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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

OIC: exportação mundial cai 4,3% em 12 meses

De acordo com dados preliminares divulgados, ontem (30), pela Organização Internacional do Café (OIC), as exportações mundiais para todos os destinos totalizaram 93.566.810 sacas de 60 kg no acumulado dos últimos 12 meses encerrado em outubro, registrando queda de 4,34% em relação às 97.809.125 sacas embarcadas no mesmo intervalo antecedente.

Entre os países que mais exportaram o produto, o Brasil, apresentando leve alta de 0,30% frente às remessas efetuadas de novembro de 2008 a outubro de 2009 (31.388.313 sacas), manteve-se na liderança dos embarques, registrando o envio de 31.482.928 sacas a todos os destinos.

Outubro

Foram embarcadas 7.849.712 sacas de 60 kg de café, em outubro de 2010, por todas as nações produtoras. Esse volume é 4,57% superior ao registrado no décimo mês de 2009, quando foram exportadas 7.506.704 sacas, mas 2,83% menor do que o montante apurado em setembro deste ano (8.078.468 sacas).

O país que mais exportou café, no mês passado, foi o Brasil, totalizando o envio de 3.404.380 sacas ao exterior, o que implicou alta de 20,51% em relação a outubro de 2009, quando o país embarcou 2.824.889 sacas, e de 3,83% frente às 3.278.691 sacas de setembro deste ano.
Fonte: P1 Agência de Notícias

Exportação mundial de café apresentou elevação de 4,5% em outubro

A exportação mundial de café apresentou elevação de 4,5% em outubro passado, em comparação com o mesmo mês de 2009. Foram embarcadas 7,85 milhões de sacas ante 7,51 milhões de sacas em 2009. A informação foi divulgada hoje pela Organização Internacional do Café (OIC). A exportação mundial nos últimos 12 meses do ano cafeeiro apresentou redução de cerca de 4,3%, para 93,6 milhões de sacas, em comparação com perto de 97,8 milhões de sacas no período anterior. Nos últimos 12 meses, encerrados em outubro de 2010, a exportação de café arábica totalizou 61,8 milhões de sacas, em comparação com volume praticamente inalterado no período anter ior. O embarque de robusta no período foi de 31,8 milhões de sacas, em comparação com 36 milhões de sacas.
Fonte: Revista Cafeicultura

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Setembro: Brasil lidera exportação mundial de arábica

De acordo com dados preliminares do informe estatístico mensal da Organização Internacional do Café (OIC), as exportações mundiais da variedade arábica totalizaram 4.917.339 sacas de 60 kg em setembro de 2010, o que representou uma elevação de 14,83% na comparação com as 4.282.148 sacas registradas no nono mês de 2009, e de 1,41% frente às 4.849.002 sacas de agosto deste ano.

Respondendo por 56,33% do total apurado, o Brasil permanece na liderança das exportações mundiais de café arábica, tendo registrado a remessa de 2.769.701 sacas ao exterior em setembro, ou 21,09% a mais do que o embarcado no mesmo mês de 2009 (2.287.398 sacas).
Fonte: Café Point

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

OIC mantém produção mundial em 133 mi/sacas em 2010/11

A Organização Internacional do Café (OIC) manteve inalterada a previsão de produção global de 133 milhões de sacas de 60 kg na safra 2010/11, em relação à projeção de setembro, conforme relatório divulgado ontem. No documento, a OIC observa, no entanto, que a safra 2010/11 pode ser prejudicada pelo "inesperado" clima adverso em algumas das principais regiões produtoras, "provocando preocupações com relação à oferta de curto prazo".

Conforme a OIC, fortes chuvas podem ter impacto negativo sobre a colheita no Vietnã, Índia, Colômbia, assim como na América Central. "A Colômbia está se movendo para o terceiro ano consecutivo de baixa produção", alerta a organização. Também é esperada uma safra menor em outros países exportadores, como Indonésia. Essa combinação de fatores pode reduzir o aumento da produção global em 2010/11, que deverá ser maior por causa do crescimento da safra brasileira, em virtude da bienalidade do café arábica. A produção mundial na safra 2009/10 está estimada em cerca de 120 milhões de sacas ante 128,4 milhões de sacas em 2008/09.

