quarta-feira, 2 de junho de 2010

Brasil embarca 2 milhões de sacas de café em maio

A exportação de café em maio passado (21 dias úteis) alcançou 2,077 milhões de sacas de 60 kg, o que representa elevação de 2,35% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em termos de receita cambial houve elevação de 24,74% no período, para US$ 321,8 milhões, em comparação com US$ 258 milhões em maio de 2009. Os dados foram divulgados ontem (1/6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Quando comparada com o mês anterior, a exportação de café em maio apresenta queda de 5,5% em termos de volume. A receita cambial é 7,16% menor, considerando faturamento de US$ 346,6 milhões em abril.
Fonte: Notícias Agrícolas

terça-feira, 1 de junho de 2010

Colômbia e Guatemala negam qualidade do café do Brasil

Os produtores da Guatemala enviaram uma carta para se opor a uma proposta de incluir o café brasileiro no mercado de contratos futuros do tipo arábica, argumentando que a baixa qualidade dos grãos pode influenciar negativamente o mercado e provocar uma baixa nos preços.

O contrato C da Intercontinental Exchange (ICE) está reservado para somente 19 países, incluindo vários da América Central, África, Colômbia, México, Peru e Índia, que são conhecidos por cultivar café de alto padrão.

Há anos o Brasil tenta entregar alguns de seus grãos lavados e semi-lavados de arábica para a ICE. Esses grãos são da melhor qualidade, mas só representam aproximadamente 10% da produção dos principais produtores de arábica do mundo.

Apesar de, no passado, as tentativas terem fracassado, a ICE está considerando uma nova proposta para permitir a entrada do Brasil no bloco. A proposta estipula que os grãos brasileiros seriam vendidos com um desconto de 7 a 9 centavos.

No entanto, a Guatemala, que entrega seu café à ICE e seus grãos tem uma ótima reputação internacional, afirma que os descontos não são suficientes e que o Brasil poderia ainda criar um excedente no mercado com sua colheita enorme, provocando uma queda nos preços.

"Não há estatísticas sobre a quantidade de café que o Brasil chama de cafés lavados. Os brasileiros, se têm os dados, tampouco os proporcionaram", afirma Ricardo Villanueva, presidente da associação dos produtores de café da Guatemala, a Anacafé.
Fonte: Revista Cafeicultura

Café: aprovado zoneamento agrícola em oito estados

As condições mais favoráveis ao plantio de café, safra 2010, para três estados e o Distrito Federal estão expressas nos zoneamentos agrícolas de risco climático publicados hoje (1º) no Diário Oficial da União (DOU). Além do DF, as Portarias de nº 129 a 136 incluem Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia e São Paulo. Foram aprovados também estudos para o cacau em Rondônia e arroz de sequeiro na Bahia, por meio das Portarias nº 137 e 138.

O volume e chuvas e a temperatura são os fatores climáticos que mais impactam no desenvolvimento da planta. O intervalo entre 19ºC e 21ºC são os ideais para a cultura, mas o cafeeiro tolera temperaturas de 18ºC a 23ºC. A planta também necessita de umidade adequada durante os períodos de vegetação e frutificação. A falta de chuva pode causar ressecamento dos ramos, morte das raízes e deficiência de nutrientes no cafeeiro.

Os estudos do Ministério da Agricultura indicam ainda os melhores períodos para o plantio do café, que, no caso de Goiás, Distrito Federal e Rondônia vai de 1º de outubro a 31 de dezembro; de 11 de setembro a 20 de novembro, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; de 11 de setembro a 31 de maio, no Paraná; de 1º de outubro a 31 de janeiro, em São Paulo, e de 1º de novembro a 31 de dezembro, no Espírito Santo.
Fonte: Notícias Agrícolas

Frente fria atua na zona da Mata e massa de ar polar cobre cinturão produtor de café

Uma frente fria avança pela Região Sudeste, causando mais nuvens do que chuva na parte norte da Região Sudeste. Junto com a frente fria, observou-se a chegada de uma massa de ar polar, responsável por declínio das temperaturas.

No entanto, o frio não foi intenso, já que o centro da massa de ar polar se encontra sobre o sul do Brasil. As temperaturas não baixaram dos 10C no norte do Paraná e 7C no sul de Minas Gerais. Ao longo da semana, a temperatura cai um pouco mais no sul de Minas Gerais, mas a mínima não baixa de 5C nas áreas cafeeiras.
Fonte: Revista Cafeicultura

Operação Broca - PF faz operação contra sonegação na venda e exportação de café no Espírito Santo

A Polícia Federal e a Receita Federal realizam nesta terça-feira a Operação Brocas, de combate a sonegação na venda e exportação de café. A operação é realizada em quatro cidades do Espírito Santo, além da capital do estado, Vitória. Cerca de 300 homens participam da ação. Neste momento, os policiais fazem vistoria no Centro de Comércio de Café em Vitória, o Palácio do Café.

