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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Estudo: enfermeiros são os profissionais que mais tomam café

Pesquisa do instituto americano Harris Interactive apontou quais são os profissionais que mais consomem café no horário de trabalho, ou que são mais dependentes da bebida. A lista é liderada por enfermeiros, logo a frente dos médicos. As informações são do site WebMD.

A pesquisa avaliou 3,6 mil profissionais, sendo que 43% dos pesquisados relataram produzir menos quando não consomem a bebida no trabalho e cerca de um terço dos trabalhadores disse precisar de café apenas para poder aguentar o dia de trabalho.

"A pesquisa mostra que obter energia extra de manhã e durante o dia ajuda nos níveis de produção", disse ao site Richard Castellini, diretor de marketing da empresa Carrer Builder, que encomendou o estudo.

A pesquisa também mostra que os mais jovens são mais dependentes do café e que um quarto destes compra café como recompensa por um trabalho bem feito, além de que mais de um terço dos profissionais não para apenas na primeira xícara.

A lista, liderada por enfermeiros e médicos, traz também, na ordem de consumo, físicos, empregados de hotéis, arquitetos e designers.
Fonte: Terra

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Agronegócio. Nosso café no coração do mercado europeu

O cafeicultor Edmar Zuccon, de Brejetuba, já conseguiu o que muitos produtores ainda estão buscando: uma fatia do competitivo e seletivo mercado internacional de cafés finos. Há dois anos ele está exportando para a Alemanha e Itália parte do café arábica produzido na fazenda de sua propriedade, a Santa Clara. Nesse período foram 3 mil sacas e a expectativa é ampliar o volume e o número de compradores.

As vendas externas feitas por Zuccon foram as primeiras operações com pessoa física no Estado. Ou seja, ele foi o primeiro produtor a exportar diretamente o café e, com isso, agregar maior valor. O preço médio do café exportado foi de R$ 400 por saca. O produtor chegou aos compradores internacionais por meio do corretor de café, Grives Machado.

Para conquistar uma fatia do mercado externo, entretanto, os cuidados são muitos. Vão desde a seleção das mudas, aos tratos da lavoura (poda, adubação, renovação), colheita seletiva, despolpamento, secagem e ensacamento. Da lavoura, o café vai diretamente para o despolpador e daí para o secador, sem passar pelo terreiro.

Na Santa Clara, a colheita é feita em três etapas, para garantir maior percentual de grãos maduros, que vai resultar em maior volume de café de qualidade. Tanto cuidado aumenta em 20% o custo de produção, mas o resultado final é compensador. O café de qualidade, o top de linha, ou o fully washed, tem remuneração 40% maior. “O custo é alto, mas a remuneração é melhor”, atesta Zuccon.

A fazenda Santa Clara tem 1 milhão de pés de café, que rendem uma média de 8 mil sacas por ano e 50% do café ali produzido é café especial. A única atividade na propriedade é a produção de café, por ser a alternativa mais rentável na região e, também, por ter se transformado na paixão do produtor.

“O café é a minha paixão. Os pés de café que tenho são o meu patrimônio e não me vejo fazendo outra coisa que não cuidar das lavouras de café”, destaca Zuccon. E ele faz questão de acompanhar tudo. Nada na propriedade é feito sem seu conhecimento, sem sua orientação. “Faço questão de acompanhar tudo para não perder o controle da qualidade e não fugir da meta que eu impus, que é a de melhorar produtividade e a qualidade”.

Qualidade não pode esperar
Os produtores capixabas de café arábica que estão pensando em conquistar o mercado externo com os cafés de qualidade, os chamados fully washed e semi washed, não podem ficar esperando por mais tempo, porque perderão o espaço para os cafés da Colômbia e da América Central.

O alerta é do corretor de café, Grives Machado, que atua na área há mais de duas décadas. Hoje, explica ele, ainda há espaço no mercado internacional para o café de qualidade, mas as oportunidades não se manterão por muito tempo. “Quem não conseguir exportar nos próximos três anos vai encontrar dificuldade e terá que competir com cafés de outros países”, avisa.

Ele reconhece, entretanto, que a conquista do mercado internacional não depende apenas do produtor, que está descapitalizado e sem linha de crédito específica para a melhoria da qualidade e produtividade do café. Machado destaca que há crédito para os cafeicultores, mas defende uma linha especial, com juros subsidiados e carência de dois anos, para os programas de melhoria da qualidade.

