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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Altos custos da irrigação prejudicam cafeicultores de Minas Gerais

O café invadiu o cerrado mineiro graças ao investimento em irrigação que viabilizou a implantação dos cafezais. Na década de 70, a produtividade média no sequeiro ficava entre 15 e 17 sacas por hectare. Com o café irrigado, passou para 40 sacas.

É a florada que determina se a safra vai ser boa ou não. Em Indianópolis (MG), as flores aparecem na época certa por causa da irrigação. A seca este ano castigou o Triângulo Mineiro e, se não fosse à garantia de água no cafezal, o produtor teria contabilizado prejuízos.

A Fazenda Castelhana, em Monte Carmelo, no Triângulo Mineiro, foi uma das primeiras a investir em irrigação no café. O cafeicultor Diogo Tudela perdeu 92% da safra em 1985 por causa da seca. Não teve mais dúvida e, no ano seguinte, adotou a irrigação e mudou os rumos da propriedade.

– A gente conseguiu ter um incremento grande na produção. Em 25 anos, praticamente dobrou a produtividade através da irrigação porque a água é um fator totalmente limitante na nossa região – afirma o produtor Diogo Tudela, da Fazenda Castelhana.

Atualmente ele produz 30 mil sacas em 785 hectares. Trabalha com tecnologia sustentável, mede coeficiente de evaporação, conhece a capacidade do solo e a hora de irrigar. Tudela acredita que a sociedade está desinformada sobre como os produtores trabalham para reduzir o consumo de água e que a irrigação não é o ano inteiro, e sim, nos meses de abril e maio e setembro e outubro.

– Eu acho que existe muita falta de informação da sociedade porque existe um preconceito muito grande ainda em relação ao agricultor, principalmente quando se fala em irrigação, porque eles acham que a gente está desperdiçando água. Está faltando conhecimento para as pessoas saberem que para você irrigar existe muita tecnologia, muita informação para acionar o sistema, seja ele qual for – acrescenta o produtor.

O custo é o que preocupa. A taxa de energia elétrica aumentou em seis vezes nos últimos 15 anos. Tudela gasta mais de R$ 400 mil por safra – isso que não pode utilizar no horário de pico, das 18h às 21h – cerca de 70% por pivô central, o restante com gotejamento. Ele já investiu mais de R$ 500 mil por conta própria no sistema de distribuição de energia e teve que doar para a concessionária. Hoje, necessita ampliar em 10% a capacidade do sistema, mas falta recurso. A energia elétrica limita o avanço.

– A qualidade que a gente recebe aqui na energia não é a qualidade ideal. A gente vive sofrendo com queda de tensão, queda de voltagem e paralisações com ou sem aviso. Ficamos à mercê dessa qualidade, com queima de motores, com falta de suprimento nas épocas mais necessárias. A gente sofre bastante com isso.

O cafeicultor Gilberto Ferrarini marca, em cada setor do cafezal, quantas horas de água está irrigando. O tensiômetro colocado a 20, 40 e 60 centímetros faz a leitura de como está a umidade no solo, a que profundidade a água está chegando. O sistema é de gotejamento: a caixa de água armazena o que vem de quatro poços artesianos para garantir a irrigação em toda a fazenda. Difícil foi vencer a burocracia para conseguir outorga de água, a autorização que o produtor precisa para implantar o sistema.

– Todos os órgãos públicos em Minas Gerais são muito morosos. O processo todo é muito demorado, é muito documento e, às vezes, acontece até de sumir documento nos próprios órgãos. Com as mudanças estruturais que eles fazem, sai de Uberlândia vai para Belo Horizonte, de Belo Horizonte volta para Uberlândia. Teve o caso de um processo meu que sumiu por cinco anos. São coisas que, para o produtor, são muito difíceis. Além de você estar pagando, tendo esse custo todo, passa a estar irregular com relação a uma coisa que você já fez o pedido – diz Ferrarini.

Uma das alternativas, segundo Devanir dos Santos, gerente de Uso Sustentável de Água e Solo da Agência Nacional de Águas (ANA), é entrar com pedido de outorga no site da instituição.

– É possível montar, no site da ANA, um processo para fazer o pedido de outorga. Na medida do possível, são solicitadas as documentações. A ANA tem o compromisso de liberar em até 60 dias. Quando demora é porque as demandas não foram atendidas. A ANA não cobra por suas outorgas, diferente dos Estados – explica.
Fonte: Canal Rural

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Período das cigarras demanda atenção de cafeicultores

Estamos na Primavera e a pouco mais de dois meses do Verão. É nessa época que um inseto comum costuma se multiplicar na natureza. Quem já não se sentiu incomodado com o barulho ou não tomou um banho do líquido expelido pelas cigarras ao passar debaixo de uma árvore? Importante para o equilíbrio natural, esse inseto que parece inofensivo, quando encontrado em grandes quantidades, representa praga para alguns tipos de cultura. O café, com maior representatividade na região, é uma dessas que sofrem danos.

O ataque aos pés de café acontece quando o inseto ainda está na fase de larva ou ninfa. Esse período que antecede a fase adulta tem duração longa, de um a cinco anos. Ao contrário da fase adulta, que dura apenas alguns dias. Quando adultas, após o acasalamento entre os meses de setembro a março, os insetos botam os ovos no tronco e folhas das plantas. Após o rompimento dos mesmos, as ninfas descem ao solo e se fixam às raízes da planta, próximo ao tronco, onde sugam a seiva por meio do seu aparelho bucal em forma de estilete.

