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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Nova entidade com o objetivo promover as regiões produtora do café do Brasil será criada

São Paulo, 17 de novembro de 2010, um marco histórico para cafeicultura Brasileira. Em reunião realizada junto àsassociações e representantes de diversas regiões produtoras do café do Brasil, decidiram pela criação de uma nova entidade que terá como objetivo principal a integração e representação das regiões cafeicultoras e seus produtores, na defesa de seus reais interesses. A ideia vem sendo discutida e desenhada há mais de 8 meses e leva em conta as significativas mudanças da cafeicultura e as tendências emergentes dos consumidores com relação a valorização da “origem” dos produtos que consomem.

A reunião foi aberta ao público e estiveram presentes na mesma representantes e cafeicultores das regiões da Alta Mogiana, Baixa Mogiana, Bahia, Cerrado Mineiro, Paraná, e Sul de Minas, além de representantes de empresas, associações e cooperativas, que juntos discutiram a proposta inicial do estatuto de fundação da nova associação.

Por que uma nova entidade?
Percebemos que, praticamente toda a cadeia do café está organizada, de acordo com cada área de atuação, temos os setores da indústria da torrefação e solúvel, exportadores e grandes produtores de cafés especiais por exemplo, sendo representados com legitimidade por entidades próprias que defendem os interesses de cada setor. Isto não acontece com os produtores e as regiões produtoras, que não possuem uma representação abrangente, que possa defender os reais interesses do setor produtivo.

O ponto inicial
Pela primeira vez na história do agronegócio café, temos regiões produtoras se organizando e algumas delas já estão representadas por entidades. Neste cenário entendemos estar diante de uma oportunidade única: ter uma representação legitimada e controlada pelos próprios produtores, por meio da “Associação das Origens Produtoras do Café do Brasil”.

A associação
Uma nova entidade: neutra e democrática, que tenha legitimidade e ideais em comum, que acredite que o futuro da cafeicultura brasileira está na integração e na valorização das regiões e de seus produtores. “Buscamos novas formas de pensar e agir, junto aos produtores que querem fazer diferente e com estratégias fundamentadas”.

Para defender os interesses das “Origens Produtoras do Café do Brasil” três pilares:

Organização e Integração das regiões visando desenvolvimento
Foco no desenvolvimento e a na valorização das regiões e seus produtores.

Representatividade Política
Foco na defesa dos reais interesses das regiões cafeeiras e dos seus produtores.

Promoção e marketing das “Origens Produtoras do Café do Brasil”
Foco no desenvolvimento de estratégias e ações institucionais para a marca.

A estrutura organizacional
A nova entidade é aberta para todas as regiões produtoras de cafés no Brasil, demarcadas oficialmente ou não.

Cada região será representada por uma entidade definida pelos produtores daquela região, essas entidades formarão o “Conselho Deliberativo”, que será o órgão maior. Independente do tamanho da área da região ou da produtividade, cada região terá direito a duas cadeiras e um voto.

Uma “Diretoria Administrativa” composta por 4 membros e o “Conselho Fiscal” composto de 3 membros, serão escolhidos pelo “Conselho Deliberativo”, e terão o papel de gerenciar e fiscalizar a nova Associação.

Próximos passos
Uma nova reunião acontecerá também em São Paulo – Capital. Estão programadas como atividades, a definição dos membros do “Conselho Deliberativo”, assim como serão discutidas a definição das primeiras ações estratégicas. Esta próxima reunião será fechada às regiões produtoras que já se inscreveram e às regiões que solicitarem participação.
Fonte: Peabirus/ Manejo da Lavoura

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Clima: Semana chuvosa nas áreas produtoras de café

O padrão da atmosfera mudou e a chuva voltou de forma mais generalizada nas áreas produtoras de café. Nas últimas 24 horas, registrou-se volumes médios de 30 mm em algumas localidades do interior paulista e sul de Minas Gerais. Esta chuva está associada com uma frente fria que chegou ao Sudeste no fim do sábado.

Ao longo dessa semana, a frente fria se mantém na costa da Região Sudeste e é alimentada por novas áreas de instabilidade. Dessa forma, a chuva continua entre o norte do Paraná e o centro-sul de Minas Gerais. Na zona da Mata as chuvas ocorrem de forma mais isolada.

