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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Prêmio de R$ 400 mil para os melhores cafés capixabas

O objetivo do prêmio é identificar, premiar e incentivar os melhores produtores de café arábica da Região Serrana do Espírito Santo.

O 10º Prêmio Cafuso/UCC de qualidade de café já tem 87 finalistas entre os produtores das Montanhas Capixabas. Quem obteve nota acima de 87 na avaliação sensorial, garantiu vaga na disputa de quase R$ 400 mil em prêmios em dinheiro. O resultado final será anunciado no dia 27 de novembro, durante cerimônia de premiação no Clube Recreativo Venda Nova- Creven, em Venda Nova do Imigrante.

O prêmio é uma realização das Empresas Tristão/ Real Café e da torrefadora japonesa Ueshima Coffee Company (UCC), em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (Seag); o Serviço Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes); e com a coordenação da Cooperativa dos Cafeicultores das Montanhas Capixabas (Pronova).

O objetivo do prêmio é identificar, premiar e incentivar os melhores produtores de café arábica da Região Serrana do Espírito Santo e incentivá-los na busca constante da melhoria da qualidade do café, como meio mais eficaz de conquistar novos mercados e atender a crescente demanda por produtos diferenciados.


Nesta edição, foram 560 amostras inscritas, provenientes de 18 municípios serranos. Cada produtor apresentou lotes de uma mesma propriedade, com volume mínimo de 20 sacas e máximo de 320 sacas beneficiadas. A Pronova recebeu as amostras no período de 1º de julho a 15 de outubro.

A premiação é tanto por município quanto entre todos os participantes. Para as cidades que tiveram mais de 10 candidatos, os três melhores produtores de café serão agraciados, com prêmio de R$ 3.000 para o primeiro, R$ 2.000 para o segundo e R$ 1.000 para o terceiro. Para o município que enviou a partir de 31 amostras, o valor do prêmio é maior. Serão R$ 5.000 para o vencedor, R$ 3.000 para o segundo colocado e R$ 2.000 para o terceiro. Os primeiros colocados por município disputarão entre si o prêmio máximo de R$ 20 mil. O segundo colocado geral vai ganhar R$ 15 mil e o terceiro, R$ 10 mil. Nos municípios que tiveram menos de 10 canditatos, Para os municípios que tiveram menos de 10 inscritos, só um produtor se classifica e este disputa apenas o prêmio geral.

Além da qualidade, as amostras foram avaliadas pelos critérios sócio-ambientais adotados na propriedade. Auditores analisaram a rastreabilidade, o uso de fertilizantes e de defensivos, a gestão do solo, a colheita e a pós-colheita, a gestão de resíduos, a conservação do meio ambiente e a saúde e segurança do trabalhador.
Dessa forma, vencem os cafés que obtiverem maior pontuação com a soma da avaliação sensorial (nota máxima de 80 pontos) e dos critérios sócio-ambientais (com máxima de 20).

Os organizadores do 10º Prêmio Cafuso/UCC se propõem a comprar todos os lotes inscritos que não apresentarem defeitos, pagando a cotação cheia de fechamento da Bolsa de Mercadorias e Futuros- BM&F, para vencimento de dezembro de 2010, com ágio de R$ 20,00 por saca para os lotes devidamente aprovados e entregues na Triscafé. Já para os finalistas de cada município, será pago posteriormente um ágio de R$ 30 por saca sobre o lote inscrito.

FINALISTAS DO PRÊMIO CAFÉ DAS MONTANHAS DO ESPÍRITO SANTO 2010

Afonso Claudio

Benice Braga Sutil
Dalmo Ruckdeschel
Delmo Ruckdeschel
Francisco Braga
João Turra Nunes
Joelso Ancelmo Braga
Jose Lino Tomoteo Braga
Zélio Antonio Zambom

Alfredo Chaves

Jhonatas Afonso Sartori Zucolotto

Brejetuba

Alessandro José Côco
Florentino Meneguetti
Lourival de Souza Paula
Luiz Ambrozim
Mozaniel Silva de Lima
Pedro Antônio de Paula
Rodrigo Côco

Castelo

Aguinaldo Antonio Altoé
Genesio Thomas Thomazine
João Luiz Spavier
Jose Romao Sobrinho
Luiz Carlos Cecotti
Marciana Ferreira Luzorio Altoé
Marcos Antonio Nalli
Mario Jose Zardo
Rafael Jose Dalfior
Solimar Tomazini
Vagner Dias Sartori