Alguns especialistas apontam que o ataque das cigarras aos cafeeiros foi uma opção encontrada pelo inseto para sobrevivência. Isso porque suas espécies favoritas, antes encontradas nas matas de Cerrado, foram eliminadas e substituídas pela ação do homem, transformando-se em pastagens e lavouras. Os gêneros mais comuns dos insetos são a Quesada (6 a 7 cm), Carineta (2 a 3 cm) e os menores, Fedicina e Dorisina.

Apesar de ser uma planta forte, o cafeeiro é muito prejudicado com o ataque dos insetos. Os pés apresentam fraqueza na parte aérea, com amarelecimento e deficiências nutricionais nas folhas, ramos secos e baixa produção. O engenheiro agrônomo, Raul Carvalho Guimarães, atende inúmeros clientes em uma área com mais de 10 mil hectares de café. Segundo ele, é comum encontrar o problema nas lavouras. “A cigarra ainda pode ser considerada um problema sério. É comum encontrar lavouras aparentemente saudáveis, mas que apresentam baixa produção por causa do ataque dos insetos”.

Apesar de ser um problema, Raul afirmou que nos últimos anos tem ocorrido uma diminuição no ataque das cigarras. “Na microrregião de Três Pontas notei esse fato. Isso acontece devido à conscientização dos produtores e também ao trabalho dos técnicos da região que fazem o acompanhamento e recomendam produtos eficientes para o controle do inseto”. Ele disse ainda que o controle da praga deve ser feito de maneira consistente e em toda região. Se apenas um ou outro produtor fizer, não há um controle efetivo do inseto.

Para combater as cigarras são utilizados inseticidas sistêmicos e de contato. “Os sistêmicos são aqueles aplicados nas plantas, absorvidos e que chegam aos insetos através da seiva. Os de contato são aplicados diretamente no solo”, explicou o profissional. Na empresa em que Raul trabalha, o custo médio à vista para o controle da praga por hectare é de R$120,00 ou 0,4 sacas de café tipo 6 ou 7, para o produtor que optar por pagar com produção. O trabalho preventivo é realizado agora, no período chuvoso, entre os meses de outubro e fevereiro, intensificado principalmente de outubro a dezembro.

Além do dano físico causado ao cafeeiro, a cigarra enquanto praga gera prejuízos econômicos e financeiros ao produtor. “O cafeicultor vive da produtividade. Se em sua lavoura há cigarra adulta, ninfa e larva sugando seiva, prejudicando a alimentação da planta, obviamente ele terá perdas na produtividade. Por isso o produtor deve sempre estar atento e procurar a assessoria de um engenheiro agrônomo”.

O trabalho de diagnóstico de uma lavoura para confirmação ou não do ataque das cigarras ocorre diretamente no cafezal. É necessário furar um buraco próximo ao tronco da planta e verificar a existência das ninfas. Em alguns casos, já foram encontradas de 300 a 1.000 ninfas por planta. As espécies maiores do inseto causam danos ao pé de café quando encontradas em quantidades superiores a 20 ninfas/planta. Já as espécies menores em quantidade superior a 60 ninfas/planta.
Fonte: Jornal Correio Trespontano

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cafeicultores querem mudar Funcafé para recuperar renda

Produtores reclamam que recursos são usados para rolagem de dívidas e para ajudar outros setores.

Os preços do café estão em alta, mas os produtores reclamam que não têm produto para vender. Eles alegam que tiveram que entregar a produção quando o mercado estava em baixa para quitar dívidas. Os cafeicultores querem que o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) seja melhor administrado para recuperar a renda do setor.

A florada do café na região do cerrado mineiro exala perfume e esperança de uma boa produção na próxima safra, considerada a melhor dos últimos 10 anos. A uniformidade dos cafezais leva otimismo para os cafeicultores como Sergio Dadona, que esta na atividade há 25 anos. Em 2005 ele conseguiu quitar as dividas quando os preços do café subiram durante três semanas. Estava com o produto pronto para vender na hora certa, mas fez novas dividas com investimentos em área e maquinário. Dadona esperava que o Funcafé pudesse ajudar mas nunca chegou quando deveria.

Levantamento feito pelo cafeicultor Silvio Altrão mostra que a divida da cafeicultura brasileira passa de R$ 12 bilhões - metade com o Banco do Brasil. Ainda de acordo com ele, o Funcafé teria em caixa mais de R$ 5 bilhões.

O governo administra o Funcafé, mas libera poucas linhas de crédito para custeios de colheita, de safra e de armazenamento. Os produtores denunciam que os recursos estão servindo apenas para rolagem de dívida e para ajudar outros setores da cadeia produtiva deixando o cafeicultor de lado. A ideia seria dar outro destino para os bilhões do fundo que possa garantir renda para o setor.

Nerso Chihara já chegou produzir 15 mil sacas de café, depois de enfrentar várias crises reduziu a área pela metade. O cafeicultor já encaminhou para lideranças do setor um a proposta de fazer funcionar de fato um estoque regulador e estimular a renovação do parque cafeeiro, erradicando os cafezais de baixa produtividade.
Fonte: Canal Rural

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Governador participa de entrega de prêmios a cafeicultores capixabas

A emoção marcou a solenidade de premiação do VII Concurso Conilon de Excelência Cooabriel, em São Gabriel da Palha, Região Norte do Estado, na manhã desta sexta-feira (17). O concurso distribuiu o equivalente a 177 sacas de café em prêmios aos 20 vencedores dos melhores lotes de cafés da variedade Conilon da safra 2010. Durante o evento, o empresário Jônice Tristão, Eduardo Glazar, já falecido, e Dário Martinelli foram homenageados por sua atuação em favor da produção e da qualidade do café Conilon capixaba.