Os policiais cumprem mandados de busca e apreensão e prisão em ao menos três locais. Segundo a PF, a fraude teria resultado em um prejuízo aos cofres públicos de R$ 280 milhões.

As buscas são realizadas em 74 endereços entre empresas e residências dos investigados. Devem ser cumpridos 32 mandados de prisão cujos alvos são empresários, corretores e funcionários das empresas envolvidas.

Fraude

Segundo informações da Gazeta Online, as firmas de exportação e torrefação envolvidas no esquema utilizavam empresas laranjas como intermediárias fictícias na compra do café dos produtores.

As empresas beneficiárias da fraude eram as verdadeiras compradoras da mercadoria, mas formalmente quem aparecia nessas operações eram as empresas laranjas, que na verdade tinham como única finalidade a venda de notas fiscais, o que garantia a obtenção ilícita de créditos tributários.

As investigações, realizadas em conjunto pela Delegacia da Receita Federal em Vitória, pelo MPF e pela PF, começaram em outubro de 2007 com a deflagração da Operação Tempo de Colheita, quando auditores fiscais da Receita fiscalizavam o setor de comércio de café, inicialmente em empresas localizadas nas regiões Noroeste e Norte do estado.
Fonte: O Globo

Indústria de torrefação tem forte peso no PIB agroindustrial, com previsão de crescer 10% neste ano

A indústria do café não para de crescer. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o consumo do produto aumentou 6,6% nos últimos sete anos. No Espírito Santo, esse índice foi ainda maior, de 10%. Segundo Egídio Malanquini, presidente do Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café do Espírito Santo (Sincafé), o papel da indústria capixaba é de fundamental importância na consolidação da imagem do café nos cenários nacional e internacional. São 35 indústrias e mais as pequenas empresas que trabalham artesanalmente, com exportações, principalmente, para Argentina, Alemanha, Eslovênia, Estados Unidos e países do Mediterrâneo.

"Somos o segundo maior produtor de café do Brasil (arábica e conilon) e o primeiro na produção de conilon, com 73% da produção nacional. Neste ano, devemos alcançar 3 milhões de sacas de arábica e 11 milhões de conilon, empregando cerca de 360 mil capixabas e faturamento em torno de R$ 100 milhões", diz Malanquini.

Uma das principais empresas no Estado é a Realcafé Solúvel do Brasil, do Grupo Tristão, que, inaugurada há 39 anos, em Viana, exporta 80% da produção para 40 países. "Podemos dizer que o Espírito Santo é um Estado que, literalmente, respira café. É a única região do mundo em que se produzem todas as variedades do grão e suas formas de industrialização. Cem por cento dos municípios capixabas produzem café, com a atividade representando cerca de 40% do PIB agrícola do Estado", diz Sérgio Tristão, presidente do grupo e da Realcafé. "O café também sofre, como os demais setores da economia, com a excessiva carga tributária e políticas equivocadas que muitas vezes impedem seu desenvolvimento."

A empresa sentiu em 2009 os efeitos da crise econômica mundial e apresentou ligeira retração no faturamento, que foi de R$ 112 milhões, dos quais 67% em exportações e 33% no mercado interno.

Malanquini, do Sincafé, comenta as dificuldades do momento. "Isso acontece porque a produção está acima da demanda. Acredito que os governos federal e estadual deveriam investir no aumento do consumo. Não podemos ser o maior produtor do mundo e não ser o maior consumidor. Hoje, consumimos 19 milhões de sacas por ano, enquanto os Estados Unidos consomem 23 milhões de sacas."

O excesso de produção, com a consequente queda de preços, que incentivou, na década de 1960, o início de outra atividade na indústria de alimentos capixaba - a indústria frigorífica. Uma das pioneiras no Estado é o Frisa Frigorífico Rio Doce, fundado em Colatina, em 1968, por Arthur Arpini Coutinho, presidente em final de mandato do Sindicato da Indústria do Frio no Estado do Espírito Santo (Sindifrio). Segundo ele, no setor há várias empresas pequenas. "Existem quatro empresas na área bovina e duas na área avícola de grande porte."

Além de Colatina, o Frisa tem unidades de abate em Nanuque (MG) e Teixeira de Freitas (BA), com capacidade de abate de 1.500 cabeças de gado por dia. "Exportamos para qualquer lugar do mundo onde o Brasil tenha acordo sanitário", diz Coutinho. A modernização da área industrial permite a criação de novos produtos, inclusive cortes especiais, adequados à tradição culinária, cultural e religiosa de cada país, como, por exemplo, o kosher.

O setor sentiu os reflexos da crise mundial. "O Frisa teve lucro próximo de R$ 400 milhões em 2009. Esperamos fechar um 2010 melhor. "O presidente do Sindifrio-ES critica a posição do governo federal de incentivar a centralização da atividade pecuária na região Centro-Oeste. "O Espírito Santo tem apenas 1% do rebanho bovino nacional. É preciso descentralizar o setor, dar mais incentivo ao seu desenvolvimento em outras áreas."

