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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Comissão aprova R$ 25 bi em subsídios a produtores

A Comissão de Agricultura da Câmara aprovou na quinta-feira um polêmico projeto de lei que transfere R$ 25 bilhões anuais em subsídios do Tesouro Nacional aos produtores rurais.

O texto do deputado federal Carlos Melles (DEM-MG), que ainda será submetido a outras duas comissões, prevê a concessão de um subsídio direto de R$ 500 por hectare de área cultivada ou explorada com atividades agropecuárias. A ajuda pode ser atualizada a cada dois anos até o limite de R$ 750. Pelo texto, o produtor continuará a receber outros subsídios - seguro rural, frete, escoamento da safra. Além disso, o governo poderá fixar subsídios adicionais a culturas ricas em proteínas. O dinheiro seria embolsado até 31 de março de cada ano, plena época de comercialização da safra de grãos.

Não é um troco, mas está mais do que na hora de subsidiar a agricultura. A sociedade está madura para entender isso. E vai ser uma conta aberta, não tem nada de esqueleto, diz o deputado Melles. Para ele, a geração de empregos e de renda no campo mais do que justificam os subsídios. Abrimos lá atrás para o Pronaf [apoio à agricultura familiar] e hoje temos R$ 16 bilhões de orçamento.

O relatório, assinado pelo deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS), estima que a medida beneficiará 50 milhões de hectares, área equivalente ao total hoje plantado com grãos, fibras e cereais no país. Quem receber o subsídio não poderá estar inadimplente com o Fisco ou bancos oficiais, além de ter que respeitar regras trabalhistas, ambientais, sanitárias, alimentares, de zoneamento agrícola e de bem-estar animal.

Os deputados defendem o benefício como forma de mitigar efeitos negativos climáticos, cambiais, de mercado e de crédito no país. E só seria suspenso se, e quando, os principais países produtores e exportadores de alimentos revogassem os subsídios diretos aos seus produtores. É uma forma de dizer às potências que também temos bala na agulha. Se eles tirarem subsídios lá, nós tiramos aqui, diz Carlos Melles. Ele estima em US$ 500 bilhões os subsídios agrícolas na Europa e EUA.

O projeto não especifica impactos negativos sobre os preços da terra ou a tendência de concentração desse ativo, além de evitar detalhes técnicos de rotação de culturas ou o modelo de pecuária. Dada à magnitude da subvenção, equivalente ao custo de produção da lavoura ou de exploração pecuária, ser dono de terra significará ser candidato a receber polpuda subvenção, critica o deputado Beto Faro (PT-PA), que redigiu um relatório derrotado e substituído na Comissão de Agricultura pela bancada ruralista.

Além disso, os opositores da medida apontam a dívida rural, estimada em R$ 100 bilhões, como o motivo da busca pelo subsídio. O mercado de terras experimentará imediata reação, elevando sobremaneira seu custo. Os agentes econômicos visualizarão, em sua posse, a possibilidade de ganhos imediatos e fáceis, diz Faro. Para ele, a falta de limites do projeto transforma os 300 milhões de hectares em candidatos potenciais ao subsídio. O projeto eleva demasiadamente as despesas públicas com o setor. Não assegura distribuição justa dos recursos públicos no âmbito das diversas categorias de produtores rurais. E, principalmente, poderá se transformar em fator de contrariedade da opinião pública com o setor agropecuário.
Fonte: Valor Econômico/ Mauro Zanatta

Produtores testarão desempenho de clones de arábica em um ano

Em pouco tempo, os cafeicultores poderão utilizar mudas clonadas de café arábica com resistência ao bicho-mineiro-do-cafeeiro (Leucoptera coffeella) e à ferrugem (Hemileia coffeicolla), boa qualidade de bebida e alta produtividade. Para alcançar esses resultados, há 12 anos são selecionados, por meio de propagação vegetativa, plantas matrizes com características de grande interesse agronômico e econômico.

A previsão é começar, no final de 2011, a distribuição de mudas clonadas aos produtores de cooperativas de Minas Gerais e de outras regiões produtoras. Nessa etapa serão avaliados a adaptação e o comportamento agronômico das plantas selecionadas. “Será uma boa opção para a região do Cerrado, que sofre com a ocorrência do bicho-mineiro”, relata o pesquisador Carlos Henrique Carvalho, da Embrapa Café, de Brasília (DF), e coordenador do estudo.

No decorrer de 2010 e 2011, os clones serão multiplicados para serem repassados aos produtores no final de 2011. “É necessário um ano e meio para desenvolver uma muda clonada”, explica Carvalho. Futuramente, a multiplicação do material poderá ser feita em biofábricas de iniciativa privada ou de cooperativas com o repasse da tecnologia desenvolvida pela Embrapa.

O pesquisador destaca que a técnica da clonagem permite que as novas plantas tenham as mesmas características das originais, enquanto na multiplicação por sementes isso não ocorre com tanta fidelidade, como é o caso das híbridas. O desenvolvimento de cultivares de café arábica envolve um longo processo. Normalmente, demora cerca de 30 anos para uma nova cultivar chegar ao campo. Esse tempo pode ser reduzido para aproximadamente 10 anos com a seleção de plantas matrizes de grande importância agronômica e produção de mudas clonadas.

Segundo Carvalho, a técnica de reprodução é considerada a mais adequada alternativa para a multiplicação de plantas híbridas (cruzadas geneticamente) em larga escala. Em caráter experimental, a propagação por embriogênese somática foi testada com sucesso para a multiplicação de híbridos em alguns países da América Central. Cultivares obtidas por esse processo apresentam comportamento semelhante ao das oriundas de sementes, não havendo limitação para usá-las.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), por demanda levantada pelo Polo de Excelência do Café (PEC/Café), é uma das instituições que apóiam financeiramente o projeto, além da Fundação de Apoio à Tecnologia Cafeeira (Procafé), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), e do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café.
Fonte: Revista Anuários reproduzida por Conselho Nacional do Café - CNC

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Excelência em café Conilon: Produtores de Vila Valério se reúnem nesta sexta (19)

Na oportunidade haverá o lançamento do Projeto 'Conilon Especial VIVA', que visa à melhoria da qualidade do café Conilon capixaba.

Com o uso das mais modernas tecnologias nas lavouras cafeeiras, os agricultores de Vila Valério transformaram o município no maior produtor de café Conilon do mundo. Para manter este desenvolvimento, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura (Seag), realiza nesta sexta-feira (19), juntamente com a Prefeitura local, o tradicional Encontro de Cafeicultores, que está em sua 14° edição. O evento será a partir das 12 horas, na Quadra Poliesportiva “Américo Villela”.