Conceição do Castelo

Gessi Belinho da Silva
Luciano Clemente Lopes
Luiz Gonzaga Cunha
Maria Luzia de Vargas Pinto
Renata Vargas Rigo de Souza

Domingos Martins

Adriano Orlando Wruck

Ibatiba

Alex Sandro Souza Pereira
Antônio Gomes Pereira
Genival Amorim Pereira
José Ribamar Scussulim
Maria Aparecida Souza Gomes

Itaguaçú

Geraldo Francisco Casagrande

Itarana

Alfredo Schultz
Aristeu Possimoser
Arnaldo Krause
Geraldo Grinewald
Lurdiane C. Vhlig Krause

Iúna

Adair Leocádio Pereira
Aildo Davino de Assis
André Cesário Louback
José Davino Gomes
Leandro Souza Pereira

Marechal Floriano

Carlos Roberto Borgo
Clarindo Busato
Felipe Huber
Hilda Stein Krokling
Izael Francisco Evald
Jose Carlos Veltem
Luzinete Endlick

Muniz Freire

Antonio Marcos de Oliveira Paulucio
Antonio Pessim
Antonio Ronaldo Pessim
Jose Manoel Paulucio
Luiz Daniel Paulucio

Santa Maria de Jetibá

Nicolau Arnholz

Santa Teresa

Jorge Emilio Covre
Nicoly Gomes Covre
Pio Angelico Corteletti
Sérgio Rocon
Valdir Elói Erler

São Roque do Canaã

Fernando Margon Zufelatto
Jeronimo Mille Neto
Lafaiete Francisco Alves
Maiqui Geraldo Demuner
Verandina Margon Zufelatto

Vargem Alta

Anilton Afonso Meniguite
Jose Carlos Marchioro
Jose Luiz Machado
Laerte Carlos Venturim
Marcos Marchioro
Pedro Zucolotto
Sergio Daniel Peterli
Solimar Venturim
Valdir Jose Campos
Zeferino Pasti

Venda Nova do Imigrante

Clarindo Brioschi
João Manegoni
Leandro Carnielli
Maykon Jose Botacim Tonole
Ricardo Brunoro
Fonte: Incaper

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Maior encontro da Indústria Brasileira de Café recebe empresários capixabas

Encafé vai acontecer em Natal e reunirá participantes de todo o país

Empresários capixabas da indústria cafeeira vão se reunir com profissionais do agronegócio café de todo o país no 18º Encafé - Encontro Nacional das Indústrias de Café, que vai acontecer no período de 12 a 16 de novembro, em Natal, Rio Grande do Norte.

O principal tema do encontro vai ser a instrução Normativa Nº 16, assinada no dia 24 de maio pelo Ministro da Agricultura Wagner Rossi, que estabelece critérios rígidos para garantir a qualidade do café torrado em grão e do café torrado e moído.

A Norma Técnica, que define exigências de percentual máximo de impurezas, além de um padrão básico de sabor, aroma e fragrância do café entrará em vigor em fevereiro de 2011. "Esta é a oportunidade de esclarecermos todas as dúvidas que ainda restam sobre a norma técnica IN 16 e o que ela vai mudar no mercado de café", diz Egídio Malanquini, presidente do Sincafé (Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café do Estado do Espírito Santo), entidade que está organizando uma comitiva de empresários capixabas ao evento.

Egídio Malanquini explica que com a medida o consumidor brasileiro vai saborear um café mais puro e de maior qualidade. Ela determina que o café produzido no Brasil ou o importado tenha, no máximo, 1% de impurezas. Serão observados, ainda, o estado de conservação do produto, aparência, odor e informações de rotulagem, como nome de fabricante, lote, prazo de validade e país de origem, quando for o caso.

O Encafé, mais tradicional evento do setor, realizado pelo pela ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café, deve reunir cerca de 700 participantes, entre compradores, proprietários e executivos das principais empresas do setor cafeeiro do país. O evento conta ainda com palestras, workshops técnicos, discussões em grupo e exposição de máquinas, produtos e serviços voltados ao segmento.