O consumo mundial de café está projetado em 129,1 milhões de sacas em 2009 em comparação com 130,6 milhões de sacas em 2008. O consumo médio global nos últimos 10 anos é de cerca de 119 milhões de sacas, indicando tendência positiva principalmente em países exportadores e algumas economias emergentes.

Conforme o relatório da OIC, a oferta limitada levou a uma redução substancial nos estoques de países produtores na safra 2010/11. O volume pode ter caído para nível historicamente baixo, de menos de 12 milhões de sacas. O estoque baixo e os atrasos na colheita em alguns países, por causa da chuvas, continuam a causar preocupações com relação ao abastecimento no curto prazo. Estima-se que o estoque de café verde em países importadores era de 19,2 milhões de sacas no fim de junho passado.

Segundo a OIC, os preços internacionais do café mantiveram-se firmes em outubro, mesmo com a queda geral provocada pela redução das cotações do arábica. O preço médio composto da OIC ficou em 161,56 cents de dólar por libra-peso, representando ligeiro recuo de 1,3% ante a média de 163,61 cents de setembro. No entanto, o preço composto diário bateu 172,57 cents no dia 29 de outubro, nível mais alto desde 9 de junho de 1997. De acordo com a OIC, o comportamento do mercado no mês passado foi caracterizado pelo aumento do preço do café robusta, que marcou recorde de dois anos, resultando em diminuição dos diferenciais com os grãos arábica.
Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

OIC mantém produção mundial de café em até 135 milhões de sacas

Montante representa um acréscimo significativo ante a produção na safra 2009/10

A produção mundial de café na safra 2010/11 deverá totalizar entre 133 milhões de sacas e 135 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com estimativa da Organização Mundial do Café (OIC), que manteve sua projeção anterior inalterada e afirmou ainda esperar que os preços permaneçam "relativamente altos" no curto e médio-prazo.

O montante representa um acréscimo significativo ante a produção na safra 2009/10, estimada em 119,1 milhões de sacas, em parte devido a produção maior no Brasil, principal produtor mundial. Estima-se que o Brasil produza 47,2 milhões de sacas em 2010/11, devido ao ciclo de bienalidade da cultura, que resulta em crescimento acentuado em uma no e queda expressiva no ano seguinte.

A OIC afirmou que os principais fatores determinantes para os preços do café no momento são: problemas climáticos, aumento no custo de produção (que poderá limitar a capacidade de alguns países de aumentar a produção) e a demanda mundial por produto.

- A combinação destes três fatores deverá sustentar a continuidade dos níveis relativamente altos dos preços no curto e médio-prazo - de acordo com a organização.
Fonte: Sincafé

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Minas confirma liderança mundial no complexo café

Exportações do grão mineiro atingem recorde. No ano receita é de US$ 2,2 bilhões

As exportações mineiras do complexo café (grão e solúvel), no período de janeiro a agosto, alcançaram receita recorde. O valor das vendas do grão mineiro para outros países, nos primeiros oito meses do ano, chegou a US$ 2,2 bilhões. Foi 26,3% superior ao registrado no mesmo período de 2009 e o maior desde 2001.

De acordo com Márcia Aparecida de Paiva Silva, assessora técnica da Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria da Agricultura de Minas Gerais, o grande sucesso das vendas externas nesse segmento é decorrente do crescimento das exportações do produto em grão, que representou cerca de 99,5% das exportações mineiras do complexo café, nos primeiros oito meses do ano. Ela observa que o fato de Minas ter a maior parte de sua produção, cerca de 99%, destinada ao café arábica contribui para a significativa exportação do grão frente ao café solúvel - fabricado a partir da variedade robusta. "Esses números fazem do estado o maior exportador mundial de café em grão, respondendo por 78,5% das exportações nacionais".