Para o encontro são esperados cerca de 250 agricultores familiares da região. Também estarão presentes diversas autoridades, como o secretário de Agricultura, Enio Bergoli, e o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo. Além da discussão dos temas 'manejo e a nutrição do café Conilon' e 'Mercado de Café', na oportunidade haverá o lançamento do Projeto 'Conilon Especial VIVA', que visa à melhoria da qualidade do café Conilon capixaba.

De acordo com o diretor-presidente do Incaper, Evair de Melo, Vila Valério alcançou o posto de primeiro lugar no ranking capixaba, brasileiro e mundial devido à utilização das mais modernas técnicas de manejo da cultura. "Se a média de produtividade estadual está em 26 sacas por hectare, alguns produtores de Vila Valério já alcançam 150 sacas. No município encontra-se o que há de melhor na produção de café Conilon mundial", afirma.


Para Evair de Melo, o avanço da cafeicultura na região deve-se em grande parte ao trabalho realizado pelo Incaper e a Secretaria Municipal de Agricultura junto aos produtores de Vila Valério. “Encontros como este são importantes para manter os cafeicultores atualizados sobre o que há de mais avançado no setor. Serão discutidos tópicos essenciais para a continuidade do trabalho que vem sendo realizado, sendo que nossa meta atual é a produção de cafés de qualidade superior”, completa.

O extensionista do Incaper, Joventino Vieira Souza, explica o caminho da excelência. “Para promover a melhoria na produtividade e na qualidade do café produzido em Vila Valério, os agricultores familiares da região perceberam a importância da utilização de mudas e de variedades de qualidade, como o Conilon 'Vitória', desenvolvido pelo Incaper. Além disso, foram aprimoradas as técnicas de cultivo, como a adubação por meio da análise de solo e o espaçamento adequado da plantação. Para aumentar a produtividade e reduzir o desperdício de água na irrigação, os produtores mudaram o canhão de água para novas formas de irrigar a lavoura como o microjétil, microaspersão e o gotejamento”, conta.

Conilon em Vila Valério

Na última safra, o município ultrapassou a marca de 640 mil sacas de café nas propriedades, que somam uma área de aproximadamente 21 mil hectares. Sendo que 90% dessas propriedades têm como base a agricultura familiar.

Somente o município representa cerca de 8% da produção total de café Conilon do Espírito Santo, que na mesma safra ficou em cerca de 7,6 milhões.

Segundo o extensionista do Incaper, Joventino Souza, a produtividade de café no município era baixa antes do uso de técnicas mais modernas no manejo da lavoura. “Após a implantação dos bons tratos culturais, a produtividade dos cafeicultores aumentou fortemente. Há 12 anos atrás, Vila Valério tinha uma média de produtividade de 9 sacas por hectare, e hoje a produtividade média da cidade alcança as 30 sacas de café por hectare”, completa o extensionista.

Programação:

12h00 – Inscrições e Credenciamento
12h30 – Abertura Oficial

13h30 – Palestra com o Engenheiro Agrônomo do Incaper e M.sc. Em solos e nutrição de plantas, José Antonio Lani, com o tema “Manejo e Nutrição do Café Conilon”
Moderador: João Luís Perini – Engenheiro Agrônomo do Incaper

14h30 – Palestra com o Engenheiro Agrônomo do Incaper, Pós-Graduado em Gestão Empresarial e Consultor Técnico, Adelino Thomazini, com o tema “Mercado de Café”.
Moderador: Arthur Fiorott – Especialista em Marketing de Cafés Especiais

15h30 – Café

16h00 – Lançamento do Projeto “Conilon Especial VIVA” com o Engenheiro Agrônomo, Pós-Graduado em Gestão Empresarial e Consultor Técnico, Adelino Thomazini.

17h00 – Agradecimentos e Encerramento Oficial
Fonte: Incaper

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Produtores classificam café para obter melhores preços

Os cafeicultores de Minas Gerais estão aprendendo a conhecer melhor as características do produto que cultivam nas propriedades do Estado. Cerca de 100 produtores da Zona da Mata já participaram do curso de "Noções de Classificação e Degustação de Café". Com o conhecimento adquirido, eles podem obter um melhor preço na hora de negociar o café no mercado. O curso é promovido pela Secretaria de Agricultura de Minas Gerais e Emater-MG, em parceria com o Centro de Excelência do Café das Matas de Minas.

"O mercado de café remunera o produtor de acordo com a qualidade física e sensorial (aroma e sabor) da bebida. Os agricultores familiares, que normalmente não possuem informações detalhadas sobre as características que influenciam no preço do café, ficam nas mãos do comprador, sem condições de negociar a venda do produto de acordo a sua qualidade. Com o conhecimento obtido no curso eles têm maior poder de barganha", explica o assessor da Secretaria de Agricultura de Minas, Bernardino Cangussu Guimarães.

Um exemplo vem do município de São João do Manhuaçu, na Zona da Mata, onde 12 produtores participaram recentemente do curso. Depois de dois dias de aula, o produtor José Roberto Lopes, conhecido com seu Zequinha, descobriu que o café que colheu pode ser vendido com preços bem mais remuneradores. Na hora da venda, ele normalmente comercializa o café como "bebida dura" (padrão inferior), com 30% de catação (grãos com defeito). Durante o curso, seu Zequinha percebeu que o seu café, na verdade, tem condições de ser comercializado como "bebida apenas mole" (padrão superior), com apenas 12% de catação (grãos com defeito). "Com esse padrão, é possível conseguir aproximadamente R$ 100 a mais por cada saca de café", diz o agricultor que produz de 100 a 150 sacas por safra.

Nos cursos de classificação e degustação, os produtores têm aulas teóricas, com informações sobre os cuidados antes e depois da colheita que influenciam na qualidade do café. Na parte prática, os produtores aprendem a classificar o café e a fazer os testes sensoriais. "Com o curso constatamos que nós, pequenos produtores, temos condições de produzir um café de qualidade. A gente quer aprender cada vez mais", conta seu Zequinha.

"Incentivamos os produtores que conseguem obter um café com bom padrão de qualidade a se unirem na hora de comercializar. Com um volume maior e um produto de boa qualidade, as chances de conseguir um preço melhor crescem bastante", explica a engenheira agrônoma da Emater de São João do Manhuaçu, Shelen de Souza.

A união entre produtores de café está nos planos do seu Zequinha, que pensa até em exportar o café. Para isso, ele já planeja formar um grupo de 10 produtores do município. "Organizando um grupo e produzindo um café de boa qualidade, esperamos conseguir vender até para o mercado internacional", afirma.