O café no Espírito Santo

- O Estado é o 2º maior produtor de café do Brasil;
- É o 1º em produção de conilon, alcançando a marca de 73% da produção nacional;
- Entre os 20 municípios de maior produção do país, 11 são capixabas;
- Mesmo sendo um Estado com pequena área territorial e com a produção cafeeira de base familiar, emprega cerca de 330 mil pessoas.
- Exporta principalmente para a Argentina, Alemanha, Eslovênia, Estados Unidos e Países da Região do Mediterrâneo;
- Das 100 Maiores Indústrias de Café do País associadas à ABIC, cinco são empresas capixabas.
Fonte: Iá! Comunicação

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Governador participa de entrega de prêmios a cafeicultores capixabas

A emoção marcou a solenidade de premiação do VII Concurso Conilon de Excelência Cooabriel, em São Gabriel da Palha, Região Norte do Estado, na manhã desta sexta-feira (17). O concurso distribuiu o equivalente a 177 sacas de café em prêmios aos 20 vencedores dos melhores lotes de cafés da variedade Conilon da safra 2010. Durante o evento, o empresário Jônice Tristão, Eduardo Glazar, já falecido, e Dário Martinelli foram homenageados por sua atuação em favor da produção e da qualidade do café Conilon capixaba.

A solenidade contou com a presença do governador Paulo Hartung e do secretário de Agricultura, Enio Bergoli, que fez uma palestra com o tema: "Qualidade do café Conilon e agregação de valor". Também participaram do evento, produtores, empresários, autoridades da região, dirigentes de Associações Rurais e trabalhadores. O concurso, realizado no Cerimonial Melo de Dutra, foi organizado pela Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel da Palha (Cooabriel), maior e mais importante cooperativa de cafeicultores do Espírito Santo.

Realizada desde 2003, a iniciativa da Cooabriel tem como principais objetivos identificar, incentivar e premiar os cooperados que primam pela excelência na produção de Conilon. Segundo o presidente da Cooperativa, Antonio Joaquim Neto, a ação tem incentivado a elevação da qualidade do café Conilon, observando os cuidados do produtor durante todas as fases de preparo do café, especialmente no processo de secagem do grão.

O Concurso

O concurso "Conilon de Excelência Cooabriel" é promovido anualmente pela Cooabriel com objetivo de identificar, incentivar e premiar os sócios com produção de café Conilon de excelente qualidade, que apresentam características físicas e sensoriais especiais e que demonstram os cuidados do produtor durante a fase de preparo do café. É também uma das ações de incentivo à melhoria da qualidade do Conilon produzido na área de ação da Cooperativa.

O concurso distribuiu o equivalente a 177 sacas de café em prêmios aos 20 vencedores dos melhores lotes de cafés da variedade Conilon da safra 2010. O volume mínimo de cada lote foi de 20 sacas padronizadas (1.200 kg líquidos) e máximo de 320 sacas padronizadas (19.200kg líquidos), da safra colhida no ano de 2010. Os três primeiros colocados foram os cafeicultores Dário Martinelli, que ficou com o primeiro lugar, Jairo Bastianello, em segundo, e David Pagung, em terceiro lugar.

Na oportunidade, o secretário de Agricultura, Enio Bergoli, ministrou uma palestra em que demonstrou o panorama atual de produção e consumo de café no Brasil e no mundo. Segundo Bergoli, a busca pela qualidade do café é um caminho sem volta, dado as exigências atuais de mercado. “Produtos de qualidade superior serão sempre menos vulneráveis às oscilações de mercado. Nos últimos anos já aumentamos muito a produção e produtividade, agora é a vez da qualidade. Nesse sentido, há três anos o Governo do Estado, por meio da Seag e do Incaper, lançou a Campanha de Melhoria da Qualidade do Café, com o objetivo de alertar os produtores sobre a importância de se adotar as boas práticas agrícolas e as técnicas adequadas de cultivo”, afirma o secretário.

De acordo com o presidente do Incaper, Evair de Melo, a Região Noroeste responde por 45% do Conilon produzido no Espírito Santo. A região produz cerca de 3,5 milhões de sacas de café, de um total de 7,6 milhões colhidos em todo o Estado, sendo a cultura do café a principal atividade econômica local. “Uma das principais metas atuais do Incaper é a melhoria da qualidade do Conilon capixaba. O Instituto é referência mundial em tecnologias de cultivo de café, e um concurso como este demonstra que os mais de 25 anos de pesquisa desenvolvidas na área estão sendo colocados em prática pelos agricultores capixabas. O evento mostra que é possível e que vale a pena produzir café de qualidade. O resultado é aumento da renda e da qualidade de vida no campo”, destaca Evair.

