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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Estudo da Embrapa aponta contribuição das florestas para a produtividade do café, em região produtora de Rondônia

Pesquisa sobre serviços ambientais mostra que o microclima gerado pela mata beneficiou a produção

Que o verde das matas traz benefícios para o equilíbrio ambiental do planeta, todo mundo já sabe. Mais do que isso, a sociedade cobra a manutenção dessa condição, especialmente do setor produtivo. O que talvez nem todos tenham conhecimento é que áreas de florestas também podem contribuir de maneira direta para a produtividade agrícola. Um exemplo é o café produzido em uma região de Rondônia. , objeto de estudo da Embrapa, concluído neste ano. O trabalho mostrou que o café cultivado no entorno das reservas florestais teve um aumento de produtividade de até 20% em relação ao café cultivado em áreas mais distantes das reservas. Um exemplo claro do benefício gerado pela mata em termos de produtividade do café.

O trabalho foi realizado pelo pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite, João Mangabeira, e culminou na defesa de tese de doutorado no Instituto de Economia da Unicamp, sob orientação do professor Ademar Ribeiro Romeiro. O trabalho inédito analisa a trajetória de acumulação de capital pelos produtores rurais familiares de Machadinho D’Oeste, RO, por intermédio dos serviços ambientais prestados pelas matas nativas - serviços que envolveram principalmente o trabalho de polinização das abelhas nativas e a geração de um microclima que reduziu o abortamento das flores do café em períodos críticos.

O aumento de 20% na produtividade tem muito peso para um município onde os agricultores familiares são dependentes da renda proveniente da cultura do café. Nos últimos dez anos, eles vêm enfrentando um grande problema na região com a ocorrência de sucessivos “veranicos”. Esse fenômeno, caracterizado por dias de calor intenso e insolação no início da estação chuvosa, em agosto e setembro, vem afetando justamente a fase de floração do café e prejudicando o crescimento dos frutos. “O cafeicultor sabe bem que a falta de chuvas na época da floração é prejuízo certo porque vai provocar uma redução drástica na produção da sua lavoura”, explica João Mangabeira. O estudo mostrou que os produtores de café que estão localizados perto das reservas florestais sofreram menos com o impacto dos “veranicos”. “O microclima gerado pela mata ajudou a lavoura de café a enfrentar o período de estiagem, reduzindo o abortamento das flores e garantindo a produtividade dos frutos”, ressalta o pesquisador.

O trabalho, que analisou a trajetória de acumulação de capital dos agricultores ao longo de 22 anos, utilizou imagens de satélite de alta resolução para identificar as propriedades rurais e as reservas florestais na área de estudo. Os agricultores foram divididos em cinco tipos quanto ao seu nível de capitalização e, por meio de geoestatística, foi realizada a correlação dessa radiografia da área com os dados socioeconômicos. Tomando como referência a distância em relação às reservas de mata nativa, o estudo analisou a localização tanto das propriedades mais capitalizadas ao longo do tempo quanto das lavouras de café mais produtivas. Os resultados mostram que as propriedades com café plantado próximo às matas, em média, apresentam maior produtividade e melhor desempenho. Observou-se também que, em maior quantidade, propriedades com melhor nível de capitalização situam-se próximas às reservas, evidenciando a existência de prestação de serviços ambientais pelas matas.

Para o pesquisador João Mangabeira, é essencial esse esforço de quantificar, do ponto de vista econômico, a importância e os benefícios dos serviços ambientais em nossas vidas. “Quando orientados para a agricultura, esses serviços ambientais podem ser traduzidos ainda em redução dos desmatamentos, absorção do carbono atmosférico, conservação de água, conservação do solo, preservação da biodiversidade, redução do risco de fogo, entre outros”, completa o pesquisador.

Machadinho D’Oeste

O município de Machadinho D’Oeste, onde foi realizada a pesquisa, nasceu a partir de um projeto diferenciado de reforma agrária do Incra, estabelecido na década de 80. Diferente da maioria dos projetos de assentamento na Amazônia, em Machadinho D’Oeste foram planejados um traçado e uma divisão de lotes que não obedeceram ao tradicional padrão do tipo “espinha de peixe”. Ali, procurou-se combinar lotes privados com reservas florestais coletivas, que vêm se mantendo em boas condições, mesmo com a evolução da atividade agropecuária no município. A rede viária respeitou o relevo e a hidrografia do local, permitindo também o acesso mais fácil aos lotes mais remotos e diminuindo os custos de manutenção. Os atores locais acabaram sendo contemplados com um modelo institucional diferenciado de assentamento, com repercussão em vários aspectos ligados à sustentabilidade econômica e ambiental da região.
Fonte: Revista Cafeicultura

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Estudo: enfermeiros são os profissionais que mais tomam café

Pesquisa do instituto americano Harris Interactive apontou quais são os profissionais que mais consomem café no horário de trabalho, ou que são mais dependentes da bebida. A lista é liderada por enfermeiros, logo a frente dos médicos. As informações são do site WebMD.