Certificação

Boa parte dos produtores que frequenta os cursos de classificação é cadastrada no Certifica Minas. Criado pela Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, o programa tem o objetivo de atestar a conformidade das propriedades cafeeiras com os requisitos do comercio mundial, ofertando um produto que atenda as novas exigências dos consumidores. O Certifica Minas foi o primeiro programa de certificação de café implantado por um governo estadual.

Cerca de 1200 propriedades de café de Minas Gerais já foram certificadas. Até o final de 2011, a meta é chegar a 1500 propriedades aprovadas pela certificadora internacional.
Fonte: Café Point

Melhora no clima

As boas condições climáticas nos principais países produtores fizeram com que os preços do café recuassem pelo segundo pregão consecutivo na bolsa de Nova York. Na quinta-feira, os contratos com vencimento café terminaram o dia cotados a US$ 2,095 por libra-peso, queda de 545 pontos na bolsa americana. Segundo analistas consultados pela Dow Jones, o clima no Brasil tem permitido o avanço da colheita e garantido boa oferta. Além disso, no Vietnã, as chuvas que atrasavam a colheita reduziram a intensidade, fato que também ajudou a pressionar o mercado. Além disso, a alta do dólar no mercado internacional também contribuiu para a queda nos preços de ontem. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq terminou o dia a R$ 361,63 por saca, queda de 0,94%.
Fonte: Valor Econômico

Clima favorável nos países produtores pressiona preços do café em NY

As boas condições climáticas nos principais países produtores fizeram com que os preços do café recuassem pelo segundo pregão consecutivo na bolsa de Nova York. Na quinta-feira, os contratos com vencimento café terminaram o dia cotados a US$ 2,095 por libra-peso, queda de 545 pontos na bolsa americana. Segundo analistas consultados pela Dow Jones, o clima no Brasil tem permitido o avanço da colheita e garantido boa oferta. Além disso, no Vietnã, as chuvas que atrasavam a colheita reduziram a intensidade, fato que também ajudou a pressionar o mercado. Além disso, a alta do dólar no mercado internacional também contribuiu para a queda nos preços de ontem. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq terminou o dia a R$ 361,63 por saca, queda de 0,94%.
Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Café não é mais lucrativo para produtores capixaba, diz pesquisa

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA divulgou o relatório do custo da produção cafeeira no Espírito Santo, fruto de uma pesquisa do Centro de Inteligência em Mercados, realizada em Jaguaré, Iúna e Vila Valério, referências na produção de café no Estado.

Vila Valério apresentou maior custo na produção de café Conilon. Na região, são gastos R$ 9.351,00 para a produção de 60 sacas de café por hectare. A despesa com a colheita e a pós-colheita é a mais significativa, respondendo por 53% dos custos. Dentro dessa categoria, são despendidos com a mão de obra, 29% do total, entre salários e encargos.

Dos municípios analisados, Jaguaré foi o segundo onde mais se gasta para produzir 60 sacas de café Conilon. Do valor total de R$ 7.540 por hectare, 38% é utilizado na colheita e a pós-colheita, onde estão inseridos gastos com mão de obra, mecanização e outros. Ao contrário de Vila Valério, que não utiliza máquinas e implementos no processo produtivo, Jaguaré gasta com mecanização, R$ 597,6 para a produção analisada.

"Hoje estamos pagando para produzir. Com custo operacional total de R$ 152,65, o que sobra é menos que R$ 10 para o produtor, já que a saca está sendo vendida a R$ 160. A cafeicultura está deixando a gente bastante desanimado e preocupado. As contas estão vencendo e o produtor não sabe como pagar", enfatiza o presidente do Sindicato Rural de Jaguaré, Giovanni Sossai.

Iúna se diferencia dos outros municípios pesquisados, pois o gasto com mão de obra é nulo, já que os proprietários de terra firmam acordos com parceiros, dividindo a produção final. Então, o custo operacional total sai por R$ 2.804,58 a cada hectare, onde são produzidas nove sacas de café Arábica. Os maiores gastos estão concentrados nos insumos: fertilizantes, defensivos e corretivos.

A saca do café Arábica está sendo vendida no Espírito Santo a aproximadamente R$ 200, valor inferior ao custo operacional total de produção que está cotado a R$ 311,62, segundo a análise. A situação desestimula o cafeicultor a investir em qualidade, segundo o presidente da Comissão Técnica de Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo, José Umbelino de Castro.

"Pouca gente hoje no Estado quer produzir café Arábica. Enquanto o café de terreiro bebida dura nas praças de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, vale em média R$ 320 e na zona da mata mineira é vendido a R$ 300, o do Espírito Santo possui preço inferior. Isso acontece porque quem compra não analisa a qualidade do produto", comenta José Umbelino de Castro.
Fonte: ES Hoje

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Produtores comemoram os altos preços de exportação

Pequenos agricultores do sul de Minas comemoram o aumento nos lucros com as vendas de café para o mercado externo. O preço do grão teve boa valorização nos primeiros sete meses do ano. Quem investiu na certificação do produto está ganhando ainda mais.

O espaço para guardar os agrotóxicos de maneira correta e segura foi uma das mudanças para conseguir a certificação, uma exigência do mercado externo, que paga mais por um grão de qualidade.

Agora, os cerca de 50 produtores que fazem parte da associação dos cafeicultores do bairro Córrego Dantas, em Poços de Caldas, recebem bem mais pelo produto. Cerca de 600 sacas já foram vendidas para países como Estados Unidos e Japão.

"Hoje a gente consegue R$ 400 em uma saca. Antigamente, você vendia a R$ 270. Hoje a gente prepara esse café, maquina esse café, e gente consegue um preço bem melhor", diz João Piva, produtor rural.

A motivação de Piva também pode ser percebida em outros produtores mineiros. É que além de comprar mais, o mercado externo também está pagando melhor pelo café produzido em Minas Gerais, tanto que as exportações do estado aumentaram nos sete primeiros meses do ano.

As vendas para o exterior passaram de US$ 1,8 bilhão, crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas o aumento no número de sacas comercializadas não chegou a 3%.

"O mercado internacional de café subiu e, com a falta de cafés finos nos outros países, trouxe muito interesse para os cafés finos brasileiros, que também passaram por uma valorização real. Em muitos casos, há cafés que valorizaram mais de 30% neste primeiro semestre", afirma Cristiano Ottoni, dono de exportadora.

