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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Valor Bruto da Produção deve chegar a R$ 175 bilhões em 2011

A primeira estimativa de Valor Bruto da Produção (VBP) para 2011 é de R$ 175 bilhões, 3,31% acima do valor obtido em 2010. O dado previsto faz parte de estudo mensal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), referente às 20 principais lavouras brasileiras e que toma como base os primeiros levantamentos de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Gasques, defende que, apesar de as pesquisas de safra indicarem produção de grãos ligeiramente inferior à do ciclo 2009/2010, produtos como algodão, arroz e feijão mostram, nas primeiras estimativas, desempenho bastante favorável. “Os preços da maioria dos produtos agrícolas encontram-se, atualmente, em rota de crescimento, e pode ser que a combinação com bons resultados de produção resulte em bons resultados de renda agrícola em 2011”, afirma.

2010 - A menos de dois meses para o final do ano, a previsão do VBP para 2010 se aproxima do dado real, que será divulgado em janeiro de 2011. Por enquanto, o valor da produção, com base nas estimativas de safras do mês de outubro, é de R$ 169,41 bilhões para 2010. Esse número é 1,5 % superior, em termos reais, ao obtido em 2009 e o segundo maior numa série desde 1997, inferior apenas aos R$ 173,1 bilhões registrados em 2008.

Gasques explica que esse valor é resultado da combinação ocorrida em 2010: baixos preços de produtos agrícolas e safra recorde de grãos (148,75 milhões de toneladas). O resultado do valor bruto foi garantido principalmente pelo café e pela cana-de-açúcar, que juntos representaram 27,6% do valor da produção do ano. Outros produtos que também tiveram bom desempenho neste ano foram banana, batata inglesa, cebola, laranja e o trigo, pois apresentaram expressivos aumentos de valor da produção em relação a 2009.

Regiões - O Sudeste teve o maior aumento do VBP, numa análise regional. O incremento de 10,63% foi motivado pelos resultados do café em Minas Gerais e da cana-de-açúcar em São Paulo. No Sul, os maiores destaques foram os resultados favoráveis do Paraná em relação à soja, e de Santa Catarina, com o desempenho da cebola. As regiões Nordeste e Centro-Oeste têm apresentado, este ano, redução no valor de produção.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Valor da produção deve fechar 2010 em R$ 166,8 bilhões

O valor de produção das 20 principais lavouras brasileiras deve fechar 2010 em R$ 166,8 bilhões. Em termos reais, o resultado é 0,92% superior aos R$ 165,26 bilhões obtidos em 2009. O levantamento consolidado em setembro pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura (AGE/Mapa) mostra que essa estimativa é a segunda maior da série histórica iniciada em 1997, inferior apenas aos R$ 173, 1 bilhões registrados em 2008. O estudo do chamado Valor Bruto da Produção (VBP) calcula o valor da produção antes de sair da fazenda, sem levar em consideração custos de transporte e inflação, por exemplo.

O coordenador de Planejamento Estratégico, José Gasques, afirma que o valor da produção deste ano está praticamente definido. “Resta apenas o fechamento dos resultados das lavouras de inverno, em especial o trigo. As lavouras de verão, que representam a maior parte do valor da renda da agricultura brasileira, têm seus resultados quase encerrados em 2010”, explica.

Os melhores resultados para o VBP, em 2010, são os da banana, cana-de-açúcar, laranja, café e cebola, que representam 39,2% do valor total da produção do país. O aumento real do valor de produção do café foi 23,9 %; da cebola, 97, 38 %; e da laranja, 20,0%.

Os resultados de 2010 refletem a combinação de uma safra elevada, acompanhada de preços baixos para os principais produtos agrícolas produzidos no Brasil. No conjunto de lavouras analisadas, oito apresentaram, este ano, preços reais (já descontada a inflação) maiores do que os obtidos em 2009. São elas: banana (7,9%), batata inglesa (13,6%), café (7,9%), cana-de-açúcar (8,9%), cebola (83,2%), laranja (15,6%), pimenta-do-reino (17,1%) e tomate (7,4%). Por outro lado, tiveram quedas acentuadas de preços arroz (- 11,0 %), milho (- 16,6%), soja (- 20,3%) e uva (- 29,7%). “Esses quatro produtos representam 41,3% do valor da produção em 2010 e impactam diretamente o valor da produção neste ano”, ressalta Gasques.

Valor por região - O VBP das cinco regiões brasileiras apresenta um comportamento diferenciado. No Norte, Sudeste e Sul, os resultados são positivos, com aumentos satisfatórios. O bom desempenho das lavouras de café foi decisivo para Minas Gerais, e os da cana-de-açúcar, para a economia de São Paulo.

No Sul, os maiores destaques foram Paraná e Santa Catarina. No Paraná, os resultados obtidos com a soja e o milho são responsáveis pelo acentuado aumento do valor da produção neste ano, embora outros produtos como fumo e batata inglesa também tenham obtido resultados muito bons. Em Santa Catarina, os aumentos de preço e de produção da cebola têm sido decisivos nos resultados do estado

Os resultados negativos no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso e Goiás, foram motivados pelos baixos preços de milho e soja. Em Goiás, a queda do valor da produção também tem sido afetada pelos resultados do tomate, cujo valor da produção caiu 22,7% em relação a 2009.
Fonte: Revista Cafeicultura

Valor da produção de café sobe 24% no ano, diz o Ministério da Agricultura

A renda dos produtores teve uma boa melhora neste segundo semestre. É o que mostram os dados do VBP (Valor Bruto de Produção) divulgado ontem pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura.

A alta ocorreu nas commodities de maior valor de produção. Apesar dessa melhora, a renda total prevista para este ano é de apenas R$ 166,8 bilhões -elevação de 1% em relação à obtida em 2009, que foi de R$ 166,7 bilhões.

O principal ganho ocorre com o café, com a elevação de de 4,4% na renda dos produtores no semestre. Em relação a 2009, a alta é de 24%.

A soja, produto que traz a maior receita para o país, já vinha com preços em elevação no primeiro semestre e, portanto, tem um dos menores crescimentos percentuais no valor de produção deste segundo semestre: 1%.

A estimativa de renda para os sojicultores indica R$ 43,3 bilhões neste ano.

Para obter o VBP, José Gasques, responsável pelos dados, utilizou o levantamento mais recente de safra do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e os preços recebidos pelos produtores apurados pela FGV.

O ganho dos produtores de milho sobe 3% neste segundo semestre, devido à recuperação de preços. O VBP estimado para os produtores de milho é de R$ 15,8 bilhões.
Fonte: Folha de S.Paulo