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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

OIC: exportação mundial cai 4,3% em 12 meses

De acordo com dados preliminares divulgados, ontem (30), pela Organização Internacional do Café (OIC), as exportações mundiais para todos os destinos totalizaram 93.566.810 sacas de 60 kg no acumulado dos últimos 12 meses encerrado em outubro, registrando queda de 4,34% em relação às 97.809.125 sacas embarcadas no mesmo intervalo antecedente.

Entre os países que mais exportaram o produto, o Brasil, apresentando leve alta de 0,30% frente às remessas efetuadas de novembro de 2008 a outubro de 2009 (31.388.313 sacas), manteve-se na liderança dos embarques, registrando o envio de 31.482.928 sacas a todos os destinos.

Outubro

Foram embarcadas 7.849.712 sacas de 60 kg de café, em outubro de 2010, por todas as nações produtoras. Esse volume é 4,57% superior ao registrado no décimo mês de 2009, quando foram exportadas 7.506.704 sacas, mas 2,83% menor do que o montante apurado em setembro deste ano (8.078.468 sacas).

O país que mais exportou café, no mês passado, foi o Brasil, totalizando o envio de 3.404.380 sacas ao exterior, o que implicou alta de 20,51% em relação a outubro de 2009, quando o país embarcou 2.824.889 sacas, e de 3,83% frente às 3.278.691 sacas de setembro deste ano.
Fonte: P1 Agência de Notícias

Exportação mundial de café apresentou elevação de 4,5% em outubro

A exportação mundial de café apresentou elevação de 4,5% em outubro passado, em comparação com o mesmo mês de 2009. Foram embarcadas 7,85 milhões de sacas ante 7,51 milhões de sacas em 2009. A informação foi divulgada hoje pela Organização Internacional do Café (OIC). A exportação mundial nos últimos 12 meses do ano cafeeiro apresentou redução de cerca de 4,3%, para 93,6 milhões de sacas, em comparação com perto de 97,8 milhões de sacas no período anterior. Nos últimos 12 meses, encerrados em outubro de 2010, a exportação de café arábica totalizou 61,8 milhões de sacas, em comparação com volume praticamente inalterado no período anter ior. O embarque de robusta no período foi de 31,8 milhões de sacas, em comparação com 36 milhões de sacas.
Fonte: Revista Cafeicultura

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Exportação de café da Índia atinge nível recorde em 2010

Crescimento nos embarques do grão é causado pela melhor produção e pela firme demanda externa

As exportações de café da Índia, terceiro maior produtor do grão na Ásia, atingiram um nível recorde em 2010, de acordo com dados do Conselho de Café do país, ajudadas por uma produção melhor e pela firme demanda externa.

Embarques indianos maiores nas próximas semanas devem ampliar as ofertas no mercado global e podem ajudar a moderar os preços, que subiram por causa de safras menores em outros países produtores. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato referencial de março registrou uma nova máxima em 13 anos, de 218,65 cents por libra-peso, em 10 de novembro.

Entre 1º de janeiro e 23 de novembro de 2010, as exportações da Índia alcançaram um volume recorde de 266.015 toneladas, incluindo ofertas reexportadas, mostraram números do conselho. "A demanda tem sido boa neste ano. Além disso, a safra foi maior no ano passado", afirmou M.P. Devaiah, gerente-geral da Allanasons Ltd., terceira maior exportadora de café do país.

Compradores reduziram as aquisições e baixaram os estoques para um nível mínimo durante a crise econômica global, provocando um declínio de 12% nos embarques indianos em 2009 por causa da produção estagnada. Contudo, a demanda voltou a ganhar força, incentivando as exportações em meio à recuperação da economia mundial.

Uma autoridade do Conselho de Café da Índia, que pediu para não ser identificada, afirmou que os embarques subirão ainda mais nas próximas semanas devido à melhor disponibilidade da safra.

Devaiah, da Allanasons, disse que as vendas do grão em 2010 podem somar 280 mil toneladas, incluindo ofertas reexportadas. A Índia compra café de outros fornecedores e, então, embarca a maior parte do volume importado após executar atividades de blending. Em 2009, o país exportou 187.347 toneladas, ante 214.158 toneladas em 2008 e um recorde de 253.524 toneladas em 2000.

O país comercializa cerca de dois terços da produção doméstica. Itália, Rússia, Alemanha e Bélgica respondem juntas por mais de 50% das exportações totais de café indiano. Segundo o conselho, a produção local é estimada em 289.600 toneladas no ano-safra 2009/10, encerrado em 30 de setembro, alta de 10,4% ante 2008/09. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Canal Rural

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Exportação de café do Vietnã deve cair 2,4% em novembro

Números caem em termos de volume, mas sobem 24% em termos de valor

As exportações de café do Vietnã em novembro provavelmente cairão 2,4% em termos de volume ante igual período do ano passado, mas subirão 24% em valor, informou nesta quinta, dia 24, o Escritório Geral de Estatísticas do governo. Os embarques neste mês devem alcançar 80 mil toneladas, ou 1,33 milhão de sacas, o equivalente a US$ 143 milhões, de acordo com o órgão.