Os seis principais países de destino do café em grão mineiro em 2009 - Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Bélgica e Espanha - mantiveram as suas posições em 2010, com captação de 70,4% das exportações mineiras do produto no período de janeiro a agosto. Márcia Silva diz que houve alta nas compras para todos esses países, entre janeiro e agosto. No entanto, destaca-se o incremento das aquisições dos Estados Unidos - tradicional mercado consumidor de café - que foi de 35,2% e chegou a US$ 428,9 milhões.

Os preços em alta do café contribuíram para o crescimento da receita de exportação do grão. A assessora observa que, segundo informações da Organização Internacional de Café (OIC), apesar de uma produção maior em vários países, o aumento do valor pago indica alguma incerteza relacionada aos problemas de oferta no curto prazo. "É válido ressaltar que a melhor remuneração é direcionada ao grão de qualidade superior, considerado escasso no mercado internacional", assinala.

No mundo - O incremento da produção mundial é sinalizado em 11,2%, comparando-se as safras 2009/2010 e 2010/2011, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda). Para o período 2010/2011, a safra global é estimada em 139,7 milhões de sacas de 60 quilos, maior volume desde o início da década de 1960.
Fonte: Governo do Estado de MG

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Café: exportação mundial cresce em agosto, mas fica abaixo do total no ano cafeeiro anterior

A OIC (Organização Internacional do Café) divulgou hoje que a exportação mundial de café apresentou elevação de 3,8% em agosto deste ano, ante o mesmo período de 2009. Foram embarcadas 7,92 milhões de sacas de 60 quilos.

Com relação aos primeiros 11 meses do ano cafeeiro 2009/10, entre outubro de 2009 e agosto de 2010, as exportações apresentaram redução de cerca de 4,4%, para 86,34 milhões de sacas, contra 90,35 milhões de sacas do mesmo período do ano cafeeiro anterior.

Portanto, totalizado o ano cafeeiro 2009/2010, cerca de 60,44 milhões de sacas de café arábica foram exportadas, ante 63,13 milhões de sacas de 2009. As embarcações de robusta chegaram a 32,98 milhões de sacas, ante 35,31 milhões do ano anterior.
Fonte: Notícias Agrícolas

Café: Em baixa há cinco anos, estoque mundial cai para 1,99 milhão de sacas

Fenômenos como La Niña podem prejudicar ainda mais a oferta internacional e também a brasileira.

Com os problemas no abastecimento mundial, os produtores brasileiros esperam que a alta do café deste ano seja duradoura, e que os preços não voltem aos níveis dos últimos anos, desestimulantes. "O mercado vai ter que se acostumar com um novo patamar de preços", afirma Lúcio Araújo Dias, superintendente comercial da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé).

O motivo é a redução dos estoques mundiais da commodity. Em 2004, os estoques mundiais de café eram superiores a 5 milhões de sacas de 60 kg. Desde então, iniciaram uma trajetória gradual de queda, atingindo 3 milhões em 2009.Este ano,com a baixa oferta internacional ocorrida pelas quebras da Colômbia, a cifra desabou para 1,99 milhão de sacas em 16 de setembro.

O processo de recomposição desses estoques é lento, e é necessário no mínimo uma temporada para recuperar os níveis após uma quebra. No entanto, o próximo ano promete novas turbulências. No Brasil, será ano de baixa oferta, pela bienualidade dos cafezais - os pés de café, após um ano de alta colheita, tendem a ser menos produtivos, pelas características da planta.

E a safra brasileira ainda deve ser prejudicada pelo tempo seco previsto para os próximos meses, consequência do fenômeno La Niña. Com a falta de chuvas, as floradas devem ocorrer em menor quantidade, diminuindo a produção de grãos. "Haverá uma forte queda na produção de café na próxima safra. A seca está muito acentuada", prevê Armando Matielli, diretor-executivo da Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Café e Leite (Sincal). "No ano que vem, o preço vai disparar", aposta.