A pesquisa avaliou 3,6 mil profissionais, sendo que 43% dos pesquisados relataram produzir menos quando não consomem a bebida no trabalho e cerca de um terço dos trabalhadores disse precisar de café apenas para poder aguentar o dia de trabalho.

"A pesquisa mostra que obter energia extra de manhã e durante o dia ajuda nos níveis de produção", disse ao site Richard Castellini, diretor de marketing da empresa Carrer Builder, que encomendou o estudo.

A pesquisa também mostra que os mais jovens são mais dependentes do café e que um quarto destes compra café como recompensa por um trabalho bem feito, além de que mais de um terço dos profissionais não para apenas na primeira xícara.

A lista, liderada por enfermeiros e médicos, traz também, na ordem de consumo, físicos, empregados de hotéis, arquitetos e designers.
Fonte: Terra

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Água residuária do descascador de café pode ser usada para adubação de solos

A água residuária do descascador de café – máquina utilizada para retirar a casca e a mucilagem (polpa) do grão e agregar valor ao produto durante a pós-colheita – pode ser aproveitada para enriquecimento dos solos. Isso foi o que constatou um estudo desenvolvido pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

De acordo com a pesquisa, a água que sobra do equipamento é rica em Nitrogênio, Potássio e outros nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas. Em experimentos feitos com o milho, por exemplo, foi observado um desenvolvimento três vezes maior nas plantas que receberam a água residuária.

No Espírito Santo, existem aproximadamente 1,2 mil unidades de beneficiamento de frutos de café que geram em torno de 170 milhões de litros de águas residuárias por ano.

Oportunidade

Segundo o pesquisador do Incaper responsável pelo estudo, que também é doutor em Solos e Nutrição de Plantas, Luiz Carlos Prezotti, a descoberta transforma um problema em oportunidade, porque a água residuária muitas vezes é tida como um entrave para os agricultores, já que o material pode causar danos ao meio ambiente caso descartada diretamente nos cursos de rios.

“Durante o processamento dos frutos são gerados grandes volumes de águas residuárias (ARC), ricas em material orgânico e nutrientes como o nitrogênio, potássio, fósforo, entre outros. Estas águas se lançadas em corpos hídricos proporcionam redução acentuada da concentração de oxigênio dissolvido. Com isto, pode ocorrer morte de peixes, organismos aeróbios e danos à flora, além de proporcionar odores desagradáveis. A alta concentração de nutrientes solúveis promove a eutrofização, colocando em risco a qualidade das águas e possibilitando o desenvolvimento excessivo de plantas aquáticas. Por esta razão, é proibido, por lei, o lançamento destas águas em mananciais”, explica o pesquisador.

Absorção

Segundo ele, a água residuária é armazenada em reservatórios e precisa ser bombeada até lagoas em topos de morros, para que ela seja absorvida pelo solo, que filtra as impurezas até que a água atinja o lençol freático. “As ARCs podem ser consideradas como uma fonte de poluição, contudo podem ser excelentes fontes de matéria orgânica e nutrientes para o solo, reduzindo a necessidade de aplicação de fertilizantes”, completa Prezotti.

O pesquisador explica ainda que água residuária pode ser utilizada em qualquer cultura, entretanto, deve-se usar quantidades adequadas, observando a demanda de nutrientes do solo, da planta e a concentração da água.

“Doses excessivas podem ser prejudiciais à planta. O ideal é que seja realizada a amostragem laboratorial da água e do solo, levando-se em consideração o teor de potássio de ambos e também as exigências da cultura. Caso não seja possível a análise, a recomendação é que seja aplicado no máximo 20 litros da água residual por m² por ano”, explica.

Valetas

Além do simples despejo da água, outra forma de aplicação do material, principalmente em terras declivosas, é por meio de valetas, para evitar que a água escorra.