Em novembro de 2009, o país vendeu 82 mil toneladas, avaliadas em US$ 115 milhões. O escritório revisou as exportações de café do mês passado para 57 mil toneladas, abaixo das 70 mil toneladas previstas anteriormente.

No ano-safra 2010/11, iniciado em 1º de outubro de 2010, o Vietnã já embarcou 137 mil toneladas, ou 2,28 milhões de sacas de 60 quilos cada, volume inalterado em relação ao mesmo intervalo de 2009/10. As exportações até agora somaram US$ 240 milhões, alta de 24% na comparação anual. Informações da Agência Estado.
Fonte: Canal Rural

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Agricultura aprova desoneração de empréstimo para produção agropecuária

A Comissão de Agricultura aprovou este mês (novembro) projeto de lei (PL 7154/10) que prevê a isenção de Imposto de Renda para as instituições financeiras estrangeiras que concederem empréstimo à produção agropecuária nacional destinada à exportação. A isenção vai recair sobre juros e comissões recebidos por conta desses empréstimos.

A legislação atual já isenta os empréstimos concedidos para a exportação, mas não para a produção agrícola.

O relator, deputado Marcos Montes, do DEM de Minas Gerais, afirma que o número de beneficiados é pequeno, mas é mais um incentivo para reduzir os problemas dos agricultores: "É uma ajuda substancial? Não, não é. Mas é alguma coisa, alguma coisa que pode refletir neles. Não estou dizendo que isso aqui vai salvá-los, mas é uma medida que nós podemos agregar outras medidas que na somatória fazem com que haja uma luzinha para eles verem. Porque não tem luz no fim do túnel, não. Do jeito que está, não tem não".

O deputado Nazareno Fonteles, do PT do Piauí, votou contra o projeto. Ele disse que os incentivos fiscais devem ser dados aos pequenos agricultores e não aos grandes: "Porque normalmente os que usam disso são os do agronegócio, são da agricultura industrial que, no nosso entendimento, não ajudam no desenvolvimento sustentável do país. Porque trabalham mais com monocultura, prejudicam a biodiversidade, usam demais dos agrotóxicos - que termina atentando mais ainda com o meio ambiente - e reduz a participação dos agricultores no campo".

O projeto ainda vai ser analisado pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça.
Fonte: De Brasília - Rádio Câmara - Sílvia Mugnatto

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Setembro: Brasil lidera exportação mundial de arábica

De acordo com dados preliminares do informe estatístico mensal da Organização Internacional do Café (OIC), as exportações mundiais da variedade arábica totalizaram 4.917.339 sacas de 60 kg em setembro de 2010, o que representou uma elevação de 14,83% na comparação com as 4.282.148 sacas registradas no nono mês de 2009, e de 1,41% frente às 4.849.002 sacas de agosto deste ano.

Respondendo por 56,33% do total apurado, o Brasil permanece na liderança das exportações mundiais de café arábica, tendo registrado a remessa de 2.769.701 sacas ao exterior em setembro, ou 21,09% a mais do que o embarcado no mesmo mês de 2009 (2.287.398 sacas).
Fonte: Café Point

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Exportação de café verde do Brasil sobe 20% em setembro

A receita com as exportações de café em setembro (verde e solúvel) alcançou 580 milhões de dólares

O Brasil exportou 2,929 milhões de sacas (60 kg) de café verde em setembro, 20,6 por cento acima do volume embarcado em igual período do ano anterior, informou o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) nesta quinta-feira.

Do total exportado em setembro, 2,77 milhões de sacas foram do tipo arábica, volume também 20 por cento superior ao do ano anterior, já que o Brasil comercializa no momento uma safra de ciclo alto de produção.

O volume de robusta exportado continua em níveis reduzidos, atingindo 155 mil sacas em setembro.

Ainda foram embarcados o equivalente a 288 mil sacas de café solúvel, 11 por cento acima do registrado em setembro do ano passado.

A receita com as exportações de café em setembro (verde e solúvel) alcançou 580 milhões de dólares, 48 por cento acima do registrado em igual mês de 2009.

Para Guilherme Braga, diretor geral do Cecafé, a receita cambial mostra o bom momento dos preços internacionais da commodity.

No acumulado dos últimos doze meses, o Brasil exportou 30,84 milhões de sacas, para uma receita de 4,89 bilhões de dólares.

