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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Franquias de Cafeterias avançam para fora dos shoppings

Na busca por espaços com um grande fluxo de pessoas, as franquias passam a diversificar o grupo de atuação e deixam de estar presentes apenas em shoppings e lojas de rua, pois começam a brigar por espaços em aeroportos, clubes de futebol e já disputam até mesmo os estádios onde devem acontecer os jogos da Copa do Mundo, que será no Brasil em 2014. Supermercados e hospitais são outro foco das empresas de alimentação, de olho no alto giro de consumidores nesses locais, dizem especialistas.

Um exemplo é o Shopping das Franquias, que hoje possui quatro marcas sob a sua direção, sendo que três são franquias de alimentação. A Tostare Café tem 25 lojas e prevê ter até 2013 cerca de 140 pontos. "Esta marca, depois de vencer uma licitação com a Infraero, irá começar a atuar em um aeroporto de São Paulo", segundo o proprietário da holding, Luis Renato Bischoff. Ele ainda complementa que a cafeteria já atua em um supermercado no Rio Grande do Sul, da rede Zaffari.

A outra marca que pertence ao Shopping das Franquias é a Camarão na Rede, com duas lojas e que espera ter 90 pontos-de-venda até 2013. A outra bandeira é a franquia especializada em comida japonesa Click Sushi, com 90 pontos e meta de atingir até 2013 cerca de 200 unidades. Segundo o porta-voz do Shopping das Franquias, todas as lojas a serem abertas tendem a estar estrategicamente distribuídas. "Todas as aberturas estão focadas nos estados que irão sediar a Copa e nas principais capitais do Brasil. O crescimento será com recursos próprio", explicou.

Ano passado o Shopping faturou R$ 9 milhões e este ano deve crescer 30%. Conforme Bischoff, a expansão deve acontecer por meio de recursos próprios e a captura de novos franqueados está na nova metodologia de pagamentos. "Hoje quem já está em qualquer lugar do País com uma marca nossa poderá abrir mais um ponto e parcelar em 36 vezes por meio de boleto. É um acordo de confiança entre nós e o nosso parceiro", enfatizou.

Seguindo a maré

Outra do ramo de franchising é a Platinan Franquias que tem sob seu guarda-chuva a rede Vanilla Café (cafeteria) e a Bon Grillê (franquia de alimentação). Ela também possui planos para investir nos eventos mundiais que começarão no País em 2014. Um dos planos da rede é investir em um treinamento diferenciado para os funcionários, como a contratação de profissionais bilíngues. Os cardápios serão disponibilizados em inglês e espanhol para facilitar o treinamento, explica o superintendente de Marketing e Novos Negócios da holding, Sérgio Freire.

O executivo diz que o plano é tudo estar pronto até dois anos antes da Copa do Mundo, no caso da Vanilla Café. "O plano de expansão pretende chegar a 100 lojas em 2012", enfatizou o porta-voz. No ano passado, o faturamento da rede foi de R$ 25 milhões. Para 2010 a meta é crescer 20%. A cafeteria está presente em cinco estados brasileiros, e atua hoje em dia com 25 pontos-de-venda no mercado interno. O plano de expansão do Vanilla Caffè prevê a abertura de mais 8 lojas até o final de 2010. "Em breve, abriremos uma unidade Vanilla Caffè no novo Hospital Sabará, uma outra aposta inovadora", explicou o executivo.

Segundo o porta-voz a Platinan Franquias aposta forte no crescimento do portfólio de produtos e serviços voltados à alimentação fora do lar, e com o Bon Grillê a marca inovou sua atuação ao inaugurar este segundo semestre uma loja fora de um centro de compras, no saguão principal do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, localizado na zona sul de São Paulo. Com 50 unidades no País e 15 anos no mercado de fast-food em praças de alimentação, o Bon Grillê investiu R$ 500 mil no reposicionamento da marca. No ano anterior faturou R$ 42 milhões e em 2010 deve obter um crescimento de 19%.

Mercado

Segundo pesquisa realizada pela empresa de consultoria Ernst & Young, feita em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a Copa do Mundo de 2014 poderá gerar um total de R$ 142 bilhões adicionais para o Brasil, nos próximos anos. A estimativa é que sejam gerados 3,63 milhões de empregos, aumentando a renda da população em R$ 63,48 bilhões, até 2014. Para o mercado varejista, as notícias são positivas e o consumo será crescente até o mundial. Porém, é necessário que os comerciantes se alinhem quanto a essa demanda e, principalmente, se atualizem em questões de capacitação, tecnologia e automação bancária.

Redes de restaurantes e de cafeterias começam a buscar a abertura de unidades em aeroportos, estádios e hospitais. A meta é ter espaços em cidades que sediarão a Copa de 2014, diz o proprietário da empresa Shopping das Franquias, Luis Renato Bischoff, que detém quatro marcas na área de fast-food. "Todas as nossas aberturas serão focadas nos estados que irão sediar a Copa, além das principais capitais do Brasil ", disse.

Uma das marcas é a Tostare Café, com 25 lojas e meta de até 2013 ter 140 pontos.
Fonte: Revista Cafeicultura

terça-feira, 27 de julho de 2010

Brasil diversifica e lidera agronegócio mundial

Líder mundial na exportação de açúcar, carnes bovina e de frango, café em grão e suco de laranja, o Brasil se consolida, a cada ano, como celeiro do mundo. Ao completar 150 anos, nesta quarta-feira (28), a história do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirma o slogan “Alimentando o Brasil, Produzindo para o Mundo”. O órgão é responsável pelo acompanhamento da demanda interna e envio de excedentes ao mercado externo. A política nacional de incentivo às exportações passou, nos últimos cinco anos, pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI).

