Mostrando postagens com marcador governo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador governo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Governo inicia capacitação de degustadores de café

Trinta profissionais serão habilitados pela Universidade Federal de Viçosa

O primeiro Curso de Atualização de Classificadores de Café Grão Cru será realizado no período de 4 a 15 de janeiro de 2011, em Minas Gerais. A iniciativa, que envolve os departamentos de Inspeção de Produtos Vegetais e do Café do Ministério da Agricultura, qualificará 30 classificadores como degustadores de café torrado e café torrado e moído na Universidade Federal de Viçosa.

Os profissionais habilitados, ligados a empresas credenciadas pelo Ministério da Agricultura, classificarão os produtos segundo o novo Padrão Oficial de Classificação do Café Torrado e Moído, publicado na Instrução Normativa nº 16, de maio de 2010, que vai vigorar em fevereiro de 2011. “O objetivo do curso é preparar os técnicos para classificar o grão de café cru (matéria-prima) e habilitá-los em degustação dos outros dois tipos do produto torrado”, explica o coordenador de Qualidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Fábio Florêncio.

O novo padrão será uma ferramenta importante para o controle de qualidade do produto, com critérios para limite de umidade, matérias estranhas, impurezas e prova da xícara, que consiste na degustação do produto para verificar as características sensoriais do café, como aroma, sabor, fragrância, nível de acidez, amargor ou se a bebida é encorpada, mais densa. “Essa iniciativa tende a eliminar problemas, como misturas de outros grãos, uma vez que todas as indústrias de torrefação serão obrigadas a classificar café de acordo com o padrão do governo”, ressalta o coordenador.

Segundo Fábio Florêncio, o governo promoverá outros cursos para atualização dos técnicos e formação de classificadores e degustadores de café torrado e torrado e moído. “A expectativa é capacitar 340 profissionais até o final de 2011”, afirma.

A partir de fevereiro, o café produzido no Brasil ou o importado poderá ter, no máximo, 1% de impurezas. A presença de umidade no grão torrado ou moído não poderá ultrapassar 5%. Serão observados ainda o estado de conservação do produto, aparência, odor e informações de rotulagem, como nome de fabricante, lote, prazo de validade e país de origem, quando for o caso.
Fonte: Mapa/ Leilane Alves

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Wagner Rossi segue no Ministério da Agricultura

A presidente eleita, Dilma Rousseff, acaba de bater o martelo sobre a nomeação de dois peemedebistas para seu ministério. A petista vai anunciar nesta sexta-feira (03/12) os nomes de Wagner Rossi para continuar na Agricultura e o de Edison Lobão para o Ministério de Minas e Energia.

O nome de Wagner Rossi já era esperado. Ele substituiu em março deste ano o ministro Reinhold Stephanes, que foi eleito deputado federal.

Assim, o desenho do setor rural, no governo Dilma Rousseff, terá a mesma configuração que teve nos oito anos de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - ou seja, a esquerda da base de sustentação do governo no Congresso comanda a área social, incluindo agricultura familiar e reforma agrária, e os setores de centro-direita mantêm o controle do chamado agronegócio.

No momento, Dilma negocia o comando da área social, inclusive o Ministério da Integração Nacional, com os governadores do PT e do PSB do Nordeste, região nas qual ela bateu recordes de votos nas eleições de outubro. Eles devem indicar os ministros do Desenvolvimento Social (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Para o MDS, pasta que abriga o Bolsa Família, o carro-chefe dos programas sociais do governo Lula, está cotada a prefeita de Lauro de Freitas (BA), Moema Gramacho, indicação do governador baiano Jaques Wagner.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) é reivindicado pelo ex-governador e senador eleito pelo Piauí, Wellington Dias (PT), mas também está cotado o pernambucano Pedro Eugênio, da cota do governador Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco.

Além do senador eleito pelo Piauí, dois outros nomes do Nordeste podem ocupar o MDA: o deputado federal Pedro Eugênio (PT-PE), que foi secretário da Agricultura de Miguel Arraes, em Pernambuco, e diretor do Banco do Nordeste, ou o secretário da Agricultura da Bahia, Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna.