A avicultura capixaba tem uma participação pequena na produção nacional, diz Elder Marim, diretor-superintendente da Proteinorte Alimentos. "Hoje, temos apenas 1% dos 400 milhões de frangos alojados em nível nacional. "Segundo ele, a avicultura gera em torno de 25 mil empregos diretos e indiretos e o faturamento de cerca de R$ 500 milhões em 2009. Foram produzidas 9,6 mil toneladas por mês de carne de frango e a demanda é de 11,6 mil toneladas por mês. "Ainda não conseguimos suprir a demanda, mas registramos crescimento de 50% em nossa capacidade de abate nos dois últimos anos", diz Marim. Fundada em 1976, em Linhares, a Proteinorte ampliou em 2009 sua capacidade de abate de 25 mil para 80 mil aves por dia e planeja dobrar o número no curto prazo. Faturou R$ 52 milhões em 2009 e prevê R$ 80 milhões neste ano.

Outras duas companhias têm papel importante no setor de alimentos com origem no Espírito Santo. Uma é a Chocolates Garoto, que iniciou suas atividades em 1929 e a produção de chocolates em 1934, e foi comprada pela gigante Nestlé em 2002 por US$ 250 milhões. Dois anos depois, o Conselho Administrativo de Defesa Económica (Cade) determinou que a operação fosse desfeita, por entender que comprometia a concorrência no mercado de chocolates e, após idas e vindas, não há uma decisão final sobre o caso.

A Buaiz Alimentos, que faz parte de um grupo de 12 empresas, inaugurou em fevereiro uma nova fábrica de café. Adquiriu uma unidade moageira para o Moinho Vitória e criou uma nova empresa, a Distribuidora Vitória, com duas unidades, para agilizar a distribuição de produtos próprios e de outras marcas. Com a proximidade da Copa do Mundo, em junho, o consumo de bebidas (refrigerante, cerveja e água mineral) deve aumentar cerca de 15% em relação a igual período de 2009, superior à média nacional, que terá aumento de 5%, conforme dados da consultoria britânica Bernstein Research. Para Roberto Kautslky, presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral do Estado do Espírito Santo (Sindibebidas), "o período pré-eleitoral e o pós-crise influenciam o aumento do consumo".

Cerca de 320 das 400 empresas capixabas do setor de bebidas, são produtoras de cachaça. "Os preços variam de R$ 2 a R$ 40 a garrafa, o que faz com que o mercado movimente mais de R$ 30 milhões ao ano e seja responsável por 5 mil empregos diretos", afirma Paulo Roberto Soares, presidente da Associação Capixaba dos Produtores de Cachaça de Qualidade. O setor de água mineral é constituído de pequenas empresas. A produção capixaba é de cerca de 80 milhões de litros de água por ano, correspondendo a 2% da produção nacional, de 4,1 bilhões de litros.
Fonte: Valor Econômico

Previsão indica frio e chuvas em boa parte do Brasil nesta semana

De acordo com os meteorologistas da Somar, a semana será úmida e com chuvas em boa parte do Brasil. Até a próxima sexta-feira, dia 4 de junho, mais uma frente fria avançará pelo centro e sul do Brasil, trazendo chuva com baixo acumulado ao Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste. Além disso, a atual frente fria provoca temporais em Salvador e áreas de instabilidade mantêm as pancadas de chuva e trovoadas sobre boa parte da Região Norte e no norte do Nordeste.

Frio
A massa de ar polar avança pelo centro-sul do país e a semana será muito fria na Região Sul, em São Paulo, sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro e no centro e sul de Mato Grosso do Sul, inclusive com recordes em várias cidades do Sul. De acordo com os meteorologistas da Somar, o frio deverá prosseguir até pelo menos o dia 9 de junho, já que há previsão da entrada de uma nova massa de ar polar no próximo fim de semana.

Hoje (1), as temperaturas mínimas devem ficar entre 3°C e 6°C entre o Sul e o Mato Grosso do Sul, sendo que no Planalto e Serra de Santa Catarina, o frio será maior e varia entre 0°C e 3°C. Esperam-se geadas ao amanhecer no sudoeste do Rio Grande do Sul, Planalto de Santa Catarina e no sul do Paraná, mas não há previsão de geadas nas áreas produtoras do Sul, Sudeste e Centro-Oeste pelos próximos sete dias.

Calor
Se por um lado as temperaturas despencam na maior parte do centro e sul do Brasil, por outro, se mantém elevada e o calor predominará no Norte e Nordeste, além dos Estados de Goiás e de Mato Grosso pelos próximos 15 dias.
Fonte: Revista Cafeicultura