“Depois de 20 anos visitando lavouras e cafeicultores concluo que os produtores, principalmente de arábica, estão descapitalizados e totalmente abandonados pelos órgãos incentivadores da produção e do próprio sistema financeiro”, destaca.

Agenda

Demonstração de Método de Poda e Manejo de Doenças de Citros
Data: 3 de agosto
Local: Sítio de Alípio Klippel, Boa Esperança, em Marechal Floriano
Tel: (27) 3288.1215

13º Concurso Leiteiro de Divino de São Lourenço
Data: 6 a 9 de agosto
Local: Divino de São Lourenço, sede
Tel: (28) 3551.1139

Reunião com Produtores do Programa Compra Direta
Data: 6 de agosto
Local: Auditório do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), em Atílio Vivácqua
Tel: (28) 3538.1233

Dia de Campo sobre a Cultura do Morango
Data: 7 de agosto
Local: Propriedade de Rainor Uliana, em Pedra Azul
Tel: (27) 3248.1895

GranExpoES - 38ª Exposição Estadual Agropecuária
Data: 10 a 15 de agosto
Local: Centro de Eventos Floriano Varejão, Carapina, Serra
Tel: (27) 3281.8006

XXXVIII Exposição Agropecuária de Alegre
Data: 11 a 15 de agosto
Local: Parque de Exposição Geraldo Santos, em Alegre
Tel: (28) 3552.4125
Fonte: Jornal A Gazeta

segunda-feira, 24 de maio de 2010

ABIC convoca consumidores para comemorar o Dia Nacional do Café

Todo dia é dia de café, como comprova o fato de 97% dos brasileiros acima dos 15 anos consumirem ao menos uma xícara diariamente. Só isso já poderia ser considerado uma homenagem e tanto a essa bebida. Mas desde 2005, quando a data 24 de Maio foi incorporada ao Calendário Brasileiro de Eventos como Dia Nacional do Café, a comemoração ganhou outra dimensão, passando a ser festejada por industriais, produtores, exportadores, cooperativas, varejo, cafeterias e por todos os apaixonados por café.

A sugestão de se criar o Dia Nacional do Café foi feita ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café com o objetivo de promover, valorizar e manter viva, junto aos consumidores, a importância histórica deste produto que é cultivado há 283 anos em terras brasileiras, desde que as primeiras mudas foram trazidas da Guiana Francesa para Belém, no Pará, por Francisco Melo Palheta, em 1727.

Ao resgatar a história, a ABIC também pretende mostrar a razão dessa bebida mundialmente milenar se manter tão moderna e atual.

Por isso, a cada ano, a entidade elege um tema, e desta vez a inspiração é a Copa do Mundo. Tendo como mote a frase "Café: energia e paixão como o futebol", a entidade une dois ícones dos brasileiros e promove duas atitudes saudáveis: os benefícios da prática de esporte e do consumo do cafezinho, puro ou com leite, para a saúde de todas as pessoas.

Pesquisas mostram que o consumo diário e moderado de café (de três a quatro xícaras ao longo do dia), é benéfico ao cérebro, estimula o prazer, melhora o intelecto, estimula a memória e a atenção e ajuda no combate de diversas doenças. Muita gente desconhece, mas o café é a bebida mais saudável para atletas, por exemplo. Estudos científicos mostram que, quem consome café regularmente, pode ter um aumento dos níveis de endorfina no cérebro. Isto faz com que os atletas não se cansem facilmente e sigam adiante até atingir além do ponto máximo de cansaço físico com a força mental. "Atletas que consomem diariamente café produzem mais endorfinas e encefalinas e podem ter sua performance aumentada de forma significativa", atesta o médico e pesquisador Darcy Lima, coordenador de pesquisa de café e saúde da Embrapa-Café e coordenador científico da ABIC.

Estudos preliminares, que estão sendo realizados pelo Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com o suporte da Embrapa, também mostram que o café coado, além de não fazer mal ao organismo, não faz mal às pessoas que já tiveram algum problema cardíaco. "Ao contrário do que sempre se disse o café não parece fazer mal ao coração", diz o cardiologista Luiz Antônio Machado César, coordenador da pesquisa.

