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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Café: Demanda por grão fino segue alta, mas vendas são limitadas

A demanda pelo café arábica de qualidade está aquecida no mercado brasileiro, segundo pesquisas do Cepea. O fechamento de negócios envolvendo esses grãos mais finos, no entanto, tem sido pequeno. Segundo colaboradores do Cepea, isso ocorre porque poucos vendedores têm ofertado esses lotes. Além do menor volume de grãos finos no mercado, vendedores também se retraem à espera de preços mais elevados. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 358,15/saca de 60 kg nessa quinta-feira, 25, praticamente estável em relação ao de quarta.
Fonte: Cepea

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Café fecha em baixa na Bolsa de NY diante de preocupações com a demanda

Preocupações sobre o comportamento da demanda ajudaram a desvalorizar as cotações do café na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos para março encerraram o dia a US$ 2,0765 por libra-peso, queda de 60 pontos. De acordo com a agência Bloomberg, o mercado teme que as máximas de preços das últimas semanas resultem em redução do consumo. Na semana passada, o CEO da Starbucks, Howard Schultz, afirmou que os atuais preços da commodity, que subiram 51% neste ano, são "insustentáveis". Segundo ele, a onda recente de alta é resultado de especulação, e os fundamentos "indicam uma situação de excesso de oferta em curso". No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica fechou em queda de 0,72% a R$ 348,19 a saca de 60 quilos.
Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Café: Demanda se recupera e preços caem em Nova York

Os futuros de café subiram ontem na bolsa de Nova York com os sinais de que a demanda se recuperou, após a queda dos preços. Os papéis com vencimento em março encerraram o pregão a US$ 1,8720 a libra-peso, alta de 685 pontos. Segundo a Bloomberg, foi o maior alta em quase duas semanas. De acordo com informações da Organização Internacional do Café, o mercado está extremamente vulnerável a choques acentuados de preços, caso a oferta de café seja interrompida por condições de clima adversos. "Quem está fora, está voltando ao mercado de café", disse à Bloomberg, Hector Galvan, da RJO Futures, de Chicago. Na segunda-feira, o indicador Cepea/Esalq para o café tipo arábica fechou em queda de 0,89% em R$ 313,13 a saca de 60 quilos.
Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Baixa oferta de café tornará mercado ‘ainda mais apertado’, diz Osorio

Estimativas apontam para uma safra 15% a 20% menor em 2011

O diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Néstor Osorio, acredita que o mercado ficará ainda mais apertado no próximo ano. Atualmente, a principal preocupação é se a oferta será suficiente para dar conta da demanda.

Osorio lembrou que, em 2011, a produção brasileira apresentará ciclo negativo e as projeções apontam para queda entre 15% e 20% na oferta do País. Além disso, condições adversas de clima estão afetando as plantações no Vietnã. A safra da Colômbia pode ter alguma recuperação, mas não será suficiente para compensar a retração nos demais produtores.

"O mercado está muito nervoso, com muita movimentação e especulação", disse nesta quinta-feira, 23, em entrevista coletiva na sede da OIC, em Londres.

A entidade estima produção mundial entre 133 e 135 milhões de sacas de 60 kg de café para 2010/2011. A estimativa para o consumo é de 130 a 132 milhões de sacas.

Essa relação puxa os preços do café, alimentados também pelo dólar fraco. O setor passou por dois anos seguidos de déficit na Colômbia, sem produto similar capaz de fazer a substituição no mercado. "Os estoques estão sendo usados", reforçou Osorio.

Segundo ele, o consumo também está dinâmico e mesmo a pequena queda registrada durante a crise não foi suficiente para reverter a tendência de alta. Nos últimos dez anos, a demanda por café foi elevada em 25 milhões de sacas. "A demanda continua muito forte. A grande preocupação é saber como manter a oferta de café."

Embora cite a especulação como fator a pesar sobre o mercado, Osorio disse que a OIC não qualifica a atividade de investidores privados no setor. Ele também não quis manifestar opinião sobre a nova legislação proposta na Europa para conter a especulação. "Não temos capacidade de determinar se a política de controle dos derivativos é apropriada ou não."
Fonte: Estadão

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Baixos estoques e crescimento da demanda podem elevar preços do café

Os preços do café devem aumentar este ano. Segundo especialistas, os estoques estão baixos aqui e no Exterior e a demanda vem crescendo. Entre os principais produtores, apenas o Brasil deve colher uma grande safra, conforme as previsões do governo.

2010 é um ano estratégico para a cafeicultura brasileira. De acordo com a Companhia Naconal de Abastecimento (Conab), o Brasil vai colher a maior safra dos últimos oito anos, 47 milhões de sacas. Ao mesmo tempo, a produção está caindo nos principais concorrentes, como Colômbia e América Central. Com isso, deve aumentar a procura pelo café do Brasil. E os produtores vão poder negociar a preços melhores, acima de R$ 300 a saca. Esta previsão é do diretor do Departamento de Café da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Luiz Hafers:

– Eu tenho até medo de um exagero nos preços. Há muito pouco café no mundo, pouquíssimo café no Brasil e, mesmo com uma safra grande este ano, a médio e curto prazo podemos imaginar que uma demanda maior de café.

No entanto, ele lembra que, para garantir bons preços, o governo tem alguns desafios.

– Nós precisaríamos de uma política de financiamento para que agente pudesse vender por opinião e não por precisão.

Estas medidas devem ser discutidas entre governo e lideranças do setor em reunião na próxima semana. O analista de mercado do café, Fernando Barros Jr., explica que o café brasileiro perdeu competitividade no Exterior por falta de políticas para o setor. Segundo ele, o produto é vendido no mercado internacional a preços abaixo do dos concorrentes há 13 anos. E o Brasil teria deixado de ganhar R$ 28 bilhões nesse período.

– O Brasil tem 50% do mercado mundial de café arábica e não consegue estabelecer um preço que dê uma renda boa para o produtor. Ocorre que não há política, não há gestão, não há planejamento para que o produtor tenha uma renda melhor.
Fonte: Revista Cafeicultura