Nem mesmo o nome da prefeita Moema Gramacho está confirmado no MDS. Em encontros do PT, Moema emocionou Dilma puxando canções em homenagem a presidente eleita. Moema, a exemplo de Dilma, também venceu um câncer.
Fonte: Globo Rural/ Valor Econômico

Governo Dilma manterá divisão do setor rural

Agricultura familiar e reforma agrária ficam com a esquerda e o agronegócio com a centro-direita

O desenho do setor rural, no governo Dilma Rousseff, terá a mesma configuração que teve nos oito anos de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - ou seja, a esquerda da base de sustentação do governo no Congresso comanda a área social, incluindo agricultura familiar e reforma agrária, e os setores de centro-direita mantêm o controle do chamado agronegócio.

No momento, Dilma negocia o comando da área social, inclusive o Ministério da Integração Nacional, com os governadores do PT e do PSB do Nordeste, região nas qual ela bateu recordes de votos nas eleições de outubro. Eles devem indicar os ministros do Desenvolvimento Social (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Até ontem, o nome mais cotado para o Ministério da Agricultura era o de Wagner Rossi, afilhado político do vice-presidente eleito e presidente do PMDB, Michel Temer. Rossi, que já dirige o ministério, só não será nomeado no caso de o PMDB ter de reformular suas indicações de modo a assegurar mais apoio da bancada da Câmara dos Deputados.

Para o MDS, pasta que abriga o Bolsa Família, o carro-chefe dos programas sociais do governo Lula, está cotada a prefeita de Lauro de Freitas (BA), Moema Gramacho, indicação do governador baiano Jaques Wagner.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) é reivindicado pelo ex-governador e senador eleito pelo Piauí, Wellington Dias (PT), mas também está cotado o pernambucano Pedro Eugênio, da cota do governador Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco.

Ontem, os governadores Marcelo Déda (SE), Jaques Wagner (BA) e Eduardo Campos (PE), além do senador eleito Wellington Dias reuniram-se em Brasília para discutir a indicação de nomes do Nordeste para o ministério de Dilma Rousseff. Déda e Campos viajaram com Dilma e Lula a Tucuruí, no Pará, e cobraram da presidente eleita uma resposta à expressiva votação que ela teve na região.

Escaldados com a experiência do governador Sérgio Cabral (RJ), que indicou seu secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, e na saída declarou sua nomeação como fato consumado, os governadores nordestinos têm evitado discutir nomes. Na reunião, os três disseram que não pretendem pretendem brigar por ministérios. Mas Dias deixou claro que faz questão de ficar com o MDA, território hoje da tendência petista Mensagem ao Partido.

A tendência indicou para o cargo o nome do gaúcho Joaquim Soriano que trabalhou com Dilma no governo de Olívio Dutra no Rio Grande do Sul. Dilma, no entanto, está disposta a entregar a Pasta a um nordestino. O argumento já está engatilhado: a Mensagem ao Partido terá dois ministros fortes na Esplanada dos Ministérios - José Eduardo Cardozo (Justiça) e Fernando Haddad (Educação).

Além do senador eleito pelo Piauí, dois outros nomes do Nordeste podem ocupar o MDA: o deputado federal Pedro Eugênio (PT-PE), que foi secretário da Agricultura de Miguel Arraes, em Pernambuco, e diretor do Banco do Nordeste, ou o secretário da Agricultura da Bahia, Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna.

Nem mesmo o nome da prefeita Moema Gramacho está confirmado no MDS. Em encontros do PT, Moema emocionou Dilma puxando canções em homenagem a presidente eleita. Moema, a exemplo de Dilma, também venceu um câncer.

Aliado de primeira hora de Lula e Dilma, o senador eleito Blairo Maggi (PR-MT) tem sido apontado como nome forte ao Ministério da Agricultura. Ele rejeitou: "Meus negócios são todos na agricultura. Se fosse convidado, o que não aconteceu, não poderia aceitar. Ficaria sob ataques e não ajudaria a presidente Dilma".