A produtora rural Adilza Consolini aproveita o momento pra investir na lavoura. Com planos de também poder exportar, ela já financiou um secador, para ajudar no trabalho. "É uma alegria da gente, porque ver o trabalho do produtor rural sendo valorizado é uma alegria", diz.
Fonte: Café Point

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Incaper realiza encontro de produtores de café em Governador Lindenberg

Com o objetivo de promover o desenvolvimento da cafeicultura em Governador Lindenberg, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), junto com a prefeitura local, realiza nesta sexta-feira (13), no Ginásio de Esportes, a partir das 8h30, o 7º Encontro de Produtores de Café de Governador Lindenberg.

Participam do evento aproximadamente 400 pessoas, incluindo técnicos e cafeicultores da região. Também estarão presentes o governador, Paulo Hartung, o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, e o presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo.

Na oportunidade, haverá palestras técnicas sobre temas centrais para a sustentabilidade do setor cafeeiro e os principais desafios que os produtores enfrentam no município, tais como as exigências atuais do mercado. O objetivo é promover a qualidade e a produtividade da cafeicultura na região, aliado à redução de custos e ao aumento da rentabilidade dos produtores.

De acordo com o presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, Governador Lindenberg vem se desenvolvendo e está se tornando uma referência no cultivo de café Conilon no Espírito Santo. “O nosso objetivo é transmitir aos agricultores técnicas mais modernas de cultivo, com o objetivo de aprimorar a atividade na região e promover a melhoria da qualidade de vida dos produtores”, afirma.

Critérios

Serão abordados temas como a conservação de estradas, por meio da construção de caixas secas, e técnicas adequadas de irrigação. Segundo o extensionista do Incaper de Governador Lindenberg, Jair Toso, a irrigação está presente em torno de 98% das propriedades que produzem cafeeira do município. Entretanto, caso não sejam utilizados os critérios técnicos corretamente, a prática pode gerar desperdício de água e energia, fazendo com que o custo da produção de café aumente.

Outros pontos a serem abordados são as técnicas de controle alternativo de pragas e doenças e as formas corretas de colheita e pós-colheita, visando à melhoria da qualidade do café e ao aumento do peso do produto. Além disso, as linhas de crédito e o panorama mercadológico atual para o café também estão dentro da programação.

“O município conta hoje com uma produção em torno de 300 mil sacas anuais, com produtividade média de 30 sacas por hectare. O cultivo de café em Governador Lindenberg envolve cerca de 1.300 produtores, sendo maioria absoluta agricultores familiares”, afirma Toso.

Programação do Encontro:

08h30 – Chegada e inscrição dos participantes e café da manhã

09h – Abertura Solene

Presidente do CETCAF – Dário Martinelli

Presidente do Incaper – Evair Vieira de Melo

Superintendente da OCB/ES-SESCOOP/ES – Carlos André Santos de Oliveira

Presidente do SICOOB – Bento Venturim

Secretário Municipal de Agricultura – Eduardo Gava Salvador

Secretário de Estado da Agricultura – Enio Bergoli

Prefeito de Governador Lindenberg – Asterval Antônio Altoé

Governador do Estado do Espírito Santo – Paula Hartung

10h – Adequação de estradas rurais para conservação de água – Caixas secas

Aliamar Comércio – Incaper

Moderador: Pedro Carvalho – Seag

10h45 – Irrigação em Café Conilon

João Luiz Perini – Incaper

Moderador: Dário Martinelli – CETCAF

11h30 – Intervalo para almoço

12h30 – Manejo Integrado de pragas e doenças

Laércio Zambolim – Fitopatologia/UFV-MG

Moderador: Alcebíades Faé Covre – Eng. Agrônomo da Prefeitura Municipal

13h15 – Colheita, pós-colheita e qualidade de café

Jair Antônio Toso – Incaper

Moderador: Marcos Moulin Teixeira – Incaper/CETCAF

14h – Mercado de café

Fábio Coser – Presidente do CCCV

Moderador: Frederico de Almeida Daher – CETCAF

14h30 – Linhas de crédito para cafeicultura

Cezar Rios – BANDES

15h – Encerramento
Fonte: Incaper

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Técnicos do Incaper capacitam produtores de café em Castelo

Sustentabilidade e aumento da produtividade. Esses são os principais objetivos do Dia de Campo em Tecnologias Aplicadas ao Café Arábica na comunidade da Bateia, em Castelo, no sábado (07). O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado de agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), realiza, às 9 horas, o curso para apresentar aos produtores de café do município as técnicas mais modernas de cultivo da lavoura cafeeira.

Participarão do evento aproximadamente 200 agricultores da região, que se dividirão em três estações. A primeira aborda as técnicas de implantação e condução das lavouras; a segunda apresenta as práticas para a conservação do solo; e a última mostra como realizar o manejo adequado das lavouras. Os produtores que desejarem participar devem fazer a inscrição gratuitamente meia hora antes da abertura oficial do evento.

“O café é a base da economia de Castelo. O município possui 2.500 propriedades envolvidas com a atividade e emprega cerca de sete mil pessoas”, afirma o extensionista do Incaper de Castelo, Caio Louzada Martins.

O Dia de Campo em Tecnologias Aplicadas ao Café Arábica está incluído no programa “Renovar Arábica”, um projeto do Governo do Estado, realizado por meio da Seag.

Renovar Arábica

O programa tem como o objetivo renovar e revigorar lavouras de cafés arábica do Espírito Santo, com foco no aumento da produtividade, melhoria da qualidade do produto e de processos, visando a oferecer maior sustentabilidade da atividade.

O programa abrange 49 municípios, que ocupam uma área de aproximadamente 190 mil hectares em mais de 20 mil pequenas propriedades de base familiar e está inserido no Programa de Cafeicultura Sustentável, baseado no Novo Pedeag – 2007-2025.

Dentre as metas estão: a renovação de 100% do parque cafeeiro de arábica com variedades recomendadas e com a utilização de boas práticas agrícolas; a ampliação da cobertura florestal em áreas vulneráveis; a elevação da produtividade média da cafeicultura de arábica de 14,6 sacas beneficiadas/ha para 22,6 sacas; e o aumento da produção que se encontra nos últimos cinco anos, entre 1,8 a 2,5 milhões de sacas, para quatro milhões de sacas, sem aumentar a área plantada.

Em três anos, 10% do parque cafeeiro do Estado foram renovados, usando boas práticas agrícolas, adotando tecnologias mais modernas e maior adensamento das lavouras. Isso culminou em um aumento de 35% da produção e 30% da produtividade, sem aumentar a área plantada.

