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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Tem início a comercialização do arábica

Grande percentual de grãos verdes provoca deságio de até R$ 40 na saca do produto de algumas regiões nas primeiras negociações da nova temporada.

Os preços do café robusta no Brasil têm registrado sucessivas quedas logo após o início da safra no Espírito Santo. A maior oferta do produto e o menor interesse dos compradores pressionam as cotações. O indicador Cepea/Esalq do robusta tipo 6 peneira 13 acima teve média de R$161,29 pela saca de 60 quilos na primeira quinzena de abril.

As negociações iniciais do café arábica da safra 2010/2011 começaram na terceira semana de abril no mercado brasileiro. Pesquisadores do Cepea afirmam que os preços para o grão, dependendo da região de origem, estão com deságio de cerca de R$ 40 pela saca, e essa redução de preço ocorre por conta do grande percentual de catação - de 30% a 50% de grãos verdes.

As exportações de março alcançaram 2,6 milhões de sacas, para uma receita de US$ 412 milhões. O mês apresenta variação positiva de 0,2% no volume e de 18,4% na receita em relação ao ano passado. Em comparação com o mês de março dos últimos cinco anos, o período em 2010 foi o que registrou a melhor performance nas exportações, segundo dados do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O diretor-geral da entidade, Guilherme Braga, acrescenta que o bom resultado na receita se deve à recuperação dos preços internacionais.

A safra nacional do grão é estimada em 2,654 milhões de toneladas (44,2 milhões de sacas), de acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um decréscimo de 4,7% em relação a fevereiro. Segundo o relatório, a queda pode ter sido causada pelo Espírito Santo, que teve produção de café arábica reduzida, em razão de más condições climáticas.
Fonte: Revista Cafeicultura

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Café: início da safra e pedido por preço maior

Centenas de produtores rurais da Região Norte e Noroeste, além de autoridades, se reuniram, ontem, no evento que marcou o 1º Dia da Colheita do Café Conilon, em São Gabriel da Palha, Noroeste do Estado. Com a crise que se instalou no setor cafeeiro, a maior expectativa dos agricultores era a negociação com o governo federal para fixar um preço mínimo da saca de café. O valor em discussão é de R$ 180.

O ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento Wagner Rossi, que viria para discutir o valor com produtores, não compareceu ao evento. O secretário estadual de Agricultura Enio Bergoli apresentou o preço mínimo da saca aos produtores, mas alguns ainda acharam baixo. Atualmente muitos produtores sofrem com o baixo preço e a qualidade do grão. A saca está sendo vendida a R$ 156.

Durante o evento a secretaria estadual de Agricultura anunciou 1.700 ações para melhorar a qualidade do café no Estado. Diversos cursos, folhetos, cartazes, dia de campo, serão elaborados com este objetivo.

“Temos problemas com excesso de grãos verdes, cheiro de fumaça. E, mesmo na crise, o mercado requer qualidade, a qualidade não é só para ter preços adicionais, mas significa a permanência do produtor no mercado”, ressaltou o secretário. O investimento do Estado para melhoria da qualidade do café será de R$ 40 milhões.

A previsão de colheita do café conilon e arábica no Espírito Santo, este ano, é de R$ 11 milhões de sacas.

Cinco máquinas para cidades do Norte e Noroeste
O Dia da Colheita do Café Conilon, em São Gabriel da Palha, também foi marcado pela doação de cinco máquinas aos municípios da região Norte e Noroeste. O secretário de Agricultura, Enio Bergoli, disse que uma patrulha mecanizada nos municípios vai melhorar a trafegabilidade das estradas rurais. São duas máquinas para São Gabriel da Palha, uma para Vila Valério, uma para São Domingos e uma para Mantenopólis. Ao todo governo do Estado doará 110 máquinas e caminhões para 67 municípios do Estado.

Preço
R$ 180 por saca - Este é o preço mínimo da saca de café em negociação com o governo federal. Hoje a saca é vendida a R$ 156,00.
Fonte: Jornal A Gazeta - 15/05/10

sexta-feira, 14 de maio de 2010

No Dia do Início da Colheita do Café Conilon, Estado incentiva cafeicultores a investir na melhoria da qualidade da produção

Nesta sexta-feira, dia 14 de maio, em todo o Espírito Santo é comemorado o “Dia do Início da Colheita do Café Conilon”. Para marcar a data, o Governo do Estado, em parceria com a prefeitura de São Gabriel da Palha e com a Cooperativa Agrária dos Cafeicultores da São Gabriel (Cooabriel) promove no município um grande encontro de cafeicultores e profissionais que atuam no setor. Aproximadamente mil pessoas devem participar.

A atividade acontece a partir das 8h30, no ginásio de Esportes ‘Anastácio Cassaro’, com as presenças do governador Paulo Hartung; do secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli; do presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Evair Vieira de Melo; do presidente da Cooabriel, Antônio Joaquim de Souza Neto; da prefeita de São Gabriel da Palha, Raquel Lessa; e de diversas lideranças da região.

Na oportunidade, será apresentada a Campanha de Melhoria da Qualidade do Café. Com ações previstas em todo o Espírito Santo, a campanha conta com o envolvimento direto de 26 instituições, que vão trabalhar em conjunto com a Seag, na realização de aproximadamente 1,7 mil ações técnicas de capacitação (cursos, visitas técnicas, dias de campo, encontros, simpósios) até o final de 2010, oferecendo aos cafeicultores todas as informações e recursos para garantir as condições necessárias para melhorar a qualidade da produção.