Em Minas Gerais as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte, com trovoadas e rajadas de vento ocasionais no SUL e ZONA DA MATA do estado, no período entre 00:00, do dia 25/09/2010, às 09:00, do dia 27/09/2010. Condições meteorológicas favoráveis à ocorrência de baixa umidade relativa do ar, abaixo de 30%, no NORTE e NOROESTE do estado, no período entre os dias 24/09/2010 e 27/09/2010.

Previsão do tempo para a região Sudeste

Segunda, 27 de setembro de 2010
Nublado a encoberto com pancadas de chuva e trovoadas esparsas em São Paulo. Demais áreas, nublado a parcialmente nublado com pancadas de chuva isoladas no Rio de Janeiro, sul e sudeste de Minas Gerais e possibilidade de chuvas isoaldas no centro, oeste e leste deste estado.
Temperatura: Estável Máx.: 35°C Mín.: 11°C

Terça, 28 de setembro de 2010
Nublado a encoberto com pancadas de chuva e trovoadas em São Paulo. Demais áreas, parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva no Sul do Espírito Santo, possibilidade de chuvas isoladas em Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Temperatura: Estável Máx.: 36°C Mín.: 10°C

Quarta, 29 de setembro de 2010
Parcialmente nublado a nublado, pancadas de chuva e trovoadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, sul e sudeste de Minas Gerais. Possibilidade de chuvas isoladas no centro, leste e oeste de Minas Gerais.
Temperatura: Estável Máx.: 36°C Mín.: 8°C

Quinta, 30 de setembro de 2010
Nublado com pancadas de chuva e trovoadas em São Paulo, sul, oeste e sudeste de Minas Gerais. Demais regiões mineiras, Rio de Janeiro e Espírito Santo, parcialmente nublado a nublado com possibilidade de chuvas isoladas.
Temperatura: Estável Máx.: 35°C Mín.: 7°C
Fonte: Somar e Inmet

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Possibilidade de chuva nas regiões produtoras do Brasil derruba os preços

Início de semana de forte realização para o café! NY com o vencimento dez/10 caindo 3,88% aos 181,95 e BMF com o mesmo vencimento em 217,30, uma queda de quase 4%. Com essa abertura está respondida a pergunta do relatório de sexta-feira passada. A pergunta era quem venceria, fundamento firme ou gráfico fraco? Venceu o gráfico que já vinha mostrando sinais de fraqueza. Em NY o café abriu em queda mas teve seu movimento acelerado com a perda de diversos suportes, chegou a buscar a segunda retração de fibonacci em 182,50 e foi nela que se segurou. Na BMF perdeu também diversos suportes e se segurou na casa de 215,80, onde entraram algumas compras.

Notícia que ajudou a contribuir com o pregão negativo veio do céu. Existem boas possibilidade de chuvas nas zonas produtoras de café no fim do mês, reduzindo, pelo menos por enquanto, o pavor com relação as floradas da safra seguinte. De outro lado o Goldman Sachs elevou suas estimativas para os preços do café e do açúcar negociados em Nova York, nos próximos três meses. No café o aumento foi de 155,00 para 180,00. Para o restante da semana é importantíssimo que o café não perca esse patamar de preços de NY. Se acontecer poderemos ter continuidade do movimento de queda.
Fonte: XP Agro

terça-feira, 27 de julho de 2010

Previsão do tempo nas regiões produtoras de café do Brasil.

Uma frente fria avança pelo oceano, na altura de São Paulo, trazendo aumento de nebulosidade e algumas chuvas fracas para a faixa leste da Região Sudeste. Nas áreas de café, a nebulosidade aumenta, mas não há previsão de chuvas significativas, salvo por chuviscos no litoral do Espírito Santo a partir da quinta-feira. Novamente não teremos queda significativa das temperaturas, já que a massa de ar polar que acompanha este sistema se afasta para o oceano sem chegar ao cinturão produtor de café. Até o fim do mês não há previsäo de chuva ou frio significativo nas regiões produtoras de café do Brasil.

A massa de ar frio se afasta do Sul do país ao longo desta quarta-feira, e as temperaturas voltam a se elevar no Paraná se comparadas aos últimos dias. Desta forma, não há previsão de geadas no estado.

