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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Italiana Lavazza terá café em grãos e moído produzido no mercado interno

A Lavazza, gigante italiana do café, vai colocar uma nova linha de produtos de café no mercado brasileiro a partir de abril de 2011.

A empresa colocará à disposição de escritórios, de restaurantes e de cafeterias café em grãos e moído produzido no mercado interno.

A colocação desse café no mercado interno traz a Lavazza ainda mais para dentro do país, já que o produto oferecido atualmente é importado da Itália. A empresa está em fase de montagem de uma indústria no Brasil.

"O produto terá a marca 100% Lavazza", diz Massimo Locatelli. Esse café, que ainda não vai para supermercados, poderá ser negociado também no mercado latino-americano.

Segundo o executivo da empresa, a Lavazza deverá colocar também uma nova geração de máquinas e de cápsulas de café no mercado brasileiro. A data ainda não está definida.
Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Reúso da água chega à cafeicultura

Sistema baseado em tanques de decantação permite que água volte pelo menos três vezes à lavagem dos grãos.

Você tem ideia de quanta água é usada na lavoura para garantir, lá na ponta, uma xícara de café de qualidade? Pois vai muita. De acordo com estimativas de pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (MG), o processamento do café por via úmida, método utilizado para obtenção do café cereja descascado, considerado especial, consome, para cada litro de fruto processado, cerca de 3 a 5 litros de água limpa.

Trocando em miúdos, se para obter uma saca de 60 quilos de café é necessário um volume aproximado de 480 litros de frutos, a produção de uma única saca do grão beneficiado, pronto para ser torrado, pode consumir até 2.400 litros de água.

Ampliando a conta para o volume total de café cereja descascado produzido no Brasil (equivalente a cerca de 15% da safra de grãos, ou 7,05 milhões de sacas), o número ficaria próximo dos 17 bilhões de litros de água.

Mas uma técnica de manejo desenvolvida pelo pesquisador Sammy Soares, da Embrapa Café, em parceria com pesquisadores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), e com o Consórcio de Pesquisa do Café, vem sendo testada com sucesso por produtores da região de Viçosa (MG) e Venda Nova do Imigrante (ES) e promete reduzir drasticamente esse números.

Trata-se de um sistema com estrutura baseada em caixas d"água, peneiras e tubos de PVC, que permite o reúso, por várias vezes - e não apenas uma utilização, como acontece normalmente -, da água empregada na unidade de processamento do café para fazer a lavagem e descascamento dos grãos.

Por decantação. O funcionamento é relativamente simples, segundo explica Soares. Após lavar e descascar o café em equipamentos próprios, toda a água é bombeada para três caixas d"água, que funcionam, uma após a outra, como tanques de decantação. "Nessas caixas ficam depositados no fundo os resíduos sólidos maiores. Já livre desses resíduos, a água passa por uma peneira e está pronta para ser reutilizada na própria lavagem dos graõs."

Na fazenda do cafeicultor Waldir Mol, no município de Paula Cândido (MG), região de Viçosa, eram gastos por dia, no método convencional de lavagem e retirada da casca, entre 20 mil e 25 mil litros de água para processar 12 mil litros de fruto. Atualmente, após investir R$ 8 mil para instalar o sistema de reúso, esse consumo caiu para menos da metade. Para processar a mesma quantidade de café, Mol gasta agora entre 7 mil e 8 mil litros.

A média de gasto, que estava entre 3 litros de água para cada litro de fruto, baixou para 1,5 litro. De acordo com ele, após entrar na unidade de processamento, a água é reutilizada por mais três vezes.

E há quem acredite que essa economia pode ser maior. É o caso do chefe da fazenda experimental do Incaper em Venda Nova do Imigrante (ES) - onde o sistema foi testado pela primeira vez -, Aldemar Moreli. Ele está concluindo sua tese de mestrado sobre o assunto e afirma que é possível, por meio da reutilização, reduzir o consumo para um pouco mais de meio litro de água. Ou seja, quase um décimo da média atual.