Além disso, houve a ampliação da produção de café superior, passando de 300 mil sacas, para 1 milhão de sacas por ano; a implantação de salas de provas de café arábica em todos os municípios; e a ampliação da exportação de café com valor agregado.
Fonte: Incaper

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Produtores de café de Muqui recebem capacitações neste mês

Com o intuito de fortalecer a produção de café no município de Muqui, os técnicos do Incaper estão promovndo a partir de terça-feira (03) uma série de capacitações sobre cafeicultura.

Ao todo, 15 comunidades de Muqui receberão o curso e aproximadamente 200 produtores serão capacitados durante este mês. Os agricultores familiares receberão orientações sobre técnicas de cultivo para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade do café.

Serão apresentadas técnicas como a poda após a colheita, adubação mediante análise do solo e o controle fitossanitário. A comunidade de São Domingos foi a primeira a receber o Dia Especial sobre Cafeicultura, na terça (03).

De acordo com o engenheiro agrônomo do Incaper, Éder Cruz Lima, o Dia Especial sobre Cafeicultura tem o objetivo de trabalhar a realidade de cada produtor e esclarecer as dúvidas sobre o plantio e produção do café, ensinando de forma prática as modernas técnicas agrícolas.

Confira o Dia Especial sobre Cafeicultura em cada comunidade:

- Dia 3 de agosto (terça-feira): São Domingos
- Dia 4 de agosto (quarta-feira): Bom Viver
- Dia 5 de agosto (quinta-feira): Amargo
- Dia 6 de agosto (sexta-feira): Chave Satíro
- Dia 9 de agosto (segunda-feira): Tororó
- Dia 10 de agosto (terça-feira): Córrego do Meio
- Dia 11 de agosto (quarta-feira): Monte Alegre
- Dia 12 de agosto (quinta-feira): Babilônia
- Dia 13 de agosto (sexta-feira): Santa Rita
- Dia 16 de agosto (segunda-feira): Palmital
- Dia 17 de agosto (terça-feira): Sumidouro
- Dia 18 de agosto (quarta-feira): Fortaleza
- Dia 19 de agosto (quinta-feira): Felipe Marques (Banco da Terra)
- Dia 20 de agosto (sexta-feira): Aliança (Assentamento)
- Dia 23 de agosto (segunda-feira): Recreio/Vai-Volta/Desengano
Fonte: Incaper

Encontro de produtores em Aracruz discute cenário atual e futuro da cafeicultura

No próximo dia 6 de agosto, cerca de 300 cafeicultores de Aracruz e municípios vizinhos estarão reunidos no XIII Encontro de Produtores da Região de Aracruz para discutir aspectos técnicos e mercadológicos da cultura do café. O objetivo é analisar o cenário atual da atividade no Espírito Santo e, assim, traçar perspectivas e estratégias para o futuro. O encontro será em uma propriedade, localizada na comunidade de Três Irmãos de Jequitibá, distrito de Guaraná.

Três palestras darão base para a discussão entre os participantes: A importância das cooperativas no cenário econômico estadual; Perspectivas futuras do mercado de café Conilon com a abordagem da qualidade de café; e Custo da produção de café. O evento está sendo organizado pela Secretaria de Agricultura, da Prefeitura de Aracruz, em parceria com a Cooperativa Agrária dos Produtores da Região de Aracruz – Cafeicruz.

A cafeicultura é a principal atividade agrícola de Aracruz, com cerca de 800 produtores envolvidos em lavouras que ocupam uma área de 3,6 mil hectares. A importância da cultura cafeeira no município acompanha a grandeza da atividade no Espírito Santo, que já é o segundo maior produtor do Brasil, com estimativa de colher mais de 11 milhões de sacas este ano.
Fonte: Revista Cafeicultura

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Renovar Arábica: Produtores de São José do Calçado participam de capacitação

Com o objetivo de capacitar os agricultores para melhorar a lavoura de café, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em parceria com o Sindicato Rural (SR), realiza, nesta segunda (21) e terça-feira (22), o curso sobre o Projeto Renovar Arábica, que visa à renovação das plantações capixabas com base em tecnologias mais modernas. O evento acontece no Assentamento Florestan Fernandes, no município de São José do Calçado, das 9 às 17 horas.

Na segunda-feira (21), os agricultores terão aulas teóricas. Eles aprenderão a escolher o local adequado onde a plantação deve ser feita, o tipo de solo, espaçamento, as variedades de café mais recomendadas, entre outros aspectos. Já na terça (22), as técnicas serão demonstradas na prática. Participam do treinamento 25 cafeicultores de arábica da região.

De acordo com o extensionista do Incaper, Alcélio Lamão Lazzarine, o intuito do curso é instruir os produtores de São José do Calçado sobre as boas práticas de implantação de lavouras cafeeiras no município, e também sobre como produzir um café com qualidade. “Com a melhoria das plantações, os produtores poderão aumentar a rentabilidade na atividade cafeeira”, afirmou Alcélio.

O extensionista disse ainda que o café é a principal atividade econômica da região. “Hoje, temos cerca de 3 mil hectares plantados com café no município, em 500 propriedades, o que gera uma produção de 40 mil sacas por ano só de arábica. Com a implantação de mais lavouras dentro das orientações do Incaper, a produtividade deverá melhorar”.

Renovar Arábica

O ‘Renovar Café Arábica’ tem como o objetivo renovar e revigorar lavouras de cafés arábicas do Estado do Espírito Santo, com foco no aumento da produtividade, melhoria da qualidade do produto e de processos, visando a oferecer maior sustentabilidade da atividade.

O programa abrange 49 municípios, que ocupam uma área de aproximadamente 190 mil hectares em mais de 20 mil pequenas propriedades de base familiar e está inserido no Programa de Cafeicultura Sustentável, baseado no Novo Pedeag – 2007 – 2025.

Dentre as metas estão: a renovação de 100% do parque cafeeiro de arábica com variedades recomendadas e com a utilização de boas práticas agrícolas; a ampliação da cobertura florestal em áreas vulneráveis; a elevação da produtividade média da cafeicultura de arábica de 14,6 sacas beneficiadas/ha para 22,6 sacas; o aumento da produção que se encontra nos últimos cinco anos, entre 1,8 a 2,5 milhões de sacas, para quatro milhões de sacas, sem aumentar a área plantada.

Em três anos, 10% do parque cafeeiro do Estado foram renovados, usando boas práticas agrícolas, adotando tecnologias mais modernas e maior adensamento das lavouras. Isso culminou em um aumento de 35% da produção e 30% da produtividade, sem aumentar a área plantada.

