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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Safra de café da Colômbia poderá crescer 56% até 2014

Colômbia anunciou que sua safra de café poderá crescer 56% até 2014. Segundo o presidente do país, Juan Manuel Santos, o plantio de variedades resistentes a pragas poderá impulsionar a produção para 14 milhões de sacas em 2014 e 20 milhões de sacas em 2020. O país é o segundo maior produtor de café do mundo.
Fonte: Revista Cafeicultura

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Café: Safra do Vietnã cresce com alta dos preços, mas custo da mão-de-obra preocupa

O Vietnã colhe neste ano aquela que tem tudo para ser a segunda maior safra de café de sua história. Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam para uma produção de 18,7 milhões de sacas, mas exportadores vietnamitas já falam em volumes cada vez mais próximos de 19 milhões de sacas nesta temporada 2010/11.

"Os preços estão influenciando a produção doméstica. Na safra 2005/06, a produção foi bem menor, ao redor de 15 milhões de sacas", afirma Jonathan Clark, diretor-geral da Dakman, exportadora de café do Vietnã. A maior colheita no país do Sudeste Asiático - segundo maior produtor e exportador do mundo, depois do Brasil - foi no ciclo 2006/07, quando foram produzidas 19,5 milhões de sacas de café.

Além do aumento da área plantada nos últimos anos - hoje são mais de 550 mil hectares -, os produtores do Vietnã também estão investindo na renovação dos cafezais. De acordo com Clark, os agricultores estão fazendo a enxertia de mudas novas nos troncos dos pés antigos para tentarem ter o mínimo de queda de produtividade nas lavouras.

Apesar de os preços internacionais estarem puxando a produção vietnamita, o baixo custo da mão-de-obra, até então um vantagem no país, já não está mais tão competitivo. "O preço da mão-de-obra tem subido rapidamente, ainda que a partir de níveis muito baixos. Esse aumento se dá, em média, entre 10% e 20% ao ano", diz Clark.

Um dos motivos que explicam o aumento do peso da mão-de-obra nos custos de produção do café vietnamita é o aumento da taxa de urbanização nos últimos anos. A chegada de grandes empresas ao país nos últimos anos transferiu os trabalhadores do campo para os grandes centros. Em dez anos, a população rural do Vietnã cresceu apenas 3% - pouco mais de 1,6 milhão de pessoas -, enquanto a população urbana deu um salto de 36% no mesmo período.
Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Próxima safra de café deve chegar a 42 milhões de sacas

A próxima safra brasileira de café deve chegar a 42 milhões de sacas. O volume, o melhor da história para um ano de baixa produção devido à bianualidade da cultura, deve embalar o ciclo seguinte. Para 2012/2013, espera-se que o País supere a marca das 50 milhões de sacas. Os números são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No melhor no ano de safra cheia do Brasil, em 2002, foram produzidas 48,48 milhões de sacas.

Apesar das áreas de plantio do café não acumularem expansões nos últimos anos, a produção segue crescendo, segundo a Conab. De acordo com a estatal, a temporada 2010/2011 deve ser encerrada com 2.082.430 hectares, ante os 2.092.909 hectares cultivados no ano passado.

Este ano, a produção, que acabou em outubro, deve mesmo fechar em torno 47,2 milhões de sacas, o que representa um aumento de 19% ante a safra anterior, e apenas 2% se comparado à safra de 2008.

Para Airton Camargo, superintendente de Agronegócio da Conab, o setor está optando agora por qualidade e produtividade. "A área foi menor este ano e a produção foi maior, isso se deve à melhoria nas condições para o café. O produtor tem a expectativa de melhor preço; o tratamento que eles estão dando a planta é melhor e existem também novas lavouras. Tudo isso colabora para essa fase", afirma.

No interior de São Paulo, a produtora de café da Fazenda Nova Cintra, Ana Lúcia, atestou a tendência de investimentos para gerar mais qualidade ao grão brasileiro. "Estamos investindo muito, trocando lavoura, mecanizando processos para, dessa forma, conseguir mais qualidade e produtividade em nossas áreas. Sempre cuidamos muito bem da nossa lavoura, e ainda vamos melhorar bastante", disse.

Para Camargo, o resultado disso já é visível e, no ano que vem - que será de baixa produção - o Brasil poderá atingir uma colheita de até 42 milhões de sacas, reduzindo ainda mais a diferença entre anos de alta e baixa produção. "A diferença entre os anos está caindo, mas nunca será igual: em um ano a plantação rende mais e no outro, com a planta mais cansada, ela produz menos. Agora se não batermos o recorde este ano, o faremos em 2013, quando vejo uma produção superior a 50 milhões de sacas".

Ele também lembrou que os resultados deste ano, junto com a valorização do grão, serviu para dar mais confiança ao produtor, que conseguiu arcar com os custos e ainda guardar uma parte do lucro para futuros investimentos. "O produtor está vendendo a bons preços o café este ano. Com isso, os investimentos nas lavouras com irrigação, adubo e cuidados na limpeza podem ficar mais intensos, e melhorar a qualidade de seu produto".