A solenidade contou com a presença do governador Paulo Hartung e do secretário de Agricultura, Enio Bergoli, que fez uma palestra com o tema: "Qualidade do café Conilon e agregação de valor". Também participaram do evento, produtores, empresários, autoridades da região, dirigentes de Associações Rurais e trabalhadores. O concurso, realizado no Cerimonial Melo de Dutra, foi organizado pela Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel da Palha (Cooabriel), maior e mais importante cooperativa de cafeicultores do Espírito Santo.

Realizada desde 2003, a iniciativa da Cooabriel tem como principais objetivos identificar, incentivar e premiar os cooperados que primam pela excelência na produção de Conilon. Segundo o presidente da Cooperativa, Antonio Joaquim Neto, a ação tem incentivado a elevação da qualidade do café Conilon, observando os cuidados do produtor durante todas as fases de preparo do café, especialmente no processo de secagem do grão.

O Concurso

O concurso "Conilon de Excelência Cooabriel" é promovido anualmente pela Cooabriel com objetivo de identificar, incentivar e premiar os sócios com produção de café Conilon de excelente qualidade, que apresentam características físicas e sensoriais especiais e que demonstram os cuidados do produtor durante a fase de preparo do café. É também uma das ações de incentivo à melhoria da qualidade do Conilon produzido na área de ação da Cooperativa.

O concurso distribuiu o equivalente a 177 sacas de café em prêmios aos 20 vencedores dos melhores lotes de cafés da variedade Conilon da safra 2010. O volume mínimo de cada lote foi de 20 sacas padronizadas (1.200 kg líquidos) e máximo de 320 sacas padronizadas (19.200kg líquidos), da safra colhida no ano de 2010. Os três primeiros colocados foram os cafeicultores Dário Martinelli, que ficou com o primeiro lugar, Jairo Bastianello, em segundo, e David Pagung, em terceiro lugar.

Na oportunidade, o secretário de Agricultura, Enio Bergoli, ministrou uma palestra em que demonstrou o panorama atual de produção e consumo de café no Brasil e no mundo. Segundo Bergoli, a busca pela qualidade do café é um caminho sem volta, dado as exigências atuais de mercado. “Produtos de qualidade superior serão sempre menos vulneráveis às oscilações de mercado. Nos últimos anos já aumentamos muito a produção e produtividade, agora é a vez da qualidade. Nesse sentido, há três anos o Governo do Estado, por meio da Seag e do Incaper, lançou a Campanha de Melhoria da Qualidade do Café, com o objetivo de alertar os produtores sobre a importância de se adotar as boas práticas agrícolas e as técnicas adequadas de cultivo”, afirma o secretário.

De acordo com o presidente do Incaper, Evair de Melo, a Região Noroeste responde por 45% do Conilon produzido no Espírito Santo. A região produz cerca de 3,5 milhões de sacas de café, de um total de 7,6 milhões colhidos em todo o Estado, sendo a cultura do café a principal atividade econômica local. “Uma das principais metas atuais do Incaper é a melhoria da qualidade do Conilon capixaba. O Instituto é referência mundial em tecnologias de cultivo de café, e um concurso como este demonstra que os mais de 25 anos de pesquisa desenvolvidas na área estão sendo colocados em prática pelos agricultores capixabas. O evento mostra que é possível e que vale a pena produzir café de qualidade. O resultado é aumento da renda e da qualidade de vida no campo”, destaca Evair.

O governador Paulo Hartung parabenizou todos os premiados e disse que era uma alegria participar do evento que celebra a força do café Conilon no Espírito Santo. Hartung ressaltou que a política pública do Governo do Estado para o setor possui dois pilares: produtividade e qualidade.

“A cafeicultura é extremamente importante para a economia estadual, além de ser uma atividade que contribui para o equilíbrio social, que gera emprego e renda para mais de 300 mil capixabas. O Governo do Estado vem incentivando os produtores a investir na melhoria da qualidade e da produtividade do café Conilon, o que torna o produto mais competitivo no mercado internacional e, consequentemente, melhora a renda do produtor.

Em relação aos homenageados, Hartung destacou a importância do reconhecimento a personalidades que cultivaram bons exemplos e contribuíram para que o Espírito Santo se tornasse o maior produtor de café Conilon do Brasil.

Homenagens

Durante a solenidade foram homenageados, por sua atuação em favor da produção e da qualidade do café Conilon capixaba, o empresário Jônice Tristão, Eduardo Glazar, já falecido, e Dário Martinelli. A homenagem é considerada um ato de reconhecimento às décadas de trabalho dos três agraciados em favor do mercado cafeeiro capixaba.

Jônice Tristão, presidente do Conselho de Administração das Empresas Tristão, falou em nome dos homenageados e emocionado se disse orgulhoso de ter continuado a história iniciada por seu pai, José Tristão, em favor da cafeicultura e, especialmente, do Conilon. Para ele, a reverência recebida por ele e seu companheiros, Dario Martinelli e Eduardo Galzar (falecido), representado por sua esposa, Kassimira Galzar, é o resultado da realização de um sonho de três entusiastas do Conilon iniciado em 1971.

“A história dessa espécie de café no Espírito Santo começou com Jerônimo Monteiro, que trouxe do Rio de Janeiro duas mil mudas e 50 litros de sementes de Conilon. Em 40 anos, passamos de 100 mil para 10 milhões de sacas de café por ano e isso representa muito mais do que vislumbramos naquela época de crise no setor ocasionada pela política de erradicação do café”, afirmou.