A próxima etapa do estudo já está programada: o pesquisador pretende testar a eficiência da aplicação da água residuária em plantações de café por meio da asperssão (aproveitando o mesmo equipamento utilizado para irrigação). Prezotti quer descobrir os efeitos desta água nas plantas, e se há alguma influência da mesma quanto à proliferação de pragas e doenças.

Os principais nutrientes presentes na água residuária do descascador de café são: potássio (K), nitrogênio (N), fósforo (P), cálcio (Ca), magnésio (Mg), enxofre (S), zinco (Zn), boro (B), cobre (Cu), ferro (Fe) e Manganês (Mn).
Fonte: Campo Vivo

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Café e chá protegem contra problemas cardíacos, diz estudo

Pesquisa identificou que quem tomava entre duas e quatro xícaras de café por dia reduzia risco de doenças cardíacas em 20%.

Tomar várias xícaras de café ou chá por dia pode proteger o consumidor de doenças cardíacas, segundo um estudo holandês realizado durante 13 anos.

As pessoas que tomavam mais de seis xícaras de chá por dia reduziram o risco de doenças do coração em um terço, segundo a pesquisa, que envolveu 40 mil pessoas.

O consumo de dois a quatro cafés por dia também estaria ligado a um risco menor.

Enquanto o efeito protetor cessava com mais de quatro xícaras de café por dia, até aqueles que bebiam esta quantidade não apresentavam riscos maiores de morrer por nenhuma causa, incluindo derrame e câncer, do que aqueles que não bebiam nada.

Os holandeses costumam tomar café com uma pequena quantidade de leite e chá sem leite. Houve descobertas conflitantes sobre a influência do leite nos polifenóis, considerados a substância mais benéfica encontrada no chá.

O café tem propriedades que poderiam em teoria aumentar e reduzir os riscos simultaneamente - potencialmente aumentar o colesterol ao mesmo tempo em que combate o prejuízo inflamatório associado à doença cardíaca.

Porém, o estudo publicado no Journal of the American Heart Association concluiu que os que tomavam entre dois e quatro xícaras por dia diminuíam os riscos da doença em 20%.

"É basicamente uma história de boas notícias para aqueles que gostam de chá e café. Estas bebidas parecem oferecer benefícios para o coração sem aumentar o risco de morte de alguma outra causa", afirmou Yvonne van der Schouw, que liderou a pesquisa.

Ellen Mason, da British Heart Foundation, disse que o estudo reforça os indícios de que tomar chá e café em moderação não é prejudicial à maioria das pessoas e pode até reduzir o risco de desenvolver, ou morrer, de doenças cardíacas.

"Porém, é bom lembrar que levar uma vida saudável é o que realmente importa quando se quer deixar o coração em boas condições. Fumar um cigarro com seu café cancelaria completamente qualquer benefício, e tomar muito chá em frente à televisão durante horas sem fim sem se exercitar provavelmente não protegeria muito seu coração", afirmou Mason.
Fonte:Estadão

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Estudo indica benefícios do café na prevenção do diabetes

Um estudo recentemente publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry traz mais evidências de que o café pode ajudar a prevenir problemas cardiovasculares. De acordo com pesquisadores japoneses, a cafeína pode ter diversos efeitos no organismo que ajudam a evitar o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Em testes com ratos, os cientistas da Universidade de Nagoya observaram que os animais que ingeriram café por cinco semanas apresentaram menores níveis de açúcar no sangue e melhor sensibilidade à insulina do que os roedores que ingeriram apenas água, reduzindo os riscos de diabetes. Além disso, o consumo de café foi associado a mudanças benéficas na gordura do fígado e nos níveis de citocinas inflamatórias associadas ao risco de diabetes.

"Esses resultados sugerem que o café exerce um efeito supressor na hiperglicemia ao melhorar a sensibilidade à insulina, em parte, devido à redução da expressão das citocinas inflamatórias e melhora na gordura do intestino", destacaram os autores na publicação. "A cafeína pode ser um dos compostos antidiabéticos eficazes no café", concluíram.
Fonte: Sincafé

terça-feira, 8 de junho de 2010

Estudo. Quem disse que um café ajuda a acordar de manhã?

Não se consegue concentrar no trabalho enquanto não tiver bebido o café da manhã? Se é consumidor habitual de cafeína, o mais provável é que precisa desse café para curar a "ressaca nocturna", sugere um estudo do departamento Experimental de Psicologia da Universidade de Bristol, no Reino Unido, publicado no "Neuropsychopharmacology Journal". Segundo os investigadores, os aficionados do café não ficam mais despertos do que os que não costumam ingerir cafeína logo de manhã.

