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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Logística impede crescimento do agronegócio brasileiro, diz ex-ministro

Para Roberto Rodrigues, país precisa melhorar questão da infraestrutura. Potencial de crescimento é enorme, mas faltam acordos comerciais, diz.

O grande gargalo que impede o crescimento do agronegócio brasileiro é a logística, na opinião de Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-ministro da Agricultura . “A principal barreira é logística. O grande dilema do Brasil é logística, a falta de portos, estradas, ferrovias, armazéns.”

A declaração foi feita na quarta-feira (1º), durante evento de lançamento das feiras Induspec Animal Expo&Business e Agrinsumos Expo&Business, previstas para ocorrerem em julho do próximo ano.

Apesar deste entrave, Rodrigues garante que o cenário à frente é positivo. “Hoje, na área de logística, a gente tem um projeto, que é o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Se ele sair do papel, muda de figura completamente a questão da infraestrutura no Brasil. Mas é um tema lento demais”, admitiu.

Produção

Durante palestra para lançamento dos eventos, Rodrigues destacou números que reforçam o potencial de crescimento do agronegócio brasileiro. “A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) imagina que, em dez anos, de hoje a 2020, a oferta mundial de alimentos tem que crescer 20% para atender à demanda dos países emergentes. Ela mesma reconhece a contribuição de cada região do planeta da seguinte maneira: Europa: 4%; Austrália: 7%; Estados Unidos e Canadá: de 10% a 15%; Rússia, Ucrânia, China, Índia: em torno de 25%; e o Brasil tem que ser 40%. (...) Não podemos perder esta oportunidade. É um desafio monumental só para alimentos.”

Segundo ele, nos últimos 20 anos, a área plantada com grãos no Brasil cresceu 26% e, no mesmo período, a produção de grãos cresceu 155%. “A produção cresceu seis vezes mais que a área plantada.”

Ainda com foco no potencial de crescimento da produção agropecuária no país, Rodrigues destacou que, dos 850 milhões de hectares que o Brasil tem, só 8,5% são cultivados, cerca de 70 milhões de hectares. “E pouco menos de 200 milhões de hectares de pasto. Nós não ocupamos hoje nem 30% da área com pastagem e agricultura. E ficam aí nos acusando de destruidores do meio-ambiente, de trabalho escravo.”

Ele destaca que o país tem hoje cerca de 96 milhões de hectares de pastagens que são aptos para a agricultura. “Só 96, mas é mais do que o setor tem hoje em dia plantados”, diz.

Na opinião do ex-ministro da Agricultura, esta enorme capacidade de crescer e atender à demanda mundial por alimentos e energia vinda da agricultura é parte do que impede o progresso da Rodada de Doha. “É isso aqui que bloqueia Doha. Vem um americano e vê isso, vem um australiano e vê isso, vem um alemão e vê isso... ‘temos que segurar esses caras, senão, eles vão comer a gente’. E vamos mesmo. Estamos ganhando mercados sem nenhum acordo comercial, estamos ganhando mercado pela pura eficiência competitiva do produtor rural brasileiro”, fala.

Empregos

Sobre a crítica de alguns setores da economia que dizem que o agronegócio emprega pouco e que matéria-prima tem baixo valor agregado no momento da exportação, Rodrigues usa dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para defender o setor. “Os dados oficiais do IBGE dizem que o agronegócio é o setor que mais emprega no país: 37% dos empregos diretos e indiretos vêm do agronegócio, portanto, mais de 1/3. Não é verdade que seja um setor que emprega pouco. Nós representamos 27% do PIB nacional. De modo que tem um peso social no nível de emprego e no nível econômico muito significativo. O saldo comercial do agronegócio é o dobro do saldo comercial do país”, defende.

“O agricultor, o pecuarista, quem produz o produto agrícola precisa de adubo, de semente, fertilizante, defensivo, de corretivo, de tratores, de colheitadeira, de arados, grades, carretas, caminhão, insumos que são produzidos pela indústria. O agronegócio é poderoso porque gera uma cadeia de empregos ampla”, argumenta.

Mas o ex-ministro da Agricultura reconhece que seria importante – e é interesse do setor – exportar itens com maior valor agregado, mas, o problema, neste caso, é a falta de acordos comerciais. “O Brasil exporta 1/3 do café verde do mundo e menos de 3% do café torrado e moído. A Alemanha e a Itália exportam 60% do café torrado e moído e não tem um pé de café. Não adianta a gente querer torrar e moer, porque se não tiver um acordo comercial com os distribuidores lá fora, você não exporta o seu produto. O café chega no porto e morre no porto”, diz. “Se não houver acordo comercial, que implica em ação de governo, e também do setor privado, não vai a lugar nenhum.”
Fonte: Fabíola Glenia Do G1, em São Paulo

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cecafé aponta crescimento de 19,7% nas exportações brasileiras

Dados são referentes ao mês de setembro, que também apresentou aumento de 48,7% na receita.