Investimento. Em Venda Nova do Imigrante, o produtor Pedro Carnielli afirma ter atingido esse nível, mas com investimento de R$ 20 mil, maior do que o feito por Mol. Com a utilização de filtros industriais, Carnieri conta que conseguiu economizar em três quartos o consumo de água necessário para processar 20 mil litros de café por dia. Hoje, no lugar de gastar 40 mil litros diariamente, sua unidade de processamento consome 10 mil litros de água para o mesmo volume de café.

Apesar dos bons resultados, os pesquisadores envolvidos na pesquisa, iniciada há cinco anos, dizem que ainda são poucos os produtores que fazem o reúso da água no processamento do café. Para Moreli, mais do que a falta de costume, já que existe mesmo um intervalo de tempo entre a criação de uma nova tecnologia e sua efetiva aplicação, é preciso continuar investindo no aprimoramento do sistema para torná-lo cada vez mais eficiente e também de baixo custo.

"Este ponto é crucial, já que a maioria das unidades de processamento está nas mãos de pequenos e médios produtores." Entretanto, ele não ignora a importância de se baratear ainda mais o sistema para que grandes produtores também se interessem em adotá-lo.
Fonte: O Estado de S.Paulo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Excesso de chuvas no ano passado prejudicou a qualidade dos grãos

Segundo Maurício Lima Verde, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e representante dos produtores brasileiros do setor privado na Organização Internacional do Café (OIC), apesar da atual safra cafeeira (2009/2010) ser uma das maiores da história no País, deixou a desejar na qualidade. Isso ocorreu devido ao excesso de chuvas no ano passado.

“Quando chove muito, as plantações entram num processo que é como se a produção fosse estimulada sem parar. Os pés de café não passam pelo período de descanso necessário. Como no ano passado choveu muito, em vez de duas floradas do café, houve até nove floradas”, diz Lima Verde.

Isso significa que perde-se o padrão de qualidade na plantação, pois ocorrem discrepâncias no amadurecimento do fruto. Ao mesmo tempo em que se tem frutos maduros, ainda há verdes e flores. Além disso, os custos de produção aumentam, pois o cafeicultor precisa colher os grãos em várias etapas.

Para a safra 2010/2011, que deverá ser colhida em outubro do próximo ano, também já existem preocupações. Com o tempo seco e a ocorrência reduzida de chuvas neste ano, ainda não ocorreram as primeiras floradas.

Soma-se a isso o fato de que toda grande safra é precedida por uma colheita menor. Segundo Lima Verde, diante das 47 milhões de sacas colhidas neste ano, a previsão para 2011 é de colheita em torno de 30 milhões de sacas no Brasil. Mais uma vez, a situação remete ao problema inicial da baixa produção contra o aumento mundial do consumo.

A única forma de aumentar a produção é realmente através de incentivos aos cafeicultores, já que a plantação de novos pés não é uma hipótese considerada pelo setor. Segundo Lima Verde, dos 2,2 bilhões de pés de café existentes no Brasil, o índice de produtividade é de apenas 50%. Ou seja, novas plantações ficariam ociosas.
Fonte: Revista Cafeicultura

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ministério da Agricultura fiscalizará café torrado em grãos ou moído

Ministério da Agricultura vai passar a fiscalizar a qualidade do café torrado em grãos ou moído. As regras foram anunciadas em Brasília.

As marcas não poderão apresentar mais de 1% de impurezas, como cascas e pedaços de madeira. O café passará a ser classificado em uma escala de zero a dez e não poderá ter uma nota menor que quatro para ser vendido. O aroma e o sabor da bebida também serão avaliados, como acontece hoje com os vinhos.

O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura acha que a medida poderá beneficiar toda a cadeia produtiva. “Nós acreditamos que isso redundará em um melhor nível de consumo, melhores preços ao produtor e um preço justo ao consumidor”, falou Manoel Bertone.
Fonte: Revista Cafeicultura

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Agronegócio. Está quase na hora de colher o café

No Espírito Santo, o início da colheita do café Conilon tem data marcada: 14 de maio. É quando os grãos estão maduros, em condições ideais de serem colhidos garantindo, assim, a boa qualidade do produto. Os cafeicultores que iniciarem a colheita antes, quando as lavouras ainda estão com muitos grãos verdes, poderão amargar perdas de até 20% na produção, alerta o presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo.