Em conversa com a presidente eleita, Maggi preferiu fazer gestões para manter o Ministério dos Transportes sob controle do PR. "Viajei com ela [a Tucuruí, no Pará] para falar sobre a posição do partido. Queremos manter os Transportes. E o Alfredo Nascimento é o nosso candidato. Não tem oposição nem objeção contra ele", disse.

Maggi considera o Dnit mais importante. "Temos muitas obras em andamento. Precisamos concluir e avançar. Há uma boa gestão que tem agradado a todos". Maggi fez um movimento tático ao defender o PR nos Transportes, já que o PMDB pode apresentar o senador eleito Eduardo Braga (AM) como candidato à vaga.

A região Sul perderá um ministro com a substituição de Guilherme Cassel por um nordestino, mas em compensação deve ganhar com a provável indicação da deputada Maria do Rosário para a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos. Há outros dois nomes de mulheres do Sul cotadas para o ministério da presidente eleita Dilma Rousseff, ambas catarinenses: Iriny Lopes, que pode ficar com a Secretaria da Mulher, e a senadora Ideli Salvatti, virtualmente convidada mas com cargo ainda em aberto.
Fonte: Revista Cafeicultura

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Café volta a ser controlado pelo governo, e setor fica apreensivo

Bebida deverá ter menos de 1% de impurezas, até 5% de umidade e análise de aroma e sabor. Instrução normativa vigora a partir de fevereiro e visa retirar do mercado produto de baixa qualidade.

Após 20 anos de autorregulação, a indústria de café volta a ficar sob o controle do governo. A partir de meados de fevereiro, o Ministério da Agricultura passa a fiscalizar a qualidade do café colocado à disposição do consumidor.

Quem for pego na contramão das novas regras poderá receber pesadas multas, que vão até R$ 5.000, mais 400% do valor do lote produzido, dependendo da infração.

O que era para ser uma transição tranquila, já que essa proposta vinha sendo endossada pela própria indústria, tomou o rumo de calorosas discussões no final da semana passada, em Natal (RN), onde a indústria esteve reunida no 18º Encafé -encontro anual do setor.

O acerto corria bem porque somava interesses tanto do ministério como da indústria. Ao ministério interessa esse acerto com a indústria porque, por lei, o órgão tem de classificar todos os produtos destinados à alimentação, o que não vinha ocorrendo com o café.

Já a indústria desenvolve um programa de pureza no setor, mas esbarra em dificuldades para punir infratores.

O ministério, agora, poderá assumir esse controle. A proposta do governo deverá retirar do mercado cafés que são de baixíssima qualidade, mas que ainda vão para o consumidor. Dos 19,3 milhões de sacas que o país consome anualmente, 400 mil vêm de palhas, paus, sementes de açaí e milheto.
Mas, a dois meses de entrar em vigor, a instrução normativa nº 16, que vai regular o setor, é vista com apreensão pela indústria, produtores e importadores de café processado.

A Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) pediu o adiamento da vigência da instrução, mas o ministério promete mantê-lo.

Regras

A apreensão das indústrias ocorre porque a instrução entrará em vigor sem a montagem de uma estrutura adequada no ministério. Para se enquadrar às novas regras, as indústrias deverão produzir café com menos de 1% de impurezas e com 5% de umidade, no máximo.

Além disso, o café terá de obter pelo menos quatro pontos em uma avaliação sensorial. A escala varia de zero a dez e essa avaliação é feita por meio de degustação, em que se apuram o aroma e o sabor da bebida.

O setor aceita os controles de impureza e de umidade, mas quer o adiamento da avaliação sensorial. Essa será feita por um "classificador de produtos vegetais habilitado para degustação de café torrado e moído" -profissão ainda não regulamentada.

Na lista dos que se enquadram na nova regulamentação estão engenheiros-agrônomos, químicos, técnicos agrícolas etc., sem uma definição clara do aproveitamento dos técnicos que já atuam no mercado há muitos anos.

A indústria vê problemas, já que a degustação sensorial exige muito treino e é um sistema subjetivo para determinar a qualidade do produto. Para agilizar a formação dos profissionais, o ministério fará dois cursos, mas, quando o segundo acabar, a instrução já estará em vigor.