Em relação aos mercados compradores, a Europa surge com 54 por cento de participação da importação do produto brasileiro no acumulado do ano, enquanto América do Norte responde por 22 por cento e Ásia por 17 por cento.
Fonte: Revista Cafeicultura

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Governo investe na exportação de café

De olho em um consumidor cada vez mais exigente e na proliferação global de máquinas de café nas casas de classe média, o Brasil quer marcar presença no segmento de cafés finos pelo mundo. A verba do Ministério da Agricultura para divulgar o café "made in Brazil" no exterior, que foi de R$ 800 mil no ano passado, em 2010 passou para R$ 1,5 milhão. Para o próximo ano, a Pasta solicitou a quantia de R$ 10 milhões e, mesmo com o corte do orçamento, conseguiu separar R$ 5 milhões para eventos que levarão a qualidade do produto para o mundo todo.

"Queremos uma presença maior no exterior", disse o diretor do Departamento de Café do Ministério da Agricultura, Robério Silva. A estratégia, de acordo com ele, não é apenas salientar que o Brasil é o maior produtor e exportador de café mundial, mas oferecer aos clientes uma gama diversificada do produto, com ênfase nos cafés de alta qualidade. O diretor acabou de voltar de um evento de café em Genebra e participará também de outra celebração do produto, em Houston, Estados Unidos, em que o Brasil será país tema.

De acordo com Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a receita cambial com exportação de café (verse, solúvel, torrado e moído) aumentou 20% de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado, com o faturamento passando de US$ 3,066 bilhões para US$ 3,693 bilhões O volume da exportação brasileira no período totalizou 22,8 milhões de sacas de 60 quilos, o que representou um crescimento de 2% sobre 2009 (22,3 milhões de sacas) - a maioria de cafés do tipo robusta, de menor qualidade.

O montante reservado pelo Ministério ainda é pouco, na avaliação do diretor-geral da entidade, Guilherme Braga. Mas já é um começo. "Esses números são ridículos. É importante que estejam crescendo, mas não se pode dizer que vão alavancar o volume de vendas", considerou.

Não há dúvidas, de acordo com Braga, de que a tendência é de crescimento das vendas, principalmente dos cafés chamados "especiais", que possuem maior valor agregado. "O consumidor está mais exigente, mas também está disposto a pagar um pouco mais pelo produto de boa qualidade", explicou. O diretor do Cecafé estimou que as vendas dos cafés finos ou de melhor qualidade representem de 15% a 20% das exportações totais. Apesar da fatia ainda ser pequena, salientou, é considerável tendo em vista que há 10 anos o Brasil praticamente não vendia esse tipo de produto no exterior.

Além do Ministério da Agricultura e do setor privado, que se empenham no marketing internacional do produto, a Agência Brasileira de Promoção e Exportação e Investimentos (Apex-Brasil) também tem ampliado a atuação no exterior. Uma das mais recentes campanhas foi a da fórmula Indy, nos Estados Unidos, totalmente voltada para o tema "cafés do Brasil". "Em 20 anos, nunca tivemos isso", comemorou o coordenador de Projetos Setoriais da Apex, Juarez Leal. "Os Estados Unidos são o mercado prioritário para nós", acrescentou. Mas países como Japão e os do Norte da Europa mostram cada vez mais interesse e aceitação do produto brasileiro, conforme o coordenador.

Como a agência não trabalha com commodities, o foco das atuações no caso dos cafés é os de maior qualidade, como Premium e especiais. No total, a Apex desenvolve atuações para produtos de 70 segmentos diferentes. A cada dois anos, a disputa para ser o setor escolhido fica mais acirrada e o café tem estado nelas.

O lado bom de trabalhar com o café, segundo Leal, é a aceitação do produto no exterior. "Os importadores brigam a tapa pelo café brasileiro", relatou. Mesmo assim, de acordo com ele, ações de marketing são necessárias porque a maior parte das vendas nacionais ainda é do café tipo robusta, o que apresenta menor qualidade. Por isso, não há segredo, explica o coordenador da Apex. "Quem quer vender tem de estar lá fora. É preciso mostrar a qualidade do produto", considerou. Até porque muitas vezes, disse Leal, o importador tem mais interesse sobre a "história do produto" do que necessariamente por ele. E alguém precisa contá-la.
Fonte: Notícias Agrícolas

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Dólar pode prejudicar exportação de café nos próximos meses

Diretor do Cecafé diz que desvalorização da moeda americana tira competitividade do produto brasileiro

O diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Guilherme Braga, diz que a desvalorização do dólar tira competitividade do produto brasileiro no Exterior e prevê queda nas vendas nos próximos meses.

- Provavelmente deveremos observar uma redução do volume exportado mais à frente, talvez a partir de janeiro de 2011 - diz.

Em setembro passado, o Brasil exportou pouco mais de três milhões de sacas de 60 quilos de café, um dos melhores resultados de todos os tempos para um único mês. No entanto, o desempenho teve como base um câmbio contratado anteriormente, quando o dólar era cotado por volta de R$ 1,80. Nesta quarta, dia 6, a moeda americana fechou a R$ 1,68.