"Ao que parece todos os ventos sopram para o lado do café, isso porque além de firmar um bom estoque, com a colheita deste ano, e obter bons preços em sua venda, o produtor contará ainda com a expectativa de estabilidade nos preços até o meio do ano que vem", afirmou Gil Carlos Barabach, analista da Safras & Mercado.

"Esta é uma alta consistente, pois tem fundamento nos estoques baixos e na escassez de café de qualidade. A safra do ano que vem do Brasil será uma safra baixa, então esperamos que até o meio do ano que vem teremos um mercado com os preços estáveis por conta da pouca oferta".
Para ele, o produtor teve neste ano um volume maior e um preço muito bom, que serviu para ordenar os gastos e planejar futuros investimentos tanto em qualidade quanto em produtividade.
Fonte: Asscom Cocamar

terça-feira, 23 de novembro de 2010

País terá preço firme em 2011 e safra recorde de café em 2013

A próxima safra brasileira de café deve chegar a 42 milhões de sacas

O volume, o melhor da história para um ano de baixa produção devido à bianualidade da cultura, deve embalar o ciclo seguinte. Para 2012/2013, espera-se que o País supere a marca das 50 milhões de sacas. Os números são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No melhor no ano de safra cheia do Brasil, em 2002, foram produzidas 48,48 milhões de sacas.

Apesar das áreas de plantio do café não acumularem expansões nos últimos anos, a produção segue crescendo, segundo a Conab. De acordo com a estatal, a temporada 2010/2011 deve ser encerrada com 2.082.430 hectares, ante os 2.092.909 hectares cultivados no ano passado.

Este ano, a produção, que acabou em outubro, deve mesmo fechar em torno 47,2 milhões de sacas, o que representa um aumento de 19% ante a safra anterior, e apenas 2% se comparado à safra de 2008.

Para Airton Camargo, superintendente de Agronegócio da Conab, o setor está optando agora por qualidade e produtividade. "A área foi menor este ano e a produção foi maior, isso se deve à melhoria nas condições para o café. O produtor tem a expectativa de melhor preço; o tratamento que eles estão dando a planta é melhor e existem também novas lavouras. Tudo isso colabora para essa fase", afirma.

No interior de São Paulo, a produtora de café da Fazenda Nova Cintra, Ana Lúcia, atestou a tendência de investimentos para gerar mais qualidade ao grão brasileiro. "Estamos investindo muito, trocando lavoura, mecanizando processos para, dessa forma, conseguir mais qualidade e produtividade em nossas áreas. Sempre cuidamos muito bem da nossa lavoura, e ainda vamos melhorar bastante", disse.

Para Camargo, o resultado disso já é visível e, no ano que vem - que será de baixa produção - o Brasil poderá atingir uma colheita de até 42 milhões de sacas, reduzindo ainda mais a diferença entre anos de alta e baixa produção. "A diferença entre os anos está caindo, mas nunca será igual: em um ano a plantação rende mais e no outro, com a planta mais cansada, ela produz menos. Agora se não batermos o recorde este ano, o faremos em 2013, quando vejo uma produção superior a 50 milhões de sacas".

Ele também lembrou que os resultados deste ano, junto com a valorização do grão, serviu para dar mais confiança ao produtor, que conseguiu arcar com os custos e ainda guardar uma parte do lucro para futuros investimentos. "O produtor está vendendo a bons preços o café este ano. Com isso, os investimentos nas lavouras com irrigação, adubo e cuidados na limpeza podem ficar mais intensos, e melhorar a qualidade de seu produto".

"Ao que parece todos os ventos sopram para o lado do café, isso porque além de firmar um bom estoque, com a colheita deste ano, e obter bons preços em sua venda, o produtor contará ainda com a expectativa de estabilidade nos preços até o meio do ano que vem", afirmou Gil Carlos Barabach, analista da Safras & Mercado.

"Esta é uma alta consistente, pois tem fundamento nos estoques baixos e na escassez de café de qualidade. A safra do ano que vem do Brasil será uma safra baixa, então esperamos que até o meio do ano que vem teremos um mercado com os preços estáveis por conta da pouca oferta".

Para ele, o produtor teve neste ano um volume maior e um preço muito bom, que serviu para ordenar os gastos e planejar futuros investimentos tanto em qualidade quanto em produtividade.

A próxima safra brasileira de café deve chegar a 42 milhões de sacas. O volume, o melhor da história para um ano de baixa produção devido à bianualidade da cultura, deve embalar o ciclo seguinte. Para 2012/2013, espera-se que o País supere a marca de 50 milhões de sacas. Os números são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No melhor no ano de safra cheia do Brasil, 2002, foram produzidos 48,48 milhões de sacas. Apesar de as áreas de plantio do café não acumularem expansões nos últimos anos, a produção segue crescendo. De acordo com a estatal, a temporada 2010/2011 deve ser encerrada com 2.082.430 hectares, ante os 2.092.909 hectares cultivados no ano passado. Este ano, a produção, que acabou em outubro, deve mesmo fechar em torno 47,2 milhões de sacas.
Fonte: DCI

terça-feira, 16 de novembro de 2010

USDA reduz estimativa para safra brasileira de café e preços sobem em NY

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu em 1,4% sua estimativa para a safra brasileira de café. Segundo a Bloomberg, há seis meses a entidade havia projetado uma safra de 55,3 milhões de sacas, ajustada ontem para 54,5 milhões devido ao clima quente e seco no Espírito Santo. A previsão para o café arábica manteve-se estável em 41,8 milhões de sacas, enquanto a estimativa para o robusta foi reduzida em 800 mil. Com a nova projeção, os preços na bolsa de Nova York terminaram o pregão de ontem em alta. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 2,0725 por libra-peso, alta de 390 pontos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq do café arábica foi cotado na sexta-feira a R$ 355,36 por saca, queda de 1,63%.
Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Brasil: comercialização da safra 2010 ultrapassa 50%