O ministério não vê problemas nessa análise sensorial porque poderão ser usados profissionais e estrutura que já servem as próprias indústrias. Motivo: a Abic já tem um programa de qualidade com grau de exigência ainda maior do que o que será implantado pelo governo.
Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Reivindicações do agronegócio ao futuro governo incluem renda do produtor rural

O agronegócio é responsável por 25% do PIB

O agronegócio, um dos principais setores da economia e essencial para o equilíbrio da balança comercial brasileira, tem vários pleitos para cobrar da presidente eleita Dilma Rousseff. Segundo o coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV), o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o primeiro deles é a questão da renda dos produtores rurais.

Rodrigues considera que a renda está condicionada a uma política eficaz de crédito rural e preços mínimos e ao fortalecimento do agricultor por meio do cooperativismo. Outro ponto fundamental é a questão da infraestrutura logística, com a priorização das obras que influenciam o escoamento da produção. A melhoria das estradas em algumas regiões produtoras e o uso dos modais ferroviário e hidroviário, como alternativa ao rodoviário, barateiam o transporte e podem proporcionar mais renda ao produtor.

Segundo dados divulgados pelo governo, o agronegócio é responsável por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e um terço dos empregos. Em 2009, representou 42% das exportações, com US$ 64,7 bilhões dos US$ 152,2 bilhões exportados pelo Brasil. Para este ano, a estimativa do Ministério da Agricultura é que as remessas de produtos e mercadorias para outros países rendam US$ 73 bilhões ao setor.

“Queremos uma estratégia de governo para o agronegócio. É preciso uma coordenação para a agricultura, com os vários ministérios trabalhando nesse plano de governo”, defende Rodrigues. Ele explica, no entanto, que todas as questões devem estar “empacotadas sob o tema da responsabilidade ambiental”, bastante discutido no Congresso e também dentro do governo.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Governo investe na exportação de café

De olho em um consumidor cada vez mais exigente e na proliferação global de máquinas de café nas casas de classe média, o Brasil quer marcar presença no segmento de cafés finos pelo mundo. A verba do Ministério da Agricultura para divulgar o café "made in Brazil" no exterior, que foi de R$ 800 mil no ano passado, em 2010 passou para R$ 1,5 milhão. Para o próximo ano, a Pasta solicitou a quantia de R$ 10 milhões e, mesmo com o corte do orçamento, conseguiu separar R$ 5 milhões para eventos que levarão a qualidade do produto para o mundo todo.

"Queremos uma presença maior no exterior", disse o diretor do Departamento de Café do Ministério da Agricultura, Robério Silva. A estratégia, de acordo com ele, não é apenas salientar que o Brasil é o maior produtor e exportador de café mundial, mas oferecer aos clientes uma gama diversificada do produto, com ênfase nos cafés de alta qualidade. O diretor acabou de voltar de um evento de café em Genebra e participará também de outra celebração do produto, em Houston, Estados Unidos, em que o Brasil será país tema.

De acordo com Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a receita cambial com exportação de café (verse, solúvel, torrado e moído) aumentou 20% de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado, com o faturamento passando de US$ 3,066 bilhões para US$ 3,693 bilhões O volume da exportação brasileira no período totalizou 22,8 milhões de sacas de 60 quilos, o que representou um crescimento de 2% sobre 2009 (22,3 milhões de sacas) - a maioria de cafés do tipo robusta, de menor qualidade.

O montante reservado pelo Ministério ainda é pouco, na avaliação do diretor-geral da entidade, Guilherme Braga. Mas já é um começo. "Esses números são ridículos. É importante que estejam crescendo, mas não se pode dizer que vão alavancar o volume de vendas", considerou.

Não há dúvidas, de acordo com Braga, de que a tendência é de crescimento das vendas, principalmente dos cafés chamados "especiais", que possuem maior valor agregado. "O consumidor está mais exigente, mas também está disposto a pagar um pouco mais pelo produto de boa qualidade", explicou. O diretor do Cecafé estimou que as vendas dos cafés finos ou de melhor qualidade representem de 15% a 20% das exportações totais. Apesar da fatia ainda ser pequena, salientou, é considerável tendo em vista que há 10 anos o Brasil praticamente não vendia esse tipo de produto no exterior.