As exportações brasileiras de café no mês de setembro alcançaram um volume de 3.218.212 sacas, para uma receita de US$ 580.804 milhões. Os dados, divulgados hoje pelo Cecafé, apontam variação positiva (19,7%) na quantidade do produto embarcado no mesmo mês em 2009 (2.688.160), com crescimento de 48,7% na receita (em setembro de 2009 foi de US$ 390.706 milhões).

Para Guilherme Braga, diretor geral da entidade, a receita cambial mostra o bom momento dos preços internacionais do café.

Conforme o levantamento do Cecafé, no gráfico mensal de Participação por Qualidade, o arábica responde por 86% das vendas do país, enquanto o solúvel por 10%, e o robusta por 4% das exportações.

Nos acumulado dos últimos doze meses, o Brasil exportou 30.842.097 sacas, para uma receita de US$ 4.897.050 bilhões.

Em relação aos mercados compradores, a Europa surge com 54% de participação da importação do produto brasileiro no período janeiro a setembro, enquanto América do Norte responde por 22%, a Ásia por 17%, e a América do Sul por 5%.

Na avaliação por países, os Estados Unidos lidera, com a aquisição de 4.491.766 sacas entre janeiro e setembro, seguido pela Alemanha, com 4.415.335, e a Itália, com 1.856.366. No quarto lugar está o Japão, com 1.575.293 sacas.

Nos principais portos de embarque o resultado foi o seguinte: Santos , com 17.026.494 sacas no período janeiro/setembro (74,4% do total), seguido de Vitória, com 2.978.601 sacas (13%), e o Rio de Janeiro, com 2.187.336 sacas (9,6%).

terça-feira, 1 de junho de 2010

Indústria de torrefação tem forte peso no PIB agroindustrial, com previsão de crescer 10% neste ano

A indústria do café não para de crescer. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o consumo do produto aumentou 6,6% nos últimos sete anos. No Espírito Santo, esse índice foi ainda maior, de 10%. Segundo Egídio Malanquini, presidente do Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café do Espírito Santo (Sincafé), o papel da indústria capixaba é de fundamental importância na consolidação da imagem do café nos cenários nacional e internacional. São 35 indústrias e mais as pequenas empresas que trabalham artesanalmente, com exportações, principalmente, para Argentina, Alemanha, Eslovênia, Estados Unidos e países do Mediterrâneo.

"Somos o segundo maior produtor de café do Brasil (arábica e conilon) e o primeiro na produção de conilon, com 73% da produção nacional. Neste ano, devemos alcançar 3 milhões de sacas de arábica e 11 milhões de conilon, empregando cerca de 360 mil capixabas e faturamento em torno de R$ 100 milhões", diz Malanquini.

Uma das principais empresas no Estado é a Realcafé Solúvel do Brasil, do Grupo Tristão, que, inaugurada há 39 anos, em Viana, exporta 80% da produção para 40 países. "Podemos dizer que o Espírito Santo é um Estado que, literalmente, respira café. É a única região do mundo em que se produzem todas as variedades do grão e suas formas de industrialização. Cem por cento dos municípios capixabas produzem café, com a atividade representando cerca de 40% do PIB agrícola do Estado", diz Sérgio Tristão, presidente do grupo e da Realcafé. "O café também sofre, como os demais setores da economia, com a excessiva carga tributária e políticas equivocadas que muitas vezes impedem seu desenvolvimento."

A empresa sentiu em 2009 os efeitos da crise econômica mundial e apresentou ligeira retração no faturamento, que foi de R$ 112 milhões, dos quais 67% em exportações e 33% no mercado interno.

Malanquini, do Sincafé, comenta as dificuldades do momento. "Isso acontece porque a produção está acima da demanda. Acredito que os governos federal e estadual deveriam investir no aumento do consumo. Não podemos ser o maior produtor do mundo e não ser o maior consumidor. Hoje, consumimos 19 milhões de sacas por ano, enquanto os Estados Unidos consomem 23 milhões de sacas."

O excesso de produção, com a consequente queda de preços, que incentivou, na década de 1960, o início de outra atividade na indústria de alimentos capixaba - a indústria frigorífica. Uma das pioneiras no Estado é o Frisa Frigorífico Rio Doce, fundado em Colatina, em 1968, por Arthur Arpini Coutinho, presidente em final de mandato do Sindicato da Indústria do Frio no Estado do Espírito Santo (Sindifrio). Segundo ele, no setor há várias empresas pequenas. "Existem quatro empresas na área bovina e duas na área avícola de grande porte."

Além de Colatina, o Frisa tem unidades de abate em Nanuque (MG) e Teixeira de Freitas (BA), com capacidade de abate de 1.500 cabeças de gado por dia. "Exportamos para qualquer lugar do mundo onde o Brasil tenha acordo sanitário", diz Coutinho. A modernização da área industrial permite a criação de novos produtos, inclusive cortes especiais, adequados à tradição culinária, cultural e religiosa de cada país, como, por exemplo, o kosher.

