quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Produção vietnamita de café deve ser menor do que em 2009/10m outubro

A produção vietnamita de café no próximo ano-safra, que começa em outubro, deve ser menor do que em 2009/10, informou nesta terça-feira a Associação de Café e Cacau do Vietnã (Vicofa, na sigla em inglês).

A entidade não forneceu números detalhados, mas a mídia estatal informou no começo deste ano que o país deve produzir 1,08 milhão de toneladas, ou 18 milhões de sacas de 60 quilos cada, em 2009/10. As áreas de cultivo do país serão mantidas em 500 mil hectares no novo ano-safra, mas a produtividade deve ser mais baixa, revelou a Vicofa em um comunicado.

Segundo a associação, 30% dos cafezais estão com idade avançada e produzem cerejas menores. A Vicofa observou ainda que prolongadas estiagens també m estão prejudicando a produtividade da safra doméstica.

De acordo com a entidade, a produção de café nas províncias de Gia Lai e Kon Tum, que estão entre as principais regiões cafeeiras do Vietnã, provavelmente recuará 20% em 2010/11 devido aos danos provocados por tempestades no final do ano passado.
Fonte: Revista Cafeicultura

Cotação do Café - NY fecha estável sustentada por compras de fundos e de indústria torrefadora



Sustentada por compras de fundos e de indústria torrefadora, N.Y. operou entre a máxima de +3,95 e mínima de -0,75 pontos, fechando com +0,80 pontos na posição dezembro.

O dólar fechou com queda de 0,81%, a R$ 1,7150, após o governo anunciar que está pronto para usar o Fundo Soberano do Brasil (FSB) para comprar a moeda norte-americana e controlar a valorização do real. Um fluxo positivo e aprofundamento da queda do dólar no mercado externo, após o Federal Reserve (o Fed, banco central norte-americano) sinalizar que poderá adotar novas medidas para estimular a economia norte-americana no futuro, colaboraram para a desvalorização do dólar ante o real no meio da tarde.

O fluxo positivo foi evidenciado não só pelo aumento da oferta nas mesas de câmbio, mas também por estatísticas divulgadas hoje pelo próprio Banco Central. A partir desses dados, o mercado calculou que a entrada líquida de dólares no Brasil, somente na semana passada, foi de US$ 9 bilhões, diferença entre o fluxo cambial em setembro até dia 17, positivo em US$ 11,135 bilhões, e o fluxo cambial em setembro até o dia 10, positivo em US$ 2,114 bilhões.

No exterior, o dólar ampliou a queda ante o euro à tarde, seguindo o otimismo momentâneo das bolsas de valores após o Fed afirmar que está se tornando preocupado sobre a perspectiva para o crescimento dos EUA, sinalizando que poderá adotar novas medidas para estimular a economia norte-americana no futuro.
Fonte: Revista Cafeicultura

Cafés do Brasil – Indy 300

Com o objetivo de tornar o termo Cafés do Brasil mais conhecido pelos americanos, que são os maiores consumidores de café do mundo e principais compradores dos grãos brasileiros, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) está realizando uma série de promoções associadas à Fórmula Indy. A prova que encerra a temporada da Fórmula Indy 2010, no próximo dia 2 de outubro, no circuito de Homestead, em Miami, EUA, será intitulada “Cafés do Brasil – Indy 300”. Nos Estados Unidos, o evento só perde em público torcedor para o futebol americano, motivo pelo qual foi escolhido desde 2009 para ser vitrine do produto brasileiro.
Fonte: Revista Cafeicultura

Projeto de lei quer reduzir jornada de trabalho

Um projeto de lei da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) é motivo de preocupações entre produtores rurais brasileiros. Trata-se de uma alteração na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) que prevê a redução da carga horária de trabalho. Além da proposta de pausa de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho, a medida prevê pagamento de adicional de 30% sobre o salário daqueles trabalhadores que durante sua jornada de trabalho expõem sua pele ao sol e à radiação ultravioleta. A senadora considera a atividade penosa e insalubre.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) acredita que a diminuição da jornada de trabalho vai provocar aumento no custo da produção, que consequentemente chegará às prateleiras dos supermercados. “Se o produtor, que já amarga preços muito baixos na venda de seus produtos, precisar investir mais dinheiro em sua propriedade e empregar mais mão de obra, o valor pode acabar sendo repassado para o consumidor final”, enfatiza o presidente da Faes, Júlio Rocha.