Além do Ministério da Agricultura e do setor privado, que se empenham no marketing internacional do produto, a Agência Brasileira de Promoção e Exportação e Investimentos (Apex-Brasil) também tem ampliado a atuação no exterior. Uma das mais recentes campanhas foi a da fórmula Indy, nos Estados Unidos, totalmente voltada para o tema "cafés do Brasil". "Em 20 anos, nunca tivemos isso", comemorou o coordenador de Projetos Setoriais da Apex, Juarez Leal. "Os Estados Unidos são o mercado prioritário para nós", acrescentou. Mas países como Japão e os do Norte da Europa mostram cada vez mais interesse e aceitação do produto brasileiro, conforme o coordenador.

Como a agência não trabalha com commodities, o foco das atuações no caso dos cafés é os de maior qualidade, como Premium e especiais. No total, a Apex desenvolve atuações para produtos de 70 segmentos diferentes. A cada dois anos, a disputa para ser o setor escolhido fica mais acirrada e o café tem estado nelas.

O lado bom de trabalhar com o café, segundo Leal, é a aceitação do produto no exterior. "Os importadores brigam a tapa pelo café brasileiro", relatou. Mesmo assim, de acordo com ele, ações de marketing são necessárias porque a maior parte das vendas nacionais ainda é do café tipo robusta, o que apresenta menor qualidade. Por isso, não há segredo, explica o coordenador da Apex. "Quem quer vender tem de estar lá fora. É preciso mostrar a qualidade do produto", considerou. Até porque muitas vezes, disse Leal, o importador tem mais interesse sobre a "história do produto" do que necessariamente por ele. E alguém precisa contá-la.
Fonte: Notícias Agrícolas

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Governo vai vender 480 mil sacas de café do estoque oficial

O secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, afirmou hoje que o governo vai vender 480 mil sacas de café de safras antigas do estoque oficial. O café guardado nos estoques públicos é de 1987 a 1999 e é o que resta nas mãos do governo, sem contar o volume referente aos contratos de opção lançados no ano passado. Segundo ele, a intenção é a de desovar os estoques até janeiro do próximo ano.

O secretário enfatizou que as vendas, que devem ter como destino as indústrias interessadas em formar blends, devem ser realizadas de forma espaçada porque o governo não tem a intenção de reduzir os preços que estão no mercado. O dinheiro das vendas será revertido para o Funcafé.
Fonte: Revista Cafeicultura

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Setor primário entrega documento a candidatos ao Governo do ES

Os gargalos e soluções para o setor primário capixaba estão na agenda dos candidatos ao Governo do Espírito Santo para serem discutidos na GranExpoES. No dia 13 de agosto, durante a feira que acontece no Pavilhão de Carapina, a Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo – Faes e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo – Senar/ES marcaram reuniões com Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e Renato Casagrande (PSB) para discutir assuntos importantes para o desenvolvimento do agronegócio capixaba.

Representantes de sindicatos rurais e produtores capixabas estarão presentes na ocasião para entregar aos políticos um documento que contém reivindicações para o fortalecimento da agropecuária do Estado. Política agrícola, meio ambiente, responsabilidade social, segurança rural e pesquisa, assistência técnica, infraestrutura e extensão rural são as linhas de ações discutidas no texto.

Na agenda, Renato Casagrande estará presente na reunião às 11 horas, e Luiz Paulo Vellozo, às 14 horas.

Propostas

Entre os principais pontos que fazem parte do documento e serão discutidos na reunião estão a necessidade da construção de frigoríficos públicos regionais, a criação de linhas de crédito destinadas ao produtor rural com recursos estaduais, a estimulação da obrigatoriedade do seguro para financiamentos e o incentivo à criação de pequenas indústrias rurais.

Quando o assunto é meio ambiente, o setor primário defende a revisão das restrições impostas à agricultura, como as áreas de reserva, a outorga da água e o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). O incentivo e apoio para os municípios terem as suas próprias Secretarias de Meio Ambiente também está no documento que será levado aos candidatos.

