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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Indústria busca nova geração de agrotóxico menos agressivo

Em meio às crescentes discussões sobre sustentabilidade e à adoção de legislações ambientais cada vez mais rígidas, as principais indústrias de defensivos agrícolas - os popularmente conhecidos agrotóxicos - preparam uma nova geração de produtos que devem agradar a produtores rurais e, ao mesmo tempo, receber menos críticas de ambientalistas.

O objetivo dessas empresas é também o grande desafio do setor: o equilíbrio entre a proteção dos cultivos, o aumento da produtividade da lavoura e o menor impacto sobre o ambiente e as pessoas envolvidas no processo. Nesse contexto, os novos defensivos que já chegam ao mercado promovem avanços em três frentes: reduzem o volume de doses aplicadas, solucionam o problema da resistência e fazem combinações para proteção de lavouras contra duas pragas, usando apenas um produto.

Uma das maiores indústrias químicas do mundo, a multinacional alemã Basf lançou no ano passado um produto que consegue ser eficiente tanto contra fungos quanto insetos. De acordo com Oswaldo Marques, gerente de marketing para cultivos extensivos da empresa, em vez de o agricultor usar, por exemplo, 200 mililitros, sendo 100 para um inseticida e outros 100 para um fungicida, ele poderá concentrar o combate às duas pragas em 100 mililitros de um único produto. "Estamos retirando do mercado os mais antigos e substituindo por outros que combinem características e ações", informa Marques. "Além disso, seguimos com nossas pesquisas para o desenvolvimento de novas moléculas mais eficientes".

Já a suíça Syngenta aposta no desenvolvimento de novas formas de ação de seus produtos. A ideia é que os defensivos atuem sobre as pragas em locais diferentes dos quais agem atualmente - como no sistema muscular, respiratório e nervoso, entre outros -, combatendo problemas de resistência, como os já identificados nos EUA e Argentina no caso do glifosato. "A importância disso está no fato de que, em vez de elevar a dose para controlar uma praga, o produtor use, com outro produto, a mesma dose ou possivelmente um volume ainda menor e tenha um efeito melhor", afirma Fernando Gallina, diretor de pesquisa e desenvolvimento de proteção de cultivos da Syngenta para a América Latina.

Segundo Gallina, a estratégia da Syngenta para tornar seus produtos mais sustentáveis passa pelo manejo na resistência das pragas, mas também pela redução dos riscos para a saúde e o ambiente. Por isso, as pesquisas da Syngenta seguem também no tratamento de sementes - com objetivo de proteger a semente e usar menos defensivos posteriormente - e formulações mais adequadas, com a liberação controlada dos produtos.

As apostas das multinacionais, contudo, não preveem apenas o desenvolvimento de novos defensivos para a agricultura. No caso da americana Monsanto, os planos da empresa seguem a linha da biotecnologia, deixando um pouco para trás os investimentos em novos ingredientes ativos. "A escolha pela biotecnologia foi a nossa opção. A soja Roundup Ready foi nosso primeiro produto de biotecnologia e permitiu a redução de 50% em cinco anos no uso de defensivos das classes um e dois, que são os de maior toxicidade", diz Antônio Smith, diretor de negócios de proteção de cultivos da Monsanto.

Na avaliação de Smith, redução semelhante poderá ser observada também com o milho e o algodão resistentes a insetos. A Monsanto tem direcionado boa parte de seus investimentos para a inclusão de mais de uma característica de resistência a pragas na mesma semente. "Temos o compromisso de dobrar a produtividade das culturas em que atuamos até 2030 e reduzir a necessidade dos recursos naturais em um terço".

Outro foco de ação é a redução da toxicidade dos produtos que chegam ao mercado, aliada a uma redução do tamanho das doses aplicadas. A americana DuPont desenvolveu uma família defensivos que já é considerada uma das mais revolucionárias. A empresa chegou a um inseticida para soja em que a dose aplicada por hectare varia de dois a dez gramas, dependendo do inseto a ser combatido.

Além do baixo volume, o produto tem um grau de toxicidade de apenas 5 mil mg/quilo na unidade de medida de dose letal (DL50) - concentração de produto capaz de matar 50% dos animais em teste. Quanto maior o volume, menor o grau de toxicidade do produto, uma vez que é necessário um volume maior de produto para matar a mesma quantidade de animais. "Para chegar à molécula com essas características foram necessárias 2.500 outras moléculas. Também pesquisamos produtos para pastagem e um fungicida para legumes e hortaliças, em que a necessidade é de quatro gramas por hectare", diz Marcelo Okamura, diretor de marketing da DuPont.
Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Indústria do café calcula emissões de carbono

Proposta é agregar a compensação por meio de plantio de árvores e melhorias tecnológicas às vantagens do produto e demonstrar preocupação com boas práticas ambientais

A preocupação com as emissões de carbono chegou à cafeicultura. A indústria do cafezinho, que já era o carro-chefe da certificação, com vários selos que atestam qualidade e preocupação com os aspectos ambientais, procura agora sinalizar que é possível compensar emparte o impacto causado pela atividade no clima do planeta. Para isso, colocou no site da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) uma calculadora para contagem das emissões de dióxido de carbono (CO2) específica para as empresas do setor.