Cenário internacional

A baixa oferta no Brasil pode ser agravada ainda mais por uma temporada fraca nos demais países produtores. Na América Central, a temporada de furacões pode abalar novamente a colheita, como ocorreu este ano, em que a produção foi afetada pela tempestade tropical Agatha. Na Colômbia, o clima deve influenciar negativamente a produção pela terceira vez seguida: lá o efeito do LaNiña é o oposto do que ocorre no Brasil, causando maior incidência de chuvas.

De acordo com Gil Barabach, o quadro de altos preços não vai se inverter. "No cenário mais otimista, no caso de termos uma colheita internacional boa, os preços podem afrouxar um pouco", afirma. "Mas se o pior cenário se confirmar, os preços podem ter outra disparada. Vai ser assim até que haja tempo de recompor os estoques".

Para o analista, o mercado não corre o risco de sofrer uma bolha especulativa. "Sempre há um componente de especulação em produtos negociados na bolsa, mas desta vez a alta é baseada em fundamentos de mercado."
Fonte: Brasil Econômico

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Clima seco reduz produção mundial de robusta

O tempo seco durante o período de granação do café robusta prejudicou o desenvolvimento dos grãos da variedade da safra 2010/11. No Brasil, apesar da safra atual de robusta ser maior em relação à anterior (2009/10), agentes consultados pelo Cepea comentam que o tamanho dos grãos do Espírito Santo está menor, reduzindo o rendimento em sacas - segundo a Conab, o estado capixaba deve produzir 7,33 milhões de sacas, 3,6% a menos que a safra anterior.

Nos outros países produtores de robusta, também há motivo para preocupação. Em Uganda, maior país produtor de robusta na África, a ocorrência de uma estiagem de cinco meses em 2009 fez com que a Autoridade de Desenvolvimento de Café da Uganda (UCDA) reduzisse as estimativas de embarques por três vezes. A estimativa inicial, de 3,4 milhões de sacas, foi reduzida para 3,1 milhões, depois para 2,9 e, agora, para 2,7 milhões de sacas.

Restam cerca de dois meses para o final da temporada 2009/10 no país africano. No Vietnã, maior produtor mundial da variedade robusta, notícias divulgadas em agosto mostram situação semelhante à do Brasil, com produtores vendendo pequenas quantidades. A colheita da variedade teria atrasado, e a lentidão nas negociações pode durar até outubro, quando se inicia a nova temporada.

Segundo a Organização Internacional do Café (OIC), o volume produzido pelo país vietnamita na safra 2010/11 deve ser igual ou inferior ao colhido na temporada 2009/10, estimado em 18 milhões de sacas.

Segundo meteorologistas locais, foram previstas chuvas significativas para o cinturão do café do Vietnã, mas não há relatos de eventuais perdas de produtividade. Apesar do possível benefício das chuvas - já que na safra atual, o clima seco prejudicou o desenvolvimento dos cafezais -, a preocupação seria com a possibilidade de queda dos grãos antes da maturação completa. Até a temporada 2011/12 brasileira já é vista com preocupação, visto que a ausência de chuvas dificulta a ocorrência e fixação das floradas.
Fonte: Campo Vivo

terça-feira, 27 de julho de 2010

Brasil diversifica e lidera agronegócio mundial

Líder mundial na exportação de açúcar, carnes bovina e de frango, café em grão e suco de laranja, o Brasil se consolida, a cada ano, como celeiro do mundo. Ao completar 150 anos, nesta quarta-feira (28), a história do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirma o slogan “Alimentando o Brasil, Produzindo para o Mundo”. O órgão é responsável pelo acompanhamento da demanda interna e envio de excedentes ao mercado externo. A política nacional de incentivo às exportações passou, nos últimos cinco anos, pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI).