Sobre os homenageados: pioneiros do Conilon no Estado

Jônice Tristão

Jônice Tristão é presidente do Conselho de Administração das Empresas Tristão. Empresário visionário, no início da década de 60, expandiu internacionalmente os negócios das empresas fundadas pelo seu pai, José Ribeiro Tristão. Em meados da década de 70, Jônice abraçou o desafio de expandir a produção de café Conilon em terras capixabas, quando pactuou que compraria toda a produção e pagaria um preço justo pelo Conilon. Este passo decisivo mudou a história do café no Espírito Santo e abriu mercado para o café Conilon. Como empreendedor, o empresário transformou o patrimônio conquistado por seu pai em um dos maiores exportadores de grãos de café do Brasil. Em 1975, na primeira previsão de safra do Conilon, chegou-se a 200 mil sacas. Hoje são mais de 10 milhões e a espécie é o principal insumo de uma das empresas do grupo: a Realcafé, uma das maiores produtoras de café solúvel do país.

Eduardo Glazar - in memoriam

Imigrante polonês, chegou ao Espírito Santo com 10 anos de idade. Proeminente político, cafeicultor e um dos protagonistas na trajetória do café Conilon no Espírito Santo, Eduardo viu milhares de capixabas saírem do campo rumo a Rondônia, após a erradicação dos cafezais. Conhecendo algumas lavouras de Conilon, viu a possibilidade de esperança para o futuro. E trabalhou arduamente para difundir a cultura do Conilon entre os agricultores do Estado.

Dário Martinelli

Descendente de imigrantes italianos é contemporâneo de Eduardo Glazar, e foi seu parceiro no desafio de implementar uma nova política para a cultura do café Conilon no Espírito Santo. Quando dirigiram juntos o município de São Gabriel da Palha, produziram mudas de Conilon e as distribuíram aos cafeicultores. Quando somente o Arábica era financiado, lutaram pelo financiamento bancário para o plantio de Conilon, e obtiveram êxito.

Pesquisa e tecnologia

Atualmente, o Espírito Santo é reconhecido como referência mundial em tecnologia e produção de café Conilon. As novas técnicas de manejo da cultura desenvolvidas pelo Incaper, assim como variedades melhoradas, aliadas à assistência técnica aos produtores fizeram com que a cultura apresentasse crescimentos expressivos.

Confira a lista dos premiados pelo VII Concurso Conilon de Excelência Cooabriel

1º lugar – Dário Martinelli - São Gabriel da Palha
2º lugar - Jairo Bastianello - Nova Venécia
3º lugar - David Pagung - Vila Pavão
4 º lugar - Mateus de Jesus Oliveira - Águia Branca
5 º lugar - Edenilson Zulske - Vila Pavão
6 º lugar - Oderly Antônio Pilon - Águia Branca
7 º lugar - Afonso Luiz Crivelario - Águia Branca
8 º lugar - Bernardo Oliosi - Nova Venécia
9 º lugar - Jamil Gava- Nova Venécia
10 º lugar - Valmir Quinelato - Nova Venécia
11 º lugar - José Capucho I - Nova Venécia
12 º lugar - Gilmar dos Santos - São Gabriel da Palha
13 º lugar - Helvécio A. Darós - Nova Venécia
14 º lugar - Sebastião Bastianello - Nova Venécia
15º Edmar Gomes - Vila Valério
16 º lugar - Gilmar Valani - Nova Venécia
17 º lugar - Edgar Bastianello - Nova Venécia
18 º lugar - Ailton Henke Briel - Vila Pavão
19º lugar - Bruno Pilon Bastianello - Nova Venécia
20 º lugar - Odair Partelli - Nova Venécia
Fonte: Incaper

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Governador participa de homenagem aos pioneiros da produção de Conilon no Estado

Nesta sexta-feira (17), a Cooabriel, maior e mais importante cooperativa de cafeicultores do Espírito Santo, realiza a premiação do VII Concurso Conilon de Excelência Cooabriel, em São Gabriel da Palha, norte do estado.

Durante a solenidade serão homenageados por sua atuação em favor da produção e da qualidade do café Conilon capixaba o empresário Jônice Tristão, Eduardo Glazar, já falecido, e Dário Martinelli. A homenagem é considerada um ato de reconhecimento às décadas de trabalho desses três grandes homens em favor do mercado cafeeiro capixaba.

O evento terá início às 8h30, no Cerimonial Melo de Dutra e contará com as presenças do Governador do Estado, Paulo Hartung e do secretário Enio Bergoli, que fará palestra de abertura sobre "Qualidade do café Conilon e agregação de valor". Em seguida acontece a homenagem aos pioneiros da história do Conilon na cafeicultura capixaba.

Realizada desde 2003, a iniciativa da Cooabriel tem como principais objetivos identificar, incentivar e premiar os cooperados que primam pela excelência na produção de Conilon. Segundo o presidente da Cooabriel, Antonio Joaquim Neto, a ação da cooperativa tem incentivado a elevação da qualidade do café Conilon, observando os cuidados do produtor durante todas as fases de preparo do café, especialmente, no processo de secagem do grão.

O Concurso

O Concurso "Conilon de Excelência Cooabriel", é promovido anualmente pela Cooabriel, com objetivo de identificar, incentivar e premiar os sócios com produção de café Conilon de excelente qualidade, que apresentam características físicas e sensoriais especiais e que demonstram os cuidados do produtor durante a fase de preparo do café. É destinado aos sócios ativos da Cooabriel, como uma das ações de incentivo à melhoria da qualidade do café Conilon produzido na área de ação da Cooperativa.

O VII concurso vai distribuir o equivalente a 177 sacas de café em prêmios aos 20 vencedores dos melhores lotes de cafés da variedade Conilon da safra 2010. O volume mínimo de cada lote será de 20 sacas padronizadas (1.200 kg líquidos) e máximo de 320 sacas padronizadas (19.200kg líquidos), da safra collhida no ano de 2010, sendo vetada a inscrição de cafés ligados.
Fonte: Incaper

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Cafeicultores de Venda Nova do Imigrante recebem capacitação durante XII Festa do Café Arábica

Como parte da programação da XII Festa do Café, que acontece neste sábado (05) e domingo (06) em Venda Nova do Imigrante, os produtores rurais do município terão a oportunidade de participar de palestras técnicas sobre boas práticas agrícolas na lavoura de café. O encontro será no primeiro dia do evento - sábado (05) - com início às 8 horas, no ginásio da comunidade de São Roque. A realização é do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em parceria com a Prefeitura Municipal.