O governador Paulo Hartung parabenizou todos os premiados e disse que era uma alegria participar do evento que celebra a força do café Conilon no Espírito Santo. Hartung ressaltou que a política pública do Governo do Estado para o setor possui dois pilares: produtividade e qualidade.

“A cafeicultura é extremamente importante para a economia estadual, além de ser uma atividade que contribui para o equilíbrio social, que gera emprego e renda para mais de 300 mil capixabas. O Governo do Estado vem incentivando os produtores a investir na melhoria da qualidade e da produtividade do café Conilon, o que torna o produto mais competitivo no mercado internacional e, consequentemente, melhora a renda do produtor.

Em relação aos homenageados, Hartung destacou a importância do reconhecimento a personalidades que cultivaram bons exemplos e contribuíram para que o Espírito Santo se tornasse o maior produtor de café Conilon do Brasil.

Homenagens

Durante a solenidade foram homenageados, por sua atuação em favor da produção e da qualidade do café Conilon capixaba, o empresário Jônice Tristão, Eduardo Glazar, já falecido, e Dário Martinelli. A homenagem é considerada um ato de reconhecimento às décadas de trabalho dos três agraciados em favor do mercado cafeeiro capixaba.

Jônice Tristão, presidente do Conselho de Administração das Empresas Tristão, falou em nome dos homenageados e emocionado se disse orgulhoso de ter continuado a história iniciada por seu pai, José Tristão, em favor da cafeicultura e, especialmente, do Conilon. Para ele, a reverência recebida por ele e seu companheiros, Dario Martinelli e Eduardo Galzar (falecido), representado por sua esposa, Kassimira Galzar, é o resultado da realização de um sonho de três entusiastas do Conilon iniciado em 1971.

“A história dessa espécie de café no Espírito Santo começou com Jerônimo Monteiro, que trouxe do Rio de Janeiro duas mil mudas e 50 litros de sementes de Conilon. Em 40 anos, passamos de 100 mil para 10 milhões de sacas de café por ano e isso representa muito mais do que vislumbramos naquela época de crise no setor ocasionada pela política de erradicação do café”, afirmou.

Sobre os homenageados: pioneiros do Conilon no Estado

Jônice Tristão

Jônice Tristão é presidente do Conselho de Administração das Empresas Tristão. Empresário visionário, no início da década de 60, expandiu internacionalmente os negócios das empresas fundadas pelo seu pai, José Ribeiro Tristão. Em meados da década de 70, Jônice abraçou o desafio de expandir a produção de café Conilon em terras capixabas, quando pactuou que compraria toda a produção e pagaria um preço justo pelo Conilon. Este passo decisivo mudou a história do café no Espírito Santo e abriu mercado para o café Conilon. Como empreendedor, o empresário transformou o patrimônio conquistado por seu pai em um dos maiores exportadores de grãos de café do Brasil. Em 1975, na primeira previsão de safra do Conilon, chegou-se a 200 mil sacas. Hoje são mais de 10 milhões e a espécie é o principal insumo de uma das empresas do grupo: a Realcafé, uma das maiores produtoras de café solúvel do país.

Eduardo Glazar - in memoriam

Imigrante polonês, chegou ao Espírito Santo com 10 anos de idade. Proeminente político, cafeicultor e um dos protagonistas na trajetória do café Conilon no Espírito Santo, Eduardo viu milhares de capixabas saírem do campo rumo a Rondônia, após a erradicação dos cafezais. Conhecendo algumas lavouras de Conilon, viu a possibilidade de esperança para o futuro. E trabalhou arduamente para difundir a cultura do Conilon entre os agricultores do Estado.

Dário Martinelli

Descendente de imigrantes italianos é contemporâneo de Eduardo Glazar, e foi seu parceiro no desafio de implementar uma nova política para a cultura do café Conilon no Espírito Santo. Quando dirigiram juntos o município de São Gabriel da Palha, produziram mudas de Conilon e as distribuíram aos cafeicultores. Quando somente o Arábica era financiado, lutaram pelo financiamento bancário para o plantio de Conilon, e obtiveram êxito.