Nos viciados em cafeína, a sensação de alerta matinal provocada pelo café pode ser apenas resultado da síndrome da abstinência, mostra o estudo. "Apesar de nos sentirmos alertados por ela, é apenas a cafeína a trazer-nos de volta ao normal", confirma Peter Rogers, autor do estudo. Para a experiência, a equipa contou com um grupo de 162 voluntários que não bebem café ou ingerem menos de 40 mg por dia (uma "bica" normal tem 94,5 mg) e outro com 217 consumidores moderados e exagerados. Após 16 horas de abstinência, os cientistas deram-lhes uma dose de cafeína e um placebo. Depois, foram submetidos a uma série de testes para avaliar a atenção e a memória. No final, o nível de alerta nos "grandes consumidores" que ingeriram café após 16 horas não foi mais elevado do que nos que não costumam acordar com cafeína e receberam o placebo. O estudo ajudou ainda a provar o vício: os "agarrados" ao café que receberam o placebo viram o seu nível de alerta diminuir e sentiram dores de cabeça.

Podemos então concluir que uma bica não é um estimulante cerebral de manhã? "O estudo sugere que o café não é tão eficaz como se pensa, mas é, de facto, um estimulante! Se uma pessoa está sonolenta, a cafeína é recomendável", nota ao i a neurologista Teresa Paiva. "Provavelmente, não é a melhor solução para estar apto cognitivamente de manhã, mas não sei se é assim ao longo do dia".

Para a especialista em fisiologia do sono, "a sensibilidade à cafeína tem grandes variações individuais" e cada pessoa tem características biológicas próprias, que podem variar com a idade. De resto, vários estudos provam que duas a três chávenas diárias ajudam a prevenir doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer, lembra Teresa Paiva. O estudo mostra, contudo, uma subida de ansiedade nos que não costumam beber café ou só consomem bebidas com cafeína como Coca-Cola, ao contrário dos "viciados", que desenvolvem tolerância ao efeito.

Para os que acreditam ser impossível despertar sem cafeína, experimentem um passeio ou uma boa noite de sono, sugere a neurologista Paula Esperança.
Fonte: Revista Cafeicultura

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Café reduz risco de câncer de próstata, indica estudo

Beber café pode ajudar a diminuir os riscos de que a pessoa desenvolva formas agressivas de câncer da próstata, segundo um estudo americano.

O trabalho concluiu que os homens que consumiam quantidades grandes de café tinham 60% menos riscos de apresentar tumores agressivos do que os que não bebiam café.

O café tem efeito sobre a forma como o corpo quebra as moléculas de açúcar e também sobre os índices dos hormônios sexuais - ambos fenômenos que já foram associados ao câncer da próstata em outros estudos.

A pesquisa, feita por especialistas da Harvard Medical School, foi apresentada durante uma conferência da American Association for Cancer Research.

"Poucos fatores ligados ao estilo de vida foram associados de forma consistente aos riscos de câncer na próstata, especialmente aos riscos de formas mais agressivas da doença, então será muito estimulante se esse vínculo for confirmado em outros estudos", disse Kathryn Wilson, uma das pesquisadoras.

Os pesquisadores não sabem ao certo que componentes do café poderiam ter esse efeito positivo.

Entretanto, sabe-se que ele contém minerais e antioxidantes, que limitam danos aos tecidos causados pela liberação de energia nas células.

Mais Estudos

Os pesquisadores monitoraram o consumo de café em quase 50 mil homens a cada quatro anos entre 1986 e 2006.

Eles ressaltam que mais pesquisas são necessárias antes que se tire qualquer conclusão sobre os efeitos benéficos do café.

Mas uma coisa é certa, disse Wilson: "Nossos resultados indicam que não há razão para deixar de beber café em função de preocupações sobre o câncer da próstata".

Comentando o novo estudo, uma representante da entidade beneficente The Prostate Cancer Charity, Helen Rippon, disse que pesquisas anteriores a respeito do efeito da bebidas cafeinadas sobre o câncer da próstata tiveram resultados ambíguos.

"Não recomendaríamos que homens adotem o hábito de beber muito café baseados nesse estudo, até porque o alto consumo de cafeína podem causar outros problemas à saúde".