Os produtores rurais capixabas que empregam trabalhadores em suas propriedades estão apreensivos. “O setor primário já passa por tantas restrições, precisa lidar com as intempéries climáticas e agora pode ter mais uma preocupação. Não podemos suportar isso tudo. O projeto da senadora é no mínimo inconsequente e não conhece a realidade do setor”, comenta o produtor rural de Linhares, Antonio Roberte Bourguignon.

O projeto de lei está pronto para ser votado, em decisão terminativa, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), do Senado Federal. Se aprovado, a CLT sofrerá as seguintes alterações: a jornada de trabalho será limitada a seis horas diárias ou 36 horas semanais; o empregador será obrigado a conceder, a cada 90 minutos de trabalho consecutivo, intervalos de dez minutos para repouso, não incluído no expediente do trabalhador; além de pagar adicional de 30% sobre o salário, descontando-se as incorporações resultantes de gratificações e prêmios.
Fonte: Iá! Comunicação

O sabor do café colombiano

Um bom café serve para começar bem o dia. A saborosa bebida é a terceira mais consumida no mundo, atrás da água e do chá. A planta que possui mais de 8 mil espécies se transforma em um dos principais sabores do mundo. Em muitos países, o café se posiciona não somente como um produto indispensável na boa mesa, no café da manhã ou depois do almoço e jantar, mas também como o principal ingrediente de diversas e deliciosas receitas.

Com milhares de plantações de café, a Colômbia é um dos grandes produtores da bebida mais suave, sendo mundialmente conhecida por essa característica. O importante elemento da economia do país é cultivado nas cordilheiras entre 1.000 e 1.600 metros de altitude, no chamado Eixo Cafeeiro, nos estados de Quindío, Caldas e Risaralda, que contam com clima ideal para produzir o café referência em todo o mundo.

Colheita

O produto da Colômbia se distingue de outros, pois são colhidos apenas os grãos que atingiram maturidade completa, de cor vermelha e amarela. Os grãos verdes estragam o sabor do produto final. Não só essa preocupação é passada de geração para geração nas fazendas, mas também o carinho na hora da colheita. Dizem que o sabor do café colombiano possui a alegria de sua gente. No país, apenas é cultivado o café Arábico, espécie menos vulnerável a doenças e pragas, mas que resulta em uma bebida suave.

A rota conhecida como Triângulo do Café, além de grande produtora, também ficou conhecida pelo turismo rural. São muitos lugares para visitar e se hospedar que encantam e deslumbram turistas. Um deles é Quíndio, cuja capital é Armenia, que abriga lugares magníficos para se conhecer. Um destino maravilhoso de tradição e descanso é o Parque Nacional do Café, o maior e mais belo museu a céu aberto sobre o tema.

Por meio de um teleférico, é possível percorrer de ponta a ponta, uma área de 52 hectares de plantações e também admirar uma réplica da Plaza Bolívar de Armênia de 1926. O passeio ainda conta com a trilha pelo "processo de produção do café", que possui guias que matam todas as curiosidades sobre a bebida.

Dançarinos

Além disso, atrações como montanha-russa, carrinhos de kart e carrossel podem ser desfrutadas juntamente com o "Show do Café", onde se apresentam dançarinos vestidos com roupas de época, que contam, por meio de passos de dança, a história da bebida no país.

Vale visitar, também, a cidadezinha de Salento, fundada em 1842, que possui riquezas naturais e históricas. A praça principal, chamada Bolívar, é considerada um patrimônio cultural da nação e fica cercada por casas coloniais com janelas e varandas coloridas. Além de ter em suas proximidades restaurantes especializados em patacones, massa frita à base de banana-da-terra com trutas, a praça conta com um serviço de transporte para outra paisagem da região.

Os jipes, conhecidos como Willys, veículos típicos e coloridos estacionados no meio da Praça Bolívar, levam os turistas até o Parque Natural do Valle del Cocora, onde estão os bosques de palma de cera, árvore nacional e única de sua espécie que cresce em clima frio. No ambiente, é possível desfrutar de passeios a pé ou cavalgar por trilhas, acompanhado de guias.