“A iniciativa, basicamente uma planilha, visa ampliar a oferta de produtos sustentáveis tanto no mercado interno como para exportação”, diz Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic. Ele ressalta que o uso dessa ferramenta não é obrigatório, mas ajuda a agregar valor ao produto pois, além de identificar o volume de gás emitido por ano, sugere estratégias de compensação das emissões.

No cálculo, são consideradas informações sobre gastos de energia elétrica, custos de combustíveis com transportes, viagens aéreas e volume de resíduos sólidos orgânicos que são responsáveis por grande parte das emissões de CO2. “Cada tipo de atividade tem emissões diferenciadas e nosso objetivo foi levantar essas informações de uma forma geral”, diz Claudia Bicudo, consultora da KeyAssociados, responsável pela ferramenta. “De posse desse cálculo geral, depois, cada empresa faz uma análise específica e mais detalhada de suas emissões para ter ideia do que é possível fazer para diminui-las.”

Formas de compensação
Para compensar os efeitos da indústria do café no clima, o sistema sugere algumas opções, como a substituição de tecnologias por outras mais modernas e menos poluentes, a troca de combustíveis fósseis por fontes renováveis ou a adoção de estratégias de redução na utilização de insumos e diminuição na geração de resíduos orgânicos. Segundo Claudia, outra forma de contribuir para diminuir os impactos no clima seria a adesão a projetos ambientais ou a reposição de árvores. São conhecidas, por exemplo, a neutralização de atividades poluentes em setores comerciais e até eventos artísticos com plantio de árvores compensatório. A Key estima que pelo menos 20 produtoras estão calculando suas emissões, algumas por curiosidade outras mais profissionalmente. “Abrimos a possibilidade, agora é por conta dos interessados”, diz Herszkowicz. Uma dessas empresas, a Café Braúna, de Ervália (MG), teve uma boa surpresa ao aderir à medição. “Nós tínhamos curiosidade para saber se o volume de carbono gerado pela nossa torrefação era compensado pelo plantio de árvores”, diz João Mattos, sócio diretor da Braúna. “O primeiro ensaio, realizado em julho, mostrou que estamos bastante equilibrados.”

Pelo menos uma empresa, a Café Bom Dia, de Varginha (MG), já fazia o inventário de suas emissões de forma mais detalhada. A empresa é uma das únicas no mundo a ter uma torrefação com a certificação Carbon Neutral, que atesta a neutralização de emissões de CO2 com o plantio de árvores e melhorias de processo. “Desde a adubação, a colheita, a redução no uso da água, as embalagens, a iluminação, a reutilização de resíduos, nós temos essa preocupação”, diz Sidney Marques de Paiva, presidente da Bom Dia, que tem11 certificações diferentes. “Eu não tenho dúvidas de que a preocupação com as mudanças climáticas será um diferencial tanto quanto a responsabilidade social e ambiental”, complementa.

TRÊS PERGUNTAS A...
...EDSON TERAMOTO
Para o engenheiro agrônomo Edson Teramoto, a preocupação ambiental é maior quando os produtores sentem as exigências do mercado de exportação. Essa preocupação está muito presente no setor alimentício, principalmente no caso do café.

O cálculo das emissões de carbono agrega à certificação na indústria do café?
Essa é uma tendência, e todas as normas que tratam do tema ambiental irão contemplar as emissões de carbono. Conhecer as fontes de emissão, conseguir quantificá-las e principalmente planejar as ações para mitigar essas emissões é um grande desafio para as empresas agrícolas e contribui para as certificações de caráter ambiental e social. Seria desejável que elas fossem consideradas em toda a cadeia produtiva, incluindo, por exemplo, a fabricação de adubos, transportes e processamento.

O público sabe o valor do produto certificado?
A certificação, que se refere às boas práticas agrícolas, sociais e ambientais, ainda é pouco percebida pelo consumidor nacional. Por enquanto a grande demanda por produtos vem da Europa, Estados Unidos e Japão. Isso significa que no Brasil os produtos que visam a certificação são aqueles voltados à exportação, como café, cacau, frutas, suco de laranja, açúcar, etanol e chá preto. Naqueles países,a certificação é valorizada e os consumidores procuram esses produtos.