O setor sentiu os reflexos da crise mundial. "O Frisa teve lucro próximo de R$ 400 milhões em 2009. Esperamos fechar um 2010 melhor. "O presidente do Sindifrio-ES critica a posição do governo federal de incentivar a centralização da atividade pecuária na região Centro-Oeste. "O Espírito Santo tem apenas 1% do rebanho bovino nacional. É preciso descentralizar o setor, dar mais incentivo ao seu desenvolvimento em outras áreas."

A avicultura capixaba tem uma participação pequena na produção nacional, diz Elder Marim, diretor-superintendente da Proteinorte Alimentos. "Hoje, temos apenas 1% dos 400 milhões de frangos alojados em nível nacional. "Segundo ele, a avicultura gera em torno de 25 mil empregos diretos e indiretos e o faturamento de cerca de R$ 500 milhões em 2009. Foram produzidas 9,6 mil toneladas por mês de carne de frango e a demanda é de 11,6 mil toneladas por mês. "Ainda não conseguimos suprir a demanda, mas registramos crescimento de 50% em nossa capacidade de abate nos dois últimos anos", diz Marim. Fundada em 1976, em Linhares, a Proteinorte ampliou em 2009 sua capacidade de abate de 25 mil para 80 mil aves por dia e planeja dobrar o número no curto prazo. Faturou R$ 52 milhões em 2009 e prevê R$ 80 milhões neste ano.

Outras duas companhias têm papel importante no setor de alimentos com origem no Espírito Santo. Uma é a Chocolates Garoto, que iniciou suas atividades em 1929 e a produção de chocolates em 1934, e foi comprada pela gigante Nestlé em 2002 por US$ 250 milhões. Dois anos depois, o Conselho Administrativo de Defesa Económica (Cade) determinou que a operação fosse desfeita, por entender que comprometia a concorrência no mercado de chocolates e, após idas e vindas, não há uma decisão final sobre o caso.

A Buaiz Alimentos, que faz parte de um grupo de 12 empresas, inaugurou em fevereiro uma nova fábrica de café. Adquiriu uma unidade moageira para o Moinho Vitória e criou uma nova empresa, a Distribuidora Vitória, com duas unidades, para agilizar a distribuição de produtos próprios e de outras marcas. Com a proximidade da Copa do Mundo, em junho, o consumo de bebidas (refrigerante, cerveja e água mineral) deve aumentar cerca de 15% em relação a igual período de 2009, superior à média nacional, que terá aumento de 5%, conforme dados da consultoria britânica Bernstein Research. Para Roberto Kautslky, presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral do Estado do Espírito Santo (Sindibebidas), "o período pré-eleitoral e o pós-crise influenciam o aumento do consumo".

Cerca de 320 das 400 empresas capixabas do setor de bebidas, são produtoras de cachaça. "Os preços variam de R$ 2 a R$ 40 a garrafa, o que faz com que o mercado movimente mais de R$ 30 milhões ao ano e seja responsável por 5 mil empregos diretos", afirma Paulo Roberto Soares, presidente da Associação Capixaba dos Produtores de Cachaça de Qualidade. O setor de água mineral é constituído de pequenas empresas. A produção capixaba é de cerca de 80 milhões de litros de água por ano, correspondendo a 2% da produção nacional, de 4,1 bilhões de litros.
Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Baixos estoques e crescimento da demanda podem elevar preços do café

Os preços do café devem aumentar este ano. Segundo especialistas, os estoques estão baixos aqui e no Exterior e a demanda vem crescendo. Entre os principais produtores, apenas o Brasil deve colher uma grande safra, conforme as previsões do governo.

2010 é um ano estratégico para a cafeicultura brasileira. De acordo com a Companhia Naconal de Abastecimento (Conab), o Brasil vai colher a maior safra dos últimos oito anos, 47 milhões de sacas. Ao mesmo tempo, a produção está caindo nos principais concorrentes, como Colômbia e América Central. Com isso, deve aumentar a procura pelo café do Brasil. E os produtores vão poder negociar a preços melhores, acima de R$ 300 a saca. Esta previsão é do diretor do Departamento de Café da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Luiz Hafers:

– Eu tenho até medo de um exagero nos preços. Há muito pouco café no mundo, pouquíssimo café no Brasil e, mesmo com uma safra grande este ano, a médio e curto prazo podemos imaginar que uma demanda maior de café.

No entanto, ele lembra que, para garantir bons preços, o governo tem alguns desafios.

– Nós precisaríamos de uma política de financiamento para que agente pudesse vender por opinião e não por precisão.