O cenário é frio, mas é só tomar um cafezinho

Caldas é uma das mais importantes produtoras cafeeiras, tendo como Manizales sua capital. No departamento, funciona o Centro de Pesquisas Cafeeiras. A capital é também o ponto de partida para o Parque Natural los Nevados, onde é possível pisar na neve e admirar a paisagem gelada e de grande altitude, que chega a atingir 4.800 metros. Pela geografia montanhosa, a cidade possuía um teleférico que escoava o café da região até o porto de Mariquita. A estrutura deixou de funcionar em 1961, mas ainda é possível enxergar vestígios dela, como a estação de madeira, atual sede da Universidade de Nacional.
Fonte: Jornal A Gazeta

Café amargo: produtor sofre com alto custo

Os elevados custos de produção do café, a cotação do produto inferior à de anos anteriores e a quebra na safra por conta da estiagem estão praticamente zerando o lucro dos produtores. E a cafeicultura, a principal atividade agrícola do Espírito Santo, até então responsável pela manutenção de inúmeras propriedades, já não está mais garantindo o sustento das famílias que se dedicam à atividade.

A pesquisa, realizada pelo Centro de Inteligência de Mercados (CIM) em três municípios capixabas e divulgada pela Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), mostra que os custos de produção estão acima do valor que os produtores recebem pela saca de café. "Estamos pagando para trabalhar", destaca o cafeicultor e presidente do Sindicato Rural de Jaguaré, Carlos Giovanni Sossai.

O levantamento feito no início do ano pelo CIM - que é ligado à Universidade de Lavras (MG) - em Vila Valério, Jaguaré (os dois maiores produtores de conilon) e em Iúna (grande produtor de arábica), e atualizados em julho deste ano, comprovam que a cafeicultura não está assegurando lucro para a grande parte dos produtores rurais.

O preço da saca de conilon, que no ano passado era vendida por preço que variava entre R$ 200 e R$ 220, hoje está custando R$ 150, em média. É menos que o custo total de produção de R$ 155,85 (apurado em Jaguaré) e de R$ 152,65 (apurado em Vila Valério). O levantamento foi feito com base na produtividade de 60 sacas por hectare. A mão de obra foi o que mais pesou nos custos.

No caso do arábica, o sistema de colheita é feito em parceria. No entanto, a situação dos produtores desse tipo de café não é diferente. De acordo com a pesquisa, o custo para produção, em lavoura com produtividade média de 25 sacas por hectare, é de R$ 311,62. A saca do produto está sendo comercializada por R$ 200, em média. Valor abaixo dos custos de produção. A situação desestimula o cafeicultor a investir em qualidade, argumenta o presidente da Comissão Técnica de Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), José Umbelino de Castro.

Sossai lembra que os produtores de conilon estão enfrentando o terceiro ano consecutivo de seca, o que representa, para o produtor, queda do volume de produção e de qualidade do grão. Na safra de conilon deste ano, encerrada no começo de setembro, por exemplo, a previsão inicial era aumento de 30% do volume. Entretanto, os números finais apontaram queda de 3%.

No período de 2002 a 2008, a produção de conilon foi um bom negócio para os produtores. Mas, nos últimos anos, por conta do clima desfavorável e queda nos preços, a atividade não tem sido tão lucrativa. Sossai lembra que muitos produtores que nos últimos dois anos buscaram financiamento nos bancos, hoje estão com dificuldade para quitar as dívidas.

Custos de produção do café por saca de 60 kg

Jaguaré (conilon)
Custo total - R$ 152,65
Mão de obra - 39%
Insumos - 39%
Mecanização - 8%
Outros - 24%

Vila Valério (conilon)
Custo total - R$ 155,85
Mão de obra - 46%
Insumos - 18%
Outros - 36%

Iúna (arábica)
Custo total - R$ 311,62
Mão de obra - zero
Insumos - 54%
Outros - 46%
Fonte: Jornal A Gazeta

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mercado de café pela manhã

Nesta manhã, o mercado de café arábica em Nova Iorque trabalha cotado a 182,65, com 70 pontos de alta e range entre 182,50 e 184,25, base dez/10.

Após registrar forte depreciação na sessão de ontem, devido às grandes possibilidades de chuva para o final do mês nas regiões produtoras de café, segundo a SOMAR, a cotação do café nesta manhã de terça-feira vem trabalhando em leve movimento de correção, porém ainda respeitando o range assistido na sessão de ontem.

Mercado trabalha com suporte a 182,50 / 180,95 / 176,60 e resistência de 184,25 / 185,00 / 186,15.

De acordo com a Cecafé, os embarques de setembro (entre os dias 1 e 20) somam 1.327.135 sacas, uma variação positiva de 51,4% em relação ao mesmo período do mês anterior.

Volume: 1.371 (às 8:25 AM)
Fonte: Revista Cafeicultura