Nesse curto período que antecede ao início da colheita, os produtores devem se ocupar do planejamento das ações voltadas ao começo da safra. Segundo o coordenador do Programa Estadual de Cafeicultura, Romário Gava Ferrão, abril é o período em que os agricultores devem planejar a colheita.

Contratação de mão de obra, limpeza dos secadores, dos terreiros, armazéns e tulhas, aquisição de equipamentos de colheita, como luvas, peneiras, sacarias e lonas são algumas das providências que devem ser adotadas pelos cafeicultores nesse período, explica Ferrão.

Os cafeicultores devem se preocupar ainda com a limpeza das estradas e carreadores dentro do cafezal, para facilitar a movimentação de pessoas e máquinas. Em caso de secagem mecânica, explica Ferrão, devem providenciar também a madeira seca. A madeira verde não deve ser utilizada nos secadores porque compromete a qualidade do café.

A safra no Espírito Santo, maior produtor brasileiro de Conilon, está estimada em cerca de 7 milhões de sacas. O Estado responde por 72% da produção brasileira de Conilon. Se fosse um país, o Espírito Santo seria o terceiro maior produtor mundial: perderia somente para o Brasil e Vietnã. O exemplo demonstra a força da cafeicultura capixaba.

O café Conilon é cultivado em 64 municípios, em regiões quentes, com altitudes inferiores a 500 metros. Os maiores produtores são Vila Valério, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Nova Venécia, Pinheiros e São Gabriel da Palha. A produção de cada um desses municípios é superior a 400 mil sacas por ano.

Na cafeicultura estadual, aproximadamente 70% das lavouras são de Conilon e 30% de Arábica. A atividade ocupa área de cerca de 500 mil hectares, distribuída por 60 mil propriedades, que tem produção anual superior a 10 milhões de sacas (somando o conilon e o arábica).

A cafeicultura é a principal atividade econômica em 80% dos municípios e representa 43% do PIB agrícola do Estado. Toda cadeia que envolve o café gera, aproximadamente, 400 mil postos de trabalho por ano. Só o setor de produção envolve 133 mil famílias.

A produção que gera esse grande negócio é obtida prioritariamente por produtores de base familiar, com tamanho médio das lavouras em torno de 4,8 hectares para o café Arábica e 9,4 hectares para o café Conilon.
Fonte: Jornal A Gazeta

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Qual padrão de uniformidade dos grãos para nova safra?

Em janeiro de 2010 foram publicados alguns artigos sobre o cenário de desolação das lavouras de café em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.

Alguns cafeicultores afirmaram naquela época que o excesso de chuva comprometeu a formação dos brotos florais dos cafezais, resultando em floradas irregulares, o que seria responsável pela redução da safra 2010/11.

Os produtores de café apontaram ainda que devido aos diferentes tamanhos de grãos e flores numa única planta, ocorreu um abortamento dos grãos pequenos ou chumbinhos, a medida que ocorreu enchimento dos outros grãos.

A análise mensal de café arábica, divulgada pelo Cepea em 08 de abril, informa que a produção brasileira de café arábica da safra 2010/11 está se uniformizando, em termos de padrão do grão. De modo geral, o calibre dos grãos tem se igualado na maioria das regiões e, com o grau de maturação avançado, alguns lotes poderão ser colhidos um pouco antes do previsto.

Agentes colaboradores do Cepea estavam preocupados quanto à qualidade da temporada, uma vez que o prolongamento do período de floradas poderia resultar em produção com granação e maturação desuniformes. O receio era de que, durante a colheita, existissem grãos verdes e maduros no mesmo galho. Como a colheita do café dificilmente é seletiva, os lotes poderiam registrar um percentual maior de catação. Em algumas regiões, como o Sul de Minas Gerais, bem como Mogiana Paulista e Noroeste do Paraná, o tamanho dos grãos está mais uniforme, diminuindo a preocupação quanto à qualidade da safra 2010/11.
Fonte: Sincafé