Espírito Santo

A comercialização da safra 2010 de café no Espírito Santo está em 50% a 60% do total, incluindo arábica e conillon. A estimativa é de Marcus Magalhães, da Maros Corretora. Ele acredita que a comercialização esteja em 55% a 60% da safra colhida do conillon e em torno de 40% a 50% do arábica.

Magalhães observa que as vendas seguem lentas no Espírito Santo. "Ao contrário de outras regiões do país, como o sul de Minas Gerais, onde o arábica passou de R$ 360,00 a saca, não houve tanta evolução do preço do conillon no estado. Não tem euforia aqui, porque o preço não corrigiu. No Espírito Santo a tônica é totalmente diferente", comentou. Entretanto, Magalhães ressalta que o produtor tem esperança numa maior recuperação nas cotações.

A Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) apontou a produção 2010 do Espírito Santo em 10,073 milhões de sacas, com queda de 1,3% sobre a safra anterior, que foi de 10,205 milhões de sacas. Para Marcus Magalhães, a Conab está otimista demais e deve reduzir os números em estimativas próximas. "Não se viu tanto café, faltou chuva no começo do ano, o que prejudicou o rendimento da safra", observou.

A safra 2011 será naturalmente menor pela bienalidade do café, e ainda o clima não está adequado, segundo Magalhães. "Não está chovendo o suficiente para a safra do ano que vem", apontou.

São Paulo

A comercialização de café avança positivamente na região de atuação da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas de Franca (Cocapec), no norte de São Paulo.

De acordo com o gerente do departamento de comercialização da Cooperativa, Anselmo Magno de Paula, a saca gira em torno de R$ 370,00 reais, e a estimativa é de que, das quase 1 milhão e 100 mil sacas da safra 2010 recebidas até o momento pela cooperativa, 70% já foram comercializadas por meio de CPR's, negócios futuros e vendas físicas.

Minas Gerais

A comercialização de café no sul de Minas Gerais está em 65% a 70% da safra total 2010 da região. A análise parte de fonte da área de comercialização de uma grande cooperativa que atua no sul-mineiro.

O produtor está aproveitando as recentes altas nas cotações internacionais e vendeu mais principalmente depois do mercado superar R$ 300,00 a saca. No entanto, à medida que as cotações vão subindo mais e mais, o cafeicultor reduz o ritmo das vendas, já que acredita que os preços possam avançar ainda mais, comenta a fonte.

"Agora o produtor não está mais vendendo tanto", afirma, e coloca que o cafeicultor está mais capitalizado no comparativo com anos anteriores, com as recentes altas nas cotações e a safra melhor do ano.
Fonte: Café Point

Safra de café surpreende na região de Maringá e falta gente para colher

Apesar do clima que dividiu em duas a florada dos cafezais da região de Maringá, a colheita que terminou nesta semana ficou dentro das expectativas do Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura (Deral/Seab), dos técnicos da Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar) e dos cafeicultores. Por incrível que parece, os mesmos problemas climáticos podem ser a garantia de uma produção ainda melhor na próxima safra.

Mas, nem tudo foram flores e grãos para os produtores: um porcentual considerável da colheita ficou no solo, porque a maioria dos cafeicultores não conseguiu mão de obra no momento da colheita e tem quem já pense em investir em mecanização.

Maringá, que já foi um dos municípios que mais produziu café no mundo até o fim da década de sessenta do século passado, hoje tem raros plantios, ficando a maior produção para Mandaguari, Marialva, e municípios da região de Paranavaí e de Cianorte. Localidades que, aliás, ganham a maioria dos concursos de qualidade do café realizados no Paraná.

A produção da região, em 4,4 mil hectares, passou de 6 mil toneladas, que devem resultar em 2,1 milhões de sacas de café beneficiado. No Brasil, a previsão é de que a colheita seja entre 45,89 e 48,66 milhões de sacas de sessenta quilos do produto beneficiado.
Fonte: O Diário de Maringá

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O sobe e desce do café

Volume reduzido da safra e falta de grãos em todo o mundo fazem subir o preço da commodity e deixam a dúvida: faltará produto para abastecer o mercado?

A tão esperada alta dos preços do café finalmente chegou ao mercado brasileiro, mas não animou. O que em outros tempos seria motivo de euforia para os produtores, dessa vez veio acompanhada de um certo receio por parte de todo o setor. Isso porque a elevação nos preços trouxe a sombra da falta de grãos para atender à demanda do mercado. Só no Brasil, a safra 2009/2010 está estimada em 50 milhões de sacas, 10% menor do que os 55 milhões previstos. Enquanto isso, o consumo interno passou dos 17,65 milhões de sacas entre novembro de 2007 e outubro de 2008, para 18,39 milhões de sacas.

Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), após 12 anos de preços baixos, o valor da saca começa a se recuperar, mas ainda é insuficiente para cobrir os custos de produção. Ele explica que o preço ideal para os produtores em todo o mundo seria de USS 400 a saca, valor que hoje não ultrapassa os US$ 200. "Com o dólar baixo, o produtor brasileiro continua no prejuízo", esclarece.

Imprevistos à parte, um setor que vem sofrendo menos os efeitos dessa falta de grãos é o segmento de cafés especiais. Segundo Túlio Junqueira, presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), o setor sofreu menos os impactos porque ainda responde por uma pequena parcela de toda a produção no Brasil. Mesmo assim, o consumo desses tipos de café cresce a olhos vistos, entre 10% e 15% ao ano. Só no Brasil, existem cerca de 150 marcas. "Isso se deve ao advento das cafeterias e à abertura de mercados no Oriente, onde a tradição é o chá", explica Junqueira. O problema, porém, é que, se não houver uma recuperação no volume das safras, haverá falta de grãos em todos os setores, já que até setembro deste ano as vendas do café brasileiro cresceram 6,5%, superior aos 5% previstos no início do ano. Enquanto isso, os estoques estão operando no limite, com volume abaixo do esperado. "E o consumo interno cresce em torno de 5% ao ano", sentencia Araújo.

Mesmo diante das incertezas, os produtores de café estão habituados às oscilações.Tradicionalmente, a cultura do café sofre com a questão da bianualidade, em que uma safra excelente é sempre seguida por outra com menor produtividade. "O problema é que neste ano as variações climáticas também nos prejudicaram", declara Araújo. No mercado internacional, a quebra na safra da Colômbia, terceira maior produtora de café do mundo, também contribuiu para a elevação dos preços e redução dos estoques. A produção caiu dos 12 milhões para pouco mais de 8 milhões de sacas. "Espera-se que a recuperação comece já na próxima safra", explica Fernando Terão Pereira, consultor da AgraFNP. Essa mesma recuperação deve acontecer no Brasil na próxima temporada. "Com isso, os preços devem se estabilizar em um patamar melhor", calcula Herszkowicz. Será uma chance para que os produtores possam voltar a sentir o aroma de cafezais lucrativos no ar.
Fonte: Dinheiro Rural

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

OIC mantem previsão de produção global de 133 milhões de sacas e café na safra 2010/11

A Organização Internacional do Café (OIC) manteve inalterada a previsão de produção global de 133 milhões de sacas na safra 2010/11, em relação à projeção de setembro, conforme relatório divulgado hoje.

No documento, a OIC observa, no entanto, que a safra 2010/11 pode ser prejudicada pelo "inesperado" clima adverso em algumas das principais regiões produtoras, "provocando preocupações com relação à oferta de curto prazo".

Conforme a OIC, fortes chuvas podem ter impacto negativo sobre a colheita no Vietnã, Índia, Colômbia, assim como na América Central. "A Colômbia está se movendo para o terceiro ano consecutivo de baixa produção", alerta a organização.

Também é esperada uma safra menor em outros países exportadores, como Indonésia. Essa combinação de fatores pode reduzir o aumento da produção global em 2010/11, que deverá ser maior por causa do crescimento da safra brasileira, em virtude da bienalidade do café arábica.

A produção mundial na safra 2009/10 está estimada em cerca de 120 milhões de sacas ante 128,4 milhões de sacas em 2008/09. O consumo mundial de café está projetado em 129,1 milhões de sacas em 2009 em comparação com 130,6 milhões de sacas em 2008.

O consumo médio global nos últimos 10 anos é de cerca de 119 milhões de sacas, indicando tendência positiva principalmente em países exportadores e algumas economias emergentes. Conforme o relatório da OIC, a oferta limitada levou a uma redução substancial nos estoques de países produtores na safra 2010/11.

O volume pode ter caído para nível historicamente baixo, de menos de 12 milhões de sacas. O estoque baixo e os atrasos na colheita em alguns países, por causa da chuvas, continuam a causar preocupações com relação ao abastecimento no curto prazo.

Estima-se que o estoque de café verde em países importadores era de 19,2 milhões de sacas no fim de junho passado. Segundo a OIC, os preços internacionais do café mantiveram-se firmes em outubro, mesmo com a queda geral provocada pela redução das cotações do arábica.

O preço médio composto da OIC ficou em 161,56 cents de dólar por libra-peso, representando ligeiro recuo de 1,3% ante a média de 163,61 cents de setembro. No entanto, o preço composto diário bateu 172,57 cents no dia 29 de outubro, nível mais a lto desde 9 de junho de 1997.

De acordo com a OIC, o comportamento do mercado no mês passado foi caracterizado pelo aumento do preço do café robusta, que marcou recorde de dois anos, resultando em diminuição dos diferenciais com os grãos arábica.
Fonte: Coffee Break

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Café de Rondônia tem safra recorde

Maior produtor de café da região norte o Estado de Rondônia deve fechar o ano de 2010 com a maior safra da história.