Pesquisa e tecnologia

Atualmente, o Espírito Santo é reconhecido como referência mundial em tecnologia e produção de café Conilon. As novas técnicas de manejo da cultura desenvolvidas pelo Incaper, assim como variedades melhoradas, aliadas à assistência técnica aos produtores fizeram com que a cultura apresentasse crescimentos expressivos.

Confira a lista dos premiados pelo VII Concurso Conilon de Excelência Cooabriel

1º lugar – Dário Martinelli - São Gabriel da Palha
2º lugar - Jairo Bastianello - Nova Venécia
3º lugar - David Pagung - Vila Pavão
4 º lugar - Mateus de Jesus Oliveira - Águia Branca
5 º lugar - Edenilson Zulske - Vila Pavão
6 º lugar - Oderly Antônio Pilon - Águia Branca
7 º lugar - Afonso Luiz Crivelario - Águia Branca
8 º lugar - Bernardo Oliosi - Nova Venécia
9 º lugar - Jamil Gava- Nova Venécia
10 º lugar - Valmir Quinelato - Nova Venécia
11 º lugar - José Capucho I - Nova Venécia
12 º lugar - Gilmar dos Santos - São Gabriel da Palha
13 º lugar - Helvécio A. Darós - Nova Venécia
14 º lugar - Sebastião Bastianello - Nova Venécia
15º Edmar Gomes - Vila Valério
16 º lugar - Gilmar Valani - Nova Venécia
17 º lugar - Edgar Bastianello - Nova Venécia
18 º lugar - Ailton Henke Briel - Vila Pavão
19º lugar - Bruno Pilon Bastianello - Nova Venécia
20 º lugar - Odair Partelli - Nova Venécia
Fonte: Incaper

terça-feira, 8 de junho de 2010

Baixo estoque de café dá esperança aos produtores capixabas

A declaração do secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, de que os estoques de café estão caindo em todo o mundo, animou os produtores rurais capixabas. Os estoques brasileiros nunca estiveram tão baixos. O governo tem em mãos cerca de 1,7 milhão de sacas, referentes ao exercício dos contratos de opção, lançados no ano passado, e mais cerca de 400 mil sacas de grãos de safras velhas.

“A notícia é boa para os cafeicultores capixabas, porque como estamos num período de safra baixa os preços tendem a subir, pelo menos um pouco”, destaca o presidente da Comissão Técnica de Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), José Umbelino de Castro.

Bertone disse também que países concorrentes do Brasil enfrentam problemas na produção, principalmente de natureza climática. A Colômbia, por exemplo, perdeu a posição de segundo maior produtor mundial, para agora ficar atrás do Brasil, Vietnã e Indonésia.
Fonte: Iá! Comunicação

terça-feira, 27 de abril de 2010

Café Conilon: Problemas com clima e com preço preocupam produtores capixabas

Problemas com o clima e com o preço preocupam agricultores capixabas, que começaram a fazer a colheita do grão.

Começou a colheita do café conilon no Espírito Santo, maior produtor nacional. Problemas com o clima e com o preço preocupam os agricultores.

O agricultor Bento José Debortoli já começou a colheita nos 13 mil pés de conilon que possui em São Gabriel da Palha, noroeste do Espírito Santo. Neste ano, o cafezal enfrentou uma seca intensa em um período muito crítico para a planta. É entre janeiro e março que acontece a granação, etapa em que o grão precisa de água para se desenvolver. Para tentar amenizar os impactos na qualidade do café, o seu Bento colhe somente o produto maduro.

“Com o verde tem um prejuízo na produção. O maduro tem um valor agregado melhor na qualidade”, explicou seu Bento.

A agricultora Fabrícia Ortolane também tentou driblar os efeitos do clima. Ela investiu nos tratos culturais e na renovação de parte da lavoura. São mais de 200 mil pés de conilon que receberam cuidados especiais por causa da falta de chuva. O trabalho da panha também já começou na propriedade.

“Muitas lavouras que não têm irrigação nós não conseguimos molhar. Nas que têm irrigação a seca foi um pouco forte e o sol muito quente, vai dar uma diminuída na colheita. A gente que não vai colher o que colheu no ano passado”, avaliou Fabrícia.