Além disso, a ampliação da produção de café superior de 300 mil sacas, para 1 milhão de sacas por ano; a implantação de salas de provas de café arábica em todos os municípios; e a ampliação da exportação de café com valor agregado.
Fonte: Incaper

terça-feira, 8 de junho de 2010

Baixo estoque de café dá esperança aos produtores capixabas

A declaração do secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, de que os estoques de café estão caindo em todo o mundo, animou os produtores rurais capixabas. Os estoques brasileiros nunca estiveram tão baixos. O governo tem em mãos cerca de 1,7 milhão de sacas, referentes ao exercício dos contratos de opção, lançados no ano passado, e mais cerca de 400 mil sacas de grãos de safras velhas.

“A notícia é boa para os cafeicultores capixabas, porque como estamos num período de safra baixa os preços tendem a subir, pelo menos um pouco”, destaca o presidente da Comissão Técnica de Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), José Umbelino de Castro.

Bertone disse também que países concorrentes do Brasil enfrentam problemas na produção, principalmente de natureza climática. A Colômbia, por exemplo, perdeu a posição de segundo maior produtor mundial, para agora ficar atrás do Brasil, Vietnã e Indonésia.
Fonte: Iá! Comunicação

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Concurso incentiva produtores a melhorar qualidade do café em Cachoeiro de Itapemirim

Com o objetivo de incentivar a melhoria da qualidade do café Conilon em Cachoeiro de Itapemirim, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, realizam o 1º Concurso de Café do município. O lançamento da competição será nesta terça-feira (04), às 8 horas, no teatro Rubem Braga.

No lançamento, técnicos especializados no setor cafeeiro irão orientar aproximadamente 150 agricultores participantes sobre as boas práticas de manejo para se chegar a um café de qualidade, além de informar as oportunidades mercadológicas para o produtor que oferece um produto diferenciado.

“No momento estamos lançando as bases do concurso, e no evento pretendemos explicar a importância de utilizar técnicas adequadas de manejo da lavoura, transmitidas pelos técnicos do Incaper e da Prefeitura, de modo que as orientações possam contribuir para o aumento da produtividade, da qualidade e consequentemente da renda familiar. Nesse sentido, estamos incentivando os agricultores por meio do reconhecimento e premiação do esforço na produção”, afirma o Chefe do Centro Regional Sul Caparaó do Incaper, Gilson Tófano.

Durante o evento, o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, José Arcanjo Nunes, apresentará o Regulamento do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café, de modo que para participar é necessário seguir algumas regras.

No procedimento de orientação aos produtores, o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, vai abordar a importância da qualidade do café, os cuidados na colheita e pós-colheita na lavoura. Dando seguimento, o pesquisador e coordenador do Programa de cafeicultura do Estado, Romário Gava Ferrão, fala das tecnologias de produção e condução de lavoura de café. E para falar do mercado atual foi convidado o presidente da Cooperativa de cafeicultores do Sul do Espírito Santo (Cafesul), Carlos Renato Alvarenga Theodoro.

Café em Cachoeiro de Itapemirim

No município, os agricultores utilizam do café e da pecuária de leite como atividades principais geradoras de renda familiar. Ao todo são quase 900 produtores que atuam na cafeicultura, sobretudo na variedade 'Conilon'.

Inscrições

As inscrições vão acontecer de 28 de junho a 30 de julho, no Centro de Classificação e Degustação de Café de Cachoeiro de Itapemirim, localizado na Rodovia do Valão.

Premiação

1º lugar: R$ 5 mil
2º lugar: R$ 3 mil
3º lugar: R$ 2 mil
4º lugar: R$ 1,5 mil
5º lugar: R$ 1 mil

Programação:

8 h – Inscrições e café da manhã

08h 30 – Abertura

9h – Regulamento do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café

Palestrante: Secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, José Arcanjo Nunes


09h 30 – Importância da Qualidade de Café. Cuidado na colheita e pós colheita.

Palestrante: Diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo


10h 20 – Tecnologia de Produção – Condução de Lavoura de Café

Palestrante: Pesquisador do Incaper, Romário Gava Ferrão

11h20 – A importância do cooperativismo na cafeicultora

Palestrante: Presidente da Cafesul, Carlos Alvarenga Theodoro


12h – Almoço
Fonte: Incaper

terça-feira, 27 de abril de 2010

Café Conilon: Problemas com clima e com preço preocupam produtores capixabas

Problemas com o clima e com o preço preocupam agricultores capixabas, que começaram a fazer a colheita do grão.

Começou a colheita do café conilon no Espírito Santo, maior produtor nacional. Problemas com o clima e com o preço preocupam os agricultores.

O agricultor Bento José Debortoli já começou a colheita nos 13 mil pés de conilon que possui em São Gabriel da Palha, noroeste do Espírito Santo. Neste ano, o cafezal enfrentou uma seca intensa em um período muito crítico para a planta. É entre janeiro e março que acontece a granação, etapa em que o grão precisa de água para se desenvolver. Para tentar amenizar os impactos na qualidade do café, o seu Bento colhe somente o produto maduro.

“Com o verde tem um prejuízo na produção. O maduro tem um valor agregado melhor na qualidade”, explicou seu Bento.

A agricultora Fabrícia Ortolane também tentou driblar os efeitos do clima. Ela investiu nos tratos culturais e na renovação de parte da lavoura. São mais de 200 mil pés de conilon que receberam cuidados especiais por causa da falta de chuva. O trabalho da panha também já começou na propriedade.

“Muitas lavouras que não têm irrigação nós não conseguimos molhar. Nas que têm irrigação a seca foi um pouco forte e o sol muito quente, vai dar uma diminuída na colheita. A gente que não vai colher o que colheu no ano passado”, avaliou Fabrícia.

O produtor tem mesmo razão em estar preocupado. Até mesmo em lavouras que possuem irrigação sofrem com a falta de chuva. Nas que não possuem esse benefício o prejuízo é bem maior. A colheita em uma delas está praticamente toda comprometida.

“O produtor para fazer a atividade depende de água. O número de irrigantes é muito grande e produção de água na região é pequena. Como consequência o produtor não consegue colocar o volume de água ideal para a planta”, explicou o agrônomo João Luiz Perini.

O resultado de tanta carência de água é percebido na hora da comercialização. A Cooabriel, Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel da Palha, já recebeu 1,5 mil sacas da safra deste ano. Ainda é pouco, com menos de 1% do total. Com a qualidade ruim, o preço, que é considerado baixo, no caso do café melhor, está ainda pior.

“Eu ainda não sei onde o café vai chegar. Mas nós já estamos no fundo do poço. Nosso preço de café hoje não cobre os custos. Nós estamos trabalhando porque não temos opção”, falou José Colombi, vice-presidente da Cooabriel.