Na oportunidade, serão abordados os temas “Estratégia Para Obtenção de Lucratividade na Cafeicultura” e “Agrotóxico: Saúde, Manuseio e Proteção”. O objetivo é capacitar os produtores da região para a obtenção de resultados cada vez melhores na atividade cafeeira, que é a principal fonte de renda da região.

“Estamos aproveitando a oportunidade da Festa do Café para reunir produtores de Venda Nova do Imigrante e dos entornos para participarem de palestras sobre a cafeicultura. Por meio dos técnicos, nosso propósito é transmitir informações importantes para melhorar a cultura no município e aumentar a rentabilidade das famílias rurais”, afirma o técnico agrícola do Incaper, Eduardo Henrique Lang.

Para falar sobre o tema Agrotóxicos: Saúde, Manuseio e Proteção, foram convidados os alunos do primeiro período de Biomedicina da Faculdade do Espírito Santo (Unes). Já o engenheiro agrônomo do Incaper, Fabiano Tristão Alixandre, irá trabalhar com os agricultores sobre as estratégias para obtenção da lucratividade na cafeicultura, em que irá mostrar aos participantes casos de sucesso e métodos para um desenvolvimento rentável da atividade.

Irão participar do encontro aproximadamente 250 produtores. Os interessados podem se inscrever no primeiro horário do evento. A participação é gratuita. Mais informações pelo telefone (28) 3546-1277.

XII Festa do Café Arábica

Ainda do sábado (05), dentro da programação da Festa, está previsto a degustação da culinária do café, almoço, concurso de abanadores e ensacadores de café e sorteio de uma derriçadeira aos participantes das palestras. À noite, às 20 horas, será eleita a Rainha do Café, e haverá a apresentação de shows musicais, com Alex Campanha e Banda e Léo & Luan.

A programação segue no domingo (06), com show de Helder & Celso, às 14 horas, sorteio de uma Fiat Strada 1.4 e, para encerrar, apresentação das bandas Os Santannas e Tradição Gaúcha.

Programação:

05 de junho – Sábado

8h – Inscrição

8h 30 – Abertura

9h – Palestra: Agrotóxicos: Saúde Manuzeio e Proteção

Palestrantes: 1° período de Biomedicina da Unes

10h – Palestra: Estratégias para obtenção de lucratividade na cafeicultura

Palestrante: Fabiano Tristão Alixandre

11h – Degustação da culinária do café

12h – Almoço

14h – Concurso de abanadores e ensacadores de café

14h 30 – Sorteio de uma derriçadeira

20h – Desfile e eleição da Rainha do Café e

22h – Show de Alex Campanha e Banda Léo & Luan

06 de Junho – Domingo

10h – Celebração comunitária

12h – Almoço

14h - Show com Helder & Celso

16h - Sorteio de uma Fiat Strada 1.4 cabine dupla

Show com Santannas e Tradição Gaúcha.
Fonte: Incaper

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Governo incentiva cafeicultores de arábica a investir na busca pela excelência da produção

Nesta segunda-feira (24), em todo o Brasil, é comemorado o “Dia Nacional do Café”. Para marcar a data, o Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Castelo promove no município um grande encontro de cafeicultores e profissionais que atuam no setor.

A atividade acontece a partir das 8h30, no Teatro Municipal de Castelo, com as presenças do secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, do presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) Evair Vieira de Melo, e do prefeito de Castelo, Cleone Nascimento.

Na oportunidade, serão apresentadas pela Seag as ações da Campanha de Melhoria da Qualidade do Café, elaborada a fim de oferecer ao cafeicultor condições para garantir padrão de excelência ao café arábica produzido na região de montanha do Espírito Santo.

Segundo maior produtor de café do Brasil, para 2010 a safra capixaba deve atingir 11 milhões de sacas, entre Conilon e arábica. Somente de arábica, a previsão é de 2,9 milhões de sacas. As ações da campanha estão previstas para acontecer em todo o Estado, até o final de 2010.

Serviço:

Dia Nacional do Café
Data: 24 de maio (segunda-feira)
Horário: 8h30
Local: Teatro Municipal de Castelo
Fonte: Incaper

quinta-feira, 20 de maio de 2010

IV Encontro de Cafeicultores pretende melhorar a qualidade do café em Dores do Rio Preto

Com objetivo de discutir temáticas que contribuam para a melhoria da qualidade do café em Dores do Rio Preto, nesta sexta-feira (21), às 12h30, acontece na propriedade de Manoel Protázio de Abreu o IV Encontro de Cafeicultores do município. O evento é uma realização do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em parceria com o Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (CETCAF) e a Prefeitura local.

Na propriedade, aproximadamente 130 agricultores poderão conhecer a produção de cafés arábica especiais, ou seja, cafés produzidos dentro das técnicas adequadas de cultivo, que apresentam com qualidade superior. Além disso, os participantes irão visitar também um despolpador de café, que atende a 26 famílias. O momento consiste em apresentar as vantagens da adoção da máquina.

O encontro, que é realizado anualmente, está em sua quarta edição. Este ano, irá abordar Educação Tributária, Aplicação da Legislação Ambiental e sobre linhas de financiamento para Colheita e Pós-Colheita nas lavouras de café.