Estas medidas devem ser discutidas entre governo e lideranças do setor em reunião na próxima semana. O analista de mercado do café, Fernando Barros Jr., explica que o café brasileiro perdeu competitividade no Exterior por falta de políticas para o setor. Segundo ele, o produto é vendido no mercado internacional a preços abaixo do dos concorrentes há 13 anos. E o Brasil teria deixado de ganhar R$ 28 bilhões nesse período.

– O Brasil tem 50% do mercado mundial de café arábica e não consegue estabelecer um preço que dê uma renda boa para o produtor. Ocorre que não há política, não há gestão, não há planejamento para que o produtor tenha uma renda melhor.
Fonte: Revista Cafeicultura

Safra de café cresce mais de 19% em 2010

A safra de 2010 do café beneficiado no Brasil apresentou aumento de 19,2% com relação ao ano passado. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (6) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), são da segunda estimativa do produto. Esse número equivale a 47 milhões de sacas de 60 quilos, superior aos 39,5 milhões de 2009.

O resultado de 2010, se comparado ao ciclo positivo de 2008, cresce cerca de 2,85%. A área do grão em produção aumentou 32 mil hectares (1,5%), passando de 2,09 milhões para 2,12 milhões de hectares. Cerca de 91% do plantio está em produção e o restante dos cafezais, em formação.

O café tipo arábica, correspondente a 75,1% da produção total, está projetado em 35,3 milhões de sacas, contra 28,9 milhões de 2009, totalizando um crescimento de 22,3%. O tipo conilon ou robusta representa 24,9% da produção nacional, equivalendo a 11,7 milhões de sacas.

O estado de Minas Gerais detém 50,9% da produção nacional de café, sendo 98,9% do tipo arábica. Em segundo lugar vem o Espírito Santo, com 23,4% da colheita do país, com destaque para a produção do conilon.

Para o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, o atual momento internacional é estratégico para o Brasil. "Colher uma safra de ciclo alto num momento em que o mercado internacional se ressente da falta de bons cafés arábicas é uma oportunidade para ocupar maior espaço nos blends, ou seja, produtos que resultam da composição de diferentes tipos de café", opina.

Ainda segundo o ministro, o governo federal deve formular políticas adequadas para garantir que os produtores sejam bem remunerados com a comercialização da safra. "A ideia é que o mercado eleja o Brasil como o maior e mais confiável fornecedor de café de alta qualidade", frisa.

A pesquisa foi realizada entre 4 a 24 de abril, junto a instituições parceiras da Conab nos principais estados produtores, como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná e Rondônia. O resultado final pode ser acessado através do site do Ministério da Agricultura.
Fonte: Sincafé

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Safra record: Produção de café cresce 8% no Espírito Santo

A safra de café no Espírito Santo para 2010 já está estimada: 11.031 mil sacas. Mesmo com a seca de 100 dias que incidiu sobre o Estado este ano, o resultado apresenta safra record, com um crescimento geral de 8,1%, sendo 10,91% para o café arábica e 7,13% para o café Conilon.

O levantamento foi realizado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado a secretaria de Estado da Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (Seag) e divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta quinta-feira (06).

Com o resultado, o Espírito Santo consolida sua posição de segundo maior produtor de café do Brasil, sendo Minas Gerais o primeiro colocado. Além disso, o Estado apresentou uma das maiores produtividades média do Brasil: 23,45 sacas beneficiadas por hectare, ficando atrás apenas de Minas Gerais, que apresenta uma estimativa de 23,77 sacas por hectare, apenas 0,22 maior.

De acordo com o pesquisador do Incaper, Romário Gava Ferrão, o crescimento da produção no Espírito Santo poder ser atribuído à renovação do parque cafeeiro capixaba e à utilização adequada de tecnologias avançadas no manejo das lavouras.

“O uso de variedades clonais com alto potencial de produção, tecnologias de adubação, poda, irrigação, bom manejo de pragas e doenças, maior adensamento das lavouras, entre outras práticas, são os motivos do aumento da produção de café no Estado, mesmo com os três meses de seca enfrentados pelo Espírito Santo. Se não fosse a seca, com certeza teríamos cerca de 1 milhão de sacas a mais”, afirma Romário.

Segundo ele, o avanço da produção e produtividade na cafeicultura deve-se a um programa de pesquisa científica do Incaper, que este ano completando 25 anos. “São 25 anos de pesquisas, na tentativa de desenvolver técnicas que auxiliem os cafeicultores a produzir mais sem que seja preciso o aumento da área plantada, resultando em um aumento da rentabilidade para o produtor. O alcance de uma safra record, mesmo com as adversidades climáticas, é uma Vitória para todos nós”, completa Romário.

Colheita

No mês de maio o Espírito Santo passa por um dos principais momentos sazonais de sua economia: a época da colheita do café. A colheita do Conilon está marcada para o dia 14 de maio e a do arábica acontece a partir do dia 29 do mesmo mês, se estendendo até meados de agosto. Entretanto, devido ao forte calor, a colheita foi antecipada em alguns locais e alguns produtores já estão colhendo.