O setor foi criado em 2005, com o propósito de fortalecer o relacionamento do comércio exterior agropecuário brasileiro. Para o titular, Célio Porto, a secretaria é a interface do Ministério da Agricultura com o mundo. “A SRI tornou-se a agenda internacional mais proativa, com missões frequentes, para negociação e abertura de mercado”, destaca.

Nos últimos dois anos, a secretaria comandou o processo de escolha da primeira equipe de adidos agrícolas que, desde junho, ocupa postos estratégicos na África do Sul, Argentina, Bélgica, China, Estados Unidos, Japão, Rússia e Suíça. Esses profissionais defendem os interesses do Brasil e identificam oportunidades de exportação dos produtos nacionais. “Os adidos agrícolas vão ajudar o governo brasileiro nas questões de abertura e manutenção de mercados, corrigindo e antecipando eventuais problemas”, explica Porto.

Diversificação – A receita dos embarques de produtos agropecuários brasileiros, em 2009, foi de US$ 64,7 bilhões e, mesmo com a crise que afetou a economia mundial até meados do ano passado, o agronegócio sustentou 42,5% das vendas externas do País. Em 1970, os embarques internacionais somavam US$ 2,3 bilhões e eram responsáveis por 70% da pauta exportadora, com foco praticamente no café em grão, açúcar, algodão e cacau. Só o café em grão somava um terço das exportações gerais do Brasil, enquanto o binômio café e açúcar totalizava 70% dos embarques agropecuários. A partir dos anos 80, a soja se destacou e o País ampliou e diversificou a oferta de produtos agrícolas.

O diretor de Promoção Internacional do Agronegócio, Eduardo Sampaio Marques, explica que o salto na atividade exportadora deve-se ao incremento da demanda mundial nos últimos 50 anos. “Houve crescimento de renda, população, expectativa de vida e, ainda, um forte processo de urbanização. Graças às características de clima, solo e abundância de água, desenvolvimento de tecnologia, empreendedorismo do produtor rural e políticas públicas, o País aumentou a participação no mercado externo em mais de mil por cento”, afirmou. Atualmente, 215 nações compram a produção agropecuária brasileira.

Principais produtos – O complexo soja é o principal item exportado no Brasil, sendo responsável por quase um terço da pauta. No último ano, foram 42,3 milhões de toneladas embarcadas, com receita de US$ 17,2 bilhões. O País é o segundo maior exportador mundial de soja em grão, atrás apenas dos EUA. Compram o produto brasileiro 46 países e, em 2009, as vendas totalizaram US$ 11,4 bilhões. A China, como importador individual de produtos agrícolas nacionais, é o principal destino. Com crescimento médio de 9% ao ano e inclusão de centenas de milhões de chineses no mercado de consumo, a nação asiática aumentou a demanda.

Outro destaque na balança comercial do agronegócio, as carnes são responsáveis por 18% das vendas internacionais do setor. O primeiro registro de embarque do produto foi na 1ª Guerra Mundial. De acordo com relatório do ministro dos Negócios da Agricultura, Indústria e Comércio da época, Ildefonso Simões Lopes, foi um impulso para as vendas externas do produto: “As carnes congeladas, artigo inteiramente novo e cujo preparo e exportação só se iniciaram em 1914, já se firmaram como um dos mais relevantes elementos de riqueza nacional. Devido à conflagração universal, houve uma profunda modificação no comércio exterior do Brasil”.

Dez anos – De 1999 a 2009, o agronegócio brasileiro apresentou resultados que privilegiam o desempenho do País no comércio internacional. A soja em grão, por exemplo, passou de US$ 1,5 bilhão para US$ 11,4 bilhões, as vendas de carne de frango saltaram de US$ 892 milhões para US$ 5,3 bilhões e a carne bovina, de um rendimento de US$ 815,2 milhões na última década, totalizou US$ 4,11 bilhões no ano passado.

Futuro das exportações – Estudo divulgado pelo Mapa, neste ano, aponta uma mudança expressiva do Brasil no mercado internacional em 2020. “A participação mundial das carnes bovina, suína e de frango passará dos 37,4% previstos para 2010, para 44,5% em dez anos”, afirma o coordenador de Planejamento Estratégico, José Gasques.

A relação entre as exportações brasileiras e o comércio mundial mostra que, em 2020, as vendas de carne bovina representarão 30,3% do mercado, contra os 25% atuais. A participação da carne suína passará de 12,4%, em 2009/2010, para 14,2%, em 2019/20. A carne de frango terá 48,1% das exportações mundiais. Atualmente, o percentual é 41,4%. Segundo Gasques, os resultados indicam que o Brasil continuará na liderança das exportações mundiais de carnes bovina e de frango.

Os embarques de etanol têm estimativa de crescimento de 222,9%, passando de 4,6 bilhões de litros, na safra 2008/2009, para 15,1 bilhões de litros, no período 2019/2020. Também devem apresentar expressivo aumento as exportações de algodão (91,6%), leite (84,3%), carne bovina (82,8%), milho (80,3%), carne de frango (71,5%) e óleo de soja (52,8 %).
Fonte: Revista Cafeicultura