segunda-feira, 3 de maio de 2010

Concurso incentiva produtores a melhorar qualidade do café em Cachoeiro de Itapemirim

Com o objetivo de incentivar a melhoria da qualidade do café Conilon em Cachoeiro de Itapemirim, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, realizam o 1º Concurso de Café do município. O lançamento da competição será nesta terça-feira (04), às 8 horas, no teatro Rubem Braga.

No lançamento, técnicos especializados no setor cafeeiro irão orientar aproximadamente 150 agricultores participantes sobre as boas práticas de manejo para se chegar a um café de qualidade, além de informar as oportunidades mercadológicas para o produtor que oferece um produto diferenciado.

“No momento estamos lançando as bases do concurso, e no evento pretendemos explicar a importância de utilizar técnicas adequadas de manejo da lavoura, transmitidas pelos técnicos do Incaper e da Prefeitura, de modo que as orientações possam contribuir para o aumento da produtividade, da qualidade e consequentemente da renda familiar. Nesse sentido, estamos incentivando os agricultores por meio do reconhecimento e premiação do esforço na produção”, afirma o Chefe do Centro Regional Sul Caparaó do Incaper, Gilson Tófano.

Durante o evento, o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, José Arcanjo Nunes, apresentará o Regulamento do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café, de modo que para participar é necessário seguir algumas regras.

No procedimento de orientação aos produtores, o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, vai abordar a importância da qualidade do café, os cuidados na colheita e pós-colheita na lavoura. Dando seguimento, o pesquisador e coordenador do Programa de cafeicultura do Estado, Romário Gava Ferrão, fala das tecnologias de produção e condução de lavoura de café. E para falar do mercado atual foi convidado o presidente da Cooperativa de cafeicultores do Sul do Espírito Santo (Cafesul), Carlos Renato Alvarenga Theodoro.

Café em Cachoeiro de Itapemirim

No município, os agricultores utilizam do café e da pecuária de leite como atividades principais geradoras de renda familiar. Ao todo são quase 900 produtores que atuam na cafeicultura, sobretudo na variedade 'Conilon'.

Inscrições

As inscrições vão acontecer de 28 de junho a 30 de julho, no Centro de Classificação e Degustação de Café de Cachoeiro de Itapemirim, localizado na Rodovia do Valão.

Premiação

1º lugar: R$ 5 mil
2º lugar: R$ 3 mil
3º lugar: R$ 2 mil
4º lugar: R$ 1,5 mil
5º lugar: R$ 1 mil

Programação:

8 h – Inscrições e café da manhã

08h 30 – Abertura

9h – Regulamento do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café

Palestrante: Secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, José Arcanjo Nunes


09h 30 – Importância da Qualidade de Café. Cuidado na colheita e pós colheita.

Palestrante: Diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo


10h 20 – Tecnologia de Produção – Condução de Lavoura de Café

Palestrante: Pesquisador do Incaper, Romário Gava Ferrão

11h20 – A importância do cooperativismo na cafeicultora

Palestrante: Presidente da Cafesul, Carlos Alvarenga Theodoro


12h – Almoço
Fonte: Incaper

1º Salão de Cafés Especiais do Espírito Santo

A BR TOTAL Marketing Promocional foi a empresa contratada pelo Sincafé, para a criação e execução do projeto do 1º Salão de Cafés Especiais do Espírito Santo, com data marcada para 13, 14 e 15 de Julho durante a Super Acaps Panshow 2010.
Fonte: Coluna Propaganda - Jornal A Tribuna

Exportação de café em abril cai 5% ante mesmo mês de 2009

A exportação de café em abril (20 dias úteis) alcançou 2,199 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa redução de 5,17% em relação ao mesmo mês do ano passado (2,319 milhões de sacas). Em termos de receita cambial, porém, houve elevação de 17,57% no período, para US$ 346,6 milhões, em comparação com US$ 294,8 milhões em abril de 2009.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3) pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

Quando comparada com o mês anterior, a exportação de café em abril apresenta queda de 11,72% em termos de volume. Em março, foram embarcadas 2,491 milhões de sacas. A receita cambial foi 10,32% menor, considerando faturamento de US$ 386,5 milhões em março.
Fonte: Notícias Agrícolas

ENTREVISTA - Carlos Melles: o setor cafeeiro precisa de uma política concreta

Presidente da Frente Parlamentar do Café, o deputado Carlos Melles (DEM-MG) espera que os futuros governantes do Brasil assumam compromissos para a construção de uma política pública concreta para o setor cafeeiro, que, segundo informou, é o que mais gera empregos no País. Melles aponta, nesta entrevista ao Jornal da Câmara, os quatro pilares para a política cafeeira que o setor espera do próximo presidente e dos governos estaduais - entre eles, a fixação de preço mínimo para o grão. No quarto mandato de deputado federal, Melles foi ministro do Esporte e Turismo entre 2000 e 2002.

Qual o principal objetivo da Frente Parlamentar do Café?
A Frente Parlamentar do Café é composta por 314 deputados federais e senadores de diversos partidos. Foi instalada há cinco anos, sendo por mim presidida nos últimos três. Nosso objetivo é apontar soluções para uma política pública efetiva para a cafeicultura, que é o setor que mais emprega no Brasil.

O que seria necessário hoje para o Brasil fortalecer o setor cafeeiro?
Recentemente, a frente apontou quatro pilares para a política cafeeira, que o setor quer como compromissos do próximo presidente da República e governadores na busca de soluções mais concretas para os produtores de café. O governo de qualquer país que tem o status de ser o maior produtor de café - e logo será o maior consumidor - deve buscar manter a renda de seus produtores, para garantir a eficiência na lavoura e uma boa produtividade. O governo que entender que a cafeicultura gera emprego, estabiliza o campo, que o produto vale a pena para o país, pois é de alto consumo e de alto valor para exportação, tem que subsidiar a atividade.

Quais são os quatro pilares?
O primeiro é fixar um preço mínimo, comparando-se com outros países, para não estimular que eles produzam mais. O segundo é criar uma política de custeio, que determine recursos suficientes para cobrir de 25% a 30% do custo por hectare, calculados hoje entre R$ 7 e R$ 8 mil. A terceira ação sugerida pela frente é a criação de uma política de comercialização que contemple toda a cadeia do agronegócio do café e, por fim, a implantação de uma política de seguro de renda. A diferença entre custo de produção e valor de venda tem que ser presumível, e o governo tem que completar para aqueles que estiverem na média ou acima da média em produtividade.

Quais os números da cafeicultura no Brasil?
Não há nenhuma cultura no Brasil que empregue tanto quanto o café. Também não há nenhuma outra cadeia tão complementar quanto a do café. Hoje, o número de pessoas que dependem dessa cadeia para sobreviver é enorme. No Brasil, dos 50 milhões de hectares plantados, a cafeicultura ocupa 2 milhões, e dos 5,5 mil municípios brasileiros, 1,8 mil plantam café em 12 estados produtores. Minas Gerais é o maior produtor, com 50% da produção. Resumindo, se o Brasil tirar a bola de campo, o mundo do café não joga bola. O que não está sendo feito pelo atual governo trouxe um grande endividamento para o setor produtivo de café.
Fonte: Revista Cafeicultura

CMN mantém preço mínimo do café para safra 2009/2010

Em reunião realizada no dia 29 de abril de 2010, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje a manutenção, para a safra 2009/2010, dos preços mínimos dos cafés arábica e robusta em valores iguais ao da safra anterior. Assim, a saca de 60 quilos para o café arábica continuará em R$ 261,69 e para o café robusta, em R$ 156,57. A partir de agora, no entanto, esses valores passam a vigorar por tempo indeterminado.

Até hoje, o CMN tinha que discutir os preços mínimos do café para cada safra. Com a medida, caso os preços sejam mantidos de uma safra para outra, como foi o caso, bastará o Ministério da Agricultura publicar uma portaria divulgando a decisão.

Segundo o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, a manutenção dos preços mínimos foi baseada na manutenção dos custos de produção. “Se por um lado, houve elevação dos gastos com mão de obra, por outro houve redução dos preços dos insumos”, afirmou.
Fonte: Revista Cafeicultura

Intruso do bem nos pés de café

Ingrediente mais consumido no desjejum do brasileiro, o cafezinho mostra novos atributos, descobertos pela engenheira agrônoma Sara Maria Chalfoun, pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Entre os microorganismos encontrados no café, diferentemente dos demais, um fungo chamado de Cladosporium cladosporioides está associado à bebidas de boa qualidade. Nada mais justo do que batizá-lo de “fungo do bem”.

"Ele impede o desenvolvimento de outros microorganismos pela capacidade de parasitá-los e de produzir metabólitos tóxicos. Além disso, o não promove fermentações lática e butírica típicas de outros fungos que prejudicam a qualidade final do produto", explica Sara Chalfoun, que trabalhou na pesquisa em parceria com o professor Carlos José Pimenta, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), e com o então doutorando Marcelo Cláudio Pereira, atualmente bolsista de pós-doutorado do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT Café).

Os pesquisadores também descobriram que em plantações de café que recebiam tratamentos fitossanitários (uso de defensivos agrícolas para combate de pragas), a incidência do C. cladosporioides sofria redução drástica ou deixava de existir, não exercendo, assim, seu papel de bioprotetor. "Com isso, sentimos a necessidade de desenvolver uma formulação contendo o fungo, visando reintroduzí-lo ou equilibrar a sua população nas áreas cafeeiras", diz Chalfoun.

O primeiro passo foi isolar o C. cladosporioides, que, segundo a pesquisadora, tem o status de GRAS (Generaly Regarded Air Safe), isto é, não causa mal nem à planta nem ao homem. Em seguida, a equipe trabalhou no desenvolvimento e teste de formulações com o agente biológico, prolongando a vida do microorganismo sob condições de armazenamento e estabelecimento no campo. O desenvolvimento da fórmula poderá atender a uma grande demanda de produtores que perdem qualidade no café, com problemas graves em diferentes regiões do país.

A invenção foi patenteada em 2004 e está disponível como uma tecnologia em fase de transferência. Para a manipulação e seleção do fungo, foi instalada, em 2007, uma biofábrica no Sistema de Incubadoras da Ufla. Mediante pagamento de royalties para as instituições criadoras, empresas podem adquirir o direito de exploração e comercializá-lo. A expectativa dos pesquisadores é de que o produto já esteja no mercado pronto para ser usado na safra de café de 2011.
Fonte: Revista Cafeicultura

Preços do café subiram pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Nova York

Os preços do café subiram pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Nova York. Na última sexta-feira, os contratos com vencimento em julho fecharam em alta de 70 pontos e encerraram a semana cotados a US$ 1,353 por libra-peso. A oferta mundial mais justa em relação a uma crescente demanda pelo produto continua a dar suporte ao mercado. A queda na produção dos países da América Central e também da Colômbia tem favorecido os preços, que só não sobem mais pois o Brasil está prestes a iniciar a colheita de uma grande safra. Segundo a Bloomberg, as exportações mundiais de café foram de 8,79 milhões de sacas em março, queda de 5,5% em comparação ao mesmo mês de 2009. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq recuou 0,01% para R$ 283,65 por saca.
Fonte: Valor Econômico