Os altos preços do café também contribuíram para que o país fosse estimulado a vender mais ao exterior. No dia 8 de setembro, o primeiro vencimento do contrato futuro de café na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) tocou o melhor nível em 13 anos, a 198,65 cents por libra-peso, sustentado pelo clima mais seco no Brasil. De lá para cá, os futuros foram perdendo força, principalmente em virtude das chuvas nas regiões produtoras brasileiras, que diminuíram o receio com uma frustração de safra no ano que vem.

Ao mesmo tempo, a moeda norte-americana foi se depreciando ante o real. No dia 1º de outubro, o dólar encerrou a R$ 1,6790, nível mais baixo desde 3 de setembro de 2008, antes do estouro da crise mundial. Ou seja, câmbio e preços internacionais do café passaram a caminhar juntos nas últimas semanas contra os esforços do exportador brasileiro.

- Devemos tirar o pé do acelerador, deixando um vácuo que deve ser ocupado por outros países exportadores - afirma Braga.

Ele comenta que as vendas futuras de café implicam operações de proteção em bolsa e também em moeda. Quando essa estrutura perde equilíbrio, representando aumento de preço do produto, os compradores tendem a procurar outros fornecedores. De acordo com o diretor do Cecafé, há países na Ásia, como Indonésia e Vietnã, e até na África, que têm políticas que garantem uma 'certa estabilidade' da moeda local em relação ao dólar, o que neutraliza a perda de competitividade.

Braga observa, ainda, que menores volumes de exportação e preços baixos do café podem ser refletir na rentabilidade do produtor.

- Colhemos uma grande safra e seria hora de o cafeicultor aproveitar os preços relativamente melhores para se capitalizar - diz.

Um preço remunerador permitiria recuperar parte dos prejuízos em anos anteriores, além de criar condições para que o cafeicultor pudesse investir nas lavouras.

- É fundamental que o preço interno mantenha a correlação com a cotação internacional, ou seja, que o produtor continue recebendo cerca de 90% do preço FOB da saca de café - acrescenta.

O diretor do Cecafé estima que medidas do governo, como a elevação da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% para 4% para os investimentos estrangeiros em renda fixa, podem ajudar a frear a entrada de dólares, e consequentemente o enfraquecimento da moeda. Segundo ele, a redução do superávit da balança comercial brasileira também tem sido significativa, deixando de ser uma fonte de entrada de mais moeda americana.
Fonte: Canal Rural

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Exportação de café verde do Brasil sobe 20% em setembro

O Brasil exportou 2,929 milhões de sacas (60 kg) de café verde em setembro, 20,6 por cento acima do volume embarcado em igual período do ano anterior, informou o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) nesta quinta-feira.

Do total exportado em setembro, 2,77 milhões de sacas foram do tipo arábica, volume também 20 por cento superior ao do ano anterior, já que o Brasil comercializa no momento uma safra de ciclo alto de produção.

O volume de robusta exportado continua em níveis reduzidos, atingindo 155 mil sacas em setembro.

Ainda foram embarcados o equivalente a 288 mil sacas de café solúvel, 11 por cento acima do registrado em setembro do ano passado.

A receita com as exportações de café em setembro (verde e solúvel) alcançou 580 milhões de dólares, 48 por cento acima do registrado em igual mês de 2009.

Para Guilherme Braga, diretor geral do Cecafé, a receita cambial mostra o bom momento dos preços internacionais da commodity.

No acumulado dos últimos doze meses, o Brasil exportou 30,84 milhões de sacas, para uma receita de 4,89 bilhões de dólares.

Em relação aos mercados compradores, a Europa surge com 54 por cento de participação da importação do produto brasileiro no acumulado do ano, enquanto América do Norte responde por 22 por cento e Ásia por 17 por cento.
Fonte: Reuters

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Café: exportação mundial cresce em agosto, mas fica abaixo do total no ano cafeeiro anterior

A OIC (Organização Internacional do Café) divulgou hoje que a exportação mundial de café apresentou elevação de 3,8% em agosto deste ano, ante o mesmo período de 2009. Foram embarcadas 7,92 milhões de sacas de 60 quilos.

Com relação aos primeiros 11 meses do ano cafeeiro 2009/10, entre outubro de 2009 e agosto de 2010, as exportações apresentaram redução de cerca de 4,4%, para 86,34 milhões de sacas, contra 90,35 milhões de sacas do mesmo período do ano cafeeiro anterior.

Portanto, totalizado o ano cafeeiro 2009/2010, cerca de 60,44 milhões de sacas de café arábica foram exportadas, ante 63,13 milhões de sacas de 2009. As embarcações de robusta chegaram a 32,98 milhões de sacas, ante 35,31 milhões do ano anterior.
Fonte: Notícias Agrícolas

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Produtores comemoram os altos preços de exportação

Pequenos agricultores do sul de Minas comemoram o aumento nos lucros com as vendas de café para o mercado externo. O preço do grão teve boa valorização nos primeiros sete meses do ano. Quem investiu na certificação do produto está ganhando ainda mais.