"Por outro lado, os que já tomam regularmente uma xícara de café vão ficar aliviados em sabe que não precisam desistir do hábito por conta da próstata".
Fonte: Revista Cafeicultura

quinta-feira, 13 de maio de 2010

ESTUDO - Tomar café ajuda a reduzir erros no trabalho

Pesquisadores dos Estados Unidos dizem que a cafeína, encontrada no café, em pílulas e bebidas energéticas, por exemplo, ajuda funcionários que dão plantão ou trabalham à noite a cometerem menos erros. A conclusão é de uma pesquisa feita pela Faculdade de Medicina Tropical de Londres, no Reino Unido.

De acordo com os cientistas, 15% dos trabalhadores de países industrializados dão plantões ou trabalham à noite, o que pode alterar o chamado ciclo circadiano, conhecido popularmente como "relógio biológico", que regula funções do corpo como a fome, o sono e o estado de vigília. Esses ciclos são influenciados pela luz solar. Com isso, os trabalhadores têm dificuldade para dormir e podem ficar com sono durante o trabalho, o que aumenta o risco de erros.

A equipe analisou os resultados de 13 testes sobre os efeitos da cafeína no desempenho desse tipo de profissional – alguns dos estudos analisaram os efeitos práticos da substância, como a melhora na capacidade de dirigir, enquanto outros mediram a atividade neurológica dos indivíduos.

De acordo com a pesquisa, a cafeína foi mais eficiente para reduzir o número de erros no trabalho do que o placebo (uma dose "de mentira", sem qualquer substância relevante) e também do que uma soneca. Houve melhora também na concentração, memória, atenção e percepção.

Apesar disso, os pesquisadores reconhecem que é preciso estudar melhor o assunto, já que a maior parte dos testes foi feita com pessoas de 20 a 30 anos. Como as variações no ciclo circadiano dependem da idade, ainda não é possível ter uma ideia clara dos efeitos da substância para a população como um todo.
Fonte: Revista Cafeicultura

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Café Transgênico está sendo estudado por pesquisadores brasileiros

Estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Café (Brasília, DF), Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp) e Instituto Agronômico (IAC), instituições integrantes do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, isolou dois promotores de plantas de café que permitem direcionar e controlar a expressão de genes a eles associados – o Promotor CalsoR, que atua nas folhas, e o Promotor Caperox, que age nas raízes.

Essa é uma das tecnologias que estão sendo mostradas durante a VII Exposição de Tecnologia Agropecuária – Ciência para a Vida, que está sendo realizada na Embrapa Sede, em Brasília, até o próximo dia 2.

O objetivo da pesquisa é desenvolver plantas geneticamente modificadas de forma segura e eficiente. Segundo Miriam Maluf, pesquisadora da Embrapa Café, o diferencial desse estudo, que o torna inédito no universo dos transgênicos, é que os promotores atuam de forma específica na região da planta que necessita de proteção. No caso desse estudo, as folhas e as raízes, e sempre em resposta a um estímulo externo, oferecendo um controle do tipo de Organismo Geneticamente Modificado (OGM). Outra vantagem, é que, além disso, há o controle da intensidade da expressão do gene durante o desenvolvimento da planta, ao longo de sua vida.

Específico
"Ao promotor é acoplado um gene determinado para o que se pretende melhorar na planta não afetando as demais partes, muito menos o fruto do café. Mas esse mecanismo só é ativado em caso de necessidade, ou seja, em resposta a um estímulo externo, o que representa mais segurança para os consumidores", explica a pesquisadora.

Isso significa que o gene só será ativado se ocorrer algum ataque de um agente biótico, que no caso do café é o nematóide da raiz e o fungo das folhas. Outra vantagem é que a técnica também pode ser usada para o melhoramento de várias espécies vegetais de interesse econômico, além do café.

Atualmente, a engenharia genética é uma grande ferramenta usada pela ciência para o melhoramento de plantas perenes, como o café. No entanto, somente são utilizados promotores constitutivos, que agem em toda a planta, inclusive no fruto, e também, ao longo do desenvolvimento da planta, mesmo que a necessidade exija proteção contra um único agente externo e em um determinado momento.

"Essa técnica é a mais convencional, por ser economicamente mais viável, apesar de haverem tentativas de identificar promotores específicos em várias culturas. Mas na concretização prática da pesquisa somos pioneiros", orgulha-se a pesquisadora Miriam Maluf.
Fonte: Revista Cafeicultura

terça-feira, 20 de abril de 2010

Estudo aponta redução no custo da mão de obra do café

O aumento da rentabilidade da cafeicultura no Brasil e no mundo e o futuro da atividade passam necessariamente por mudanças no sistema de colheita do café. Por ser uma cultura perene, o processo de colheita representa pelo menos 50% dos custos de produção do café. A outra metade do custo fica dividida entre fertilizantes (30%) e demais despesas como água, energia, entre outros custos.