Na primeira palestra, o subgerente de Educação Tributária da Secretaria da Fazenda do Espírito Santo (Sefaz), Getúlio Bandeira Pinheiro, explica o sentido de Educação Tributária, com o propósito que os participantes lutem por uma campanha que melhore o tributo local, principalmente no setor agropecuário.

Em seguida, o instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Murilo Pedroni, explica sobre a legislação ambiental atual, que é aplicada de forma geral em todo o Brasil. Segundo o chefe do escritório local de Dores do Rio Preto, Norberto Neves Frutuoso, a ideia do palestrante é abordar as possíveis mudanças no sistema atual, já que “com a lei florestal de meio ambiente do Brasil, as particularidades de alguns Estados não são levadas em conta, em meio à realidade do País como um todo”, afirma.

Para instruir os produtores sobre as linhas de financiamento na colheita e pós-colheita de café, foram convidados: o extensionista do Incaper Marcos Moulin Teixeira; o engenheiro agrônomo do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Paulo Cezar Federici; e o superintendente do CETCAF, Frederico de Almeida Daher. Os palestrantes irão apresentar estratégias para melhorar a estrutura da propriedade e tornar o processo mais eficiente.

Os interessados em participar do encontro podem procurar o escritório local do município ou se inscrever no início do evento. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (28) 3559 1442.
Fonte: Incaper

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Cafeicultores de Nova Venécia apostam no terreiro de asfalto

Os produtores rurais de Nova Venécia já celebram mais uma grande conquista no setor agrícola. A Secretaria Municipal de Agricultura, em parceria com os próprios produtores, já construiu 60 terreiros de asfalto para a secagem de café. Os cafeicultores se mostram satisfeitos com os resultados.

A Prefeitura de Nova Venécia vem tratando o projeto como uma das principais prioridades do governo. A iniciativa surgiu com base no aumento da demanda do café que é produzido no município. Este ano a previsão é de que a produção chegue à casa das 450 mil sacas.

De acordo com o Secretário de Agricultura de Nova Venécia, José Elias Gava, os benefícios proporcionados pelo terreiro de asfalto são inúmeros. “O grão seca mais rápido e ainda não aglomera fungos no produto. Esta é a maneira ambientalmente correta de se trabalhar, já que elimina qualquer possibilidade de emissão de poluentes no meio ambiente e a queima irregular de madeiras. No final o grão sai mais valorizado se comparado com o café que passa pelo secador ou terreiro de chão. O produtor que opta pela construção do terreiro de asfalto economiza até 10% do valor total que seria gasto em toda a produção,” enfatiza.

Além de diminuir no custo e na mão-de-obra, o produtor ainda ganha no preço final. Os compradores de café pagam em média R$ 5,00 a mais em cada saca. “O mercado está cada vez mais exigente. Quando começamos a trabalhar com o novo terreiro, nosso produto ganhou mais valor e aceitação no comércio. Depois que vi os resultados fiquei mais empenhado para trabalhar”, comemora o produtor rural Elias Menon Selvatico.

Cada remessa de café leva cerca de cinco dias para chegar ao ponto ideal de pilagem no terreiro de asfalto, o que é praticamente impossível no terreiro de chão. O agricultor Pedro Vialeto foi um dos que procuraram a Secretaria Municipal de Agricultura para firmar uma parceria e garante: “antes era preciso alugar secadores para dar conta da produção, mas o produto saía danificado. Agora a realidade é outra”.

A iniciativa tem o objetivo de atender principalmente a Agricultura Familiar. Na parceria, os proprietários entram com os produtos e mão-de-obra e a Secretaria se encarrega de disponibilizar todo o maquinário necessário e ainda auxilia na maneira correta de construir.
Fonte: Campo Vivo

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Café Conilon: Estado inicia colheita e incentiva cafeicultores a investir na melhoria da qualidade da produção

O Governo do Estado, em parceria com a prefeitura de São Gabriel da Palha e com a Cooperativa Agrária dos Cafeicultores da São Gabriel (Cooabriel), promoveram no município um grande encontro de cafeicultores e profissionais que atuam no setor. A solenidade ocorreu na manhã desta sexta-feira, dia 14 de maio, quando em todo o Espírito Santo é comemorado o “Dia do Início da Colheita do Café Conilon”.

A atividade, que aconteceu no ginásio de Esportes ‘Anastácio Cassaro’, contou com as presenças do governador Paulo Hartung; dos secretários de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, e da Saúde, Anselmo Tozi; do presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Evair Vieira de Melo; do diretor presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Aladim Fernando Cerqueira; do presidente da Cooabriel, Antônio Joaquim de Souza Neto.

Além deles, participaram os prefeitos de: São Gabriel da Palha, Marilândia, Conceição do Castelo, Ecoporanga, Governador Lindemberg, Nova Venécia, Rio Bananal, Colatina, Águia Branca, Alto Rio Novo, Barra de São Francisco, Boa Esperança, São Domingos do Norte, Vila Pavão e Vila Valério; dentre outras autoridades; diversas lideranças da região e dos cafeicultores da região.

Foi publicada na última quinta-feira (13), no Diário Oficial, a lei 9.445, que inclui a Entidade Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel da Palha (Cooabriel) no rol de entidades aptas a receberem transferências a título de subvenções sociais, contribuições correntes e auxílios, constante da Lei Orçamentária Anual nº 9.400, de 20 de janeiro de 2010.

O governador Paulo Hartung lembrou que no ano passado esteve em Jaguaré, neste mesmo período, para marcar o início da colheita do café conilon. Hartung frisou que este é um ato simbólico que valoriza a importância da cafeicultura para a economia capixaba. “O Espírito Santo possui uma história muito peculiar. Da chegada dos portugueses até 1840 pouca coisa aconteceu na vida dos capixabas. A partir de 1842, começamos a plantar café, nos tornamos grandes produtores, e a cafeicultura foi nossa principal atividade econômica por 100 anos”, pontuou.