Maior produtor de café da região norte o Estado de Rondônia deve fechar o ano de 2010 com a maior safra da história. No mês de agosto foram colhidos 2.338.028 sacas de café beneficiados, batendo o recorde conquistado há sete anos. Com essa nova marca o café de Rondônia se consolida na quarta posição do ranking nacional em produção de café, ficando atrás somente dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

Segundo o engenheiro agrônomo José Edny de Lima Ramos, da Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater), o café “é a cultura de maior expressão econômica e social” e conta com a participação de 35 mil agricultores de base familiar. A variedade conilon (Coffea canephora), a mais cultivada por melhor se adaptar às condições ecológicas de Rondônia foi a que “elevou o Estado à categoria de segundo maior produtor dessa variedade no País”.

A produtividade dos cafezais ainda é baixa e o motivo, segundo técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Emater é, entre outros fatores, as altas temperaturas registradas no período de floração, acrescidos à baixa fertilidade de solo e pouca utilização de tecnologias e insumos. Para chegar a essa marca de quarto maior produtor brasileiro de café os cafeicultores contam com incentivo governamental e assistência técnica constante. Alguns agricultores já estão até adotando tecnologias e práticas culturais possibilitando o aumento da produtividade, com qualidade e a custo compatível com a exploração da lavoura.

Dados da 3.ª estimativa da safra colhida em 2010, coletados em agosto deste ano mostram que o parque cafeeiro de Rondônia tem hoje, 267,67 milhões de covas, incluindo cafezais em produção (154.783ha) e em formação (6.923ha), totalizando uma produção de 140.281,60 toneladas, o que resulta em 2.338.028 sacas de 60 quilos. Essa é a maior produção dos últimos sete anos. Até então a maior safra era de 2.259.783 sacas, conquistadas em 2003.

No Estado as maiores produções estão nos municípios de Cacoal, São Miguel do Guaporé, Alta Floresta do Oeste, Nova Brasilândia do Oeste, Alto Paraíso e Ministro Andreazza que, juntos, respondem por metade da produção estadual.
Fonte: Revista Cafeicultura

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Florada anuncia boa qualidade do café para a próxima safra

Levantamento realizado nos núcleos da Cooparaiso aponta possibilidade de maturação mais uniforme na região

Depois de um período longo de estiagem, junto com as chuvas vieram também as floradas do café que, diferente do ano passado, chegaram de forma mais concentrada nas lavouras da região. Esta característica deve contribuir com a próxima safra já que a maturação dos frutos terá maior uniformidade o que reflete na qualidade do produto.

De acordo com o Gerente de Gestão do Agronegócio da Cooparaiso, Marcelo Almeida, a florada concentrada vai ajudar o produtor na hora da colheita. "Hoje, principalmente para os cafés descascados, o produtor visa colher o café no ponto cereja. Então, se temos uma florada uniforme, haverá uma quantidade maior de frutos cereja, o que vai dar maior qualidade no café colhido na próxima safra", explica o agrônomo.

Na safra que se encerrou este ano aconteceram floradas desiguais ao longo do período chuvoso o que prejudicou um pouco o produtor, que acabou iniciando a coheia com grande porcentagem de café verde. No início, o café entregue na Cooparaíso chegou a 30% de catação, de acordo com o setor de classificação da cooperativa. Marcelo Almeida conta que "no ano passado, nós tivemos um período muito chuvoso e chegamos a considerar 5 ou 6 floradas diferentes. Este ano, acreditamos que 80% das flores, que tinham potencial de abrir, já abriram de uma vez só em outubro".

Segundo o balanço realizado pelo Departamento de Gestão do Agronegócio, a florada foi considerada boa este ano e, nos municípios da área de abrangência da Cooparaiso, as características foram similares. O parque cafeeiro da região possui duas características distintas. Muitas lavouras estão com uma quantidade satisfatória de folhas, o que pode garantir uma boa produção, mas também "temos uma porcentagem grande de lavouras que tiveram uma produção muito alta este ano e, com a estiagem, ficaram mais prejudicadas. Essas lavouras podem ter conseguido uma florada satisfatória, mas o pegamento pode nao ser de 100% para uma boa colheita", afirma Marcelo Almeida. Estas duas situações aconteceram nas propriedades de Antônio Jacinto Caetano. De acordo com o produtor, "as lavouras novas deram uma florada muito boa, diferente das lavouras mais antigas, que deram muito café. Acho que isto deve quebrar um pouco a produtividade do ano que vem. Apesar disso, vamos ter uma qualidade do café muito melhor que a do ano passado, quando tivermos mais floradas".

O recomendável neste período é que o produtor realize as pulverizações pós-florada e também a aplicação de produtos para o controle de pragas e doenças e a adubação. É importante que estas aplicações sejam preventivas para não comprometer o desenvolvimento e pegamento dos chumbinhos. Caso o produtor tenha alguma dúvida sobre a aplicação e escolha correta dos produtos a serem utilizados no manejo da lavoura, basta consultar um agrônomo.
Fonte: Asscom Cooparaiso

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Florada promete boa safra de café

Flores dos cafeeiros capixabas indicam que safra deste ano deverá ser positiva. O Incaper orienta que momento é de irrigar os cafezais

A próxima safra de café no Espírito Santo promete ser positiva e dar frutos nos próximos dias. Pelo menos é o que demonstram as floradas dos cafezais. Uma boa florada é indicativo de uma boa safra, pois as flores do café vão se transformar nos frutos a serem colhidos.