O produtor tem mesmo razão em estar preocupado. Até mesmo em lavouras que possuem irrigação sofrem com a falta de chuva. Nas que não possuem esse benefício o prejuízo é bem maior. A colheita em uma delas está praticamente toda comprometida.

“O produtor para fazer a atividade depende de água. O número de irrigantes é muito grande e produção de água na região é pequena. Como consequência o produtor não consegue colocar o volume de água ideal para a planta”, explicou o agrônomo João Luiz Perini.

O resultado de tanta carência de água é percebido na hora da comercialização. A Cooabriel, Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel da Palha, já recebeu 1,5 mil sacas da safra deste ano. Ainda é pouco, com menos de 1% do total. Com a qualidade ruim, o preço, que é considerado baixo, no caso do café melhor, está ainda pior.

“Eu ainda não sei onde o café vai chegar. Mas nós já estamos no fundo do poço. Nosso preço de café hoje não cobre os custos. Nós estamos trabalhando porque não temos opção”, falou José Colombi, vice-presidente da Cooabriel.

De acordo com o Centro de Pesquisas Econômicas da USP, os produtores estão recebendo uma média de R$ 156,00 pelo café conilon. Em abril do ano passado, este valor girava em torno dos R$ 200,00. Já o arábica subiu. Hoje sai por R$ 280,00 em média. No ano passado, valia R$ 260,00.
Fonte: Notícias Agrícolas

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Capixabas dizem não à importação de café

Foi assinado no último dia 30 um documento técnico que reforça posição contrária sobre a importação de café no Brasil. A Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (Faes), Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Espírito Santo (OCB/ES), Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Espírito Santo (Fetaes) assinaram o documento que reforça ainda a posição conjunta favorável à construção de políticas públicas eficientes para todos os elos da cadeia produtiva do café brasileiro.

Na solenidade estiveram presentes o senador Renato Casagrande, os deputados estaduais os deputados estaduais Eustáquio Freitas, César Colnago e Athayde Armani, que é presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, além do deputado federal Lelo Coimbra, do secretário de agricultura do Espírito Santo, Ênio Bergoli e dos prefeitos de São Mateus e João Neiva, Amadeu Boroto e Luiz Carlos Peruchi, respectivamente. Cerca de 130 pessoas também participaram da reunião, dentre elas produtores e presidentes de Sindicatos Rurais.

Frente ao preço do café em queda desde março de 2009, o setor cafeeiro capixaba acredita que importar o produto sem uma regulamentação pode se tornar um risco. O Espírito Santo, que possui 16% da sua economia agrícola baseada no café, pode ser prejudicado por não conseguir concorrer com países como o Vietnã, por exemplo. Lá não existem leis de amparo trabalhista, o que influencia na queda do preço da mão de obra, e consequentemente, nos custos de produção e no valor final do produto.

Algumas políticas públicas sugeridas no documento para fomentar a produção cafeeira no Brasil são a exportação de café com maior valor agregado, a formação de estoques reguladores públicos e incentivos pactuados com o segmento industrial à estocagem, a produção de estudos aprofundados sobre toda a cadeia produtiva do café (oportunidades, riscos e legalidade) e o desenvolvimento de uma marca para o produto brasileiro industrializado.

Quilombolas no norte

Na reunião foi discutido também o lançamento, pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, de uma portaria que reconhece e declara 1.219.549 hectares de terras de São Mateus como pertencentes à Comunidade Quilombola de Serraria e São Cristóvão. Os proprietários rurais da região estão revoltados com a medida e alegam que as terras indicadas são em sua maioria de pequeno porte, produtivas e estão devidamente escrituradas.

O INCRA notificou os proprietários, que tiveram suas defesas indeferidas. O órgão então aprovou um relatório de demarcação do território e irá anular as escrituras já existentes.

A questão gera insegurança e preocupação na região norte do Estado. A população rural vive em constante instabilidade, temendo a invasão de terras pelos quilombolas e a desapropriação. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo, Júlio Rocha, acredita que os interesses vão além das comunidades de Serraria e São Cristóvão. "Eles querem esses 1.219.549 hectares como ensaio para abocanharem, na mesma região, mais 14 mil hectares em São Jorge e 11 mil em Linharinho", declara.
Fonte: Sincafé