Neste período são empregados mais de 300 mil pessoas, fazendo do café o setor da economia capixaba de mais gera empregos no Estado. O período é também uma oportunidade de geração de renda, já que um trabalhador ganha em média R$ 40,00 por dia para auxiliar na colheita.

O montante financeiro movimentado no período chega a ser imensurável. Apenas a comercialização da produção gera aproximadamente R$ 2 bilhões. Entretanto, ainda há a rentabilidade gerada nos outros níveis da cadeia produtiva, como na vendas de sacarias, lonas de colheita, luvas, peneiras, máquinas de secagem e transporte.

Cafeicultura no Estado do Espírito Santo

O Espírito Santo ocupa menos de 0,5% do território Brasileiro. Nessa pequena área, está inserida uma das mais imponentes cafeiculturas do mundo, numa área aproximada de 500 mil hectares, que são responsáveis pela produção anual de 10,3 milhões de sacas, entre arábica e conilon, oriundas de 60 mil propriedades. Essa produção coloca o Espírito Santo como o segundo maior produtor do Brasil, com 25% da produção nacional. Quando tratado apenas do Conilon, o Estado ocupa o primeiro lugar, com 72 % da produção do Brasil. Se fosse um país, o Estado seria o terceiro maior produtor mundial de café, perderia pelo próprio Brasil e Vietnã.

O café está presente em todos os municípios capixabas, exceto Vitória, sendo ele o maior gerador de empregos no Estado. A cafeicultura é a principal atividade econômica em 80% dos municípios e representa, sozinho, 43% do PIB agrícola do Estado. Toda cadeia que envolve o café gera aproximadamente 400 mil postos de trabalhos por ano, e só no setor de produção é envolvido 133 mil famílias. A produção que gera esse grande negócio é obtida prioritariamente por produtores de base familiar, com tamanho médio das lavouras em torno de 4,8 hectares para o café arábica e 9,4 hectares para o café conilon.

Dentro da produção de café estadual, aproximadamente 70% é de conilon e 30% de arábica. O café Conilon é plantado em 64 municípios, em regiões quentes, com altitudes inferiores a 500 metros. Os maiores produtores são Vila Valério, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Nova Venécia, Pinheiros São Gabriel da Palha, cuja produção de cada município é superior a 400 mil sacas por ano.

A cafeicultura do Estado do Espírito Santo tem um planejamento com ações bem definidos até o ano 2025, contempladas pelo Novo Pedeag – temática café. Em síntese, esse plano estratégico, estabelece metas para o café Capixaba: dobrar a produtividade e produção estadual com a produção de 30% do café superior, sem aumento de áreas. Para alcance dessas metas, foram levantados problemas e definidas várias ações estratégicas, que estão sendo implementadas, a curto, médio e longo prazo. As ações prioritárias atuais são: programa de melhoria da qualidade do café conilon, programa Renovar Café Arábica, marketing internacional e nacional dos cafés do ES, desenvolvimento de novas variedades, melhor manejo de irrigação, associação de cafés com árvores, certificação e mercado.
Fonte: Revista Cafeicultura

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Exportações de 23 estados brasileiros cresceram em março

As exportações de 23 unidades da Federação tiveram crescimento no mês de março de 2010 com relação ao mesmo período do ano passado. Os dados estarão disponíveis, a partir de hoje (15/4), no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), www.mdic.gov.br.

Dentre os estados que apresentaram crescimento em suas vendas, o destaque foi o Maranhão, que exportou US$ 484,912 milhões no mês passado, contra US$ 122,638 milhões no mesmo período de 2008, apresentando um aumento de 295%. O Rio de Janeiro também registrou elevação, com crescimento de 175%. O estado embarcou US$ 1,807 bilhão, sendo que em março de 2009 os embarques foram de US$ 656,963 milhões.

A Região Sudeste vendeu ao mercado externo US$ 8,856 bilhões, com um participação de 56% na pauta exportadora. Os três estados que compõem a Região Sul tiveram embarques de US$ 2,803 bilhões (17%). As próximas regiões do ranking são Centro-Oeste – US$ 1,601 bilhão (10%); Nordeste – US$ 1,572 bilhão (10%) e, por fim, a Região Norte, com US$ 666,223 milhões (4%).

