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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Melles diz que normas para qualidade do café são fundamentais e destaca que pureza é inegociável

O presidente da Frente Parlamentar do Café, deputado federal Carlos Melles, declarou que as novas normas para a qualidade do café, criadas pelo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, são fundamentais para atestar a qualidade do que é produzido no Brasil. Ele disse que tais normas fazem parte de um conceito regulatório de qualidade e que se distinguem do “Selo de Pureza Abic”, que existe hoje.

Melles lembrou que o “Selo Pureza” deu início a esse processo que o setor vive hoje e foi instituído pelo então presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Américo Sato, com apoio do presidente do Instituto Brasileiro de Café (IBC) à época, Jório Dauster Magalhães. “Foi um grande diferencial para o café, que deu sustentação para o aumento de produtividade no Brasil, saltando de sete milhões de sacas daquela época para as quase 20 milhões de sacas e ainda incentivando para que daqui dois a três anos sejamos o maior consumidor de café do mundo. Isso tudo se deu por causa da criação do selo, que a cada dia mais deve ser preservado”, contou o presidente da Frente Parlamentar do Café.

Para Carlos Melles, a marca que possui um café impuro, deve ser cassada e comparou com as fraudes feitas em combustíveis. “É como a adulteração de combustível, só que o combustível quem bebe é o carro, e quem bebe café adulterado é o ser humano, então essa certificação não pode ter nenhum tipo negociação”, argumentou o deputado.

Melles ainda explicou que o “Selo de Pureza” é diferente das normas de qualidade que foram criadas nessa semana. “Pureza é uma coisa e qualidade é outra. O que se fez agora foi o lançamento de uma certificação da qualidade do café. É preciso fazer uma divulgação dessa normativa de forma bem didática, com explicação, para que todos conheçam seus efeitos”, disse o deputado.

“O Brasil tem os melhores cafés do mundo, o gourmet, o especial, cultivados nas melhores regiões para isso, como o Sul de Minas, a Mogiana Mineira, a Paulista e o Cerrado. Agora podemos fazer uma concorrência ou comprar café pela origem, por sua qualidade. Pureza é inegociável, devemos comprar café puro em toda e qualquer circunstância”, finalizou Carlos Melles.
Fonte: Revista Cafeicultura

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Governo vai passar a testar e a avaliar café

Novas regras estabelecem padrões de pureza e qualidade mínimos.

As marcas de café comercializadas no país terão de passar no teste de qualidade com um provador profissional da bebida. O Ministério da Agricultura publica nesta semana instrução normativa que prevê padrões de pureza e qualidade mínimos.

O teste será feito aleatoriamente com amostras retiradas das prateleiras do comércio. O governo vai checar ainda se o fabricante obedece ao teto de 1% para as impurezas, que passará a ser exigido na norma.

Provadores vão avaliar as características sensoriais do café. Os testes servem para apurar desde aroma e acidez até a finalização para apontar o gosto predominante na boca. A metodologia é inédita no mundo e se assemelha àquela usada pelos sommeliers na avaliação de vinhos.

A pureza do café é medida hoje pela Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), que atesta o cumprimento do teto com um selo. Segundo a instituição, 1.040 das 2.300 marcas nacionais são certificadas.

Nos casos em que a auditoria da Abic encontrou irregularidades, as impurezas variaram de 5% a 25%.

Além de oficializar e expandir a auditoria de pureza, o governo vai incorporar a metodologia para checagem de qualidade do café. Cerca de 180 técnicos que fazem a classificação dos grãos serão treinados para monitorar o produto industrializado.

Os fiscais vão inspecionar as linhas de produção das fábricas e as amostras coletadas no comércio serão enviadas para um laboratório.

Autuação

A gradação do teste varia de 0 a 10 pontos. A escala classifica os produtos como tradicional, superior e gourmet. O governo exigirá um mínimo de 4 pontos (tradicional). Os fabricantes que não atenderem aos critérios terão os lotes recolhidos e serão autuados. Em caso de reincidência, o ministério poderá fechar a indústria.
Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 23 de maio de 2010

Excelência para o café arábica no Estado

Em função do aumento da exigência do consumidor, governo lança programa para melhorar a produção desse tipo de grão

Para comemorar o Dia Nacional do Café, amanhã, o governo do Estado inicia um amplo trabalho para oferecer aos produtores rurais que investem na atividade cafeeira as condições necessárias para melhorar a qualidade da produção.

As ações que serão realizadas, as tecnologias e os tratos indicados para garantir padrão de excelência ao café arábica produzido na região de montanha do Estado serão apresentados pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) durante encontro de cafeicultores em Castelo, que ocorre amanhã.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, o investimento tem retorno: em média, o valor da saca de café arábica com qualidade superior é R$ 100 maior do que uma saca de café sem este incremento.

“A busca incessante pela qualidade dos cafés se justifica pela exigência cada vez maior dos consumidores, e nem tanto como vantagens adicionais de preços do produto, mas como uma premissa à permanência dos cafeicultores num mercado cada vez mais competitivo”, frisou. E prosseguiu:

“Os cafeicultores terão todo o apoio necessário para continuar evoluindo, até o ponto de atingir a excelência na produção.”

No Espírito Santo, a cafeicultura de arábica envolve 140 mil pessoas. As lavouras estão presentes em aproximadamente 20 mil propriedades rurais, distribuídas em 48 municípios.

São 195.600 hectares ocupados com as plantas, e para a safra de 2010, que acaba de começar, a previsão é que sejam produzidas 2,9 milhões de sacas.

Os municípios que mais produzem o grão são Brejetuba, Iúna, Vargem Alta, Ibatiba e Irupi.

“O processo de certificação dos cafés é um caminho sem volta, pois cada vez mais o mercado requer uma garantia que comprove pelo menos o uso de boas práticas agrícolas, a rastreabilidade e a proteção ao meio-ambiente e ao homem, seja cafeicultor ou consumidor do produto final”, ressalta Enio Bergoli.

Governo vai testar padrões de pureza do café
As marcas de café vendidas no País terão de passar no teste de qualidade com um provador profissional da bebida. O Ministério da Agricultura publica nesta semana instrução normativa que prevê padrões de pureza e qualidade mínimos.

O teste será feito aleatoriamente com amostras retiradas das prateleiras do comércio.

O governo vai checar ainda se o fabricante obedece ao teto de 1% para as impurezas, que passará a ser exigido na norma.

Provadores vão avaliar as características sensoriais do café. Os testes servem para apurar desde aroma e acidez até a finalização para apontar o gosto predominante na boca.

A metodologia é inédita no mundo e se assemelha àquela usada pelos sommeliers na avaliação de vinhos. Os fiscais vão inspecionar as linhas de produção das fábricas e as amostras coletadas no comércio serão enviadas para um laboratório.

A gradação do teste varia de zero a 10 pontos, e o governo deverá exigir um mínimo de 4 pontos (tradicional).
Fonte: Jornal A Tribuna