Pausa para o café

Tomar café é um hábito prazeroso, social, que agrega as pessoas, aquece e dá energia. No trabalho e nas reuniões de negócios, a pausa para o café torna todos mais produtivos e alertas. E pode se transformar em um momento de relaxamento na rotina diária, quando se aproveita alguns instantes para saborear a bebida em uma cafeteria, só ou com amigos.

O café pode ajudar também crianças e adolescentes em idade escolar. O consumo moderado e diário de café, ao estimular o sistema de vigília, atenção e concentração, pode ajudar no aprendizado escolar. Para isso, basta incluir o café no desjejum - com ou sem leite -, na merenda escolar e também no lanche da tarde. O consumo diário e moderado de café, portanto, torna o cérebro mais atento, estimula a memória, atenção e concentração, melhorando a atividade intelectual.

O café não é remédio, mas a comunidade médico-científica já considera a planta como funcional (previne doenças mantendo a saúde) ou mesmo nutracêutica (nutricional e farmacêutico). Isso por que o café não possui apenas cafeína, mas também potássio, zinco, ferro, magnésio e diversos outros minerais. O grão do café também possui aminoácidos, proteínas, lipídeos, além de açúcares e polissacarídeos. Mas, o principal segredo: possui uma enorme quantidade de polifenóis antioxidantes, chamados ácidos clorogênicos.

Você sabia?

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Entre os principais compradores dos cafés brasileiros estão: Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão e Bélgica. O país é o segundo maior mercado consumidor de café do mundo. Em 2009, foram industrializados 18,39 milhões de sacas de café, 4,15% a mais do que em 2008, que havia sido de 17,65 milhões de sacas. Os maiores consumidores mundiais são os Estados Unidos, com uma média anual entre 20-21 milhões de sacas/ano.

A previsão para 2010 é o consumo no Brasil crescer 5% e passar para 19,31 milhões de sacas. A meta brasileira é chegar a 2012 com um consumo interno de 21 milhões de sacas (passando o Brasil a ser o maior consumidor mundial).

O consumo per capita em 2009 foi de 5,81 kg de café em grão cru, ou 4,65 kg de café torrado, quase 78 litros por pessoa por ano, registrando uma evolução de 3% em relação ao período anterior. Os brasileiros estão consumindo mais xícaras de café por dia e diversificando as formas da bebida durante o dia, adicionando ao café filtrado/coado consumido nos lares, os cafés 'espressos', cappuccinos e outras combinações com leite.

O consumo per capita brasileiro se aproxima ao da Alemanha (5,86 kg/hab.ano) e já supera os índices da Itália e da França, que são grandes consumidores de café. Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os países nórdicos - Finlândia, Noruega, Dinamarca - com um volume próximo dos 13 kg/por habitante/ano.
Fonte: Revista Cafeicultura

terça-feira, 4 de maio de 2010

TOP 50 – Os maiores consumidores de café per capita do mundo

País e litros per capita

1. Finlândia: 608.2

2. Noruega: 322.6

3. Dinamarca: 180.6

4. Alemanha: 145.9

5. Eslováquia: 144.6

6. República Tcheca: 142.8

7. Suécia: 139

8. Reino Unido: 134.7

9. Canadá: 125.6

10. Grécia: 116.2

11. Eslovênia: 110.9

12. Polônia: 107.3

13. Austrália: 107.2

14. Bélgica: 106.4

15. Costa Rica: 105.9

16. Estados Unidos: 105.9

17. Suíça: 105

18. França: 91.5

19. Geórgia: 90.2

20. Holanda: 89.1

21. Nova Zelândia: 88.3

22. Romênia: 85.9

23. Espanha: 85.4

24. Áustria: 78.7

25. Cingapura: 76.1

26. Argélia: 68.9

27. Lituânia: 64.7

28. Bósnia e Herzegovina: 60.7

29. Rússia: 60.3

30. Macedônia: 58.2

31. Estônia: 58

32. Guatemala: 55

33. Israel: 54.6

34. Uruguai: 53.2

35. República Dominicana: 52.2

36. Irlanda: 52

37. Brasil: 50.1

38. Bielorrússia: 47.6

39. Filipinas: 47.2

40. Japão: 43.6

41. Venezuela: 36.6

42. Ucrânia: 32.8

43. Turquia: 32.6

44. Itália: 31.8

45. Chile: 30.9

46. Colômbia: 30.7

47. Arábia Saudita: 30.4

48. Letônia: 30.3

49. Tunísia: 29.7

50. Hungria: 27.3
Fonte: Revista Cafeicultura