Municípios

Dos mais de 2 mil municípios que participam do comércio brasileiro, Angra dos Reis (RJ) foi o maior exportador em março de 2010, com embarques de US$ 1,760 bilhão. No ranking dos municípios que mais exportaram, em segundo e terceiro lugares apareceram, respectivamente, São Paulo (SP), com US$ 1,248 bilhão; e Macaé (RJ), com US$ 1,106 bilhão. O município de São José dos Campos (SP) ficou em quarto, com US$ 1,062 bilhão e em quinta colocação foi para Parauapebas (PA), com US$ 1,014 bilhão.
Fonte: Revista Cafeicultura

sexta-feira, 26 de março de 2010

Café: Consumo cresce em todas as classes sociais

Em sete anos, a penetração do café junto aos consumidores aumentou 6,6%: em 2003, 91% dos entrevistados, homens e mulheres acima dos 15 anos, declararam ter o café entre as bebidas habituais e ter consumido no dia anterior e no dia da pesquisa. Esse percentual saltou para 97% em 2009, mesmo índice registrado em 2008, o que mostra que os consumidores estão respondendo positivamente à melhor qualidade do café que vem sendo ofertado pelas indústrias. O consumo cresceu em todas as classes sociais, sobretudo na Classe C, na qual aumentou 14%.

Esses dados constam da nova pesquisa "Tendências do Consumo de Café - 2009", realizada no período de 10 a 20 de janeiro deste ano e que entrevistou, pessoalmente e nos domicílios, 1.703 pessoas, homens e mulheres de todas as classes sociais e acima dos 15 anos de idade. O estudo foi realizado pelo Instituto Ivani Rossi Consultoria em Pesquisa, em capitais e cidades das quatro regiões: Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Juiz de Fora e Sorocaba); Sul (Curitiba, Porto Alegre e Joinville), Norte/Nordeste (Belém, Recife, Salvador e Campina Grande), e Centro-Oeste (Goiânia e Brasília), além de quatro municípios rurais com menos de 10 mil habitantes cada.

Essa pesquisa é realizada anualmente pela ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café desde 2003, e tem como objetivo servir de guia para que os industriais interpretem os hábitos dos consumidores, suas percepções, a evolução do consumo doméstico e fora do lar e as tendências para os anos seguintes. Como exemplo, está o fato de as mulheres (54%) estarem consumindo mais café que os homens (46%), o que pode ser um indicador para as indústrias focarem novas ações estratégicas.

Principais Resultados
  • Água, café, refrigerantes, leite e suco natural continuam sendo as bebidas mais consumidas, respectivamente.
  • Continua baixa a rejeição e índice de abandono do café.
  • Na população, 18% declararam ter consumido mais café nos últimos 12 meses e 5% disseram que pretendem consumir ou iniciar o consumo deste produto nos próximos 12 meses.
  • Identifica-se também um aumento de consumo, em 7 anos, dos jovens de 15 a 26 anos.
  • O principal motivador de consumo de café continua sendo o hábito adquirido desde criança / tradição familiar "era todo dia, café com leite e pão com manteiga" (mulher de 34 anos).
  • Em função do surgimento nos últimos anos, de cafés de melhor qualidade, cresceu o número de cafeterias e o conceito de local agradável para se tomar café, assim como o preparo de 'espresso' pelos baristas. Esse fenômeno trouxe como conseqüência um aumento do consumo do café fora de casa: em 7 anos de acompanhamento, esse comportamento cresceu em 170%, com destaque para os consumidores de Classe C.
  • Atributos positivos são fortemente associados ao café: estimula, levanta, anima, estimula a concentração.
  • O conceito de qualidade, percebido espontaneamente, continua sendo pureza e aroma ao abrir a embalagem. Aspectos ligados a certificação de qualidade e procedência começam a ganhar importância. Há predisposição em pagar a mais por qualidade.
  • O conhecimento do conceito de café gourmet é baixo. Mas os consumidores já sabem distinguir, relativamente, o que é um bom café.
  • Há também um desconhecimento do que são cafés cultivados dentro do conceito de sustentabilidade, mas quando informados, metade se predispõe a pagar 5% a mais pelo cuidado com a natureza e o ser humano.
  • O café moído coado/filtrado ainda é o grande responsável pelo consumo (93% em casa e 96% fora do lar). No entanto, observa-se um crescimento significativo, em 7 anos, dos chamados cafés especiais, principalmente entre as classes A e B.
  • O café coado/filtrado e o expresso tendem a ser consumidos mais puros do que com leite, tanto em casa como fora de casa.
  • 16% compraram algum tipo de cafeteira ou máquina de café, mas predomina a compra de cafeteira elétrica tradicional.
  • 15% pretendem comprar nos próximos 12 meses uma cafeteira elétrica.
  • O uso do coador de pano caiu nas classes A e B, mas aumentou na classe C (de 70%, em 2004, para 82%, em 2009).
  • No ranking de importância, a marca habitual tem sua força no momento da compra. Alguns indicadores começam a merecer atenção: qualidade, informações no rótulo da embalagem, sabor, tipo do café e data de validade são observadas.

Fonte: ABIC

sexta-feira, 19 de março de 2010

ABIC comemora o crescimento do consumo per capita de café torrado, que alcançou 4,65 quilos por pessoa.