O espaço para guardar os agrotóxicos de maneira correta e segura foi uma das mudanças para conseguir a certificação, uma exigência do mercado externo, que paga mais por um grão de qualidade.

Agora, os cerca de 50 produtores que fazem parte da associação dos cafeicultores do bairro Córrego Dantas, em Poços de Caldas, recebem bem mais pelo produto. Cerca de 600 sacas já foram vendidas para países como Estados Unidos e Japão.

"Hoje a gente consegue R$ 400 em uma saca. Antigamente, você vendia a R$ 270. Hoje a gente prepara esse café, maquina esse café, e gente consegue um preço bem melhor", diz João Piva, produtor rural.

A motivação de Piva também pode ser percebida em outros produtores mineiros. É que além de comprar mais, o mercado externo também está pagando melhor pelo café produzido em Minas Gerais, tanto que as exportações do estado aumentaram nos sete primeiros meses do ano.

As vendas para o exterior passaram de US$ 1,8 bilhão, crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas o aumento no número de sacas comercializadas não chegou a 3%.

"O mercado internacional de café subiu e, com a falta de cafés finos nos outros países, trouxe muito interesse para os cafés finos brasileiros, que também passaram por uma valorização real. Em muitos casos, há cafés que valorizaram mais de 30% neste primeiro semestre", afirma Cristiano Ottoni, dono de exportadora.

A produtora rural Adilza Consolini aproveita o momento pra investir na lavoura. Com planos de também poder exportar, ela já financiou um secador, para ajudar no trabalho. "É uma alegria da gente, porque ver o trabalho do produtor rural sendo valorizado é uma alegria", diz.
Fonte: Café Point

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Exportação do agronegócio cresce 16% em julho puxada por carnes e açúcar

Receita dos embarques de açúcar cresceu 62,3%, para US$ 1,236 bilhão, e de carnes (bovina, suína e de frango), 22,4%

As exportações do agronegócio brasileiro aumentaram 16,6%, para US$ 7,329 bilhões em julho, ante o mesmo período em 2009, de acordo com informações divulgadas hoje pelo Ministério da Agricultura. As importações cresceram 42%, para US$ 1,13 bilhão. Com isso, o superávit do comércio de produtos agropecuários foi de US$ 6,198 bilhões, 12,87% superior ao registrado em julho do ano passado. As exportações do agronegócio representaram 41,5% do total exportado pelo País no mês passado.

No acumulado do ano, as exportações do agronegócio tiveram alta de 12,1% em relação ao valor exportado no mesmo período de 2009, somando US$ 42,302 bilhões, ou 39,6% do total exportado pelo Brasil no período. As importações também apresentaram variação positiva (36,7%), totalizando US$ 7,211 bilhões. O saldo comercial do agronegócio aumentou de US$ 32,453 bilhões para US$ 35,091 bilhões de janeiro a julho.

O aumento das vendas de açúcar e carne bovina puxaram o resultado das exportações do agronegócio em julho. A receita dos embarques de açúcar cresceu 62,3%, para US$ 1,236 bilhão, ante US$ 761 milhões no mesmo período do ano passado. Em volume, as vendas foram 24,9% maiores, com 2,901 milhões de toneladas embarcadas, ante 2,323 milhões de t em julho de 2009. O complexo carnes (bovina, suína e de frango) registrou aumento de 22,4% na receita, para US$ 1,273 bilhão, de US$ 1,040 bilhão no mesmo período passado. Em volume, foram 550 mil toneladas exportadas, aumento de 11%, ante 496 mil t em julho de 2009.

Outros produtos que impulsionaram a receita das exportações no último mês foram os florestais (21,9%), café (32,4%), milho (70%), couros, produtos de couro e peles (31,7%) e animais vivos (65%).

O complexo soja, maior item das exportações do agronegócio, registrou queda de receita em julho, apesar do aumento no volume exportado, por causa do recuo do preço mínimo dos produtos que o compõem. A receita total em julho caiu 0,8%, para US$ 2,186 bilhões, de US$ 2,204 bilhões em julho de 2009. Mas o volume aumentou 17,2%, para 5,76 milhões de toneladas, de 4,914 milhões de t na mesma base de comparação. No acumulado do ano, a receita caiu 5,1%, para US$ 11,743 bilhões, de US$ 12,371 bilhões. O volume recuou 0,2%, de 31,496 milhões de toneladas, para 31,427 milhões de t.
Fonte: Agência Estado

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Em julho - Exportação de café é a maior em 5 anos

A receita e o volume exportado de café em julho são os maiores em 4 anos. As exportações brasileiras do produto aumentaram 7,8% em julho, para 2.441.262 sacas, na comparação com as 2.265.493 sacas embarcadas no mesmo período do ano passado, informa levantamento divulgado ontem pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé). A receita dessas vendas subiu 25,8%, para US$ 391,83 milhões, de US$ 311,5 milhões na mesma base de comparação. De acordo com a entidade, ambos os resultados são os maiores em quatro anos.
Fonte: Jornal A Gazeta

Receita de exportação de café cresce 14% entre janeiro e julho

A receita dos exportadores de café brasileiro aumentaram 14% nos sete primeiros meses do ano, até US$ 2,646 bilhões, informou nesta segunda-feira o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O volume de café exportado, no entanto, caiu 2% no período, para 16,8 milhões de sacas de 60 quilos.

