Mostrando postagens com marcador pesquisas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pesquisas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Embrapa Rondônia investe em pesquisas com café

Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa Rondônia aprovou este ano uma série de projetos voltados à cafeicultura no Estado, que envolvem melhoramento genético, doenças do cafeeiro, análises da cadeia agroindustrial e ações de comunicação e transferência de tecnologia. Os projetos são financiados pelo Consórcio Pesquisa Café, do qual participam instituições de pesquisa dos 12 Estados produtores no país.

Uma das frentes de pesquisa tem como objetivo o desenvolvimento de cultivares de café adaptadas às condições do Estado de Rondônia, o quarto maior produtor de café do Brasil. A meta dos pesquisadores é lançar ao menos duas novas cultivares de café Conilon até 2014, explica o pesquisador André Rostand Ramalho, da Embrapa Rondônia. As características desejadas são alta produtividade, maturação uniforme dos grãos, qualidade de bebida e tolerância à ferrugem e aos nematóides.

Também serão estudados cafeeiros da variedade Robusta, que, assim como os Conilon, são da espécie Coffea canephora. Uma parte do trabalho tem como objetivo selecionar 15 clones de alta produtividade. Em outra atividade, os pesquisadores vão cruzar cafeeiros Robusta com Conilon para tentar aliar qualidades de ambas as variedades, como resistência a fungos, qualidade da bebida e tamanho de grãos. Menos adaptados às condições do Estado, os cafeeiros da espécie Coffea arabica também serão estudados. O desafio é selecionar plantas com alta produtividade mesmo em condições de clima e altitude pouco favoráveis.

Doenças do cafeeiro

Além de investir em melhoramento genético, os pesquisadores vão se dedicar ao estudo de fungos e nematóides. Será feito um levantamento das raças predominantes em Rondônia do fungo causador da ferrugem-do-cafeeiro. Os pesquisadores querem ainda entender como se dá a disseminação do fungo e subsidiar o trabalho de melhoramento, que poderá ser orientado para o desenvolvimento de cultivares tolerantes ou resistentes às raças encontradas.

Nematóides também são ameaças à cultura do café e ganham atenção especial dos cientistas, que querem mapear quais espécies ocorrem no Estado. De acordo com o pesquisador José Roberto Vieira Junior, o avanço do conhecimento sobre os nematóides pode ajudar na fiscalização de viveiros para impedir que mudas contaminadas cheguem às áreas de produção. Uma vez no solo, não existem medidas viáveis para eliminar por completo os nematóides, por isso é preciso cuidado para não contaminar novas áreas.

Cadeia agroindustrial e comunicação

Outro projeto da Embrapa Rondônia que também é financiado pelo Consórcio Pesquisa Café tem como meta a elaboração de um diagnóstico da cadeia agroindustrial do café em Rondônia. De acordo com o administrador Calixto Rosa Neto, chefe adjunto de administração da Embrapa Rondônia e um dos idealizadores do projeto, o estudo pretende identificar e ordenar por prioridades os problemas e sugerir eventuais soluções para a cafeicultura no Estado.

Problemas e soluções serão pauta para o Sistema de Informação do Café em Rondônia, um projeto que prevê um conjunto de ações em comunicação. Será elaborado o sistema de produção multimídia, um portal na internet com textos, fotos, ilustrações, vídeos e áudios. A ideia é retratar todas as etapas de cultivo do café, desde o preparo do solo até a pós-colheita, sem deixar de lado tratos culturais, como poda e desbrota. O projeto prevê ainda a edição de um programa de rádio, a escolha de produtores modelo e a realização de capacitações para técnicos extensionistas e produtores.

Também fazem parte dos projetos a Embrapa Café, Embrapa Acre, Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e Universidade Federal de Viçosa (UFV). A Embrapa é vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Mais notícias e publicações sobre cafeicultura em http://www.cpafro.embrapa.br/portal/tag/104/
Fonte: Revista Cafeicultura

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Novo sistema de enxertia é simples, barato e eficaz

Através da técnica da encostia, uma mesma planta de café fica com duas raízes e aumenta taxa de crescimento

Um novo sistema de enxertia do cafeeiro permite, através da técnica da encostia, que uma mesma planta tenha duas raízes. A tecnologia, simples e barata, aumenta a taxa de crescimento da muda e a torna mais resistente a nematóides, especialmente nas áreas com infestação por Meloidogyne incognita. Pesquisadores da Fundação Procafé estudam o sistema há quase dez anos com o objetivo de substituir a enxertia por garfagem em cunha, bastante utilizada no Brasil. O método inovador é um dos temas do 36° Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, que acontece de 26 a 29 de outubro, em Guarapari (ES).

