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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Café: Não é objetivo ser policialesco, diz ministério

A nova normatização para o setor do café visa apenas a qualidade do alimento que chega ao consumidor.

"Não é intenção do Ministério da Agricultura ser policialesco", diz Maçao Tadano, diretor do Dipov (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal).

Pela nova instrução, as empresas terão dois caminhos para classificar seus produtos. Contratar o serviço de empresas registradas no ministério ou fazer o registro no ministério para ter um classificador.

No momento, nenhuma das duas opções é possível.

Fábio Fernandes Florenço, coordenador do Dipov, reconhece as dificuldades na montagem dessa estrutura, mas diz que os primeiros passos, após a vigência da instrução, serão mais orientativos. "É uma contribuição para melhorar o café", diz ele.

Almir José da Silva Filho, presidente da Abic, diz que a reação de parte do setor ocorre porque o tempo é curto para implementar as medidas, "mas a instrução vai promover a melhora do produto do cafeicultor ao consumidor".

Sidney Marques Paiva, do café Bom Dia, diz que, para a grande indústria, não haverá grandes problemas de adaptação, à exceção da burocracia para se cadastrar.

Para Ambrozio Cohen Assayag, da Café Manaus (AM), "essas medidas vão burocratizar o que já é ruim. Quando entra o governo, começa o infortúnio de quem tem de cumprir a legislação".

Mario Panhotta, da Cooxupé, maior cooperativa de café do país, diz que o produtor não produz café de baixa qualidade por opção, mas devido a problemas climáticos, como neste ano.

"A instrução é um desafio e tem de ser implementada, mas o produtor não deve pagar a conta sozinho", diz ele.

Guilherme Braga, do Cecafé (setor exportador), diz que, do lado dos exportadores, não há grandes alterações. Já os importadores -que começam a ter maior peso, com a entrada de produtos de valor agregado das multinacionais- estão preocupados.

"Como classificar as cápsulas se o governo não tem equipamentos adequados para isso?", indaga um importador. Além disso, o produto pode ficar dias parado no sol no porto, prejudicando sua qualidade, diz esse mesmo importador.
Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Consumidor pode sentir a alta nos preços do café

Preocupações com a oferta de café estão levando a commodity a bater recordes de preço no mercado internacional. E, caso a alta persista, a conta pode chegar ao consumidor brasileiro.

Assim como ocorre com todas as commodities, a valorização do café também tem origem no mercado financeiro. Mas o balanço entre oferta e demanda legitima a alta.

Os estoques nos países produtores estão no menor nível da história, segundo a OIC (Conselho Internacional do Café). Para este ano, eles são estimados em 11,7 milhões de sacas pela entidade, ante 20,9 milhões em 2009.

A esperança para tornar o quadro mais confortável era o Brasil, responsável por um terço da safra mundial. Em ano de elevada produção no regime de bianualidade da cultura, a expectativa era que o país produzisse o suficiente para garantir bons estoques para a safra 2011/12, que será menor.

Mas pouco café deve sobrar, devido à menor oferta de outros exportadores, como a Colômbia, e ao contínuo aumento da demanda. "A safra brasileira não será suficiente para dar tranquilidade ao mercado", diz Silvio Leite, sócio da Agricafé, comercializadora do grão. "O nível dos estoques mundiais vai crescer muito pouco", afirma José Carlos Vannini, sócio da MBAgro.

Reflexo no bolso

Apesar de o café robusta não ter acompanhado a intensidade da valorização do arábica, Nathan Herszkowicz, da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), diz que, caso a alta persista, haverá aumento nos preços ao consumidor. "Grandes variações acabam repercutindo no mercado de forma geral", afirma.

Segundo Anselmo Magno, da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores de Franca), o preço da saca vendida pelos cooperados passou de R$ 315 para R$ 340 em uma semana.
Fonte: Jornal Folha de S.Paulo/ Peabirus

terça-feira, 27 de julho de 2010

País será o maior consumidor de café até 2014

Maior produtor e exportador de café do mundo, o Brasil está às vésperas de tornar-se também o maior consumidor mundial do produto.

Estudo da consultoria MBAgro indica que, se o país mantiver o crescimento previsto para 2010, de 7% ao ano, pelos próximos três ciclos de produção, na safra 2013/2014 será o maior mercado mundial, com consumo de 24,57 milhões de sacas.

O aumento da renda, aliado à sofisticação do consumo, garante o cenário propício para a maior presença do café na mesa dos brasileiros -seja por aumento do poder aquisitivo ou pela maior curiosidade de provar especialidades diferentes.

No ano passado, os brasileiros demandaram 18,75 milhões de sacas de café verde, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), o que representa um consumo de 5,8 quilos por habitante ao ano.

O país ficou atrás apenas dos EUA, onde foram utilizadas 23,33 milhões de sacas.

Nas suas estimativas, a MBAgro atribui um crescimento marginal de 0,5% ao ano para o consumo norte-americano. Para o brasileiro, a estimativa é de uma expansão de 7% ao ano até a safra 2013/2014, anunciada pela Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café).

Segundo César de Castro Alves, analista da MBAgro, a produção tem condições de acompanhar essa expansão. "Tudo depende do preço pago ao produtor e da rentabilidade da atividade", diz.

Neste ano, o setor recompõe suas margens, após anos de estabilidade nas cotações. Quebra de safra na Colômbia e em importantes produtores da América Central estão provocando altas nos preços.

"No país, a saca de café que era vendida por R$ 250 em maio agora é comercializada em torno de R$ 310", diz Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic. No varejo, a indústria deve aplicar um reajuste de pelo menos 15% nas próximas semanas.
Fonte: Folha de S.Paulo

domingo, 11 de julho de 2010

Feira traz novidades que vão facilitar a vida do consumidor

Indústrias do setor de alimentos criam produtos para ajudar quem não tem muito tempo para cozinhar

Bacalhau desfiado e dessalgado, mistura para bolo no sabor aipim com coco, torta capixaba congelada e polvo ao vinagrete são os produtos que, a partir de agora, poderão ser encontrados nos supermercados.

Para surpreender o consumidor, as indústrias de alimentos não param de criar gostosas facilidades para quem não tem muito tempo para ficar na cozinha.

As novidades vão ser apresentadas durante a Super Acaps/PanShow 2010, que começa amanhã e vai até quinta-feira, no Pavilhão de Carapina, na Serra. Neste ano, o evento vai reunir fornecedores voltados para supermercados e padarias. O público poderá conferir as ofertas de equipamentos, serviços e produtos a partir das 16h.

No setor de alimentos prontos, mais de 15 pratos vão deixar as famílias com água na boca. Uma das atrações será a torta capixaba congelada, da empresa Nau Catering.

Para quem gosta de doces e não domina a culinária, a Buaiz Alimentos vai lançar na feira sua nova linha de mistura para bolos: a Regina Premium. São quatro sabores: aipim com coco, limão cremoso, chocolate com café, além de massa para bolinho de chuva. Em homenagem ao município da Serra, o grupo vai lançar também o café Mestre Álvaro, nas versões tradicional e extra forte.

Há mais destaques na feira. Um deles é o óleo de cozinha feito de algodão, comercializado pela Diskipan.

Feira diferente
Na feira deste ano, a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) espera receber mais de 24 mil visitantes. A expectativa é de que mais de R$ 135 milhões em negócios sejam fechados nos três dias de encontro. Esta edição da feira da Acaps foi integrada ao PanShow, organizado pelas panificadoras.

"A cada ano procuramos melhorar a convenção, tornando-a ainda mais propícia aos negócios. Nesta fizemos um pouco mais, com a inclusão dos panificadores. Por isso, estamos insistindo com os expositores para que se preparem para realizar bons negócios", afirma Waldês Calvi, presidente da Acaps.

A feira terá 14,5 mil metros quadrados. Como nos anos anteriores, a Acaps fará um ciclo de palestra. Neste ano, a abertura dos debates será feita pelo jornalista Caco Barcelos. O repórter da Rede Globo falará, amanhã às 14h30, sobre a exigência do consumidor.

Além de conferir as novidades e participar das palestras, quem for ao evento e fizer uma compra de pelo menos R$ 700, ganhará um cupom para concorrer a um Gol zero quilômetro.

Encontro para atualizar os negócios
A Super Acaps/PanShow também terá um Encontro das Centrais de Negócios, um evento desenvolvido pela Associação Brasileira de Supermercado (Abras). O evento ocorrerá no primeiro dia da feira, a partir de 19 h. O objetivo do encontro é proporcionar às centrais de negócios e seus filiados uma gama de informações e sólidos conhecimentos capazes de contribuir para o desenvolvimento das estruturas comerciais e organizacionais das empresas e também atualizar os participantes quanto às novidades. Durante a reunião, haverá a apresentação de um case, feito pelo Superintendente da Super Rede, do Ceará, Paulo Angelo, que falará sobre a multiplicação dos pequenos negócios. Em seguida, haverá uma mesa redonda sobre as linhas de financiamento voltadas para quem deseja construir ou reformar uma loja. Além do encontro de negócios, haverá na feira um Salão do Café, organizado pelo Sindicato das Torrefações do Estado (Sincafé).