Segundo a Cecafé, 85% das exportações (13,9 milhões de sacas) corresponderam à variedade arábica, a de maior qualidade e valor de mercado, enquanto 11% foram de café solúvel e 4%, de café em grão da variedade robusta.

A melhoria nos números se deve em parte a um mês de julho excepcional em vendas, com os melhores registros tanto em volume como em termos de valor dos últimos quatro anos.

Por destinos, os mercados tradicionais do café brasileiro, entre eles Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão, Bélgica e Espanha, continuaram com a tendência de diminuição de pedidos verificada nos últimos meses.

Os países sul-americanos, por sua vez, aumentaram suas compras em 45%, até US$ 152,4 milhões, 6% do total das exportações brasileiras.

Apesar destas variações, a União Europeia (UE) continua sendo o principal mercado do café brasileiro (51%), seguido dos Estados Unidos (21%) e dos países asiáticos (17%).
Fonte: Revista Cafeicultura

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Exportação de café é recorde dos últimos quatro anos, em receita e em volume

O resultado das exportações brasileiras de café no mês de julho foram as maiores dos últimos quatro anos, em receita e em volume. Balanço divulgado hoje pelo CeCafé (Conselho Brasileiro dos Exportadores de Café) aponta para uma elevação de 25,8% na receita (em julho de 2009 foi de US$ 311.497) e de 7,8% na quantidade do produto embarcado em relação ao mesmo mês do ano passado (2.265.493).

“A receita de julho de 2010 é R$ 320 milhões superior ao do mesmo período do ano passado”, afirma Guilherme Braga, diretor geral do CeCafé. Segundo dados da entidade, no gráfico mensal de Participação por Qualidade, o arábica responde por 83% das vendas do país, enquanto o solúvel por 11%, e o robusta por 6% das exportações.

Nos acumulado dos últimos doze meses, o balanço mostra que o Brasil exportou 29.953.809 sacas, para uma receita de US$ 4.595.055.

Em relação aos mercados compradores, a Europa surge com 54% de participação da importação do produto brasileiro no período janeiro a julho, enquanto América do Norte responde por 21%, a Ásia por 17%, e a América do Sul por 6%.

Na avaliação por países, os Estados Unidos lideram, com a aquisição de 3.177.564 sacas entre janeiro e julho, seguida pela Alemanha, com 3.157.075, e a Itália, com 1.377.191. No quarto lugar está o Japão, com 1.189.689 sacas.

Nos principais portos de embarque o resultado foi o seguinte: Santos , com 12.727.306 sacas no período janeiro/julho (75,7% do total), seguido de Vitória, com 2.016.948 sacas, (12%), e o Rio de Janeiro, com 1.508.030 sacas (9%).
Fonte: Cecafé

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Café: Exportação de café cresce em julho e somaram 2,2 milhões de sacas

O Brasil exportou 2,203 milhões de sacas de 60 quilos de café no mês de julho, 14,7% mais que as 1,920 milhão de sacas embarcadas em junho. Os dados foram divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e consideram 22 dias úteis. Na comparação com julho de 2009 também houve crescimento. Naquele mês as exportações de café somaram 1,934 milhão de sacas. O preço médio do café exportado também subiu. Em julho foi de US$ 163 a saca de 60 quilos, ante US$ 151,5/saca em junho e US$ 134/saca em julho do ano passado. Com isso, a receita obtida com as exportações de café no mês que passou foi de US$ 359,3 milhões, 23% maior que a de junho, quando as vendas somaram US$ 291 milhões. Em julho de 2009 a receita com as exportações de café totalizou US$ 259,6 milhões.
Fonte: Campo News

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Federal combate esquema milionário de sonegação de impostos na exportação de café em Vitória

O prejuízo aos cofres públicos da União é elevado porque a comercialização de café, principal produto agrícola do Espírito Santo, representa compras e vendas na casa de bilhões de reais.

Na manhã desta terça-feira (1º), foi deflagrada uma operação, no Espírito Santo, baseada em investigações que sobre um esquema de obtenção de vantagens tributárias ilícitas por parte de empresas especializadas na exportação e na torrefação de café. A fraude teria resultado em um prejuízo aos cofres públicos de R$ 280 milhões. Documentos, computadores e armas foram apreendidos. As investigações apontam 39 empresas exportadoras, ao menos 23 atacadistas laranjas envolvidas no esquema.