O excesso de selos e de exigências pode confundir o consumidor?
Sim, isso acontece. O ideal seria que, ao bater o olho no selo, o consumidor prontamente identificasse a mensagem que existe por trás dele. Mas como atualmente existem vários tipos de selo, e até um mesmo produto pode ter vários deles, existe o risco que a confusão faça com que as mensagens se percam, e com isso o selo não cumprirá seu objetivo.

Abic desenvolve programa sustentável
A Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) desenvolve também o Programa Cafés Sustentáveis do Brasil (PCS), alinhado ao conceito de sustentabilidade. A ideia é oferecer café rastreado desde a planta até a xícara, garantido por programas de certificação, verificações nas propriedades e auditorias nas indústrias. Os grãos servem de matéria prima básica — no mínimo 60% da composição do blend — para a produção de cafés tipo superior ou gourmet.

Brasil tem 10% do cultivo certificado
O Brasil é hoje o segundo mercado consumidor de café do mundo, com 18,5 milhões de sacas. Na primeira posição do ranking ainda estão os Estados Unidos. Hoje, somos o maior produtor de café certificado, totalizando 80 mil hectares de plantação em 38 empresas. Dez por cento do café cultivado no país é certificado, sendo a maior parte exportada. Este ano, será atingida a marca de 1 milhão de sacas de café certificado.
Fonte: Brasil Econômico

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Encafé 2010: um novo tempo para o café no Brasil

O tema do evento neste ano foi "Um novo tempo para o café no Brasil"

Termina hoje em Natal (RN), o 18° Encafé, o grande encontro nacional das indústrias de café, realizado pela Abic. Em 2009, no 17º Encafé - Encontro Nacional das Indústrias do Café, na Bahia, a palestra motivacional esteve a cargo do alpinista Waldemar Niclevicz, 1º brasileiro a escalar o Everest e o K2, que mostrou, de forma emocionante, como as lições das grandes escaladas podem ajudar muito o setor empresarial. Para este 18º Encafé, que acontece de 12 a 16 de novembro no Centro de Convenções de Natal (RN), a lição virá do mar: a palestra será feita pelo navegador Vilfredo Schürmann, na segunda-feira (15/11), às 9 horas, no auditório Gov. Lavoisier Maia e é aberta aos congressistas e acompanhantes.

Vilfredo fez uma analogia entre os desafios enfrentados no mar com o mundo dos negócios, tendo a empresa como um veleiro e os colaboradores como tripulantes. O Capitão é formado em Economia, e foi proprietário de uma empresa de projetos industriais e consultor financeiro. Aos 35 anos de idade, trocou uma carreira bem-sucedida pelo prazer de desfrutar uma vida de aventuras, em seu próprio barco, junto com a família, navegando pelo mundo.

O evento, que teve como tema neste ano “Um novo tempo para o café no Brasil”, com início na sexta-feira (12), foi aberto por Nathan Herszkowicz, Diretor-Executivo da Abic (Associação Brasileira das Indústrias de Café) pronunciou depoimento em nome do Presidente da Associação, Almir Filho, que não pôde comparecer à cerimônia. Ele pontuou que a indústria tem vivido um grande paradoxo. "Há um grande aumento no consumo de café no Brasil, inovações em relação ao preparo do café, surgimento de novas casas de café e produtos novos de melhor qualidade e sustentáveis. Hoje a qualidade é o motor do crescimento do consumo," enfatizou.

Entretanto, Nathan comenta que a indústria tem sofrido com a baixa rentabilidade do negócio, impulsionada pela não valorização dos preços do café e alta nos custos de produção. "A pressão do varejo sobre a indústria pode ser outra explicação para a baixa rentabilidade".

Para enfrentar tais dificuldades, o caminho em direção da baixa qualidade acaba sendo a via para algumas empresas. Aí mora um grande problema: se há quem adquire esse café de baixa qualidade, com impurezas e grãos defeituosos, é por que há quem os produza e quem os comercialize.

O Diretor-Executivo acredita que a Abic e o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) devem impedir que esse tipo de ação contamine o agronegócio café.

A nova Instrução Normativa do Mapa (IN 16), que foi bastante discutida na 18ª edição do Encafé, é uma iniciativa muito importante que impedirá que esse tipo de produto seja comercializado.

Ainda segundo Nathan, o Encafé deve marcar a terceira onda da cafeicultura, com a melhora da qualidade do café do dia-a-dia do consumidor.

José Sette, Diretor-Executivo da Organização Internacional do Café (OIC), que também esteve presente na mesa de abertura, declarou que a Abic inspirou a OIC na promoção do consumo de café no mundo, e que o potencial de crescimento de consumo global é grande.
Fonte: Coffee Break

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Hora do café

Porque o café verde é a nova aposta da indústria da beleza

Apesar de genuinamente brasileiro, o café verde e seus consequentes benefícios para a beleza são sucesso de público na Europa. Tanto é que ele desbancou o tradicional chá verde do posto de antioxidante da vez. Motivos para tanto êxito não faltam. Para começar seu principal tributo é emagrecer.