Infraestrutura

Na solenidade, a Seag vai repassar às prefeituras de São Gabriel da Palha, Nova Venécia, Vila Valério e São Domingos do Norte, um conjunto de máquinas (retroescavadeiras e pás carregadeiras) como parte do trabalho lançado pelo Governo do Estado no final de abril, voltado à construção de ações estruturantes para amenizar os impactos causados pelas intempéries climáticas à população, ao meio ambiente e à agricultura.

Ao todo, serão entregues 110 equipamentos (retroescavadeiras, motoniveladoras, pás carregadeiras, rolos compactadores, caminhões pipa e caminhões basculante) a 66 prefeituras. Na ação, serão aplicados R$ 40 milhões, a partir do Programa Capixaba de Investimentos Públicos e Empregos.

Homenagem

No “Dia do Início da Colheita do Café Conilon”, os agricultores do Espírito Santo ganharão uma homenagem. Os artistas Ataíde & Alexandre compuseram a música ‘Estado Abençoado’, que é dedicada à agricultura capixaba.

Serviço:
Dia de início da colheita do café conilon
Data: 14 de maio (Sexta-feira)
Horário: 08h30
Local: Ginásio de Esportes ‘Anastácio Cassaro’, em São Gabriel da Palha
Fonte: Seag

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Comércio aquece com o início da safra do café

Época de colheita do café o fluxo de dinheiro aumenta em vários setores da economia. No comércio, o movimento maior de dinheiro nas cidades gira em torno de segmentos como supermercados e lojas de roupas, onde as vendas aumentam em até 50%. Os outros setores acompanham uma elevação de 30%. Brejetuba e Iúna lideram os números, pois juntos, devem produzir esse ano quase 600 mil sacas de café, gerando mais de 10 mil empregos nas lavouras.

A temporada de bons negócios começou no mês passado e segue até setembro. Muitos comerciantes afirmam que o período da safra supera o faturamento do final do ano. Os lucros são maiores até mesmo que o natal. Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Iúna, o comércio da cidade sobrevive principalmente do café.

"Nesse início, o setor que recebe de cara um montante maior de dinheiro são os supermercados e lojas de roupas.

Com mais dinheiro no bolso, as pessoas consomem mais e acabam gastando também com roupas. Muita coisa que faltava em casa. Outras pessoas aproveitam para pagar dívidas em outros comércios", conta o presidente da ACII, Jobes José de Freitas.

Não é para menos, só em Brejetuba e Iúna serão 12 mil empregos diretos na lavoura, isso sem contar, uma média de 20 mil pessoas que já vivem no campo e tem atividade rural. Elas também têm o poder de compra maior na época da safra.

O que atrai os trabalhadores são os valores pagos pelos agricultores. Alguns trabalham pelo dia de serviço, outros ganham por produção. Os valores variam em média de R$ 30 a R$ 80 por pessoa no dia. No final do mês, o salário rende mais que muito emprego formal.

"Além das vagas de emprego abertas só no período de lavoura, que muitas vezes são preenchidas por pessoas de outras cidades. Tem também o pessoal que já mora na zona rural e ganha mais dinheiro com a colheita. Uns estavam desempregados ou desenvolvendo outras funções.", afirma a diretora do sindicato de trabalhadores rurais de Iúna, Edir da Silva.

Horário especial

Para não deixar as vendas escaparem muitos lojistas optam por horários especiais de funcionamento. Em Brejetuba, os supermercados funcionam nas sextas-feiras até às 20h, aos sábados o horário segue até 16h. A esticada a mais garante o atendimento maior.

"A opção é para atender principalmente as pessoas que trabalham na roça. Nos dias que não vão para lavoura ou saem mais cedo, ainda podem fazer as compras. Aqui na cidade, calculamos um crescimento de até 40% nas vendas de todos os setores juntos", afirma a Presidente da Câmara de Dirigente Lojista de Brejetuba, Liliane Belisário.

Safra menor que o ano passado

Mesmo com os números positivos nas vendas do comércio, o INCAPER, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, calcula que este ano, vai acontecer uma redução de 20% na colheita. A queda se deve a longa estiagem durante período de verão. Brejetuba, que lidera a produção de café arábica no estado, vai produzir 50 mil sacas a menos. Já Iúna, que segue na segunda produção estadual, serão quase 100 mil sacas a menos. Um prejuízo de mais de R$ 20 milhões para região.

"Tivemos que adiantar a colheita e mesmo assim encontramos grãos ruins que não vingaram. Vamos ver se no meio da safra vai haver alguma recuperação do setor. É o que a gente espera", lembra Onofre Almeida, chefe do Incaper de Iúna.

O preço do café também não anda agradando o agricultor, a média de preço é de R$ 190 até R$ 290. Um valor que já perdura na região há anos sem nenhum tipo de aumento, a aposta dos agricultores agora é no café de qualidade com preços melhores oferecidos pelo mercado.

"Aqui em Brejetuba são 1200 propriedades que vivem do café, 220 hoje trabalham com o café cereja despolpado com melhor preço. Mas todos estão se deparando com insumos altos e pouco retorno nos lucros", afirma Fabiano Tristão, chefe do Incaper de Brejetuba.

Sul representa 40% da produção de café estadual

A produção de café arábica em todo estado está estimada em cerca de 3 milhões de sacas. Outros municípios que se destacam na região são: Vargem Alta, Muniz Freire, Irupi, Ibatiba e Afonso Cláudio. Mais de 90% da produção do Espírito Santo vem do sul. Em números, equivale a cerca de 2,5 milhões de sacas.

Nos municípios mais quentes se planta também o café tipo conilon e são produzidas cerca de 1,5 milhões de sacas. Somando a produção das duas variedades, a região sul totaliza uma produção de mais de 4 milhões de sacas, representando cerca de 40% da produção capixaba.
Fonte: Gazeta Online Sul