De acordo com o Centro de Pesquisas Econômicas da USP, os produtores estão recebendo uma média de R$ 156,00 pelo café conilon. Em abril do ano passado, este valor girava em torno dos R$ 200,00. Já o arábica subiu. Hoje sai por R$ 280,00 em média. No ano passado, valia R$ 260,00.
Fonte: Notícias Agrícolas

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Produtores de Governador Lindenberg recebem série de capacitações sobre colheita e pós-colheita de café

Com o objetivo de instruir os produtores de Governador Lindenberg a evitar desperdícios durante a colheita e pós-colheita de café, que terá início no dia 14 do próximo mês, o Instituto Capixaba de Pesquisa, assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (Seag), está realizando uma série de capacitações que proporcionam um melhor aproveitamento da colheita. Ao todo, serão realizados 14 treinamentos, alcançando todas as comunidades do município.

Até agora, já foram realizadas oito palestras na região, e serão ministradas mais seis até a primeira semana do próximo mês, para atender a todas as associações de produtores de café do município. Ao todo, aproximadamente 350 agricultores familiares de Governador Lindenberg serão atendidos.

De acordo com o engenheiro agrônomo do Incaper, Jair Toso, a colheita, se realizada de forma inadequada, pode provocar prejuízos para o agricultor. “Alguns cafeicultores ainda colhem o café verde e deixam o produto amontoado em sacos por em média sete dias. Além disso, a secagem muitas vezes é realizada em tempo incorreto. Essas práticas inadequadas podem ocasionar em perdas de até 30% na produção”, afirma.

Como ter uma boa colheita e pós-colheita

De acordo com o engenheiro agrônomo do Incaper, Jair Toso, para se ter uma colheita satisfatória o produtor, primeiramente, tem que colher o café no momento certo, ou seja, maduro. Depois, o café deve ser levado para o terreiro ou secador no mesmo dia. A secagem deve ter uma duração de no mínimo 20 horas. “Dessa forma, o produtor garante o seu trabalho sem perder o produto”, ressalta o engenheiro.

A secagem deve ser feita em estufa, terreiro de tela suspensa (quando a tela fica por cima dos grãos) ou em terreiro secador. “É válido ressaltar que se o café ficar dentro do saco, o grão fica preto e ardido, o que atrapalha no peso e na qualidade do produto”, acrescenta Toso.

Um exemplo é que, quando se colhe 50% de café verde, perde-se 13 sacas em 100; Ou seja, 1000 grãos de café maduro pesam 122,5 gramas, e 1000 grãos de café verde pesam 99,4 gramas.
Fonte: Incaper

quinta-feira, 22 de abril de 2010

9º Encontro de Produtores de Brejetuba discute a melhoria da qualidade do café na Região Serrana


Brejetuba é o maior produtor de café arábica do Espírito Santo, atingindo 350 mil sacas ao ano. Diante disso, e com o objetivo de reforçar a melhoria da qualidade nas lavouras, nesta sexta-feira (23), às 13 horas, acontece mais uma edição do Encontro de Cafeicultores de Brejetuba. O evento é uma realização do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), junto com a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente.

Há nove anos o encontro é realizado no município, com o propósito de difundir as modernas tecnologias para melhorar a qualidade do café nas lavouras da Região Serrana e ainda orientar os produtores sobre o panorama mercadológico atual da cafeicultura no Brasil e no mundo. Este ano, estima-se a participação de aproximadamente 800 agricultores.

De acordo com o especialista em cafeicultura e engenheiro agrônomo do Incaper, Fabiano Tristão Alixandre, esse evento é uma oportunidade de intercâmbio entre os produtores e os técnicos para trocas de informações que possam contribuir com a melhoria da produção anual de café no município. “Se os produtores estão plantando de 3 a 5 mil plantas por hectare, pretendemos aumentar esse número para 5 a 10 mil por hectare. O objetivo é ampliar a produtividade de 20 sacas por hectare para 80 sacas por hectare ao ano e, dessa forma, contribuir para a maior rentabilidade da atividade”, afirma.

O painel de debates gira em torno do tema Cafeicultura Sustentável, sob coordenação da pesquisadora do Incaper Maria Amélia Gava Ferrão. A primeira palestra será ministrada pelo sócio da P & A Marketing Internacional, Carlos Jorge Brando, que falará sobre as oportunidades para os cafés das montanhas do Espírito Santo num mercado mundial competitivo. Já a segunda será apresentada pelo administrador rural do Incaper José Clério Dalmonech, que discutirá as ações estratégicas na busca de rentabilidade na cafeicultura arábica.

Ainda durante o encontro, o especialista Fabiano Alixandre vai mostrar aos agricultores as ações estratégicas elaboradas no início deste ano para o município de Brejetuba, dentro do programa Renovar Arábica. “A apresentação é uma forma que os agricultores têm de tomar conhecimento sobre o que o Instituto pretende fazer em 2010 para melhorar a assistência técnica e, consequentemente, a produtividade nas lavouras”, afirma.

O café é a principal atividade econômica de Brejetuba, com 20 mil hectares de área plantada distribuídos em 1.184 propriedades.

Fórum sobre o Programa Renovar Arábica

Esse ano o encontro apresenta um diferencial em relação aos anos anteriores, pois durante o evento acontece também o I Fórum dos Municípios de Abrangência do Programa Renovar Arábica que contará com a participação de 100 técnicos e secretários municipais que vão discutir os desafios para a cultura cafeeira no Espírito Santo.

O fórum será realizado das 09 às 11 horas e terá um amplo debate técnico, com o levantamento da atual realidade do cenário da cafeicultura no Estado e do programa Renovar Arábica. Na oportunidade, serão apresentadas aos participantes as metas de aumento de produtividade com a utilização das boas práticas agrícolas até 2025.

Programa Renovar Arábica

O projeto ‘Renovar Café Arábica’, inserido no Programa de Cafeicultura Sustentável que está sendo elaborado para o Espírito Santo (baseado no Novo Pedeag – 2007-2025) é uma ação importante e estratégica para aumentar a produtividade, melhorar a qualidade final do produto e, a rentabilidade do cafeicultor de arábica no Estado, com sustentabilidade

O objetivo é Renovar é revigorar lavouras de cafés arábicas do Estado, com foco no aumento da produtividade, melhoria da qualidade do produto e de processos, visando a oferecer maior sustentabilidade da atividade.

O programa abrange 49 municípios, que ocupam uma área de aproximadamente 190 mil hectares, abrangendo mais de 20 mil pequenas propriedades de base familiar.