Hartung ressaltou que mesmo após a diversificação econômica do Estado, a cafeicultura continua exercendo um papel extremamente relevante para a economia e para o equilíbrio social do Espírito Santo. “A cafeicultura exerce um papel decisivo para a manutenção da estabilidade social no Espírito Santo, em função do grande número de empregos diretos e indiretos gerados pela atividade. O café gera emprego e renda para mais de 300 mil capixabas do interior”, salientou.

O governador também enfatizou que o Governo vem trabalhando para promover o desenvolvimento de maneira harmônica no Estado, levando em consideração as vocações de cada região. “Estamos implantando um modelo de desenvolvimento geograficamente desconcentrado, socialmente inclusivo e ambientalmente responsável. O modelo concentrador não deu certo. Por isso, estamos levando para o interior do Estado políticas públicas que contribuam para criar um campo de igualdade de oportunidades entre os capixabas”, afirmou.

O secretário da Agricultura, Enio Bergoli, disse que a participação do governador no inicio oficial da colheita de Conilon demonstra o quanto o homem do campo é valorizado pelo Governo e como essa cultura é importante para o Estado. “Precisamos aumentar a qualidade desse produto, para continuarmos a avançar no setor e para isso o Governo se empenha e lança a terceira etapa da campanha de melhoria do café, que é o grande empregador no Espírito Santo. Estamos juntos para vencer essa e qualquer crise, pois o mercado quer qualidade. O Governo oferece tecnologia, por meio do Incaper, para os produtores, e somos reconhecidos nacionalmente por isso”, afirmou o secretário.

“O interior forte faz o Espírito Santo cada vez mais forte, e o Governo do Estado está fazendo muito bem o seu papel para que os municípios possam se desenvolver. Estamos felizes por abrigar tão grande evento, pois o Conilon transporta o nosso Estado para o Brasil e para fora dele”, apontou a prefeita Raquel Lessa.

Campanha

Na oportunidade, foi apresentada a campanha de ‘Melhoria da Qualidade do Café’. Com ações previstas em todo o Espírito Santo, a campanha conta com o envolvimento direto de 26 instituições, que vão trabalhar em conjunto com a Seag, na realização de aproximadamente 1,7 mil ações técnicas de capacitação (cursos, visitas técnicas, dias de campo, encontros, simpósios) até o final de 2010, oferecendo aos cafeicultores todas as informações e recursos para garantir as condições necessárias para melhorar a qualidade da produção.

O coordenador estadual do Programa de Cafeicultura, Romário Gava Ferrão, afirmou que o cafeicultor capixaba precisa se dedicar à produção com qualidade. “Ficamos preocupados em aumentar a produção, e nos tornamos o maior produtor de Conilon do País. É preciso fazer um bom planejamento, para estruturar a lavoura de acordo com a colheita, para não prejudicar a qualidade do fruto”, afirmou.

“Essas atividades do Governo são muito importantes para nós produtores, com elas sabemos da importância de se colher no momento certo e aumentar a nossa produtividade”, disse o produtor de São Gabriel da Palha, Solimar Cuquetto.

Infraestrutura

Na solenidade, a Seag repassou às prefeituras de São Gabriel da Palha, Nova Venécia, Vila Valério e São Domingos do Norte um conjunto de máquinas (retroescavadeiras e pás carregadeiras) como parte do trabalho lançado pelo Governo do Estado no final de abril, voltado à construção de ações estruturantes para amenizar os impactos causados pelas intempéries climáticas à população, ao meio ambiente e à agricultura.

Para recebimento das máquinas e caminhões, as prefeituras assinaram junto à Seama um Termo de Compromisso Ambiental (TCA), que estabelece normas para o uso das máquinas e implementos visando à redução dos impactos ao meio ambiente das atividades e obras a serem executadas.

Entre as cláusulas do termo está a adoção de medidas que visem à redução do escoamento superficial de águas das chuvas nas atividades de manutenção e recuperação de estradas vicinais e carregadores agrícolas para redução dos processos erosivos e, consequentemente, o assoreamento de recursos hídricos. Além disso, para garantir o bom uso dos equipamentos e adequação às normas do TCA, os operadores das máquinas e implementos serão capacitados pelas prefeituras, em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama).

Ao todo, serão entregues 110 equipamentos (retroescavadeiras, motoniveladoras, pás carregadeiras, rolos compactadores, caminhões pipa e caminhões basculante) a 66 prefeituras. Na ação, serão aplicados R$ 40 milhões, a partir do Programa Capixaba de Investimentos Públicos e Empregos.

Convênio

Na oportunidade o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, assinou um convênio com a Associação dos Pequenos Agricultores do Espírito Santo (Apages) para a reforma do Mercado popular de Alimentos. Os recursos repassados são da ordem de R$ 112 mil.

Homenagem

No “Dia do Início da Colheita do Café Conilon”, os agricultores do Espírito Santo ganharam um CD com a música, de composição dos artistas Ataíde & Alexandre, ‘Estado Abençoado’, que é dedicada à agricultura capixaba.

Cafeicultura no Espírito Santo

A cafeicultura é a principal atividade agrícola do Espírito Santo. Ela emprega 33% da população atividade do Estado e está presente em todos os municípios, exceto Vitória. Ocupa 500 mil hectares de área em 60 mil propriedades (das 90 mil existentes), e representa, sozinha, 40% do PIB do Estado.