O setor foi criado em 2005, com o propósito de fortalecer o relacionamento do comércio exterior agropecuário brasileiro. Para o titular, Célio Porto, a secretaria é a interface do Ministério da Agricultura com o mundo. “A SRI tornou-se a agenda internacional mais proativa, com missões frequentes, para negociação e abertura de mercado”, destaca.

Nos últimos dois anos, a secretaria comandou o processo de escolha da primeira equipe de adidos agrícolas que, desde junho, ocupa postos estratégicos na África do Sul, Argentina, Bélgica, China, Estados Unidos, Japão, Rússia e Suíça. Esses profissionais defendem os interesses do Brasil e identificam oportunidades de exportação dos produtos nacionais. “Os adidos agrícolas vão ajudar o governo brasileiro nas questões de abertura e manutenção de mercados, corrigindo e antecipando eventuais problemas”, explica Porto.

Diversificação – A receita dos embarques de produtos agropecuários brasileiros, em 2009, foi de US$ 64,7 bilhões e, mesmo com a crise que afetou a economia mundial até meados do ano passado, o agronegócio sustentou 42,5% das vendas externas do País. Em 1970, os embarques internacionais somavam US$ 2,3 bilhões e eram responsáveis por 70% da pauta exportadora, com foco praticamente no café em grão, açúcar, algodão e cacau. Só o café em grão somava um terço das exportações gerais do Brasil, enquanto o binômio café e açúcar totalizava 70% dos embarques agropecuários. A partir dos anos 80, a soja se destacou e o País ampliou e diversificou a oferta de produtos agrícolas.

O diretor de Promoção Internacional do Agronegócio, Eduardo Sampaio Marques, explica que o salto na atividade exportadora deve-se ao incremento da demanda mundial nos últimos 50 anos. “Houve crescimento de renda, população, expectativa de vida e, ainda, um forte processo de urbanização. Graças às características de clima, solo e abundância de água, desenvolvimento de tecnologia, empreendedorismo do produtor rural e políticas públicas, o País aumentou a participação no mercado externo em mais de mil por cento”, afirmou. Atualmente, 215 nações compram a produção agropecuária brasileira.

Principais produtos – O complexo soja é o principal item exportado no Brasil, sendo responsável por quase um terço da pauta. No último ano, foram 42,3 milhões de toneladas embarcadas, com receita de US$ 17,2 bilhões. O País é o segundo maior exportador mundial de soja em grão, atrás apenas dos EUA. Compram o produto brasileiro 46 países e, em 2009, as vendas totalizaram US$ 11,4 bilhões. A China, como importador individual de produtos agrícolas nacionais, é o principal destino. Com crescimento médio de 9% ao ano e inclusão de centenas de milhões de chineses no mercado de consumo, a nação asiática aumentou a demanda.

Outro destaque na balança comercial do agronegócio, as carnes são responsáveis por 18% das vendas internacionais do setor. O primeiro registro de embarque do produto foi na 1ª Guerra Mundial. De acordo com relatório do ministro dos Negócios da Agricultura, Indústria e Comércio da época, Ildefonso Simões Lopes, foi um impulso para as vendas externas do produto: “As carnes congeladas, artigo inteiramente novo e cujo preparo e exportação só se iniciaram em 1914, já se firmaram como um dos mais relevantes elementos de riqueza nacional. Devido à conflagração universal, houve uma profunda modificação no comércio exterior do Brasil”.

Dez anos – De 1999 a 2009, o agronegócio brasileiro apresentou resultados que privilegiam o desempenho do País no comércio internacional. A soja em grão, por exemplo, passou de US$ 1,5 bilhão para US$ 11,4 bilhões, as vendas de carne de frango saltaram de US$ 892 milhões para US$ 5,3 bilhões e a carne bovina, de um rendimento de US$ 815,2 milhões na última década, totalizou US$ 4,11 bilhões no ano passado.

Futuro das exportações – Estudo divulgado pelo Mapa, neste ano, aponta uma mudança expressiva do Brasil no mercado internacional em 2020. “A participação mundial das carnes bovina, suína e de frango passará dos 37,4% previstos para 2010, para 44,5% em dez anos”, afirma o coordenador de Planejamento Estratégico, José Gasques.