O café verde é muito eficiente na perda de peso devido a sua grande concentração de cafeína, que faz com que se elevem os gastos energéticos. Mas vale sempre lembrar os resultados são mais satisfatórios quando associado a uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos.

Entretanto, você deve estar se perguntando o que, afinal, é o café verde. Na verdade, ele nada mais é que o grão de café comum que ainda não foi torrado.Por conta desta característica, ele é rico em cafestol e kahweol, substâncias que atuam no fígado e ajudam a induzir a ação da enzima GST encarregada da desintoxicação do organismo.

Outra vantagem em relação ao convencional é que o café verde possui de duas a três vezes mais polifenóis livres, que auxiliam na luta contra os radicais livres. Para quem não sabe, os radicais são responsáveis pelo envelhecimento das células. Ou seja, consequentemente, o café verde também tem função rejuvenescedora.

Ao contrário do que se pode supor, a cor do café verde é marrom e ele geralmente é apresentado ao consumidor misturado ao café torrado. Ele também pode ser encontrado nas fórmulas de óleos para o corpo e creme para o rosto. Quer mais benefícios? Combinado com outros ativos e combinados com tratamentos como ultrassom, corrente russa e drenagem linfática, seu extrato ainda é um importante aliado na lutra contra celulite.
Fonte: Terra

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vendas da indústria de café em agosto de 2010 aumentaram 0,80%

As vendas da indústria de café em agosto de 2010 aumentaram 0,80% em relação a julho deste ano, de acordo com a Sondagem Conjuntural da Indústria de Café – SCIC, pesquisa que a ABIC realiza desde junho de 2003. Quando comparado com o mesmo mês do ano anterior (ago/2009), houve aumento de 12,54%.

Uma comparação das médias móveis de 12 meses, de agosto de 2010 (12 meses terminados em ago/10), igual a 145,68 pontos, contra a média móvel de agosto de 2009, igual a 136,73 pontos, nota-se um desempenho elevado, com aumento de 6,5%.
Fonte: Revista Cafeicultura

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Maior encontro da Indústria Brasileira de Café recebe empresários capixabas

Encafé vai acontecer em Natal e reunirá participantes de todo o país

Empresários capixabas da indústria cafeeira vão se reunir com profissionais do agronegócio café de todo o país no 18º Encafé - Encontro Nacional das Indústrias de Café, que vai acontecer no período de 12 a 16 de novembro, em Natal, Rio Grande do Norte.

O principal tema do encontro vai ser a instrução Normativa Nº 16, assinada no dia 24 de maio pelo Ministro da Agricultura Wagner Rossi, que estabelece critérios rígidos para garantir a qualidade do café torrado em grão e do café torrado e moído.

A Norma Técnica, que define exigências de percentual máximo de impurezas, além de um padrão básico de sabor, aroma e fragrância do café entrará em vigor em fevereiro de 2011. "Esta é a oportunidade de esclarecermos todas as dúvidas que ainda restam sobre a norma técnica IN 16 e o que ela vai mudar no mercado de café", diz Egídio Malanquini, presidente do Sincafé (Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café do Estado do Espírito Santo), entidade que está organizando uma comitiva de empresários capixabas ao evento.

Egídio Malanquini explica que com a medida o consumidor brasileiro vai saborear um café mais puro e de maior qualidade. Ela determina que o café produzido no Brasil ou o importado tenha, no máximo, 1% de impurezas. Serão observados, ainda, o estado de conservação do produto, aparência, odor e informações de rotulagem, como nome de fabricante, lote, prazo de validade e país de origem, quando for o caso.

O Encafé, mais tradicional evento do setor, realizado pelo pela ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café, deve reunir cerca de 700 participantes, entre compradores, proprietários e executivos das principais empresas do setor cafeeiro do país. O evento conta ainda com palestras, workshops técnicos, discussões em grupo e exposição de máquinas, produtos e serviços voltados ao segmento.