Previsão do tempo para a região Sudeste

Terça, 27 de julho de 2010
Nublado a encoberto com chuvas isoladas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e litoral de São Paulo. Demais áreas, parcialmente nublado com com nevoeiro e/ou névoa úmida no nordeste, leste e Zona da Mata em Minas Gerais.
Temperatura: Ligeiro declínio Máx.: 31°C Mín.: 3°C

Quarta, 28 de julho de 2010
Nublado a parcialmente nublado com chuvas isoladas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e leste de São Paulo. Demais áreas, claro a parcialmente nublado com nevoeiros e/ou névoa úmida no nordeste, leste e Zona da Mata em Minas Gerais.
Temperatura: Estável máx.: 31°C mín.: 3°C

Quinta, 29 de julho de 2010
Nublado com chuvas isoladas no litoral do Espírito Santo e no Rio de Janeiro. Claro com névoa seca em São Paulo. Nevoeiros e/ou névoa úmida no nordeste, leste e Zona da Mata de Minas Gerais. Demais áreas, sol com poucas nuvens.
Temperatura: Ligeira elevação Máx.: 32°C Mín.: 4°C

Sexta, 30 de julho de 2010
Claro a parcialmente nublado com possibilidade de geada na Região Serrana de São Paulo. Demais áreas, claro a parcialmente nublado com névoa seca em Minas Gerais, com névoa úmida e/ou nevoeiro pela manhã no Rio de Janeiro.
Temperatura: Estável Máx.: 33°C Mín.: 4°C
Fonte: IAPAR, INMER e SOMAR

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Preços do café fino levaram alento às regiões produtoras

Os bons preços do café fino trouxeram alento para as regiões produtoras. É o caso do cerrado mineiro, onde a colheita está um pouco atrasada.

No cafezal do seu João Batista Montanari, em Patrocínio, no cerrado mineiro, a colheita começou há cerca de duas semanas. E ele só conseguiu retirar até agora perto de 20% da produção. No ano passado, ele já tinha feito o serviço em quase metade da lavoura.

“Nós tivemos que fazer uma colheita mais pré-liminar, mais o ponteiro do pé de café, para que a gente pudesse iniciar e ocupar o terreirão, que está vazio. O café está muito verde”, explicou seu João.

O seu João cultiva a variedade topázio, um cruzamento da variedade mundo novo com o catuaí amarelo. É um café que produz uma bebida muito boa para a exportação. Só que este ano colheita ainda não deslanchou porque o clima não ajudou a maturação dos frutos.

“Teve uma concentração de chuvas num período pequeno e diminuição nos meses seguintes, de janeiro, fevereiro. Então, isso deu uma diferenciação bem desuniforme da florada. A gente pode ver nos pés frutos muito verde, com pouco cereja e com um seco também nos ponteiros”, explicou a agrônoma Elisa Veronezi.

Para evitar colher mais frutos verdes, o produtor precisou fazer ajustes na colheitadeira. Marcelo Montanari trabalha com o pai. “Houve a necessidade de se retirar as varetas da parte interior da colhedeira. Depois, teve de fazer um ajuste diminuindo a vibração da máquina, aumentar a velocidade de trabalho e soltar os freios”, contou.

Com esse ajuste, a porcentagem de grãos verdes pôde ser reduzida de 20% para apenas 8%. O custo aumentará um pouco porque será necessário passar duas vezes a máquina no cafezal. Mesmo com essas dificuldades, o seu João está sorridente.

“A gente está animado por que o preço nosso de custo está mais o menos baseado em R$ 260 por saca. O preço que estamos alcançando hoje, com esse aumento, é de R$ 310. Está ótimo. Em vista do preço que a gente estava vendendo antes, está ótimo”, avaliou seu João.

De um mês para cá, o preço médio do café subiu perto de 20%. Segundo as cooperativas, isso tem a ver principalmente com a redução dos estoques no mercado interno.

“Em relação ao ano passado, nós estamos com um estoque 70% menor. No ano passado, nós estávamos com 180 mil sacas. Hoje, nós estamos com pouco mais de 60 mil sacas. Mas isso não é só uma realidade da nossa região do cerrado. Isso é realidade em quase todos os armazéns do Brasil. A safra está demorando a chegar. O mercado esperava que a safra adiantasse, mas ela demorou. Outra coisa é que os produtores já estão colhendo e vendendo, aproveitando essa alta do momento”, esclareceu o Joel de Souza, gerente da Expocaccer.

No Espírito Santo, a colheita do café conilon caminha pra etapa final. Já foi concluída em 80% das lavouras.
Fonte: Globo Rural