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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Norte-americana anuncia aquisição de cafeeira brasileira e deve deter 50% do mercado

A norte-americana Sara Lee Corp. anunciou nesta segunda-feira que vai comprar os negócios de café da empresa Damasco no Brasil. O valor da aquisição é estimado em US$ 60 milhões, correspondente às vendas da Damasco em 2009.

A Sara Lee é dona de algumas das principais marcas de café no Brasil, como Café Pilão, Café do Ponto e Caboclo, líderes no varejo em São Paulo e no Rio Janeiro.

A companhia norte-americana acrescentou que o negócio deverá ser concluído em 30 de novembro e dependerá da aprovação de orgãos reguladores brasileiros, já que ela já é líder em processamento no país.

A Café Damasco é lider de mercado no Paraná, com as marcas Negresco e Bom Taí, além da própria marca Damasco, e a sétima maior indústria de café do Brasil dentre as associadas à Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café).

Em 2009, as vendas totais da companhia se aproximaram de R$ 100 milhões.

"A aquisição da Café Damasco vai criar uma boa base para a Sara Lee no território brasileiro, dada a forte posição de mercado da Damasco e a rede de distribuição na região sul", disse Frank van Oers, diretor-executivo da Sara Lee.

Ele disse ainda que a transação também promoverá sinergias nas operações de São Paulo, além de melhorar a posição competitiva da empresa no nordeste graças às excelentes instalações da Damasco na região.

"Com as nossas atuais marcas, nós já temos uma posição de mercado relevante em São Paulo e no Rio de Janeiro, os quais equivalem a praticamente metade do mercado de café brasileiro", acrescentou o executivo em comunicado.

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Em outubro deste ano, o país exportou 3,11 milhões de sacas de 60 quilos, uma alta de 21% na comparação anual, segundo informações do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Além disso, o país é o segundo maior consumidor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.

O anúncio da Sara Lee vem apenas duas semanas após o presidente executivo interino da empresa, Marcel Smits, ter dito que estava pretendento realizar um movimento no mercado brasileiro.

MAIORES PROCESSADORAS DE CAFÉ NO BRASIL

1- SP Sara Lee Cafés do Brasil

2- CE Santa Clara Ind. e Comércio de Alimentos

3- SP Melitta do Brasil Indústria e Comércio

4- SE Indústrias Alimentícias Maratá

5- SP Cia. Cacique de Café Solúvel

6- SP Mitsui Alimentos

7- PR Café Damasco

8- MG Café Bom Dia

9- PB São Braz S/A Indústria e Comércio de Alimentos

10- MA Produtos Alimentícios Ribamar Cunha
Fonte: Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café)
Inclui somente as empresas associadas à Abic
Fonte: REUTERS

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Aumentam os recursos para aquisição de estoques de café e estocagem

Elevação do limite atualmente é de R$ 20 milhões para até R$ 30 milhões para cada empresário

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira, 30, o remanejamento da sobra dos recursos de custeio previstos neste ano para o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Os recursos poderão ser contratados pela indústria para aquisição de estoques de café e estocagem.

Dos R$ 522 milhões reservados para a colheita deste ano, foram utilizados somente R$ 262 milhões. A disponibilidade de recursos na conta do Financiamento para Aquisição de Café (FAC) permitiu também a elevação do limite de contratação, atualmente de R$ 20 milhões para até R$ 30 milhões para cada empresário.

O secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bitencourt, informou que o redirecionamento dos recursos atendeu a pedido do Ministério da Agricultura, que vai aproveitar para colocar no mercado um estoque de 480 mil sacas de café guardadas de 1987 até 1999. Esse estoque poderá ser vendido até o final de dezembro, em leilões públicos. Bittencourt disse que o momento é propício porque há demanda de mercado e os preços estão convidativos.

O CMN aprovou também a extensão do prazo final de contratação de FAC para aquisição de café da safra 2010/2011, de 30 de setembro deste ano para até 3 de janeiro de 2011. Os recursos dessa modalidade de crédito vão poder ser utilizados pela indústria para compra do produto nos leilões públicos da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB).

O CMN atualizou os recursos previstos para estocagem de café neste ano de R$ 940 milhões para R$ 1,05 bilhão. O caixa do FAC subiu de R$ 313 milhões para R$ 463 milhões depois que a colheita envolveu despesas de R$ 262 milhões, contra a reserva aprovada no início do ano de R$ 522 milhões para essa destinação.
Fonte: Revista Cafeicultura