carnes bovina, suína e de frango passará dos 37,4% previstos para 2010, para 44,5% em dez anos”, afirma o coordenador de Planejamento Estratégico, José Gasques.

A relação entre as exportações brasileiras e o comércio mundial mostra que, em 2020, as vendas de carne bovina representarão 30,3% do mercado, contra os 25% atuais. A participação da carne suína passará de 12,4%, em 2009/2010, para 14,2%, em 2019/20. A carne de frango terá 48,1% das exportações mundiais. Atualmente, o percentual é 41,4%. Segundo Gasques, os resultados indicam que o Brasil continuará na liderança das exportações mundiais de carnes bovina e de frango.

Os embarques de etanol têm estimativa de crescimento de 222,9%, passando de 4,6 bilhões de litros, na safra 2008/2009, para 15,1 bilhões de litros, no período 2019/2020. Também devem apresentar expressivo aumento as exportações de algodão (91,6%), leite (84,3%), carne bovina (82,8%), milho (80,3%), carne de frango (71,5%) e óleo de soja (52,8 %).
Fonte: Revista Cafeicultura

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Agronegócio. O melhor do campo chega à cidade grande

Nesta semana, a Praça do Papa, em Vitória, exibirá o melhor retrato do agronegócio capixaba. A Feira Estadual de Agroturismo Sabores da Terra é uma oportunidade para os moradores dos centros urbanos conhecerem o potencial da área agrícola e também comprarem o que é produzido no campo, diretamente dos produtores, sem a figura do atravessador.

Na feira, que será realizada entre 10 a 13 de junho, de quinta a domingo, estarão representadas as principais cadeias produtivas do agronegócio e do agroturismo locais. Cerca de 500 produtores de diferentes segmentos agrícolas estarão expondo seus produtos em espaços que serão denominados de “ilhas”.

“O melhor da zona rural do Espírito Santo estará na feira. Lá estarão as propriedades que produzem, que preservam o meio ambiente, que geram renda. Lá estará o melhor resultado da agricultura feita com ações sustentáveis”, destaca o secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli.

A gerente de Atendimento em Agronegócio do Sebrae, Letícia Toniato Simões, explica que os parceiros do evento pensaram em levar o campo, o rural do Estado, para dentro da cidade. “Vamos mostrar o que temos na área rural, e como a feira acontecerá em Vitória, vamos montar “ilhas” específicas de produtos ou atividades para homenagear a Capital do Estado”.

Os itens que formarão as ilhas específicas são: café, cachaça, mel, produtos orgânicos, frutas e vinhos, pecuária, suínos e aves, artesanato, flores, agroturismo e manifestações culturais. Para os visitantes, a feira terá exposição, degustação e comercialização de produtos agroindustriais, como doces, queijos, iogurtes, geleias, bolos, biscoitos, artesanato, pães, defumados, embutidos, bebidas e flores.

O agroturismo, lembra Bergoli, é uma atividade que aproveita o potencial dos produtos da propriedade e reproduz renda e emprego no campo. Além de contribuir para manter as pessoas no meio rural, o agroturismo é um importante gerador de crescimento econômico dentro das atividades não-agrícolas.

Receita

Hoje, existem poucos estudos, no Estado, sobre a repercussão das atividades não-agrícolas. Dados do IBGE apontam que a receita bruta das atividades não-agrícolas era de R$ 23 milhões, em 2006. Hoje já passa dos R$ 30 milhões. O mesmo estudo aponta que, em 2006, 2.084 estabelecimentos rurais se declararam como de atividades não-agrícolas.

Após um comparativo entre um município onde o agroturismo está bem desenvolvido e outro que ainda não está bem estruturado, dá para se ter ideia de como as atividades não-agrícolas contribuem para ampliar a renda no meio rural. No ano de 2006, os 35 estabelecimentos de atividades não-agrícolas geraram R$ 2,35 milhões de renda bruta, ou seja, R$ 67,1 mil por ano para cada estabelecimento.

No mesmo ano, os 10 estabelecimentos de atividades não-agrícolas de Pinheiros geraram R$ 22 mil de renda bruta, ou seja, R$ 2,2 mil de receita adicional por cada estabelecimento. Em 38 municípios do interior, as atividades não-agrícolas estão em desenvolvimento. Em dez deles, entretanto, essas atividades são bem expressivas na geração de emprego e renda.
Fonte: Jornal A Gazeta

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Agronegócio. Está quase na hora de colher o café

No Espírito Santo, o início da colheita do café Conilon tem data marcada: 14 de maio. É quando os grãos estão maduros, em condições ideais de serem colhidos garantindo, assim, a boa qualidade do produto. Os cafeicultores que iniciarem a colheita antes, quando as lavouras ainda estão com muitos grãos verdes, poderão amargar perdas de até 20% na produção, alerta o presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo.

Nesse curto período que antecede ao início da colheita, os produtores devem se ocupar do planejamento das ações voltadas ao começo da safra. Segundo o coordenador do Programa Estadual de Cafeicultura, Romário Gava Ferrão, abril é o período em que os agricultores devem planejar a colheita.

Contratação de mão de obra, limpeza dos secadores, dos terreiros, armazéns e tulhas, aquisição de equipamentos de colheita, como luvas, peneiras, sacarias e lonas são algumas das providências que devem ser adotadas pelos cafeicultores nesse período, explica Ferrão.

Os cafeicultores devem se preocupar ainda com a limpeza das estradas e carreadores dentro do cafezal, para facilitar a movimentação de pessoas e máquinas. Em caso de secagem mecânica, explica Ferrão, devem providenciar também a madeira seca. A madeira verde não deve ser utilizada nos secadores porque compromete a qualidade do café.

A safra no Espírito Santo, maior produtor brasileiro de Conilon, está estimada em cerca de 7 milhões de sacas. O Estado responde por 72% da produção brasileira de Conilon. Se fosse um país, o Espírito Santo seria o terceiro maior produtor mundial: perderia somente para o Brasil e Vietnã. O exemplo demonstra a força da cafeicultura capixaba.

O café Conilon é cultivado em 64 municípios, em regiões quentes, com altitudes inferiores a 500 metros. Os maiores produtores são Vila Valério, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Nova Venécia, Pinheiros e São Gabriel da Palha. A produção de cada um desses municípios é superior a 400 mil sacas por ano.

Na cafeicultura estadual, aproximadamente 70% das lavouras são de Conilon e 30% de Arábica. A atividade ocupa área de cerca de 500 mil hectares, distribuída por 60 mil propriedades, que tem produção anual superior a 10 milhões de sacas (somando o conilon e o arábica).

A cafeicultura é a principal atividade econômica em 80% dos municípios e representa 43% do PIB agrícola do Estado. Toda cadeia que envolve o café gera, aproximadamente, 400 mil postos de trabalho por ano. Só o setor de produção envolve 133 mil famílias.

A produção que gera esse grande negócio é obtida prioritariamente por produtores de base familiar, com tamanho médio das lavouras em torno de 4,8 hectares para o café Arábica e 9,4 hectares para o café Conilon.
Fonte: Jornal A Gazeta