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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Café: Mesmo em ano de maior oferta, sobra pouco para estoque

Apesar do aumento na produção mundial de café na temporada 2010/11 – devido, principalmente, à bienalidade positiva do arábica brasileiro –, há receio de escassez do grão em médio prazo. A perspectiva de agentes consultados pelo Cepea é de que a produção atual supra apenas a demanda desta safra, não sobrando muito para reabastecer os estoques. Quanto aos preços, o aumento no mercado internacional tem impulsionado as cotações no Brasil. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 334,46/saca de 60 kg na quarta-feira, 20, alta de 3,9% em sete dias.
Fonte: Cepea

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Governo vai vender 480 mil sacas de café do estoque oficial

O secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, afirmou hoje que o governo vai vender 480 mil sacas de café de safras antigas do estoque oficial. O café guardado nos estoques públicos é de 1987 a 1999 e é o que resta nas mãos do governo, sem contar o volume referente aos contratos de opção lançados no ano passado. Segundo ele, a intenção é a de desovar os estoques até janeiro do próximo ano.

O secretário enfatizou que as vendas, que devem ter como destino as indústrias interessadas em formar blends, devem ser realizadas de forma espaçada porque o governo não tem a intenção de reduzir os preços que estão no mercado. O dinheiro das vendas será revertido para o Funcafé.
Fonte: Revista Cafeicultura

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Café: Em baixa há cinco anos, estoque mundial cai para 1,99 milhão de sacas

Fenômenos como La Niña podem prejudicar ainda mais a oferta internacional e também a brasileira.

Com os problemas no abastecimento mundial, os produtores brasileiros esperam que a alta do café deste ano seja duradoura, e que os preços não voltem aos níveis dos últimos anos, desestimulantes. "O mercado vai ter que se acostumar com um novo patamar de preços", afirma Lúcio Araújo Dias, superintendente comercial da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé).

O motivo é a redução dos estoques mundiais da commodity. Em 2004, os estoques mundiais de café eram superiores a 5 milhões de sacas de 60 kg. Desde então, iniciaram uma trajetória gradual de queda, atingindo 3 milhões em 2009.Este ano,com a baixa oferta internacional ocorrida pelas quebras da Colômbia, a cifra desabou para 1,99 milhão de sacas em 16 de setembro.

O processo de recomposição desses estoques é lento, e é necessário no mínimo uma temporada para recuperar os níveis após uma quebra. No entanto, o próximo ano promete novas turbulências. No Brasil, será ano de baixa oferta, pela bienualidade dos cafezais - os pés de café, após um ano de alta colheita, tendem a ser menos produtivos, pelas características da planta.

E a safra brasileira ainda deve ser prejudicada pelo tempo seco previsto para os próximos meses, consequência do fenômeno La Niña. Com a falta de chuvas, as floradas devem ocorrer em menor quantidade, diminuindo a produção de grãos. "Haverá uma forte queda na produção de café na próxima safra. A seca está muito acentuada", prevê Armando Matielli, diretor-executivo da Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Café e Leite (Sincal). "No ano que vem, o preço vai disparar", aposta.

Cenário internacional

A baixa oferta no Brasil pode ser agravada ainda mais por uma temporada fraca nos demais países produtores. Na América Central, a temporada de furacões pode abalar novamente a colheita, como ocorreu este ano, em que a produção foi afetada pela tempestade tropical Agatha. Na Colômbia, o clima deve influenciar negativamente a produção pela terceira vez seguida: lá o efeito do LaNiña é o oposto do que ocorre no Brasil, causando maior incidência de chuvas.

De acordo com Gil Barabach, o quadro de altos preços não vai se inverter. "No cenário mais otimista, no caso de termos uma colheita internacional boa, os preços podem afrouxar um pouco", afirma. "Mas se o pior cenário se confirmar, os preços podem ter outra disparada. Vai ser assim até que haja tempo de recompor os estoques".

Para o analista, o mercado não corre o risco de sofrer uma bolha especulativa. "Sempre há um componente de especulação em produtos negociados na bolsa, mas desta vez a alta é baseada em fundamentos de mercado."
Fonte: Brasil Econômico

terça-feira, 8 de junho de 2010

Baixo estoque de café dá esperança aos produtores capixabas

A declaração do secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, de que os estoques de café estão caindo em todo o mundo, animou os produtores rurais capixabas. Os estoques brasileiros nunca estiveram tão baixos. O governo tem em mãos cerca de 1,7 milhão de sacas, referentes ao exercício dos contratos de opção, lançados no ano passado, e mais cerca de 400 mil sacas de grãos de safras velhas.

“A notícia é boa para os cafeicultores capixabas, porque como estamos num período de safra baixa os preços tendem a subir, pelo menos um pouco”, destaca o presidente da Comissão Técnica de Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), José Umbelino de Castro.

Bertone disse também que países concorrentes do Brasil enfrentam problemas na produção, principalmente de natureza climática. A Colômbia, por exemplo, perdeu a posição de segundo maior produtor mundial, para agora ficar atrás do Brasil, Vietnã e Indonésia.
Fonte: Iá! Comunicação

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Baixos estoques e crescimento da demanda podem elevar preços do café

Os preços do café devem aumentar este ano. Segundo especialistas, os estoques estão baixos aqui e no Exterior e a demanda vem crescendo. Entre os principais produtores, apenas o Brasil deve colher uma grande safra, conforme as previsões do governo.

2010 é um ano estratégico para a cafeicultura brasileira. De acordo com a Companhia Naconal de Abastecimento (Conab), o Brasil vai colher a maior safra dos últimos oito anos, 47 milhões de sacas. Ao mesmo tempo, a produção está caindo nos principais concorrentes, como Colômbia e América Central. Com isso, deve aumentar a procura pelo café do Brasil. E os produtores vão poder negociar a preços melhores, acima de R$ 300 a saca. Esta previsão é do diretor do Departamento de Café da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Luiz Hafers:

– Eu tenho até medo de um exagero nos preços. Há muito pouco café no mundo, pouquíssimo café no Brasil e, mesmo com uma safra grande este ano, a médio e curto prazo podemos imaginar que uma demanda maior de café.

No entanto, ele lembra que, para garantir bons preços, o governo tem alguns desafios.

– Nós precisaríamos de uma política de financiamento para que agente pudesse vender por opinião e não por precisão.

Estas medidas devem ser discutidas entre governo e lideranças do setor em reunião na próxima semana. O analista de mercado do café, Fernando Barros Jr., explica que o café brasileiro perdeu competitividade no Exterior por falta de políticas para o setor. Segundo ele, o produto é vendido no mercado internacional a preços abaixo do dos concorrentes há 13 anos. E o Brasil teria deixado de ganhar R$ 28 bilhões nesse período.

– O Brasil tem 50% do mercado mundial de café arábica e não consegue estabelecer um preço que dê uma renda boa para o produtor. Ocorre que não há política, não há gestão, não há planejamento para que o produtor tenha uma renda melhor.
Fonte: Revista Cafeicultura