O café tem, em média, três floradas por ano, as quais duram cerca de cinco dias e ocorrem entre agosto e dezembro. As floradas são influenciadas pela intensidade e distribuição das chuvas e também pelas temperaturas.

O pesquisador do Incaper e coordenador do Programa Estadual de Cafeicultura, Romário Ferrão,explica que este é o momento que os produtores devem irrigar e adubar o cafezal, para garantir os frutos da próxima safra.

“Nesta época, é essencial que a planta esteja bem nutrida e que haja água suficiente à disposição para que as flores fertilizem e se transforme em frutos”, afirma. Ele disse que, se houver problemas climáticos e não realizada a irrigação e a nutrição das plantas, a florada pode se perder.

Hoje, o Espírito Santo é responsável por 72% da produção do café tipo conilon e ocupa o segundo lugar no ranking de produção de café do Brasil, sendo responsável por 25% da produção nacional.
Fonte: Jornal A Tribuna - 24/10/10

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Exportações de café latino-americanas caem 9,56% na safra 2009/2010

Do grupo de nove países, apenas Nicarágua e Honduras conseguiram elevar os embarques do grão no período

As exportações conjuntas de nove países latino-americanos produtores de café, exceto Brasil, caíram 9,56% no ciclo 2009/2010, em relação à colheita anterior. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20/10) pela Associação Nacional do Café (Anacafé), órgão guatemalteco responsável por informar sobre as vendas do grão do grupo.

O total das exportações de Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, México, Peru e República Dominicana somou 23,2 milhões de sacas de 60 quilos na safra recém finalizada.Na colheita do período 2008/2009, as vendas externas somaram 25,7 milhões de sacas.

Dentre os países do grupo, apenas Nicarágua e Honduras conseguiram aumentar as exportações de café entre setembro de 2009 e outubro de 2010. A Nicarágua aumentou suas vendas em 18,98%, enquanto Honduras em 4,63%.

A República Dominicana registrou baixa de 65,53% nos embarques do grão, El Salvador teve queda de 27,35%, seguido por Colômbia (-20,24%), Costa Rica (-9,46%), Peru (-8,65%), México (-7,50%) e Guatemala(-0,30%). Com informações da Agência EFE.
Fonte: Globo Rural Online

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Conab adia previsão da safra de café para 14 de dezembro

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou nesta terça que transferiu do dia 9 de dezembro para 14 de dezembro o anúncio do próximo levantamento da safra de café. Segundo a Assessoria de Comunicação da Conab, o adiamento foi decidido por conta da quantidade de feriados em novembro, mês no qual os técnicos vão a campo obter os dados da safra.

Além disso, em 9 de dezembro haverá a divulgação do terceiro levantamento da produção de grãos da safra 2010/2011, e a Conab optou por evitar duas divulgações no mesmo dia. O prazo também vai garantir que os técnicos apreciem melhor o período de florada do café, que começa a partir das chuvas, informa a nota divulgada pelo órgão.

O mais recente levantamento da safra de café 2010 foi divulgado em 9 de setembro, com informações coletadas pelos técnicos da Conab entre 4 e 24 de agosto. O estudo estimou que a produção nacional de café beneficiado alcançaria 47,2 milhões de sacas de 60 quilos, representando um acréscimo de 19,6% ou 7,73 milhões de sacas, quando comparado com a produção de 39,47 milhões de sacas obtidas na safra 2009.
Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Previsão de baixa incidência da broca-do-café na safra 2011

O Sindicato dos Produtores Rurais de Varginha comunica que pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) preveem baixa infestação para a Safra 2011 da broca-do-café. Segundo Arnaldo Bottrel Reis, presidente da entidade sindical, a praga é considerada a segunda mais importante na cafeicultura.

O pesquisador da Epamig Júlio César de Souza, que investiga esta praga há mais de 35 anos, diz que se deve dar atenção especial a plantios adensados, onde as infestações podem ser maiores, além de dificuldade no controle químico. "O controle deve ser realizado todos os anos e iniciado três meses após a maior florada que geralmente acontece de setembro a outubro. O controle químico da broca é feito com inseticida endosulfan, realizado em nível de talhões".

Como produtor rural, Arnaldo Bottrel conta que é importante fazer um monitoramento da praga na lavoura. O pesquisador completa que aconselha a aplicação de defensivos apenas em casos de danos econômicos, evitando-se o uso indiscriminado.

Neste caso, é recomendada uma única pulverização com aplicação tratorizada e atomizador costal motorizado (pulverizador que aplica a calda inseticida com auxílio de um motor) e duas pulverizações com pulverizador costal manual. "Adicionar espalhante adesivo à calda inseticida. Antes, corrigir o pH da água para 5,5", indica Júlio.