A conclusão de que a colheita é a peça-chave para a rentabilidade da cafeicultura é de um estudo elaborado pela P&A Consultoria, especializada no setor cafeeiro. Segundo o levantamento, a colheita seletiva dos grãos - processo em que os trabalhadores retiram dos pés apenas os grãos maduros - permite um elevado grau de seleção. Esse, porém, é o sistema de maior custo para os cafeicultores.

Levando-se em consideração uma mesma área, com a mesma quantidade de cafeeiros e dentro de um mesmo período de tempo, o sistema de derriça manual - em que o trabalhador retira todos os grãos de café do pé com as mãos - permite a colheita de um volume de três a cinco vezes maior do que no processo seletivo dos grãos.

"Diferentemente do que foi colocado historicamente pelos colombianos, a colheita seletiva do café não interfere na qualidade do produto final. Para se ter um café de alta qualidade na xícara você precisa de grãos 100% maduros, mas não que tenham sido 100% colhidos de forma seletiva", afirma Carlos Brando, diretor-presidente da P&A.

Há outras desvantagens no sistema de colheita seletiva, segundo ele. Quando se leva em consideração a chamada derriça mecânica - sistema que utiliza um instrumento em forma de garras para realizar a colheita - , além de haver uma substituição da mão humana pela "mão" mecânica, os volumes colhidos superam em 20 vezes o sistema seletivo e em até quatro vezes a derriça manual.

Quando a avaliação da consultoria leva em conta a colheita feita com colheitadeiras mecânicas as diferenças são maiores. Além de ser um trabalho menos desgastante para o agricultor, permitir uma colheita seletiva e ter um baixo custo, a máquina colhe um volume 500 vezes maior que o sistema seletivo, 100 vezes superior à derriça manual e 25 vezes maior que a derriça mecânica.

Hoje, no Brasil, apenas 1% da colheita do café é feita de forma seletiva. Na maior parte dos casos, o processo é feito por meio da derriça, seja ela mecânica (15%) ou manual (61%), sendo que aproximadamente 18% é feito por meio de colheitadeiras. "Essa sempre foi a vantagem competitiva que o Brasil teve. O café chegava mais barato porque o sistema de colheita utilizado era mais eficiente, só que isso está mudando", afirma Brando.

O consultor avalia que a vantagem brasileira está sendo consumida pelo desvalorização do real em comparação com o dólar. Por esse motivo, Brando defende que haja uma migração da colheita por derriça manual para a derriça mecânica e, quando possível, para a colheita mecanizada com um sistema de irrigação.

As alterações no sistema de colheita podem fazer bastante diferença. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que na Bahia, onde predomina a colheita mecanizada e o uso de irrigação, os custos de mão de obra representam apenas 9%, enquanto defensivos e fertilizantes somam 41%. Já em Guaxupé, no sul de Minas Gerais, onde as colheitadeiras são raras, o gasto com mão de obra, fixa e temporária, representa quase 50% do custo de produção.

Na Colômbia, praticamente toda a colheita do café é feita de forma seletiva, o que consequentemente exige um elevado volume de mão de obra. Apesar disso, Brando afirma que é possível identificar cerca de 3% de grãos verdes no café colombiano, quando não deveria existir nenhum. "O que é preciso ficar claro é que existe mercado para todos os tipos de café, tanto para os grãos maduros quanto para os verdes", afirma o consultor.

Geralmente, os grãos maduros são utilizados para a produção dos cafés finos e especiais, consumidos nos expressos. Já os grãos verdes, que não atingiram o ponto ideal de maturação e, por isso, não absorveram as melhores características da planta, são utilizados para a produção de bebidas tradicionais, consumidas em casa, com coador e também para café solúvel.

Especialistas consideram que mudanças são realmente necessárias. Dados da Conab mencionados em um estudo do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Banco Brasdesco mostram que o setor, especialmente o de café arábica, enfrenta problemas de rentabilidade. Em Guaxupé, por exemplo, o setor fechou 2009 com um prejuízo operacional de 9%, considerando um custo médio de R$ 281,10 por saca e um valor médio recebido pelo produtor de R$ 256,18 por saca.
Fonte: Sincafé