Na operação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF) e Receita Federal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisão em 74 locais. Já foram 25 prisões na operação até o momento, dos 32 mandados expedidos.

Sete pessoas ainda não foram encontradas. Buscas foram realizadas em 74 endereços entre empresas e residências dos investigados, nos municípios de Colatina, Domingos Martins, Linhares, São Gabriel da Palha, Viana, Vila Velha, Vitória e também em Manhuaçu (MG).

Cerca de 20 homens foram ao Palácio do Café, na Enseada do Suá, em Vitória, de onde a operação foi desdobrada para outros dois prédios, o Arábica e o Conilon, também na Enseada. No Palácio do Café oito salas foram vistoriadas.

Por volta das 9h agentes saíram com dois malotes contendo documentos apreendidos. A operação, denominada "Broca", conta com 337 homens da Polícia Fedral, com apoio de agentes de outros estados, além de 107 fiscais da Receita Federal.

Esquema. As firmas de exportação e torrefação envolvidas no esquema utilizavam empresas laranjas como intermediárias fictícias na compra do café dos produtores. As empresas beneficiárias da fraude eram as verdadeiras compradoras da mercadoria, mas formalmente quem aparecia nessas operações eram as empresas laranjas, que na verdade tinham como única finalidade a venda de notas fiscais, o que garantia a obtenção ilícita de créditos tributários.

As empresas exportadoras conseguiam, por meio de criação de empresas laranjas, créditos de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Essas empresas de exportação e torrefação usavam esses créditos para quitar seus próprios débitos tributários ou até mesmo para pedir ressarcimento junto ao Fisco.

As empresas fictícias, no entanto, não recolhiam esses impostos, até porque não tinham lastro econômico para isso, uma vez que eram laranjas, criadas somente para "guiar" com suas notas fiscais o café para os verdadeiros compradores e gerar os créditos tributários. O creditamento para exportadores e torrefadores, portanto, era indevido, já que eram ressarcidos de valores que jamais entraram nos cofres públicos.

As empresas, apesar de registradas como atacadistas, não tinham armazéns e funcionavam em pequenas salas. Para o Ministério Público Federal (MPF), está claro que as empresas exportadoras não só tinham conhecimento da fraude, mas, também ditavam suas regras.

Ao todo existem 300 empresas no Espírito Santo registradas no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) como atacadistas de café. Segundo a delegada da Receita Federal, Laura Gadelha, grande parte delas foi criada para o esquema de fraudes. Algumas, inclusive, com vida útil em torno de um ano.


Dos 30 maiores contribuintes de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no Espírito Santo que atuam no comércio de café, pelo menos 18 estão envolvidos no esquema de obtenção de vantagens tributárias ilícitas, junto à União, sendo que nove delas funcionavam apenas como laranjas para a venda de notas fiscais. Essa discrepância acontecia porque apenas os impostos estaduais eram devidamente recolhidos, nessas operações.

A norma estadual que trata do ICMS exige que toda empresa, para obter créditos de ICMS, comprove que o recolhimento foi feito em etapa anterior de incidência. Já a legislação federal, que trata do PIS/COFINS não exige essa providência, o que facilita a fraude. "O objetivo é eliminar a fraude e não parar o mercado. É adequar a legislação para impedir a fraude", destacou o procurador da República, Vinícius Cabeleira.

O Espírito Santo é o segundo maior produtor de café do país e lidera o ranking nacional na variedade conilon.

Crimes seriam praticados desde 2003

As investigações, realizadas em conjunto pela Delegacia da Receita Federal em Vitória, pelo MPF e pela PF, começaram em outubro de 2007 com a deflagração da Operação Tempo de Colheita, quando auditores fiscais da Receita fiscalizavam o setor de comércio de café, inicialmente em empresas localizadas nas regiões Noroeste e Norte do estado. A prática criminosa, ainda segundo o MPF, vem ocorrendo desde 2003. Há indícios consistentes da existência dos crimes de formação de quadrilha, crime contra a ordem tributária, falsidade ideológica e estelionato.
Fonte: ES Hoje

terça-feira, 1 de junho de 2010

Operação Broca - PF faz operação contra sonegação na venda e exportação de café no Espírito Santo

A Polícia Federal e a Receita Federal realizam nesta terça-feira a Operação Brocas, de combate a sonegação na venda e exportação de café. A operação é realizada em quatro cidades do Espírito Santo, além da capital do estado, Vitória. Cerca de 300 homens participam da ação. Neste momento, os policiais fazem vistoria no Centro de Comércio de Café em Vitória, o Palácio do Café.

Os policiais cumprem mandados de busca e apreensão e prisão em ao menos três locais. Segundo a PF, a fraude teria resultado em um prejuízo aos cofres públicos de R$ 280 milhões.