De acordo com ele, para o cafeicultor realizar racionalmente o controle dessa praga, que só ataca o fruto do cafeeiro, é necessário o preenchimento de planilha específica. "Essa planilha está disponível nas Fazendas Experimentais da Epamig e nos escritórios da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), em regiões cafeeiras de Minas Gerais". Em caso de dúvidas, procure um especialista.
Fonte: Revista Cafeicultura

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Safra de café de 2009 foi a pior da história de Cuba

A safra de café de 2009 em Cuba foi a pior da história do país, o que obrigou o governo a gastar US$ 40 milhões com a importação do produto, segundo a imprensa cubana.

"A deterioração da produção nos anos anteriores teve a queda mais dramática na colheita de 2009, a pior em nossa história cafeicultora, ao somar apenas 5,5 mil toneladas", informou nesta quarta-feira (29) o jornal oficial Granma.

Segundo as previsões para o próximo ano, o gasto com importação deste produto pode aumentar para US$ 47 milhões, "uma carga pesada que o país não pode suportar por mais tempo", comenta a publicação.

O governo afirma que o responsável pela queda é a carência de força de trabalho no campo -- que obriga a uma "custosa mobilização anual" de estudantes e trabalhadores de outros setores -, a ineficiente aplicação de tecnologia ao cultivo, entre outros.

Cuba tem passado, desde o início da gestão de Raúl Castro por um programa de substituição de importações. Atualmente o país compra do exterior 80% do que consome.

As 5.500 toneladas colhidas correspondem a 9% da melhor colheita de sua história, registrada entre 1961 e 1962, quando foi alcançado o patamar de 60,3 mil toneladas. O país pretende chegar a 22 mil toneladas em 2015, aproximando-se dos números dos anos 1970, quando a safra era em torno de 28 mil e 30 mil toneladas.

Atualmente, 80.700 hectares são dedicados ao cultivo de café, dos quais 85% são utilizados, porém "mal aproveitados".
Fonte: DCI

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Café: Danos da estiagem à safra 2011/12 já são irreversíveis

Apesar de a maioria das regiões brasileiras já ter registrado chuvas nesta semana, agentes consultados pelo Cepea ainda mostram-se preocupados com a produção da próxima safra (2011/12). Colaboradores do Cepea comentam que a longa estiagem que atingiu as praças cafeeiras já ocasionou danos irreversíveis, que deverão ser amenizados apenas na temporada seguinte (2012/13). Segundo agentes consultados pelo Cepea, as expectativas para a safra 2011/12 já não eram de produção elevada, visto que a bienalidade será negativa. Além disso, como a atual temporada (2010/11) foi marcada por um grande volume produzido – acima da maioria dos anos de bienalidade positiva – a próxima temporada pode ser menor em relação a outros anos de bienalidade negativa.
Fonte: Cepea

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Baixa oferta de café tornará mercado ‘ainda mais apertado’, diz Osorio

Estimativas apontam para uma safra 15% a 20% menor em 2011

O diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Néstor Osorio, acredita que o mercado ficará ainda mais apertado no próximo ano. Atualmente, a principal preocupação é se a oferta será suficiente para dar conta da demanda.

Osorio lembrou que, em 2011, a produção brasileira apresentará ciclo negativo e as projeções apontam para queda entre 15% e 20% na oferta do País. Além disso, condições adversas de clima estão afetando as plantações no Vietnã. A safra da Colômbia pode ter alguma recuperação, mas não será suficiente para compensar a retração nos demais produtores.

"O mercado está muito nervoso, com muita movimentação e especulação", disse nesta quinta-feira, 23, em entrevista coletiva na sede da OIC, em Londres.

A entidade estima produção mundial entre 133 e 135 milhões de sacas de 60 kg de café para 2010/2011. A estimativa para o consumo é de 130 a 132 milhões de sacas.

Essa relação puxa os preços do café, alimentados também pelo dólar fraco. O setor passou por dois anos seguidos de déficit na Colômbia, sem produto similar capaz de fazer a substituição no mercado. "Os estoques estão sendo usados", reforçou Osorio.

Segundo ele, o consumo também está dinâmico e mesmo a pequena queda registrada durante a crise não foi suficiente para reverter a tendência de alta. Nos últimos dez anos, a demanda por café foi elevada em 25 milhões de sacas. "A demanda continua muito forte. A grande preocupação é saber como manter a oferta de café."

Embora cite a especulação como fator a pesar sobre o mercado, Osorio disse que a OIC não qualifica a atividade de investidores privados no setor. Ele também não quis manifestar opinião sobre a nova legislação proposta na Europa para conter a especulação. "Não temos capacidade de determinar se a política de controle dos derivativos é apropriada ou não."
Fonte: Estadão

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Safra de café do Brasil estimada em 47 mil sacas

A safra de café do Brasil em 2010/11 foi estimada nesta quinta-feira em 47 milhões de sacas de 60 kg pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou seu segundo levantamento para a commodity na temporada.

Na primeira pesquisa, divulgada em janeiro, a Conab havia estimado a safra 10/11 em um intervalo de 45,9 milhões a 48,7 milhões de sacas.

A projeção deste mês indica que a nova safra, cuja colheita já começou, não será recorde. A maior produção do Brasil, segundo a companhia, foi de 48,5 milhões de sacas, em 2002/03. O mercado aguarda uma safra 10/11 superior a 50 milhões de sacas.