O café no Espírito Santo

- O Estado é o 2º maior produtor de café do Brasil;
- É o 1º em produção de conilon, alcançando a marca de 73% da produção nacional;
- Entre os 20 municípios de maior produção do país, 11 são capixabas;
- Mesmo sendo um Estado com pequena área territorial e com a produção cafeeira de base familiar, emprega cerca de 330 mil pessoas.
- Exporta principalmente para a Argentina, Alemanha, Eslovênia, Estados Unidos e Países da Região do Mediterrâneo;
- Das 100 Maiores Indústrias de Café do País associadas à ABIC, cinco são empresas capixabas.
Fonte: Iá! Comunicação

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cultivo da variedade de café robusta beneficia indústria

Além de ser uma alternativa de produção agrícola para algumas regiões de São Paulo, o cultivo de café robusta no Estado vai beneficiar indústrias torrefadoras. O Estado é o maior consumidor de café do país, e a maioria das empresas tem unidades de torrefação instaladas em municípios paulistas. Além da redução com custos de frete, as indústrias deixariam de pagar Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

No ano passado, a indústria registrou a venda de 18,39 milhões de sacas em todo país, das quais 35% foram de café robusta. Como São Paulo concentra 40% da industrialização nacional o Estado é obrigado a "importar" a variedade do Rondônia, Bahia e Espírito Santo.

"Essa é uma oportunidade de negócios para a cafeicultura paulista, mas também uma redução de custos para a indústria", afirma Nathan Herszkowicz, diretor- executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).

Ele lembra que, além da indústria do café torrado usar robusta para compor o blend com o arábica, em São Paulo estão algumas das principais empresas de café solúvel, que têm no robusta sua principal matéria-prima. "A Nestlé está instalada em Araras, e a unidade é a maior indústria de solúvel do país", lembra.

Segundo Herszkowicz, as regiões para onde o robusta está se expandindo já produziram café no passado e têm uma infraestrutura preparada para a atividade. A produção, no entanto, era da variedade arábica, que acabou deixando de ser economicamente viável quando os custos para o combate do nematoide - parasita que se instala na raiz das plantas de onde se alimenta - subiram a patamares insustentáveis.
Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Indústria deve elevar preço do café em 25%

A indústria de café não quer absorver sozinha a recente valorização dos preços da commodity no mercado internacional e também no doméstico. As empresas já fazem cálculos para reajustar os preços do produto nas gôndolas dos supermercados, e o aumento poderá chegar aos consumidores já no início de julho - ou seja, em menos de dez dias.

A expectativa é de que o repasse médio das torrefadoras fique em torno de 25%, mas o tamanho e o prazo dos ajustes serão feitos de acordo com a estratégia comercial de cada indústria. A justificativa para o provável reajuste é que apenas a matéria-prima tem um peso próximo de 65% no valor do produto final.

E os preços do grão verde seguem em alta. Na semana passada, as cotações na bolsa de Nova York atingiram o maior patamar em 12 anos. Na sexta-feira, os contratos com entrega em setembro fecharam o dia cotados a US$ 1,689 por libra-peso (US$ 225,2 por saca), uma modesta valorização inferior a 0,5%, mas que eleva os ganhos em junho para 24,4% na bolsa americana. Em comparação ao mesmo período do ano passado, o atual patamar é 40,5% superior.

"Essa não é uma valorização que reflete apenas a volatilidade do mercado. Quando altas desse tipo ocorrem, elas duram poucos dias. A atual conjuntura do mercado mostra uma alta consistente dos preços da matéria-prima nas últimas três semanas e as indústrias não têm condição de absorver todo esse impacto", afirma Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic).

No mercado interno a situação não é diferente. Mesmo no início da safra e com perspectivas de um ano de grande oferta, os preços do café também acumulam ganhos. Na sexta-feira, a saca foi negociada a R$ 315,16, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O resultado de sexta-feira representou uma queda de 1% em comparação ao dia anterior, quando o indicador da entidade atingiu o nível mais alto desde junho de 2005. Ainda assim, os preços acumulam uma valorização de 11,3% em junho, de 15,7% em 2010 e de 27% nos últimos 12 meses.

Diante da alta nos preços tanto no mercado interno quanto no externo, as indústrias ainda esperam a retomada dos leilões dos estoques públicos. Segundo estimativas da Abic, existem mais de 2,5 milhões de sacas em posse do governo, que poderiam ser disponibilizadas para as indústrias e aliviar a oferta restrita.

"Ainda não há um desabastecimento de café no mercado, mas, apesar dos atuais preços, já existem alguns sinais que as empresas relatam de dificuldades em se comprar o produto", afirma Herszkowicz, ao lembrar que o produtor tende a segurar ainda mais a oferta quando existe uma perspectiva de alta nas cotações.
Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 1 de junho de 2010

Indústria de torrefação tem forte peso no PIB agroindustrial, com previsão de crescer 10% neste ano

A indústria do café não para de crescer. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o consumo do produto aumentou 6,6% nos últimos sete anos. No Espírito Santo, esse índice foi ainda maior, de 10%. Segundo Egídio Malanquini, presidente do Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café do Espírito Santo (Sincafé), o papel da indústria capixaba é de fundamental importância na consolidação da imagem do café nos cenários nacional e internacional. São 35 indústrias e mais as pequenas empresas que trabalham artesanalmente, com exportações, principalmente, para Argentina, Alemanha, Eslovênia, Estados Unidos e países do Mediterrâneo.