Na área de responsabilidade social, a cobrança é para capacitação constante dos professores das escolas rurais, bem como disponibilização de transporte escolar gratuito para os alunos e de recursos de forma contínua e suficiente.

A falta de segurança no campo é uma questão recorrente nas conversas entre produtores rurais. Para minimizar essa situação, o setor propõe a criação da Polícia Militar Rural, a ampliação da disponibilidade de telefonia rural e o aumento do efetivo da Polícia Civil para atendimento no interior do estado.

A implantação de políticas de preços mínimos suficientes para cobrir os custos de produção, a realização de pesquisas para dar respostas ao produtor e a melhoria da infraestrutura e da logística rural também serão discutidas com os candidatos ao Governo na reunião.

Serviço

Reunião do setor primário com candidatos ao Governo do Estado
Data: 13 de agosto
Horário: Renato Casagrande, às 11 horas, e Luiz Paulo Velloso, às 14 horas.
Local: GranExpoES – Pavilhão de Carapina

Principais pontos de discussão:

- A manutenção de tributos para venda do produto rural, o financiamento do seguro obrigatório e a reorganização do mercado rural.

- Revisão das restrições impostas à agricultura, como as áreas de reserva, a outorga da água e o PSA – pagamento por serviços ambientais.

- Criação da Polícia Militar Rural para combater a criminalidade.

- Melhoria das estradas, para um melhor escoamento da produção, e da energia fornecida nas regiões rurais.

- Investimentos em educação nas áreas rurais, com a criação de núcleos educacionais e qualificação de professores.
Fonte: Iá! Comunicação

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sincafé aprova medida do governo, que cria normas para garantir qualidade do café

Egídio Malanquini, presidente do Sincafé, comemora a medida do governo que cria uma série de normas para estimular marcas e produtos com mais sabor, aroma e menos impurezas. Segundo ele, as indústrias capixabas já estão se adequando para que o café produzido no Estado tenha o máximo de qualidade. Prova disso é que seis empresas já aderiram ao Programa de Qualidade do Café (PQC), da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). E quatro estão em processo de implantação do programa. O total de empresas envolvidas com o PQC corresponde a 80% dos cafés produzidos no Estado.
Fonte: Iá! Comunicação

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Governo vai passar a testar e a avaliar café

Novas regras estabelecem padrões de pureza e qualidade mínimos.

As marcas de café comercializadas no país terão de passar no teste de qualidade com um provador profissional da bebida. O Ministério da Agricultura publica nesta semana instrução normativa que prevê padrões de pureza e qualidade mínimos.

O teste será feito aleatoriamente com amostras retiradas das prateleiras do comércio. O governo vai checar ainda se o fabricante obedece ao teto de 1% para as impurezas, que passará a ser exigido na norma.

Provadores vão avaliar as características sensoriais do café. Os testes servem para apurar desde aroma e acidez até a finalização para apontar o gosto predominante na boca. A metodologia é inédita no mundo e se assemelha àquela usada pelos sommeliers na avaliação de vinhos.

A pureza do café é medida hoje pela Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), que atesta o cumprimento do teto com um selo. Segundo a instituição, 1.040 das 2.300 marcas nacionais são certificadas.

Nos casos em que a auditoria da Abic encontrou irregularidades, as impurezas variaram de 5% a 25%.

Além de oficializar e expandir a auditoria de pureza, o governo vai incorporar a metodologia para checagem de qualidade do café. Cerca de 180 técnicos que fazem a classificação dos grãos serão treinados para monitorar o produto industrializado.

Os fiscais vão inspecionar as linhas de produção das fábricas e as amostras coletadas no comércio serão enviadas para um laboratório.

Autuação

A gradação do teste varia de 0 a 10 pontos. A escala classifica os produtos como tradicional, superior e gourmet. O governo exigirá um mínimo de 4 pontos (tradicional). Os fabricantes que não atenderem aos critérios terão os lotes recolhidos e serão autuados. Em caso de reincidência, o ministério poderá fechar a indústria.
Fonte: Folha de São Paulo

Governo incentiva cafeicultores de arábica a investir na busca pela excelência da produção

Nesta segunda-feira (24), em todo o Brasil, é comemorado o “Dia Nacional do Café”. Para marcar a data, o Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Castelo promove no município um grande encontro de cafeicultores e profissionais que atuam no setor.