A Conab previu que o Brasil colherá 35,3 milhões de sacas de café arábica em 10/11, contra intervalo de 34 milhões a 36,1 milhões de sacas na primeira estimativa.

A produção de café do tipo robusta foi projetada em 11,7 milhões de sacas, ante 11,9-12,5 milhões de sacas na previsão anterior.

A safra da temporada passada, um ano de baixa no ciclo bianual do arábica, foi mantida em 39,5 milhões de sacas.

"O bom resultado (em 10/11) é fruto da bienalidade positiva da cultura, que é intercalada entre um ciclo alto e baixo. Quando a comparação é feita em relação a 2008, ano também de bienalidade positiva, o crescimento (na safra) é de 2,85 por cento", afirmou a Conab em relatório.

O café tipo arábica representa cerca de 75 por cento da produção total do país, o maior produtor e exportador mundial.

"Colher uma safra de ciclo alto num momento em que o mercado internacional se ressente da falta de bons cafés arábicas é uma oportunidade para ocupar maior espaço nos blends, ou seja, produtos que resultam da composição de diferentes tipos de café", afirmou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, em comunicado.

Rossi destacou ainda que o governo federal "formulará políticas adequadas para que o país comercialize sua safra com boa remuneração aos produtores". Mas não deu detalhes.

Nesta semana, o secretário de Produção e Agroenergia, Manoel Bertone, afirmou que o governo ainda discute alternativas para apoiar os produtores.
Fonte: Revista Cafeicultura

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Café pode subir e até faltar no mercado

Produção insuficiente e aumento mundial do consumo desafiam especialistas, que se reúnem para discussões em Londres

O Brasil é o maior produtor de café do mundo. A safra atual (2009/2010), que está sendo colhida, resultará em cerca de 47 milhões de sacas (de 60 quilos) do produto - uma das maiores da história da cafeicultura no País. O consumo de café vem aumentando no Brasil nos últimos anos, assim como no mundo. A análise dessas informações leva à sensação de um cenário bastante positivo, entretanto, otimismo não é a palavra que se deve colher já a partir dos próximos meses.

Segundo Maurício Lima Verde, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e representante dos produtores brasileiros do setor privado na Organização Internacional do Café (OIC), sem aumento da produção de café e com o crescente nível do consumo mundial, o mercado prevê escassez do produto em curto e médio prazos - ou seja, a partir do ano que vem. Com isso, reflexos como a alta do preço repassado ao consumidor final seriam inevitáveis.

Lima Verde embarca hoje para Londres, na Inglaterra, onde participará de uma reunião da OIC, levando preocupação na bagagem. Segundo ele, até a próxima semana serão feitos profundos debates sobre o tema, mas a grande meta é conseguir incentivos para o aumento da produção mundial de café.

Sem isso, torna-se cada vez mais real a previsão de falta do produto em nível global, já que não há como retroceder os índices de consumo e também não há estoque suficiente de sacas para suprir a escassez anunciada.

Como agravante dessa situação está o nível da produção dos países que ocupam a segunda e a terceira colocações entre os maiores produtores do grão. No Vietnã serão colhidas cerca de 15 milhões de sacas na safra atual, e na Colômbia, 12 milhões. Ou seja, há uma distância muito grande entre o Brasil e os países que o seguem no ranking de produção mundial.

Consumo

No Brasil, atualmente se consome cerca de 18 milhões a 20 milhões de sacas de café ao ano no mercado interno. Nos últimos cinco anos, o aumento do consumo foi de 4,3% na média. Nos Estados Unidos, principal consumidor do produto, são cerca de 22 milhões de sacas consumidas por ano. Nesta safra, serão colhidas no mundo todo cerca de 120 milhões de sacas.

“Se o Brasil quiser passar para uma produção com média de 50 milhões de sacas - sendo 20 milhões para consumo interno -, vai precisar de incentivo. E essa realidade é a mesma no mundo todo. No caso do Brasil, o câmbio (girando em torno de R$ 1,70 em relação ao dólar) está prejudicando demais os produtores. O ideal seria que a cotação estivesse em torno de R$ 2,20”, diz Lima Verde.

Apesar de se vender bem a saca no Exterior (cerca de US$ 200), no Brasil ela é comercializada por R$ 300,00, sendo inferior ao custo de produção. “Então, sem incentivos dos governos dos países produtores, não há como estimular o aumento da produção de café”, acrescenta.

Segundo Lima Verde, no Brasil existem 300 mil propriedades cafeeiras. Entretanto, cerca de 70% delas são pequenas, com aproximadamente 50 hectares (cada hectare equivale a 10 mil metros quadrados).

Com as técnicas atuais de plantio, é possível aumentar o número de pés de café dentro das propriedades já existentes - já que novas plantações não são indicadas .

Porém, o custo exigido para isso extrapola as possibilidades do produtor diante do valor venal que se consegue atualmente com o real valorizado perante o dólar. Ou seja, sem incentivos financeiros, volta-se ao início desta intrincada conta que não fecha: o crescimento mundial do consumo contra números bem menos positivos em relação à produção.
Fonte: Revista Cafeicultura