"Somos o segundo maior produtor de café do Brasil (arábica e conilon) e o primeiro na produção de conilon, com 73% da produção nacional. Neste ano, devemos alcançar 3 milhões de sacas de arábica e 11 milhões de conilon, empregando cerca de 360 mil capixabas e faturamento em torno de R$ 100 milhões", diz Malanquini.

Uma das principais empresas no Estado é a Realcafé Solúvel do Brasil, do Grupo Tristão, que, inaugurada há 39 anos, em Viana, exporta 80% da produção para 40 países. "Podemos dizer que o Espírito Santo é um Estado que, literalmente, respira café. É a única região do mundo em que se produzem todas as variedades do grão e suas formas de industrialização. Cem por cento dos municípios capixabas produzem café, com a atividade representando cerca de 40% do PIB agrícola do Estado", diz Sérgio Tristão, presidente do grupo e da Realcafé. "O café também sofre, como os demais setores da economia, com a excessiva carga tributária e políticas equivocadas que muitas vezes impedem seu desenvolvimento."

A empresa sentiu em 2009 os efeitos da crise econômica mundial e apresentou ligeira retração no faturamento, que foi de R$ 112 milhões, dos quais 67% em exportações e 33% no mercado interno.

Malanquini, do Sincafé, comenta as dificuldades do momento. "Isso acontece porque a produção está acima da demanda. Acredito que os governos federal e estadual deveriam investir no aumento do consumo. Não podemos ser o maior produtor do mundo e não ser o maior consumidor. Hoje, consumimos 19 milhões de sacas por ano, enquanto os Estados Unidos consomem 23 milhões de sacas."

O excesso de produção, com a consequente queda de preços, que incentivou, na década de 1960, o início de outra atividade na indústria de alimentos capixaba - a indústria frigorífica. Uma das pioneiras no Estado é o Frisa Frigorífico Rio Doce, fundado em Colatina, em 1968, por Arthur Arpini Coutinho, presidente em final de mandato do Sindicato da Indústria do Frio no Estado do Espírito Santo (Sindifrio). Segundo ele, no setor há várias empresas pequenas. "Existem quatro empresas na área bovina e duas na área avícola de grande porte."

Além de Colatina, o Frisa tem unidades de abate em Nanuque (MG) e Teixeira de Freitas (BA), com capacidade de abate de 1.500 cabeças de gado por dia. "Exportamos para qualquer lugar do mundo onde o Brasil tenha acordo sanitário", diz Coutinho. A modernização da área industrial permite a criação de novos produtos, inclusive cortes especiais, adequados à tradição culinária, cultural e religiosa de cada país, como, por exemplo, o kosher.

O setor sentiu os reflexos da crise mundial. "O Frisa teve lucro próximo de R$ 400 milhões em 2009. Esperamos fechar um 2010 melhor. "O presidente do Sindifrio-ES critica a posição do governo federal de incentivar a centralização da atividade pecuária na região Centro-Oeste. "O Espírito Santo tem apenas 1% do rebanho bovino nacional. É preciso descentralizar o setor, dar mais incentivo ao seu desenvolvimento em outras áreas."

A avicultura capixaba tem uma participação pequena na produção nacional, diz Elder Marim, diretor-superintendente da Proteinorte Alimentos. "Hoje, temos apenas 1% dos 400 milhões de frangos alojados em nível nacional. "Segundo ele, a avicultura gera em torno de 25 mil empregos diretos e indiretos e o faturamento de cerca de R$ 500 milhões em 2009. Foram produzidas 9,6 mil toneladas por mês de carne de frango e a demanda é de 11,6 mil toneladas por mês. "Ainda não conseguimos suprir a demanda, mas registramos crescimento de 50% em nossa capacidade de abate nos dois últimos anos", diz Marim. Fundada em 1976, em Linhares, a Proteinorte ampliou em 2009 sua capacidade de abate de 25 mil para 80 mil aves por dia e planeja dobrar o número no curto prazo. Faturou R$ 52 milhões em 2009 e prevê R$ 80 milhões neste ano.

Outras duas companhias têm papel importante no setor de alimentos com origem no Espírito Santo. Uma é a Chocolates Garoto, que iniciou suas atividades em 1929 e a produção de chocolates em 1934, e foi comprada pela gigante Nestlé em 2002 por US$ 250 milhões. Dois anos depois, o Conselho Administrativo de Defesa Económica (Cade) determinou que a operação fosse desfeita, por entender que comprometia a concorrência no mercado de chocolates e, após idas e vindas, não há uma decisão final sobre o caso.