Metas:

- Renovar 100% do parque cafeeiro de arábica com variedades recomendadas e com a utilização de boas práticas agrícolas.
- Ampliar a cobertura florestal em áreas vulneráveis.
- Elevar a produtividade média da cafeicultura de arábica, de 14,6 sacas beneficiadas/ha para 22,6 sacas.
- Aumentar a produção que se encontra nos últimos cinco anos, entre 1,8 a 2,5 milhões de sacas, para 4 milhões de sacas, sem ampliar a área plantada.
- Ampliar a produção de café superior de 300 mil sacas, para 1 milhão de sacas por ano.
- Implantar salas de provas de café arábica em todos os municípios.
- Ampliar a exportação de café com valor agregado.

Serviço:
9° Encontro de Cafeicultores de Brejetuba
Dia: 23 de abril
Local: Ginásio de Esporte Municipal, em Brejetuba

Programação:

09h00 às 11h00 – I Fórum dos Municípios de abrangência do Programa Renovar Arábica: Desafios para a Cultura do café Arábica no Espírito Santo.

13h00 – Painel de Debate I – Cafeicultura Sustentável
Coordenadora: maria Amélia Gava Ferrão – Pesquisadora Embrapa café/Incaper

13h20 – Palestra: “Oportunidades para os Cafés das Montanhas do Espírito Santo num mercado Mundial Competitivo”.
Palestrante: Carlos Henrique Jorge Brando – P&A Marketing Internacional

14h20 – Palestra: “Ações Estratégicas na busca por rentabilidade na Cafeicultura de Arábica”.
Palestrante: José Clério M. Dalmonech – Administrador Rural do Incaper

15h10 – Coffe Break

15h30 – Palestra: Renovar Arábica: Ações Estratégicas para o Município de Brejetuba / 2010
Palestrante: Fabiano Tristão Alixandre – Especialista em cafeicultura / Incaper

16h00 – Debate

16h30 – Pronunciamento das autoridades

17h30 – sorteio e encerramento
Fonte: Incaper

quarta-feira, 10 de março de 2010

Produtores terão muitas Dificuldades na Colheita

A colheita da safra 2010 de café no Brasil está cada vez mais próxima, e é bom os produtores estarem preparados, porque haverá sérias dificuldades. As condições são muito desfavoráveis para a colheita, que deve começar mais cedo, terminar mais tarde, e ser mais custosa, com riscos para a produtividade e qualidade dos grãos. Tudo isso em ano de safra cheia, dentro do ciclo bienal da cultura (2009 foi de safra mais modesta).

O gerente de desenvolvimento técnico da Cooxupé, Joaquim Goulart, ressalta que as dificuldades virão em função do período estendido e de várias floradas em 2009, que foram desde julho até dezembro, quando normalmente se concentram em setembro e outubro.

Nas regiões de menor altitude os produtores vão ter grandes problemas, e difíceis opções, com as lavouras mais desuniformes, já que nestas áreas as floradas iniciaram em julho e agosto e os cafés estão amadurecendo já para a colheita. Goulart indica que nas regiões mais baixas do sul de Minas Gerais, 5% a 10% dos grãos estarão maduros na primeira quinzena de abril. Se os produtores optarem por colher estes grãos, terão de fazer a colheita seletiva manual, o que traz grandes custos de mão-de-obra. E ainda acaba sendo uma colheita incerta e insegura em relação à qualidade, já que será feita no período chuvoso, comenta Goulart.

Os produtores podem optar ainda por esperar mais grãos amadurecerem para iniciar os trabalhos, mas daí os grãos mais maduros podem já ter fermentado ou perdido a qualidade. É uma escolha difícil.

E o comprometimento será não apenas no começo da colheita. Segundo o gerente do departamento técnico da Cooxupé, com o longo período de várias floradas há diferentes estágios de maturação, e esse problema pode e deve perdurar. Assim, espera-se que haja mais grãos verdes, pretos e ardidos na safra. "Os 15% de catação que normalmente temos deverão esse estar bem acima", afirmou, em entrevista à Agência SAFRAS.

As regiões de maior altitude do sul de Minas Gerais, mais tradicionais, acima de 800 a 1.000 metros, terão a colheita iniciada em torno de final de abril, princípio de maio. Também nestas regiões os produtores terão dificuldades, porque as lavouras estão desuniformes diante das várias floradas de 2009. "Nestas regiões a colheita não começará tão cedo, mas também os produtores terão dificuldades", relatou.

De modo geral, caracteriza Goulart, será uma colheita difícil, com custos altos, mais grãos verdes sendo colhidos (maior catação) e de prováveis prejuízos na qualidade e quantidade do café colhido. Ele prefere não estimar nada relacionado a volumes de produção, mas indica que o governo através da Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) em suas novas estimativas certamente observará todas estas questões. Conclui que a Conab ainda levará em consideraçãoos problemas de seca no Espírito Santo e na Bahia, além da Zona da Mata mineira.

Em janeiro, na primeira estimativa, a Conab apontou a safra brasileira de café 2010 em 45,9 a 48,6 milhões de sacas, com incremento de 16,3% a 23,3% no comparativo com 2009 (39,47 milhões de sacas).
Fonte: Revista Cafeicultura

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Produtores e autoridades se reúnem para discutir importação de café

Está marcada para o dia 16 de março uma audiência pública com o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Manuel Bertone, que virá ao Espírito Santo para discutir sobre o drawback do café. Os cafeicultores capixabas temem a importação do produto, por não conseguirem concorrer com países como o Vietnã, que não possui leis de amparo trabalhista, o que influencia na queda do preço da mão de obra, e consequentemente, nos custos de produção e no valor final do café. Além disso, as leis ambientais brasileiras contribuem para o encarecimento da produção.

A reunião acontecerá às 10 horas na Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo e contará com a presença da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo - Faes, do deputado estadual e presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, Atayde Armani e de outras autoridades do setor cafeeiro capixaba.

No ano passado, a Faes, os sindicatos rurais, a Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Espírito Santo (OCB/ES), a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Espírito Santo (Fetaes) assinaram um documento reforçando posição contrária à importação de café pelo Brasil, que foi encaminhado ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.

O documento continha ainda posição conjunta favorável à construção de políticas públicas eficientes para todos os elos da cadeia produtiva do café brasileiro. As sugeridas no documento foram: a exportação do produto com maior valor agregado, a formação de estoques reguladores públicos e incentivos pactuados com o segmento industrial à estocagem, a produção de estudos aprofundados sobre toda a cadeia produtiva do café (oportunidades, riscos e legalidade) e o desenvolvimento de uma marca para o produto brasileiro industrializado.

O drawback é a importação de matéria-prima para reexportação de produto industrializado com maior valor agregado.
Fonte: FAES (Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo)