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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Minas Gerais aumenta participação no comércio exterior

Minas Gerais registrou o maior valor histórico nas exportações, no acumulado de 12 meses, entre dezembro de 2009 a novembro de 2010. O total registrado foi de US$ 29,65 bilhões. Também a corrente de comércio, no acumulado até novembro de 2010, supera os números alcançados durante os anos de 2008 e 2009.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pela Central Exportaminas, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), que realiza mensalmente o Mapeamento das Exportações de Minas Gerais com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Embora em novembro as vendas externas tenham caído 9,7% em relação a outubro e atingido US$ 2,9 bilhões, elas significaram um crescimento de 65,9% em comparação com o mesmo mês de 2009. No acumulado entre janeiro e novembro de 2010 as exportações somaram US$ 27,88 bilhões. Os números confirmam a previsão da Central Exportaminas de que o valor no ano deverá superar os US$ 30 bilhões.

O diretor da Central Exportaminas, Jorge Duarte Oliveira, informou que em relação aos 11 meses de 2009 houve uma expansão de 57,1% e uma participação de 15,4% sobre as exportações brasileiras este ano. “O carro chefe é o minério de ferro, mas outras commodities, como café, açúcar e celulose estão tendo resultados de exportação bastante melhores do que em 2009. E, mesmo diante da valorização cambial, setores de menor tradição exportadora, como frutas, também terão em 2010 o melhor desempenho histórico nas exportações”. Há de se observar também a crescente importância da China como principal destino das exportações mineiras, já respondendo por 31,2% do total no período janeiro a outubro, destacou.

Também o saldo comercial de Minas Gerais foi favorável. Em novembro atingiu US$ 2 bilhões, contabilizando crescimento de 95,3% em relação ao valor do mesmo mês de 2009. Embora tenha sido mais de seis vezes superior ao saldo comercial brasileiro, houve queda de 13,2% em relação ao mês de outubro de 2010.

Já a corrente de comércio de novembro de 2010, que alcançou US$ 3,8 bilhões, apresentou expansão de 53,6% em relação a novembro de 2009, mas retração de 7,7% na comparação com o saldo do mês anterior. Entre janeiro de novembro de 2010, a corrente de comércio foi de US$ 37 bilhões, ou 51,3% superior ao mesmo período de 2009.

Com o comércio exterior estadual representando 10,7% do comércio exterior nacional, Minas Gerais importou em 2010 US$ 9,18 bilhões, respondendo por 5,5% das importações nacionais e registrando um crescimento de 36% em relação ao valor verificado em igual período do ano passado. Em novembro, as importações mineiras cresceram 24,1% em relação a novembro de 2009 e atingiram US$ 897,23 milhões.
Fonte: Agência Minas

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Colheita do café movimenta o comércio em Minas Gerais

A colheita do café está movimentando o comércio das cidades do sul de Minas Gerais. Milhares de pessoas são contratadas, de várias partes do país, para trabalhar nas lavouras. No município de Cabo Verde, por exemplo, cinco mil apanhadores chegaram para a safra.

É o canto da alegria e também da saudade. O grupo que trabalha na fazenda em Cabo Verde é do Estado de Alagoas, a mais de dois mil quilômetros de Minas Gerais.

Para garantir um bom salário a rapidez conta muito. “Se trabalhar devagar ganha pouco. Tem que fazer uma média para sair uma diarinha boa”, disse trabalhador rural Jailson dos Santos.

É a colheita do principal produto agrícola da região que atrai tanta gente de longe. “Eu acredito que o sul de Minas esteja importando nesse momento cerca de 800 mil pessoas de vários Estados do Brasil”, calculou Gilson Ximenes, presidente do Conselho Nacional do Café.

Em outra fazenda, das 300 pessoas contratadas nesta safra, duzentas vieram de fora. “O pessoal vem durante esse período e tem um ganho efetivo de R$ 800 a mil reais em média”, explicou o agricultor Eduardo Lima de Sousa.

Mas nem todo o dinheiro que os apanhadores recebem com a colheita é levado para as cidades de onde vieram. Uma parte fica no sul de Minas. Por isso, nessa época os comerciantes da região esperam um faturamento maior. Afinal, tem mais gente circulando pela região.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cabo Verde, o município de 14 mil habitantes recebe neste período mais cinco mil pessoas. “No começo da safra já vem com destino certo. Eu imagino que eles gastem em torno de 30% de seu salário no comércio local”, explicou o presidente do sindicato Reginaldo Roberto da Silva.

Para atender aos consumidores o dono do supermercado já teve de reforçar o estoque de alimentos. “Aumenta em torno de 50% a 60% as vendas. Nossa esperança é vender bastante para poder passar a outra temporada fraca”, disse Cláudio Siqueira, dono do supermercado.

No final de semana dobra o movimento de hóspedes na pousada. “Eles querem vir se divertir, passear e fazer compras. De madrugada, eles não têm como voltar para a roça e se hospedam na pousada”, contou Zeferino Andrade Melo, gerente da pousada.

Já o trabalhador rural Deusdeti José da Silva prefere economizar. “Juntando para casar. Comprar minha aliança e fazer meu casamento no norte, com fé em Deus", planejou.

De acordo com o Sindicato Rural de Cabo Verde, os trabalhadores de outras regiões devem ficar no município até agosto, quando termina a colheita do café.
Fonte: Globo Rural

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Comércio aquece com o início da safra do café

Época de colheita do café o fluxo de dinheiro aumenta em vários setores da economia. No comércio, o movimento maior de dinheiro nas cidades gira em torno de segmentos como supermercados e lojas de roupas, onde as vendas aumentam em até 50%. Os outros setores acompanham uma elevação de 30%. Brejetuba e Iúna lideram os números, pois juntos, devem produzir esse ano quase 600 mil sacas de café, gerando mais de 10 mil empregos nas lavouras.

A temporada de bons negócios começou no mês passado e segue até setembro. Muitos comerciantes afirmam que o período da safra supera o faturamento do final do ano. Os lucros são maiores até mesmo que o natal. Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Iúna, o comércio da cidade sobrevive principalmente do café.

"Nesse início, o setor que recebe de cara um montante maior de dinheiro são os supermercados e lojas de roupas.

Com mais dinheiro no bolso, as pessoas consomem mais e acabam gastando também com roupas. Muita coisa que faltava em casa. Outras pessoas aproveitam para pagar dívidas em outros comércios", conta o presidente da ACII, Jobes José de Freitas.

Não é para menos, só em Brejetuba e Iúna serão 12 mil empregos diretos na lavoura, isso sem contar, uma média de 20 mil pessoas que já vivem no campo e tem atividade rural. Elas também têm o poder de compra maior na época da safra.

O que atrai os trabalhadores são os valores pagos pelos agricultores. Alguns trabalham pelo dia de serviço, outros ganham por produção. Os valores variam em média de R$ 30 a R$ 80 por pessoa no dia. No final do mês, o salário rende mais que muito emprego formal.

"Além das vagas de emprego abertas só no período de lavoura, que muitas vezes são preenchidas por pessoas de outras cidades. Tem também o pessoal que já mora na zona rural e ganha mais dinheiro com a colheita. Uns estavam desempregados ou desenvolvendo outras funções.", afirma a diretora do sindicato de trabalhadores rurais de Iúna, Edir da Silva.

Horário especial

Para não deixar as vendas escaparem muitos lojistas optam por horários especiais de funcionamento. Em Brejetuba, os supermercados funcionam nas sextas-feiras até às 20h, aos sábados o horário segue até 16h. A esticada a mais garante o atendimento maior.

"A opção é para atender principalmente as pessoas que trabalham na roça. Nos dias que não vão para lavoura ou saem mais cedo, ainda podem fazer as compras. Aqui na cidade, calculamos um crescimento de até 40% nas vendas de todos os setores juntos", afirma a Presidente da Câmara de Dirigente Lojista de Brejetuba, Liliane Belisário.

Safra menor que o ano passado

Mesmo com os números positivos nas vendas do comércio, o INCAPER, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, calcula que este ano, vai acontecer uma redução de 20% na colheita. A queda se deve a longa estiagem durante período de verão. Brejetuba, que lidera a produção de café arábica no estado, vai produzir 50 mil sacas a menos. Já Iúna, que segue na segunda produção estadual, serão quase 100 mil sacas a menos. Um prejuízo de mais de R$ 20 milhões para região.

"Tivemos que adiantar a colheita e mesmo assim encontramos grãos ruins que não vingaram. Vamos ver se no meio da safra vai haver alguma recuperação do setor. É o que a gente espera", lembra Onofre Almeida, chefe do Incaper de Iúna.

O preço do café também não anda agradando o agricultor, a média de preço é de R$ 190 até R$ 290. Um valor que já perdura na região há anos sem nenhum tipo de aumento, a aposta dos agricultores agora é no café de qualidade com preços melhores oferecidos pelo mercado.

"Aqui em Brejetuba são 1200 propriedades que vivem do café, 220 hoje trabalham com o café cereja despolpado com melhor preço. Mas todos estão se deparando com insumos altos e pouco retorno nos lucros", afirma Fabiano Tristão, chefe do Incaper de Brejetuba.

Sul representa 40% da produção de café estadual

A produção de café arábica em todo estado está estimada em cerca de 3 milhões de sacas. Outros municípios que se destacam na região são: Vargem Alta, Muniz Freire, Irupi, Ibatiba e Afonso Cláudio. Mais de 90% da produção do Espírito Santo vem do sul. Em números, equivale a cerca de 2,5 milhões de sacas.

Nos municípios mais quentes se planta também o café tipo conilon e são produzidas cerca de 1,5 milhões de sacas. Somando a produção das duas variedades, a região sul totaliza uma produção de mais de 4 milhões de sacas, representando cerca de 40% da produção capixaba.
Fonte: Gazeta Online Sul