A Buaiz Alimentos, que faz parte de um grupo de 12 empresas, inaugurou em fevereiro uma nova fábrica de café. Adquiriu uma unidade moageira para o Moinho Vitória e criou uma nova empresa, a Distribuidora Vitória, com duas unidades, para agilizar a distribuição de produtos próprios e de outras marcas. Com a proximidade da Copa do Mundo, em junho, o consumo de bebidas (refrigerante, cerveja e água mineral) deve aumentar cerca de 15% em relação a igual período de 2009, superior à média nacional, que terá aumento de 5%, conforme dados da consultoria britânica Bernstein Research. Para Roberto Kautslky, presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral do Estado do Espírito Santo (Sindibebidas), "o período pré-eleitoral e o pós-crise influenciam o aumento do consumo".

Cerca de 320 das 400 empresas capixabas do setor de bebidas, são produtoras de cachaça. "Os preços variam de R$ 2 a R$ 40 a garrafa, o que faz com que o mercado movimente mais de R$ 30 milhões ao ano e seja responsável por 5 mil empregos diretos", afirma Paulo Roberto Soares, presidente da Associação Capixaba dos Produtores de Cachaça de Qualidade. O setor de água mineral é constituído de pequenas empresas. A produção capixaba é de cerca de 80 milhões de litros de água por ano, correspondendo a 2% da produção nacional, de 4,1 bilhões de litros.
Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Indústria do café prevê que Brasil seja o maior consumidor de café do mundo em 2012

Primeiro produtor e segundo consumidor mundial de café, o Brasil tem em seu mercado interno um grande estímulo: a bebida é consumida diariamente por mais de 97% dos cidadãos acima dos 15 anos, segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Em 2009, foram industrializados 18,39 milhões de sacas de café, 4,15% a mais do que no ano anterior (17,65 milhões de sacas).

A previsão do setor para este ano é que o consumo interno cresça 5% e passe para 19,31 milhões de sacas.

O país está atrás apenas dos Estados Unidos, já que os americanos consomem entre 20 e 21 milhões de sacas/ano. Mas, o consumo interno brasileiro é o que mais cresce, com taxas médias de 4% a 5% ao ano. A meta nacional é chegar a 2012 com um consumo interno de 21 milhões de sacas, fazendo assim do Brasil o maior consumidor mundial, informa a Abic.

“Isso é resultado da melhoria da qualidade que vem sendo ofertada ao consumidor e das campanhas de esclarecimento dos benefícios do café para a saúde humana, feitas tanto junto aos consumidores quanto à classe médica e profissionais da saúde”, disse a Abic por meio de sua assessoria.

Nenhum outro país produz e exporta mais café que o Brasil e, como aponta a pesquisa da Abic, desde 2002 o país produz principalmente em grão torrado ou torrado e moído para vender aos Estados Unidos. Porém, novos mercados estão sendo abertos com a promoção comercial, como Japão, Coréia do Sul, Argentina, Chile e países do leste europeu. Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Bahia e Rondônia são os maiores produtores.

A produção de café tem como característica a bienalidade, ou seja, um ano de grande safra seguido de um ano de safra menor.

Em 2010, de acordo com a segunda estimativa divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em maio, o Brasil irá colher 47,04 milhões de sacas de 60 quilos.

Esse resultado representa um acréscimo de 19,2% (ou de 7,5 milhões de sacas) quando comparado à produção da safra 2009 (39,47 milhões de sacas). Isso porque 2010 é um ano de “bienalidade positiva”.

A pesquisa aponta que o consumo per capita em 2009 foi de 5,81 kg de café em grão cru ou 4,65 kg de café torrado: o brasileiro bebeu quase 78 litros de cafezinho em um ano, uma alta de 3% em relação a 2008. Os brasileiros estão consumindo mais xícaras e diversificando o uso da bebida durante o dia, como expressos, cappuccinos e outras combinações com leite. O consumo per capita brasileiro é próximo ao alemão, de 5,86 kg/habitantes ao ano, e já supera os índices da Itália e da França, que são grandes consumidores de café.

Em relação às principais mudanças no mercado de café, a Abic acredita que os consumidores estão em busca de praticidade e de produtos inovadores.

Vem crescendo muito o mercado de monodoses, que são as doses únicas, seja em sachê ou em cápsulas. Cafeterias também passam a oferecer ambientes que representam a continuidade dos lares dos consumidores. Para a entidade, o café está conquistando um público que também busca momentos prazerosos, como o preparo de expresso em casa ou no trabalho.
Fonte: JB Online

segunda-feira, 22 de março de 2010

Promessa de polêmica na indústria do café

O PQC (Programa de Qualidade do Café), criado pela ABIC e que será lançado amanhã, na Findes, promete causar muita polêmica, segundo quem entende do assunto. O fato é que os cafés passarão pelo programa de avaliação e serão classificados em três categorias: Tradicional, Superior e Gourmet. O que parece complicado, já que as opiniões podem variar mas o consumidor, em geral, tende a seguir o rótulo. Muito diferente - vale ressaltar - do selo de pureza: ou é puro ou não é.
Fonte: Coluna Sociedade - Jornal A Gazeta

sábado, 20 de março de 2010

Presença Vip

O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, é presença confirmada em eventos que o Sincafé vai promover mos próximos dias 22 e 23 na Findes.

Ele vai assinar o Termo de Cooperação para implementação do Programa de Qualidade do Café (PQC) nas indústrias do Espírito Santo.
Fonte: Coluna Paulo Otávio - Jornal A Tribuna

quinta-feira, 11 de março de 2010

Espírito Santo liderou crescimento da indústria em janeiro

A produção da indústria nacional cresceu em 13 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de dezembro para janeiro. A alta foi liderada pelo Espírito Santo, onde o setor teve expansão de 5,6%, seguido por Ceará e Pernambuco, ambos com alta de 5,4%. Em todo o país, o crescimento foi de 1,1%.
Na comparação com janeiro de 2009, a alta foi ainda mais expressiva: a indústria capixaba teve expansão de 48,5%, na maior alta da série do IBGE, liderando com folga sobre os outros estados. Nessa comparação, o segundo maior crescimento foi visto no Amazonas, de 33,9%.

Sobre a expansão da indústria do Espírito Santo, o IBGE destacou em nota que o resultado "foi influenciado sobretudo pela baixa base de comparação, por conta dos efeitos da crise internacional. O crescimento atípico de 158,4% do setor extrativo, explicado principalmente pela recuperação no item minérios de ferro, influiu significativamente no resultado global".

Dezembro a janeiro
Entre os locais pesquisados, apenas o Amazonas não teve expansão na comparação com dezembro. No estado, a produção da indústria ficou estável.

As demais altas foram registradas no Paraná (4,0%), região Nordeste (3,7%), Rio Grande do Sul (3,2%), São Paulo (3,0%), Pará (3,0%), Bahia (2,5%), Goiás (2,2%), Minas Gerais (1,7%), Santa Catarina (1,1%) e Rio de Janeiro (0,3%).

Janeiro a janeiro
Em relação a janeiro de 2009, a atividade industrial cresceu em todas as áreas pesquisadas. Além do ES e do AM, tiveram destaque ainda os avanços vistos em Minas Gerais (28,8%), Bahia (23,6%), Rio Grande do Sul (20,9%), Goiás (19,8%) e Ceará (16,7%), que ficaram acima da média nacional, de 16,0%.

As demais altas foram vistas em São Paulo (15,6%), região Nordeste (11,5%), Rio de Janeiro (10,7%), Paraná (10,4%), Santa Catarina (7,9%), Pará (5,8%) e Pernambuco (1,2%).

A expansão, segundo o IBGE, reflete "a ampliação do ritmo produtivo e a baixa base de comparação, por conta das férias coletivas e das paralisações não programadas em vários setores em janeiro de 2009".
Fonte: Sincafé

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Indústria capixaba tem o terceiro maior crescimento do país, diz IBGE

A indústria do Espírito Santo registrou o terceiro melhor desempenho em outubro entre as 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com crescimento de 2,9% o Estado ficou atrás apenas do Paraná (8,7%) e Minas Gerais (3,0%).

Dez das regiões apresentaram crescimento nessa comparação, de outubro frente a setembro deste ano. O resultado positivo da indústria capixaba foi o quarto consecutivo na comparação mês a mês.

Já em relação a outubro do ano passado, o Espírito Santo liderou o crescimento, com 2,4%. De acordo com o IBGE o crescimento se deve ao desempenho positivo da indústria de transformação (16,7%), uma vez que o setor extrativo permanece apontando queda (-20,8%).

No primeiro segmento, onde três dos quatro ramos registraram avanço na produção, as principais influências vieram de alimentos e bebidas (47,8%) e metalurgia básica (14,9%). Por outro lado, minerais não metálicos foi a única atividade da indústria de transformação que mostrou taxa negativa (-14,0%).

No indicador acumulado para os dez primeiros meses do ano, as taxas negativas alcançaram todos os locais. Com quedas superiores aos -10,7% assinalados na média nacional, situam-se Espírito Santo (-21,1%), Minas Gerais (-17,6%), Amazonas (-11,9%), São Paulo (-11,6%) e Rio Grande do Sul (-10,9%).

Nesses locais, foram determinantes para o desempenho industrial fatores como a queda do dinamismo dos produtos tipicamente de exportação, particularmente as commodities (minérios de ferro e produtos siderúrgicos) e o forte ajuste na produção de automóveis e de máquinas e equipamentos.
Fonte: Sincafé