A principal diferença do novo sistema de enxertia é a pouca exigência de cuidados especiais. Enquanto a garfagem em cunha, feita com mudas no estágio de palito-de-fósforo, exige habilidade do enxertador e atenção com a umidade para um bom pegamento, a técnica por encostia elimina esses problemas. De acordo com o agrônomo José Braz Matiello, à frente das pesquisas, a principal característica da técnica é a simplicidade.

— O novo sistema vai eliminar esse problema de pegamento. A gente pega a sacolinha e planta duas sementes próximas, uma que vai ser o enxerto e outra que será o porta enxerto. Nos experimentos, nós utilizamos uma muda do arábica e outra do robusta. Quando elas atingem o estágio do primeiro para o segundo par de folhas, com mais ou menos dez centímetros de altura, a gente faz o que a gente chama de encostia. Corta uma beirinha de uma e de outra, encosta as duas mudas e dá um nozinho com uma fita biodegradável ou um pregador de roupa. Após trinta dias, aquilo cola e forma uma muda. A parte que é do robusta em cima, que a gente não quer, a gente corta e então fica só a parte de baixo. A novidade é que a gente deixou a planta com uma parte aérea e duas raízes. Uma arábica e outra robusta — explica.

O resultado, segundo o pesquisador, é um aumento considerável da taxa de crescimento da planta. O sistema radicular do arábica absorve mais os nutrientes da parte de cima do solo e o do robusta se alimenta dos nutrientes que ficam mais abaixo. Isso faz com que a planta tenha melhor absorção de água e, consequentemente, nutrientes. Ainda de acordo com Matiello, a muda pega mais fácil no sistema novo que no sistema normal, em viveiro.

O nova técnica não exige cuidados especiais com ambiente úmido porque as duas mudas continuam se desenvolvendo sem qualquer estresse, já que contam com suprimeiro de água e nutrientes através de seus sistemas radiculares.

A próxima etapa da pesquisa é a realização de experimentos em nível comercial. O primeiro plantio de grande porte será feito esse ano, em um viveiro montado na Zona da Mata, com capacidade para cem mil mudas. Nessa etapa, a Fundação Procafé fará os experimentos em parceria com a Embrapa. Na opinião de Matiello, os resultados promissores vão fomentar estudos semelhantes em outras regiões, para que se comprove a eficácia e a viabilidade da técnica. Informações do Portal Dia de Campo.
Fonte: Revista Cafeicultura

terça-feira, 19 de outubro de 2010

36º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras: de 26 a 29 de outubro

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Fundação Procafé promoverão o 36º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, nos dias 26 a 29 de outubro, em Guarapari, no Espírito Santo.

O evento contará com a apresentação de trabalhos de pesquisas de todas as regiões do País e seminários sobre os temas mais atuais da cafeicultura, além de stands de empresas ligadas ao setor cafeeiro e uma exposição Café com Arte, da artista plástica Valéria Vidigal.

Os trabalhos devem ser enviados até o dia 10 de setembro para o e-mail: trabalhos@fundacaoprocafe.com.br

Programação:

Dia 26/10/2010 - Terça-feira
09h - 12h Abertura oficial e debate sobre a conjuntura cafeeira
14h - 17h Apresentação de 22 trabalhos de pesquisa
09h - 12h Seminário: 40 anos de convivência com a Ferrugem do cafeeiro

Dia 27/10/2010 - Quarta-feira
Manhã Livre
13h - 17h30 Apresentação de 28 trabalhos de pesquisa
17h30 - 19h Seminário: Renovação de cafezais na cafeicultura de montanha