Xícaras recordes

A indústria brasileira de café comemorou em 2009 o crescimento do consumo per capita de café torrado, que alcançou 4,65 quilos por pessoa. A marca ficou bem próxima do recorde de 45 anos atrás, que foi de 4,72 quilos, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Se o brasileiro tomar cinco xícaras a mais - cerca de 71 gramas - ao longo de 2010, atingirá uma marca histórica. Os 4,65 quilos de 2009 equivalem a 78 litros da bebida. Na década de 90, a média do crescimento per capita de café torrado foi de 100 gramas, enquanto nos anos 2000 tem se mantido em 93 gramas.
Fonte: Revista Cafeicultura

quinta-feira, 11 de março de 2010

Espírito Santo liderou crescimento da indústria em janeiro

A produção da indústria nacional cresceu em 13 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de dezembro para janeiro. A alta foi liderada pelo Espírito Santo, onde o setor teve expansão de 5,6%, seguido por Ceará e Pernambuco, ambos com alta de 5,4%. Em todo o país, o crescimento foi de 1,1%.
Na comparação com janeiro de 2009, a alta foi ainda mais expressiva: a indústria capixaba teve expansão de 48,5%, na maior alta da série do IBGE, liderando com folga sobre os outros estados. Nessa comparação, o segundo maior crescimento foi visto no Amazonas, de 33,9%.

Sobre a expansão da indústria do Espírito Santo, o IBGE destacou em nota que o resultado "foi influenciado sobretudo pela baixa base de comparação, por conta dos efeitos da crise internacional. O crescimento atípico de 158,4% do setor extrativo, explicado principalmente pela recuperação no item minérios de ferro, influiu significativamente no resultado global".

Dezembro a janeiro
Entre os locais pesquisados, apenas o Amazonas não teve expansão na comparação com dezembro. No estado, a produção da indústria ficou estável.

As demais altas foram registradas no Paraná (4,0%), região Nordeste (3,7%), Rio Grande do Sul (3,2%), São Paulo (3,0%), Pará (3,0%), Bahia (2,5%), Goiás (2,2%), Minas Gerais (1,7%), Santa Catarina (1,1%) e Rio de Janeiro (0,3%).

Janeiro a janeiro
Em relação a janeiro de 2009, a atividade industrial cresceu em todas as áreas pesquisadas. Além do ES e do AM, tiveram destaque ainda os avanços vistos em Minas Gerais (28,8%), Bahia (23,6%), Rio Grande do Sul (20,9%), Goiás (19,8%) e Ceará (16,7%), que ficaram acima da média nacional, de 16,0%.

As demais altas foram vistas em São Paulo (15,6%), região Nordeste (11,5%), Rio de Janeiro (10,7%), Paraná (10,4%), Santa Catarina (7,9%), Pará (5,8%) e Pernambuco (1,2%).

A expansão, segundo o IBGE, reflete "a ampliação do ritmo produtivo e a baixa base de comparação, por conta das férias coletivas e das paralisações não programadas em vários setores em janeiro de 2009".
Fonte: Sincafé

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Indústria capixaba tem o terceiro maior crescimento do país, diz IBGE

A indústria do Espírito Santo registrou o terceiro melhor desempenho em outubro entre as 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com crescimento de 2,9% o Estado ficou atrás apenas do Paraná (8,7%) e Minas Gerais (3,0%).

Dez das regiões apresentaram crescimento nessa comparação, de outubro frente a setembro deste ano. O resultado positivo da indústria capixaba foi o quarto consecutivo na comparação mês a mês.

Já em relação a outubro do ano passado, o Espírito Santo liderou o crescimento, com 2,4%. De acordo com o IBGE o crescimento se deve ao desempenho positivo da indústria de transformação (16,7%), uma vez que o setor extrativo permanece apontando queda (-20,8%).

No primeiro segmento, onde três dos quatro ramos registraram avanço na produção, as principais influências vieram de alimentos e bebidas (47,8%) e metalurgia básica (14,9%). Por outro lado, minerais não metálicos foi a única atividade da indústria de transformação que mostrou taxa negativa (-14,0%).

No indicador acumulado para os dez primeiros meses do ano, as taxas negativas alcançaram todos os locais. Com quedas superiores aos -10,7% assinalados na média nacional, situam-se Espírito Santo (-21,1%), Minas Gerais (-17,6%), Amazonas (-11,9%), São Paulo (-11,6%) e Rio Grande do Sul (-10,9%).

Nesses locais, foram determinantes para o desempenho industrial fatores como a queda do dinamismo dos produtos tipicamente de exportação, particularmente as commodities (minérios de ferro e produtos siderúrgicos) e o forte ajuste na produção de automóveis e de máquinas e equipamentos.
Fonte: Sincafé

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Consumo nacional de café cresceu 8% até setembro

Contrariando as expectativas das indústrias, que estimavam um tímido crescimento de, no máximo, 3% em 2009, o consumo nacional de café segue firme este ano. De janeiro a setembro, as vendas internas de torrado e moído subiram 8% sobre o mesmo período de 2008. "Acreditamos que o fechamento do ano será surpreendente", afirmou Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café).