As buscas são realizadas em 74 endereços entre empresas e residências dos investigados. Devem ser cumpridos 32 mandados de prisão cujos alvos são empresários, corretores e funcionários das empresas envolvidas.

Fraude

Segundo informações da Gazeta Online, as firmas de exportação e torrefação envolvidas no esquema utilizavam empresas laranjas como intermediárias fictícias na compra do café dos produtores.

As empresas beneficiárias da fraude eram as verdadeiras compradoras da mercadoria, mas formalmente quem aparecia nessas operações eram as empresas laranjas, que na verdade tinham como única finalidade a venda de notas fiscais, o que garantia a obtenção ilícita de créditos tributários.

As investigações, realizadas em conjunto pela Delegacia da Receita Federal em Vitória, pelo MPF e pela PF, começaram em outubro de 2007 com a deflagração da Operação Tempo de Colheita, quando auditores fiscais da Receita fiscalizavam o setor de comércio de café, inicialmente em empresas localizadas nas regiões Noroeste e Norte do estado.
Fonte: O Globo

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Exportação de Café Gourmet, bom para o exportador e ótimo para o Brasil.

Por Diogo Freitas

Atualmente os consumidores de forma geral estão cada vez mais dispostos a buscar e consumir produtos visando à qualidade e o prazer que eles podem proporcionar. O Café Gourmet é um produto com alto valor agregado e com pouco reconhecimento no Brasil, já que o habito do brasileiro ainda não é consumir um café com características gustativas apuradas, mas sim utilizar um café feito com grãos que passam por um processo de seleção bem menos rigoroso do que os grãos utilizados no processo de fabricação de um café gourmet.

Em uma análise feita pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café) , o café gourmet vem crescendo de forma significativa em seu volume de exportações, de forma a aumentar o seu crescimento em 15% a 20% da sua produção ao ano, sendo 90% destinada ao mercado externo. Esse dado comprova a grande oportunidade que os empresários do ramo têm em mãos, já que diferentemente da cultura brasileira a cultura internacional existente perante o consumo desse produto é forte e tradicional.

O mercado norte americano é referencia de consumo desse produto, e surpreendentemente o Mercado Asiático representado pela explosão de consumo da China com suas províncias, que até pouco tempo não demonstrava interesse no consumo de café em seus momentos de prazer e descontração.

Além do volume de vendas que representa esse produto, outro fator que faz com que os empresários do ramo observem o café gourmet com olhos de investidor é o valor agregado embutido, tanto pela qualidade quanto pela forte cultura positiva que acompanha o marketing de “produto brasileiro”.

Dessa forma a exportação de café gourmet representa a possibilidade de aumento do lucro. Já para os empresários com visão estratégica de mercado, é mais do que o aumento do lucro, a exportação de Café Gourmet representa a possibilidade de internacionalização da sua empresa, possibilitando, inclusive, um melhor posicionamento do composto de produtos destinados ao mercado interno.

O produtor de café que entrar nesse vantajoso mercado contribuirá também para que o Brasil saia do status de exportador de matéria prima ou commodities. Esse é o passo que todos os exportadores hoje deveriam buscar, afinal, porque só exportar matéria prima sendo que é possível também exportar valor agregado? Essa é uma pergunta que o governo brasileiro vem buscando incessantemente fazer aos produtores brasileiros, afinal, poderia elevar os lucros com a segunda opção.

Essa discussão entra no âmbito econômico, aonde é possível escutar de tempos em tempos nos jornais de maior abrangência nacional, chamadas como: “O Brasil fecha o primeiro trimestre do ano com superávit ou déficit de x %”. A busca do governo para implantação de uma cultura exportadora, não só de insumo como também para produtos de alto valor agregado, é justificada em uma de suas vertentes na Balança Comercial Brasileira que obviamente deixa claro que para o Brasil é mais interessante exportar café gourmet do que commodities de café negociadas em bolsa. Existem outras vertentes que ressaltam que além de adicionar valor monetário, a estratégia de agregar valor ao produto gera emprego e eleva a renda, estimulando o consumo, e conseqüentemente aquece e gira a economia brasileira.

O movimento que está se iniciando com o café gourmet serve de alerta para os empresários e produtores de outros segmentos, pois essa é uma grande saída para o crescimento da concorrência mundial, afinal é necessário se preocupar com o futuro, uma vez que a China e a Índia já estão tomando o mercado brasileiro com seus produtos e preços encantadores. Nesse sentido é necessário buscar estratégias como essa, para diferenciar-se das empresas asiáticas que muitas vezes não se preocupam em agregar valor, mas sim elevar o seu volume de vendas com produção em escala.

*Diogo Freitas, graduado em Administração com Habilitação em Comércio Exterior, MBA em Gestão Estratégica de Projetos e Diretor Executivo da empresa Atus Negócios Internacionais e Consultoria.
Fonte: Revista Cafeicultura