Somente o café Conilon ocupa uma área de 300 mil hectares, em 40 mil propriedades. A atividade envolve 78 mil famílias e gera 220 mil empregos diretos e indiretos. Ele é cultivado em 64 municípios, em regiões quentes, com altitudes inferiores a 500 metros. Os maiores produtores são: Vila Valério, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Nova Venécia, Pinheiros e São Gabriel da Palha.
Fonte: Incaper

No Dia do Início da Colheita do Café Conilon, Estado incentiva cafeicultores a investir na melhoria da qualidade da produção

Nesta sexta-feira, dia 14 de maio, em todo o Espírito Santo é comemorado o “Dia do Início da Colheita do Café Conilon”. Para marcar a data, o Governo do Estado, em parceria com a prefeitura de São Gabriel da Palha e com a Cooperativa Agrária dos Cafeicultores da São Gabriel (Cooabriel) promove no município um grande encontro de cafeicultores e profissionais que atuam no setor. Aproximadamente mil pessoas devem participar.

A atividade acontece a partir das 8h30, no ginásio de Esportes ‘Anastácio Cassaro’, com as presenças do governador Paulo Hartung; do secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli; do presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Evair Vieira de Melo; do presidente da Cooabriel, Antônio Joaquim de Souza Neto; da prefeita de São Gabriel da Palha, Raquel Lessa; e de diversas lideranças da região.

Na oportunidade, será apresentada a Campanha de Melhoria da Qualidade do Café. Com ações previstas em todo o Espírito Santo, a campanha conta com o envolvimento direto de 26 instituições, que vão trabalhar em conjunto com a Seag, na realização de aproximadamente 1,7 mil ações técnicas de capacitação (cursos, visitas técnicas, dias de campo, encontros, simpósios) até o final de 2010, oferecendo aos cafeicultores todas as informações e recursos para garantir as condições necessárias para melhorar a qualidade da produção.

Infraestrutura

Na solenidade, a Seag vai repassar às prefeituras de São Gabriel da Palha, Nova Venécia, Vila Valério e São Domingos do Norte, um conjunto de máquinas (retroescavadeiras e pás carregadeiras) como parte do trabalho lançado pelo Governo do Estado no final de abril, voltado à construção de ações estruturantes para amenizar os impactos causados pelas intempéries climáticas à população, ao meio ambiente e à agricultura.

Ao todo, serão entregues 110 equipamentos (retroescavadeiras, motoniveladoras, pás carregadeiras, rolos compactadores, caminhões pipa e caminhões basculante) a 66 prefeituras. Na ação, serão aplicados R$ 40 milhões, a partir do Programa Capixaba de Investimentos Públicos e Empregos.

Homenagem

No “Dia do Início da Colheita do Café Conilon”, os agricultores do Espírito Santo ganharão uma homenagem. Os artistas Ataíde & Alexandre compuseram a música ‘Estado Abençoado’, que é dedicada à agricultura capixaba.

Serviço:
Dia de início da colheita do café conilon
Data: 14 de maio (Sexta-feira)
Horário: 08h30
Local: Ginásio de Esportes ‘Anastácio Cassaro’, em São Gabriel da Palha
Fonte: Seag

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cafeicultores do Sul do Estado se reúnem em Ibatiba nesta sexta (30)

Nesta sexta-feira (30), a partir das 8 horas, a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) promovem o 8º Encontro de Produtores de Café de Ibatiba. O evento conta ainda com a parceria da prefeitura do município e do Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (Cetcaf).

O evento vai destacar a produção de cafés arábica especiais em Ibatiba, atividade que está se destacando no município, e os resultados do Programa Renovar Arábica, que está proporcionando aumento de produtividade e agregando qualidade ao café da região. Além disso, no encontro serão discutidos a questão ambiental e as boas práticas agrícolas para o setor cafeeiro.

Os participantes receberão informações sobre as ações estratégicas para obter maior rentabilidade na propriedade cafeeira e para a produção de cafés superiores, as perspectivas do mercado do café, sobre reserva legal e Área de Proteção Permanente, e sobre crédito rural e crédito de produção da água. Haverá ainda, sorteio de brindes durante o evento.

Programação:

08:00 – Chegada e inscrição dos participantes
08:30 – Café da manhã e abertura da feira de insumos
09:00 – Abertura solene
10:00 – Ações estratégicas para a obtenção de maior rentabilidade na propriedade cafeeira - José Clério Moratti Dalmonech - Incaper
11:30 – Visita aos estandes da feira e almoço de confraternização
13:00 – Ações estratégicas para produção de cafés superiores - Fabiano Tristão Alixandre – Incaper
13:45 – Perspectivas do Mercado de café - Marcelo Silveira Netto – Presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória
14:30 – Reserva legal/ Área de Proteção Permanente - Murilo Pedroni – FAES/ SENAR
15:15 – Crédito Rural e Crédito de Produção de água - Paulo Cezar Federici – Bandes
16: 00 – Visita aos estandes da feira e encerramento.
Fonte: Incaper

sexta-feira, 12 de março de 2010

Cafeicultores têm dificuldades na colheita

As condições são muito desfavoráveis para a colheita, que deve começar mais cedo e terminar mais tarde

A colheita da safra 2010 de café no Brasil está cada vez mais próxima, e é bom os produtores estarem preparados, porque haverá sérias dificuldades. As condições são muito desfavoráveis para a colheita, que deve começar mais cedo, terminar mais tarde e ser mais custosa, com riscos para a produtividade e qualidade dos grãos. Tudo isso em ano de safra cheia, dentro do ciclo bienal da cultura (2009 foi de safra mais modesta).

O gerente de desenvolvimento técnico da Cooxupé, Joaquim Goulart, ressalta que as dificuldades virão em função do período estendido e de várias floradas em 2009, que foram desde julho até dezembro, quando normalmente se concentram em setembro e outubro.
Fonte: Revista Cafeicultura