Confira alguns dos lançamentos
Quinze pratos saborosos
Para quem não tem tempo de ir para a cozinha, a empresa Nau Catering vai apresentar sua linha de 15 pratos diferentes de alimentos congelados. Entre as opções há anéis de lula, empadão de frango, frango desfiado com ervilha (foto), lagarto, polvo em cubos ao vinagrete, arroz de bacalhau, carne seca desfiada, bacalhau com purê de batata e até torta capixaba.

Bolo de aipim, limão e chocolate com café
A Buaiz Alimentos vai lançar a mistura para bolo Regina Premium, nos sabores aipim com coco, limão cremoso, chocolate com café e bolinho de chuva.

Achocolatado e creme de leite
A Capel vai lançar dois novos produtos. Um dos lançamentos é o creme de leite. E o outro é o achocolatado, em embalagem de 200 gramas, dirigido ao público infanto juvenil.

Café Mestre Álvaro
Para homenagear o município da Serra, a Buaiz Alimentos vai lançar o Café Mestre Álvaro. O produto vem nas versões tradicional e extra forte.

Conservas saborosas
A La Rioja vai apresentar sua linha de conservas (aspargos, picles, cebolinha, alcachofra, tremoço, cogumelo, tomate seco, molhos de tomate, frutas secas e em calda e linha de azeitonas). Lança, ainda, seu azeite extravirgem com 0,1% de acidez.

Queijo magro
A Laticínios Porto Alegre vai lançar no evento seu queijo minas frescal light.

Óleo especial
A empresa Diskpan vai apresentar na feira o óleo de algodão, uma alternativa ao óleo de soja.

Bacalhau sem trabalho
A Pif Paf vai apresentar o Bacalhau Desfiado. O produto é dessalgado e pode ser usado em tortas e sanduíches.

Vai um cafezinho?
O Café Meridiano vai apresentar duas máquinas de café expresso. Os equipamentos são modernos e voltados principalmente para padarias, cafeterias, restaurantes, hotéis e outros. As máquinas devem ser operadas por profissionais baristas.

Agenda
Dias: o evento começa amanhã e vai até quinta-feira.
abertura: A feira abre a partir das 16 horas.
Inscrições: Podem ser feitas na Secretaria instalada no evento ou previamente. acessando o site www.acaps.org.br.
Palestras: a partir das 14 horas.
Palestrantes: Caco Barcelos e Waldemar Martins de Carvalho, na terça-feira; Rodney Miranda, Içami Tiba e Cláudia Matarazzo, na quarta-feira; Valdir Castelli, Professor Marins e Haroldo Ribeiro, na quinta-feira.
Fonte: Jornal A Gazeta

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Indústria do café prevê que Brasil seja o maior consumidor de café do mundo em 2012

Primeiro produtor e segundo consumidor mundial de café, o Brasil tem em seu mercado interno um grande estímulo: a bebida é consumida diariamente por mais de 97% dos cidadãos acima dos 15 anos, segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Em 2009, foram industrializados 18,39 milhões de sacas de café, 4,15% a mais do que no ano anterior (17,65 milhões de sacas).

A previsão do setor para este ano é que o consumo interno cresça 5% e passe para 19,31 milhões de sacas.

O país está atrás apenas dos Estados Unidos, já que os americanos consomem entre 20 e 21 milhões de sacas/ano. Mas, o consumo interno brasileiro é o que mais cresce, com taxas médias de 4% a 5% ao ano. A meta nacional é chegar a 2012 com um consumo interno de 21 milhões de sacas, fazendo assim do Brasil o maior consumidor mundial, informa a Abic.

“Isso é resultado da melhoria da qualidade que vem sendo ofertada ao consumidor e das campanhas de esclarecimento dos benefícios do café para a saúde humana, feitas tanto junto aos consumidores quanto à classe médica e profissionais da saúde”, disse a Abic por meio de sua assessoria.

Nenhum outro país produz e exporta mais café que o Brasil e, como aponta a pesquisa da Abic, desde 2002 o país produz principalmente em grão torrado ou torrado e moído para vender aos Estados Unidos. Porém, novos mercados estão sendo abertos com a promoção comercial, como Japão, Coréia do Sul, Argentina, Chile e países do leste europeu. Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Bahia e Rondônia são os maiores produtores.

A produção de café tem como característica a bienalidade, ou seja, um ano de grande safra seguido de um ano de safra menor.

Em 2010, de acordo com a segunda estimativa divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em maio, o Brasil irá colher 47,04 milhões de sacas de 60 quilos.

Esse resultado representa um acréscimo de 19,2% (ou de 7,5 milhões de sacas) quando comparado à produção da safra 2009 (39,47 milhões de sacas). Isso porque 2010 é um ano de “bienalidade positiva”.

A pesquisa aponta que o consumo per capita em 2009 foi de 5,81 kg de café em grão cru ou 4,65 kg de café torrado: o brasileiro bebeu quase 78 litros de cafezinho em um ano, uma alta de 3% em relação a 2008. Os brasileiros estão consumindo mais xícaras e diversificando o uso da bebida durante o dia, como expressos, cappuccinos e outras combinações com leite. O consumo per capita brasileiro é próximo ao alemão, de 5,86 kg/habitantes ao ano, e já supera os índices da Itália e da França, que são grandes consumidores de café.

Em relação às principais mudanças no mercado de café, a Abic acredita que os consumidores estão em busca de praticidade e de produtos inovadores.

Vem crescendo muito o mercado de monodoses, que são as doses únicas, seja em sachê ou em cápsulas. Cafeterias também passam a oferecer ambientes que representam a continuidade dos lares dos consumidores. Para a entidade, o café está conquistando um público que também busca momentos prazerosos, como o preparo de expresso em casa ou no trabalho.
Fonte: JB Online

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Brasil caminha para se tornar o maior consumidor de café do mundo

Por quase cem anos, o café foi o principal item de exportação do Brasil e o País controlava o preço e o fornecimento mundial do produto. Mas o Brasil agora caminha para se tornar o maior consumidor de café do mundo, superando até mesmo os Estados Unidos, o atual líder. Dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) indicam que o consumo nacional do café poderia superar o dos Estados Unidos já em 2012 se o atual ritmo de expansão for mantido.

Mesmo diante da crise mundial, a expansão do consumo no Brasil foi de 4% em 2009. As vendas do setor chegaram a US$ 6,8 bilhões e a aposta é de atingir US$ 7,1 bilhões até o fim do ano. O consumo per capita alcançou 5,8 quilos por ano de café e, em 2009, 18,4 milhões de sacas foram consumidas no mercado doméstico.

Em termos de consumo per capita, o Brasil já é o líder mundial, segundo dados da Organização Internacional do Café (OIC). Em dez anos, o consumo brasileiro subiu em 49%, segundo a entidade. A OIC também aposta que o Brasil terá uma produção recorde de café em 2010/11. Hoje, 40% da safra é destinada para o consumo doméstico e, segundo a entidade, 95% da população com mais de 15 anos afirma tomar pelo menos um cafezinho por dia.

Tradicionalmente, o café tem sido uma bebida preferida nos países europeus e nas Américas. Mas até o século 18 seu consumo se limitada aos países islâmicos. O comércio europeu mudou o mapa do consumo e da produção. Hoje, o País controla 32% do mercado mundial. Para superar os Estados Unidos como maior consumidor, o Brasil precisa atingir 21 milhões de sacas de caf&eacut e; por ano, o que a Abic acredita que ocorra em dois anos. Um dos motivos para a expansão do consumo é o aumento da renda.

Mas a maior variedade de grãos e de produtos também tem sido considerados como fundamental para a expansão. O consumo brasileiro em alta deve ainda contribuir para a elevação dos preços internacionais do café. Segundo a consultoria Macquarie Research, a safra de arábica no Brasil em 2010 deve chegar entre 50 e 52 milhões de sacas. Um temor é a chuva nos primeiros meses de 2010, com o potencial de atrapalhar a produção final.

No restante da América Latina, a produção também tem enfrentado problemas. Em nove países da região - excluindo o Brasil - a safra já foi 28% menor entre outubro de 2009 e janeiro de 2010 que no mesmo período em 2008. Só na Colômbia, a produção despencou 33%.
Fonte: Faes (Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo)