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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Comissão aprova R$ 25 bi em subsídios a produtores

A Comissão de Agricultura da Câmara aprovou na quinta-feira um polêmico projeto de lei que transfere R$ 25 bilhões anuais em subsídios do Tesouro Nacional aos produtores rurais.

O texto do deputado federal Carlos Melles (DEM-MG), que ainda será submetido a outras duas comissões, prevê a concessão de um subsídio direto de R$ 500 por hectare de área cultivada ou explorada com atividades agropecuárias. A ajuda pode ser atualizada a cada dois anos até o limite de R$ 750. Pelo texto, o produtor continuará a receber outros subsídios - seguro rural, frete, escoamento da safra. Além disso, o governo poderá fixar subsídios adicionais a culturas ricas em proteínas. O dinheiro seria embolsado até 31 de março de cada ano, plena época de comercialização da safra de grãos.

Não é um troco, mas está mais do que na hora de subsidiar a agricultura. A sociedade está madura para entender isso. E vai ser uma conta aberta, não tem nada de esqueleto, diz o deputado Melles. Para ele, a geração de empregos e de renda no campo mais do que justificam os subsídios. Abrimos lá atrás para o Pronaf [apoio à agricultura familiar] e hoje temos R$ 16 bilhões de orçamento.

O relatório, assinado pelo deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS), estima que a medida beneficiará 50 milhões de hectares, área equivalente ao total hoje plantado com grãos, fibras e cereais no país. Quem receber o subsídio não poderá estar inadimplente com o Fisco ou bancos oficiais, além de ter que respeitar regras trabalhistas, ambientais, sanitárias, alimentares, de zoneamento agrícola e de bem-estar animal.

Os deputados defendem o benefício como forma de mitigar efeitos negativos climáticos, cambiais, de mercado e de crédito no país. E só seria suspenso se, e quando, os principais países produtores e exportadores de alimentos revogassem os subsídios diretos aos seus produtores. É uma forma de dizer às potências que também temos bala na agulha. Se eles tirarem subsídios lá, nós tiramos aqui, diz Carlos Melles. Ele estima em US$ 500 bilhões os subsídios agrícolas na Europa e EUA.

O projeto não especifica impactos negativos sobre os preços da terra ou a tendência de concentração desse ativo, além de evitar detalhes técnicos de rotação de culturas ou o modelo de pecuária. Dada à magnitude da subvenção, equivalente ao custo de produção da lavoura ou de exploração pecuária, ser dono de terra significará ser candidato a receber polpuda subvenção, critica o deputado Beto Faro (PT-PA), que redigiu um relatório derrotado e substituído na Comissão de Agricultura pela bancada ruralista.

Além disso, os opositores da medida apontam a dívida rural, estimada em R$ 100 bilhões, como o motivo da busca pelo subsídio. O mercado de terras experimentará imediata reação, elevando sobremaneira seu custo. Os agentes econômicos visualizarão, em sua posse, a possibilidade de ganhos imediatos e fáceis, diz Faro. Para ele, a falta de limites do projeto transforma os 300 milhões de hectares em candidatos potenciais ao subsídio. O projeto eleva demasiadamente as despesas públicas com o setor. Não assegura distribuição justa dos recursos públicos no âmbito das diversas categorias de produtores rurais. E, principalmente, poderá se transformar em fator de contrariedade da opinião pública com o setor agropecuário.
Fonte: Valor Econômico/ Mauro Zanatta

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Valor Bruto da Produção deve chegar a R$ 175 bilhões em 2011

A primeira estimativa de Valor Bruto da Produção (VBP) para 2011 é de R$ 175 bilhões, 3,31% acima do valor obtido em 2010. O dado previsto faz parte de estudo mensal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), referente às 20 principais lavouras brasileiras e que toma como base os primeiros levantamentos de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Gasques, defende que, apesar de as pesquisas de safra indicarem produção de grãos ligeiramente inferior à do ciclo 2009/2010, produtos como algodão, arroz e feijão mostram, nas primeiras estimativas, desempenho bastante favorável. “Os preços da maioria dos produtos agrícolas encontram-se, atualmente, em rota de crescimento, e pode ser que a combinação com bons resultados de produção resulte em bons resultados de renda agrícola em 2011”, afirma.

2010 - A menos de dois meses para o final do ano, a previsão do VBP para 2010 se aproxima do dado real, que será divulgado em janeiro de 2011. Por enquanto, o valor da produção, com base nas estimativas de safras do mês de outubro, é de R$ 169,41 bilhões para 2010. Esse número é 1,5 % superior, em termos reais, ao obtido em 2009 e o segundo maior numa série desde 1997, inferior apenas aos R$ 173,1 bilhões registrados em 2008.

Gasques explica que esse valor é resultado da combinação ocorrida em 2010: baixos preços de produtos agrícolas e safra recorde de grãos (148,75 milhões de toneladas). O resultado do valor bruto foi garantido principalmente pelo café e pela cana-de-açúcar, que juntos representaram 27,6% do valor da produção do ano. Outros produtos que também tiveram bom desempenho neste ano foram banana, batata inglesa, cebola, laranja e o trigo, pois apresentaram expressivos aumentos de valor da produção em relação a 2009.

Regiões - O Sudeste teve o maior aumento do VBP, numa análise regional. O incremento de 10,63% foi motivado pelos resultados do café em Minas Gerais e da cana-de-açúcar em São Paulo. No Sul, os maiores destaques foram os resultados favoráveis do Paraná em relação à soja, e de Santa Catarina, com o desempenho da cebola. As regiões Nordeste e Centro-Oeste têm apresentado, este ano, redução no valor de produção.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Agronegócio prevê exportar US$ 74 bilhões

O setor de agronegócio exportou de novembro de 2009 a outubro de 2010 US$ 73,88 bilhões, quebrando a marca histórica de dois anos atrás que foi de US$ 71,8 bilhões, e a previsão é de fechar o ano com mais de US$ 74 bilhões, definindo assim o novo recorde. A análise foi realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Além disso, em outubro deste ano as vendas externas do setor atingiram a marca de US$ 6,99 bilhões, que não somente representa um crescimento de 27,7% ante o mesmo período de 2009, como também estabeleceu um novo recorde para o mês. As importações no mês aumentaram 24,1%, se comparadas ao mesmo período do ano passado, chegando a US$ 1,19 bilhão. Como resultado, o superávit da balança comercial foi de U$ 5,79 bilhões.

Entre os setores que mais contribuíram para o avanço das exportações agropecuárias estão o complexo sucroalcooleiro (44,1%), café (62%), sucos de frutas (50,3%), animais vivos (58,8%) e complexo soja - farelo, grão e óleo - (28%). Neste último, as vendas totalizaram US$ 984 milhões. O valor exportado dos grãos, principal item da pauta do complexo, aumentou 38,3% em relação ao registrado em outubro de 2009 que foi de US$ 310 milhões para US$ 429 milhões. O volume comercializado para o exterior aumentou 41,5% e os preços foram 2,2% inferiores.

A receita das exportações de carnes aumentou 6,4%, passando de US$ 1,139 bilhão, em outubro do ano passado, para US$ 1,213 bilhão, no mesmo mês deste ano. A venda de carne bovina in natura foi o destaque, sendo 20,6% superior, ante 2009.
Fonte: Canal do Produtor

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Resultado das exportações brasileiras de café atingiram os US$ 5 bilhões

Os dados, divulgados hoje pelo Cecafé (Conselho Brasileiro dos Exportadores de Café), também apontam variação positiva (20,5%) na quantidade do produto embarcado no mesmo período de 2009 (2.824.904), com crescimento de 51,5% na receita (em outubro de 2009 foi de US$ 420.917).

Conforme o levantamento, no gráfico mensal de Participação por Qualidade, o arábica responde por 88% das vendas do país, enquanto o solúvel por 9%, e o robusta por 3% das exportações.

Em relação aos mercados compradores, a Europa surge com 54% de participação da importação do produto brasileiro no período janeiro a outubro, enquanto América do Norte responde por 23%, a Ásia por 17%, e a América do Sul por 4%.

Na avaliação por países, os Estados Unidos lidera, com a aquisição de 5.306.862 sacas entre janeiro e outubro, seguido pela Alemanha, com 5.027.058, e a Itália, com 2.205.553. No quarto lugar está o Japão, com 1.813.307 sacas.