A atividade acontece a partir das 8h30, no Teatro Municipal de Castelo, com as presenças do secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, do presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) Evair Vieira de Melo, e do prefeito de Castelo, Cleone Nascimento.

Na oportunidade, serão apresentadas pela Seag as ações da Campanha de Melhoria da Qualidade do Café, elaborada a fim de oferecer ao cafeicultor condições para garantir padrão de excelência ao café arábica produzido na região de montanha do Espírito Santo.

Segundo maior produtor de café do Brasil, para 2010 a safra capixaba deve atingir 11 milhões de sacas, entre Conilon e arábica. Somente de arábica, a previsão é de 2,9 milhões de sacas. As ações da campanha estão previstas para acontecer em todo o Estado, até o final de 2010.

Serviço:

Dia Nacional do Café
Data: 24 de maio (segunda-feira)
Horário: 8h30
Local: Teatro Municipal de Castelo
Fonte: Incaper

domingo, 23 de maio de 2010

Excelência para o café arábica no Estado

Em função do aumento da exigência do consumidor, governo lança programa para melhorar a produção desse tipo de grão

Para comemorar o Dia Nacional do Café, amanhã, o governo do Estado inicia um amplo trabalho para oferecer aos produtores rurais que investem na atividade cafeeira as condições necessárias para melhorar a qualidade da produção.

As ações que serão realizadas, as tecnologias e os tratos indicados para garantir padrão de excelência ao café arábica produzido na região de montanha do Estado serão apresentados pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) durante encontro de cafeicultores em Castelo, que ocorre amanhã.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, o investimento tem retorno: em média, o valor da saca de café arábica com qualidade superior é R$ 100 maior do que uma saca de café sem este incremento.

“A busca incessante pela qualidade dos cafés se justifica pela exigência cada vez maior dos consumidores, e nem tanto como vantagens adicionais de preços do produto, mas como uma premissa à permanência dos cafeicultores num mercado cada vez mais competitivo”, frisou. E prosseguiu:

“Os cafeicultores terão todo o apoio necessário para continuar evoluindo, até o ponto de atingir a excelência na produção.”

No Espírito Santo, a cafeicultura de arábica envolve 140 mil pessoas. As lavouras estão presentes em aproximadamente 20 mil propriedades rurais, distribuídas em 48 municípios.

São 195.600 hectares ocupados com as plantas, e para a safra de 2010, que acaba de começar, a previsão é que sejam produzidas 2,9 milhões de sacas.

Os municípios que mais produzem o grão são Brejetuba, Iúna, Vargem Alta, Ibatiba e Irupi.

“O processo de certificação dos cafés é um caminho sem volta, pois cada vez mais o mercado requer uma garantia que comprove pelo menos o uso de boas práticas agrícolas, a rastreabilidade e a proteção ao meio-ambiente e ao homem, seja cafeicultor ou consumidor do produto final”, ressalta Enio Bergoli.

Governo vai testar padrões de pureza do café
As marcas de café vendidas no País terão de passar no teste de qualidade com um provador profissional da bebida. O Ministério da Agricultura publica nesta semana instrução normativa que prevê padrões de pureza e qualidade mínimos.

O teste será feito aleatoriamente com amostras retiradas das prateleiras do comércio.

O governo vai checar ainda se o fabricante obedece ao teto de 1% para as impurezas, que passará a ser exigido na norma.

Provadores vão avaliar as características sensoriais do café. Os testes servem para apurar desde aroma e acidez até a finalização para apontar o gosto predominante na boca.

A metodologia é inédita no mundo e se assemelha àquela usada pelos sommeliers na avaliação de vinhos. Os fiscais vão inspecionar as linhas de produção das fábricas e as amostras coletadas no comércio serão enviadas para um laboratório.