A relação entre as exportações brasileiras e o comércio mundial mostra que, em 2020, as vendas de carne bovina representarão 30,3% do mercado, contra os 25% atuais. A participação da carne suína passará de 12,4%, em 2009/2010, para 14,2%, em 2019/20. A carne de frango terá 48,1% das exportações mundiais. Atualmente, o percentual é 41,4%. Segundo Gasques, os resultados indicam que o Brasil continuará na liderança das exportações mundiais de carnes bovina e de frango.

Os embarques de etanol têm estimativa de crescimento de 222,9%, passando de 4,6 bilhões de litros, na safra 2008/2009, para 15,1 bilhões de litros, no período 2019/2020. Também devem apresentar expressivo aumento as exportações de algodão (91,6%), leite (84,3%), carne bovina (82,8%), milho (80,3%), carne de frango (71,5%) e óleo de soja (52,8 %).
Fonte: Revista Cafeicultura

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Café: OIC reduz produção mundial para 120,6 mil sacas na safra 2009/10

Nesta quinta-feira, a Organização Internacional de Café (OIC) informou que a produção mundial de café em 2009/10 deve alcançar 120,6 milhões de sacas de 60 quilos cada. A estimativa fica abaixo das 122 milhões de sacas previstas em abril e também representa um declínio de 5,9% na comparação anual.

A OIC ajustou o dado para baixo devido à ligeira melhora na produção da Colômbia, embora quedas substanciais tenham sido registradas em alguns países da África e da região entre América Central e México. A safra vietnamita também parece ter encolhido na temporada 2009/10, segundo a organização.

A demanda no ano calendário 2009 é projetada em 132 milhões de sacas e deve subir para 134 milhões de sacas, com base em estimativas preliminares, acrescentou a OIC.

A produção global de café deve crescer para 133 milhões a 135 milhões de sacas em 2010/11, já que o Brasil apresentará uma ampla safra do tipo arábica graças ao ciclo bienal. A produção colombiana também deve crescer após dois fracos anos consecutivos, enquanto a da Ásia pode exibir leve alta, especialmente no Vietnã e na Índia. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Campo News

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Brasil é responsável por 32% da produção mundial de café

A produção mundial de café em 2010 deverá ficar por volta de 124 milhões de sacas de 60 quilos, sendo que segundo estimativas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) o Brasil será responsável por 47 milhões (38%) deste total. Destes 47 milhões da produção nacional estamos somando os 35,3 milhões de sacas de café arábica e 11,7 milhões de sacas do tipo robusta, sendo assim, o café tipo arábica representa cerca de 75% da produção total do país.

O Brasil e a Exportação

O Brasil tem participação em 32% das exportações de café no mundo, sendo que dois terços do total de café produzido no Brasil é exportado.

No exterior o café brasileiro que atualmente tem a saca cotada por volta de R$ 280,00 possui valores bem superiores. Na Europa o Kg de café solúvel custa em média R$ 32,00 no varejo e no Brasil apenas R$ 8,00.

Setor cafeeiro precisa aproveitar atual situação do mercado internacional

“A cafeicultura brasileira precisa aproveitar as oportunidades colocadas diante da atual situação do mercado internacional”, afirmou na manhã desta quinta-feira (13) o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi. O ministro participa de uma reunião, em Brasília/DF, com representantes da cafeicultura, incluindo parlamentares, produtores, cooperativas, exportadores, associações, além de membros da indústria e de entidades, como o Conselho Nacional do Café (CNC) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Atualmente, explicou Rossi, o mundo está com baixos estoques do grão, com queda na safra dos principais países produtores e há boa inserção do café nacional usado em blends (resultado da composição de grãos de diferentes espécies) nas regiões do planeta onde a bebida é mais consumida.
Fonte: Notícias Agrícolas