Dia 28/10/2010 - Quinta-feira
Manhã Livre
14h - 17h Apresentação de 28 trabalhos de pesquisa
09h - 12h Seminário: Adubação racional de cafezais

Dia 29/10/2010 - Sexta-feira
08h - 12h Dia de Campo
No recinto do evento:
- Stands de empresas ligadas ao setor cafeeiro
- Exposição de Pintura "Café com Arte" - artista plástica Valéria Vidigal

Serviço:
Local: Sesc Guarapari - Rodovia do sol, 01, Muquiçaba - Guarapari (ES)
Data: de 26 a 29 de outubro de 2010
Fonte: Revista Cafeicultura

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Avançam pesquisas biotecnológicas para cafeicultura

Estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Café (Brasília, DF), Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" (Unesp) e Instituto Agronômico (IAC), instituições integrantes do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, isolou dois promotores de plantas de café que permitem direcionar e controlar a expressão de genes a eles associados: o Promotor CalsoR, que atua nas folhas, e o Promotor Caperox, que age nas raízes. Essa é uma das tecnologias prontas das atrações da VII Exposição de Tecnologia Agropecuária - Ciência para a Vida, que ocorre até o próximo dia 2 de maio, em Brasília/DF.

O objetivo é desenvolver plantas geneticamente modificadas de forma segura e eficiente. Segundo a pesquisadora da Embrapa Café, Miriam Maluf, o diferencial da pesquisa, que a torna inédita no universo dos transgênicos, é que os promotores atuam de forma específica na região da planta que necessita de proteção, no caso as folhas e as raízes, e sempre em resposta a um estímulo externo, oferecendo um controle do tipo de OGM (Organismo Geneticamente Modificado). Além disso, há o controle da intensidade da expressão do gene durante o desenvolvimento da planta, ao longo de sua vida.

"É acoplado ao promotor um gene determinado para o que se pretende melhorar na planta, não afetando as demais partes, muito menos o fruto do café. E esse mecanismo só é ativado em caso de necessidade, ou seja, em resposta a um estímulo externo, o que representa mais segurança para os consumidores". Em outras palavras, o gene só será ativado se tiver algum ataque de agente biótico, que no café é o nematóide da raiz e o fungo das folhas. Outra vantagem é que a técnica também pode ser usada para o melhoramento de várias espécies vegetais de interesse econômico, além do café.

Hoje em dia a engenharia genética é uma grande ferramenta usada pela ciência para o melhoramento de plantas perenes, como o café. No entanto, somente são utilizados promotores constitutivos, que agem em toda a planta, inclusive no fruto, e ao longo do desenvolvimento da planta, mesmo que a necessidade exija proteção contra um único agente externo e num determinado momento. "Essa técnica é a mais convencional, por ser economicamente mais viável, apesar de haverem tentativas de identificar promotores específicos em várias culturas. Mas na concretização prática da pesquisa somos pioneiros", orgulha-se a pesquisadora.

Na Planície de Tecnologias do Ciência para a Vida, a tecnologia aguarda proposta de empresa que possa comprar a ideia e vendê-la em escala comercial. "A tecnologia tem grande potencial de geração de novos negócios. Estamos otimistas de que, em breve, essa tecnologia vai contribuir muito para a cadeia produtiva do café", diz a supervisora de Negócios da Unidade, Maria Isabel Penteado. O pedido de patente já foi depositado e aguarda aprovação.

Conheça os promotores

O emprego de técnicas biotecnológicas possibilita, com bastante eficiência, a inclusão de características desejáveis à planta, tais como precocidade e resistência aos fatores bióticos e abióticos. O sucesso dessa operação depende do uso de um bom promotor que garanta uma expressão do gene efetiva e regulada tanto no espaço quanto no tempo. O promotor CalsoR, que age exclusivamente em tecido foliar, controla a expressão de um gene pertencente à família das isoflavonas, que são ativadas por mecanismos de resposta de defesa em plantas superiores submetidas a situações de estresse biótico e/ou abiótico. Já o Caperox, que atua nas raízes, controla a expressão de um gene pertencente à família das peroxidases, que são ativadas por mecanismos de resposta a estresse biótico e/ou abiótico.
Fonte: Sincafé