A gradação do teste varia de zero a 10 pontos, e o governo deverá exigir um mínimo de 4 pontos (tradicional).
Fonte: Jornal A Tribuna

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Governo confirma que colheita de café terá R$ 552 milhões em recursos

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, anunciou ontem que devem ser liberados, nos próximos dias, R$ 522 milhões para financiar a colheita de café no ciclo 2009/2010. Os recursos são do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), administrado pelo ministério.

Em reunião em Brasília com representantes do segmento, Rossi defendeu que setor cafeeiro precisa aproveitar oportunidades da atual situação do mercado internacional. Atualmente, explicou Rossi, o mundo está com baixos estoques do grão, com queda na safra dos principais países produtores e há boa inserção do café nacional usado em blends (resultado da composição de grãos de diferentes espécies) nas regiões do planeta onde a bebida é mais consumida. "A cafeicultura brasileira precisa aproveitar as oportunidades colocadas diante da atual situação do mercado internacional", diz.

No Brasil, a safra atual é considerada de ciclo alto, quando devem ser colhidas mais de 47 milhões de sacas de café de 60 quilos, conforme levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O ministro da Agricultura disse ainda que o Brasil precisa estruturar uma política consistente para o café. "Estamos buscando construir um consenso e estabelecer uma agenda para o café que vai se desdobrar em várias medidas, algumas emergenciais e outras de médio e longo prazo, de maneira a estruturar uma política consistente para o setor", disse Rossi. Ele se reuniu ontem com representantes da cafeicultura entre produtores, exportadores, torrefadores e parlamentares.

Ele informou ainda que serão retomadas, a cada dois meses, as reuniões do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC). O fórum tem a função de aprovar e definir financiamento da safra, autorizar a realização de programas e projetos de pesquisa agronômica e mercadológica, regulamentar ações que permitam o equilíbrio entre a oferta e a demanda do produto para exportação e mercado interno, entre outros. O CDPC é constituído de integrantes do governo, como os Ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário e o Banco do Brasil e cadeia produtiva.
Fonte: Panorama Brasil

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Governo vai discutir financiamento da colheita do café que já começou

O secretário de Produção e Agronergia, Manoel Bertone, informou ontem que a cadeia produtiva do café vai se reunir na quinta-feira da semana que vem (13) para discutir o financiamento da safra 2010/11, cuja colheita já começou em algumas regiões produtoras. Conforme Bertone, a ideia é "aplicar mecanismos melhor protegidos".

O secretário acrescentou que o setor produtivo reivindica recursos para carregar estoques, já que a safra brasileira deve ser uma das maiores de todos os tempos, entre 45,9 milhões e 48,6 milhões de sacas, de acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Bertone salientou que o objetivo é "aumentar o número de financiamento para um menor risco, tanto para o produtor como para a instituição financeira". Segundo ele, o governo pode optar por financiamento atrelado a contratos de opção, ao Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), ou outro mecanismo, que ainda será analisado.

Bertone comentou, ainda, que o governo deve receber entre 1,7 milhão a 1,8 milhão de sacas de café, referentes aos contratos de opção, lançados em meados do ano passado, cujo volume total era de 3 milhões de sacas. Segundo ele, os cafeicultores não realizaram a entrega da totalidade dos contratos, entre outros motivos, porque a Conab foi rigorosa na avaliação dos lotes. Bertone participa hoje do Seminário Perspectivas para o Agrobusiness em 2010 e 2011, promovido em São Paulo pela BM&FBovespa e Ministério da Agricultura, em São Paulo.
Fonte: Revista Cafeicultura

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Governo projeta aumento de 4% na exportação do café em 2010

O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, disse nesta quarta-feira, dia 07, que participação do café brasileiro no mercado internacional deve crescer em 2010. "Neste ano civil, com previsão de safra de ciclo alto, devemos exportar aproximadamente 31,6 milhões de sacas de 60 quilos de produto beneficiado, o que representa aumento superior a 4% em relação a 2009", afirmou.

Em nota, o secretário lembrou ainda que o governo vai elaborar um programa de financiamentos com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), envolvendo cerca de R$ 2 bilhões, valor que será aplicado na safra 2010/11. "O objetivo é proporcionar condições financeiras aos produtores durante a colheita e pré-comercialização da safra", disse.
Fonte: Revista Cafeicultura