No ano passado, o consumo total fechou em 17,2 milhões de sacas de 60 quilos. Para este ano, a expectativa é de que os volumes vendidos atinjam até 18,5 milhões de sacas. O levantamento da Abic foi realizado junto a 60 empresas torrefadoras do país, de pequeno a grande porte.

Com a crise financeira que atingiu diversos setores de economia, as torrefadoras revisaram para baixo suas projeções para o encerramento do ano. No café, não foi diferente. "Ficamos surpresos com o resultado [crescimento]", disse Herszkowicz.

De acordo com o diretor da Abic, os volumes vendidos fora do lar continuam aquecidos, mas as vendas do varejo também ajudaram a fazer a diferença.

A Abic começou a mapear a produção de cafés especiais no país, em 18 regiões mais tradicionais. A primeira edição do guia Abic de Cafés de Qualidade do Brasil será lançado oficialmente durante a semana do 17º Encafé (Encontro Nacional da Indústria do Café), que ocorre entre os dias 18 e 22 de novembro, na Bahia. Durante esta semana será discutida também a expansão dos grãos certificados.
Fonte: Faes (Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo)

Consumo nacional de café cresceu 8% até setembro

Contrariando as expectativas das indústrias, que estimavam um tímido crescimento de, no máximo, 3% em 2009, o consumo nacional de café segue firme este ano. De janeiro a setembro, as vendas internas de torrado e moído subiram 8% sobre o mesmo período de 2008. "Acreditamos que o fechamento do ano será surpreendente", afirmou Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café).

No ano passado, o consumo total fechou em 17,2 milhões de sacas de 60 quilos. Para este ano, a expectativa é de que os volumes vendidos atinjam até 18,5 milhões de sacas. O levantamento da Abic foi realizado junto a 60 empresas torrefadoras do país, de pequeno a grande porte.

Com a crise financeira que atingiu diversos setores de economia, as torrefadoras revisaram para baixo suas projeções para o encerramento do ano. No café, não foi diferente. "Ficamos surpresos com o resultado [crescimento]", disse Herszkowicz.

De acordo com o diretor da Abic, os volumes vendidos fora do lar continuam aquecidos, mas as vendas do varejo também ajudaram a fazer a diferença.

A Abic começou a mapear a produção de cafés especiais no país, em 18 regiões mais tradicionais. A primeira edição do guia Abic de Cafés de Qualidade do Brasil será lançado oficialmente durante a semana do 17º Encafé (Encontro Nacional da Indústria do Café), que ocorre entre os dias 18 e 22 de novembro, na Bahia. Durante esta semana será discutida também a expansão dos grãos certificados.
Fonte: Faes (Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Consumo de cafés especiais no Espirito Santo cresce 25% em 2 anos

O paladar do capixaba está ficando cada vez mais apurado quando o assunto é café. Dados do Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café do Espírito Santo (Sincafé) apontam para um crescimento de 25% no consumo de cafés especiais nos últimos dois anos.

Atualmente, as indústrias capixabas produzem cerca de 1200 toneladas de café. Deste total, 3% correspondem a cafés especiais, o que equivale a 35 toneladas. O baixo índice revela um mercado com potencial para crescer, já que nos últimos anos o consumo deste tipo de café vem crescendo a taxas anuais de aproximadamente 15%.

"Há cinco anos o índice de vendas de cafés especiais era quase zero. Atualmente, com o crescimento do consumo de café em bares e restaurantes, surgiu um nicho que não existia no Espírito Santo. Criou-se o hábito de degustar um bom cafe, destaca o presidente do Sincafé, Egídio Malanquini.

Para incrementar a produção e divulgar a qualidade do produto capixaba, industriais, produtores e autoridades se reuniram neste segunda-feira, 19, por ocasião do lançamento do 1º Salão de Cafés Especiais do Espírito Santo.

O evento deu destaque à qualidade dos cafés especiais produzidos nas montanhas do Espírito Santo. "Queremos promover uma interação entre a indústria, os produtores e os consumidores. Vamos mostrar que a produção de café do Espírito Santo pode abastecer o mercado local, sendo um trabalho altamente remunerado, além de aumentar o potencial da indústria local", declarou Malanquini na ocasião.

A realização do 1º Salão de Cafés Especiais do Espírito Santo foi definida a partir de um encontro empresarial promovido pelo Sincafé, em agosto deste ano, em Pedra Azul. Todas as decisões deram origem a um documento chamado "Carta de Pedra Azul", que contém um Plano de Ação para melhorar a imagem do produto e intensificar o volume de informações a seu respeito que chega a população.
Fonte: Informações do jornal ESHoje / CaféPoint /café e Mercado