Nos principais portos de embarque o resultado foi o seguinte: Santos, com 19.681.039 sacas no período janeiro/outubro (74,7% do total), seguido de Vitória, com 3.407.045 sacas, (12,9%), e o Rio de Janeiro, com 2.504.501 sacas (9,5%).
Fonte: Communicação Assessoria Empresarial

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Agronegócio perde US$ 4 bilhões por erros na logística

A ineficiência logística do agronegócio rouba do Brasil US$ 4 bilhões todos os anos. O dado é da Elizabeth Chagas Consultoria e Assessoria em Comércio Internacional e leva em conta as perdas geradas na colheita, no transporte, na armazenagem e nos segmentos de varejo e consumo.

O cálculo foi feito com base na projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta produção de 147 milhões de toneladas de alimentos para a safra de 2009/2010 e perda de 10% do volume produzido. Com o montante perdido, o Brasil poderia construir quatro portos com 16 berços de atracação ou 20 terminais de fertilizantes iguais ao que já existem no porto de Santos.

“O setor primário capixaba apesar de estar em evolução, também enfrenta problemas logísticos. Ele carece de investimentos estruturantes, contemplando as áreas de transportes, energia elétrica e armazenagem. Também temos necessidade da construção de açudes e barragens”, comenta o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Júlio Rocha.

Segundo Júlio, no quesito transportes, o Estado precisa avançar nos trechos estratégicos do contorno de Vitória, bem como nos perímetros diretamente responsáveis pelo escoamento da produção dos municípios. “Há também demanda por uma ampliação de nossas potencialidades, alcançando o uso racional do transporte intermodal, como forma de baratear os custos de produção”, informa.

Outra queixa do setor primário capixaba é na área de armazenagem da produção. Ainda não foi criado um substitutivo para reparar a perda dos armazéns do Instituto Brasileiro do Café, em Jardim da Penha, construídos com recursos dos cafeicultores. Enquanto aguardam a construção de outro local para estocagem dos alimentos, produtores temem a ameaça de terem que armazenar a produção em estados vizinhos, como Bahia e Minas Gerais. Isso implicaria gastos ainda maiores.
Fonte: Iá! Comunicação

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Agronegócio brasileiro registrou superavit de US$ 6,189 bilhões

Na análise de setembro, divulgada na quarta-feira (13), a arrecadação com as vendas externas foi de US$ 7,363 bilhões, aumento de 28,1% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O resultado é recorde para o nono mês do ano. As importações subiram 32,6%, alcançando o valor de US$ 1,174 bilhão.

A balança comercial do agronegócio registrou superavit de US$ 6,189 bilhões. Os setores que mais contribuíram para o incremento das exportações foram café (44,3%), carnes (14,2%), cereais, farinhas e preparações (151,5%), sucos de frutas (117,3%), produtos florestais (18,3%), complexo soja (6,7%), e fibras e produtos têxteis (58,7%).

As vendas do complexo soja cresceram 6,7%, com arrecadação de US$ 1,445 bilhões.

O valor exportado de soja em grãos aumentou 0,7% em relação ao valor registrado em setembro de 2009 (de US$ 817 milhões para US$ 823 milhões). A quantidade exportada aumentou 9,7% e os preços foram 8,2% inferiores.

A receita de exportações de carnes aumentou 14,2%, passando de US$ 1,023 bilhão em setembro de 2009, para US$ 1,169 bilhão em setembro de 2010.

Os ganhos obtidos com os embarques da carne bovina in natura foram 15,9% superiores, os da carne de frango in natura, 26,7% maiores e os da carne suína in natura, 8,5% mais altos em relação a setembro de 2009.

O faturamento do complexo sucroalcooleiro aumentou 47,2% (passando de US$ 1,051 bilhão para US$ 1,546 bilhão), o que resultou do aumento dos preços do açúcar (23,4%) e do álcool (20,5%), além do aumento da quantidade exportada de açúcar e da redução do etanol.

De janeiro a setembro, as vendas de açúcar atingiram o valor de US$ 8,9 bilhões, quase US$ 1 bilhão por mês.

Na análise por País, destacaram-se as taxas de crescimento das exportações para Argélia (337%), Egito (113,4%), Arábia Saudita (68,0%), Irã (63%), Itália (62%), Japão (55,9%), China (50,8%), e Coréia do Sul (46,7%).
Fonte: Ministério da Agricultura

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Valor da produção deve fechar 2010 em R$ 166,8 bilhões

O valor de produção das 20 principais lavouras brasileiras deve fechar 2010 em R$ 166,8 bilhões. Em termos reais, o resultado é 0,92% superior aos R$ 165,26 bilhões obtidos em 2009. O levantamento consolidado em setembro pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura (AGE/Mapa) mostra que essa estimativa é a segunda maior da série histórica iniciada em 1997, inferior apenas aos R$ 173, 1 bilhões registrados em 2008. O estudo do chamado Valor Bruto da Produção (VBP) calcula o valor da produção antes de sair da fazenda, sem levar em consideração custos de transporte e inflação, por exemplo.

O coordenador de Planejamento Estratégico, José Gasques, afirma que o valor da produção deste ano está praticamente definido. “Resta apenas o fechamento dos resultados das lavouras de inverno, em especial o trigo. As lavouras de verão, que representam a maior parte do valor da renda da agricultura brasileira, têm seus resultados quase encerrados em 2010”, explica.

Os melhores resultados para o VBP, em 2010, são os da banana, cana-de-açúcar, laranja, café e cebola, que representam 39,2% do valor total da produção do país. O aumento real do valor de produção do café foi 23,9 %; da cebola, 97, 38 %; e da laranja, 20,0%.

Os resultados de 2010 refletem a combinação de uma safra elevada, acompanhada de preços baixos para os principais produtos agrícolas produzidos no Brasil. No conjunto de lavouras analisadas, oito apresentaram, este ano, preços reais (já descontada a inflação) maiores do que os obtidos em 2009. São elas: banana (7,9%), batata inglesa (13,6%), café (7,9%), cana-de-açúcar (8,9%), cebola (83,2%), laranja (15,6%), pimenta-do-reino (17,1%) e tomate (7,4%). Por outro lado, tiveram quedas acentuadas de preços arroz (- 11,0 %), milho (- 16,6%), soja (- 20,3%) e uva (- 29,7%). “Esses quatro produtos representam 41,3% do valor da produção em 2010 e impactam diretamente o valor da produção neste ano”, ressalta Gasques.

Valor por região - O VBP das cinco regiões brasileiras apresenta um comportamento diferenciado. No Norte, Sudeste e Sul, os resultados são positivos, com aumentos satisfatórios. O bom desempenho das lavouras de café foi decisivo para Minas Gerais, e os da cana-de-açúcar, para a economia de São Paulo.

No Sul, os maiores destaques foram Paraná e Santa Catarina. No Paraná, os resultados obtidos com a soja e o milho são responsáveis pelo acentuado aumento do valor da produção neste ano, embora outros produtos como fumo e batata inglesa também tenham obtido resultados muito bons. Em Santa Catarina, os aumentos de preço e de produção da cebola têm sido decisivos nos resultados do estado

Os resultados negativos no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso e Goiás, foram motivados pelos baixos preços de milho e soja. Em Goiás, a queda do valor da produção também tem sido afetada pelos resultados do tomate, cujo valor da produção caiu 22,7% em relação a 2009.
Fonte: Revista Cafeicultura

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Café: Exportações devem atingir US$ 5 bilhões

As exportações de café verde totalizaram 19,6 milhões de sacas de 60 kg em 2010 (até agosto, dado mais recente), de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

A cifra praticamente repete o dado do mesmo período de 2009. No entanto, a receita disparou com a alta dos preços. Em 2009, até agosto, o faturamento das exportações da commodity foi de US$ 2,68 bilhões. Este ano, a cifra atingiu US$ 3,11 bi, ou US$ 430 milhões a mais. Até o fim do ano, a previsão da Cecafé é que os embarques fiquem iguais aos do ano passado, entre 30 milhões e 30,5 milhões de sacas. Já a receita deve bater o recorde dos US$ 5 bilhões, superando os US$ 4,27 bilhões do ano passado e o recorde anterior, de US$ 4,75 em 2008. Os maiores mercados compradores são a União Europeia e os Estados Unidos. A UE respondeu por 50% das vendas externas do setor neste ano, até agosto, com forte participação da Alemanha e Itália. Os EUA ficam em segundo lugar, destino de 20% das exportações do produto.
Fonte: Brasil Econômico