Mostrando postagens com marcador referência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador referência. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Café brasileiro pode virar referência em contratos internacionais

Produtores e exportadores do Brasil negociam incluir o grão no contrato da Bolsa de Nova York.

Setor de café quer que o produto brasileiro faça parte de contratos internacionais. Uma alternativa seria a inclusão no chamado Contrato C, na Bolsa de Nova York. Porém, representantes do setor discutem a possibilidade de haver um contrato específico para o café do Brasil.

O café brasileiro pode virar referência nos contratos negociados em bolsas internacionais. Produtores e exportadores do Brasil vêm negociando duas alternativas: uma delas seria incluir o café do Brasil no contrato c da Bolsa de Nova York; outra seria criar um modelo especifico para o grão nacional na Bolsa de Chicago.

Para se proteger contra as oscilações no preço, os brasileiros negociam na Bolsa de Nova York. O problema é que lá fora não existe um contrato especifico para o café brasileiro, a referencia são outros paises produtores, como a Colômbia. O setor acredita que a situação acaba distorcendo os preços.

Uma das propostas em debate há cinco anos é a inclusão do café brasileiro no contrato de Nova York. A iniciativa foi do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé). Na época, a pressão dos concorrentes, principalmente os colombianos, foi mais forte e o projeto foi arquivado. Agora, a situação é diferente: a própria bolsa retomou a discussão.

– A bolsa parece mais interessada em ter o café brasileiro no seu rol de origens, na medida em que as quedas de produção de café na Colômbia e a estabilidade em outros países estão dando um perfil não muito favorável na relação entre o grande movimento que a bolsa tem e o nível de produção – explica o diretor geral do Cecafé, Guilherme Braga.

De acordo com a entidade, o Brasil produz cerca de 3,5 milhões sacas de café despolpado, a referência para Nova York. Há seis anos, esse volume não passava de 500 mil sacas. Por isso, na opinião do diretor do conselho, a situação atual dá mais condições ao Brasil de ser incluído no contrato C.

O superintendente da Cooxupé, a maior cooperativa produtora de café do mundo, com sede em Minas Gerais, Lúcio Dias, avalia que a mudança seria mais uma alternativa de mercado.

– No momento, ele não é vantajoso porque os diferenciais que a gente está trabalhando para esse produto estão acima do preço de Nova York, mas para o futuro é uma garantia a mais, é um mercado a mais que o produtor passa a ter.

Produtores e exportadores reconhecem que o simples fato de estar no contrato de Nova York não é uma garantia de lucro. Mas consideram que ter uma opção a mais para negociar faz muita diferença.

– O produtor terá uma condição muito mais precisa para a precificação do seu café. Ele vai estar acompanhando a bolsa. Ele vai poder comparar o comportamento do mercado interno aos preços do mercado internacional e, portanto, ter uma noção mais precisa do valor da sua mercadoria – afirma Guilherme Braga, do Cecafé.

No entanto, nem todos os produtores apoiam a inclusão do Brasil em Nova York. Representantes do setor avaliam que o contrato C não corresponde à realidade da produção brasileira, dominada pelo café natural e não pelo despolpado. A idéia, então, seria ter um contrato para esse tipo produzido no Brasil na bolsa de Chicago. A avaliação é a de que, como a instituição é sócia da BM&F Bovespa, as negociações ficariam mais fáceis. Mas ainda não foi feita uma proposta oficial para a bolsa americana.
Fonte: Revista Cafeicultura

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

“O Espírito Santo vai ser a grande referência internacional na qualidade do café”

O acréscimo na produtividade do café conilon no Espírito Santo nos últimos anos se tornou referência em todo Brasil e até mesmo em outros países. Em 15 anos, de 1993 até 2008, a produtividade média do Estado cresceu 188%, passando de 9,2 para 26,57 sacas beneficiadas por hectare. A produção teve incremento de 215%, passando de 2,4 para 7,3 milhões de sacas beneficiadas por ano, com um aumento de apenas 11% da área plantada.

Com o sucesso obtido no aumento da produtividade, agora a cadeia produtiva do café conilon quer melhorar a qualidade do produto. “O Espírito Santo é referência em pesquisa, ciência e tecnologia na área do conilon. Vamos ser referência agora também em qualidade”, afirma Evair Vieira de Melo, presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

O órgão, em parceria com outras entidades ligadas ao setor cafeeiro, está focando, em 2010, na realização de ações que possam despertar o interesse do produtor na melhoria da qualidade do café, como campanhas informativas, capacitações, dias de campo, etc. Com isso, o conilon pode conquistar mais espaço nos mercados nacional e internacional e o produtor ter uma nova alternativa econômica.

O presidente do Incaper acredita que, através deste trabalho, a qualidade do conilon capixaba será reconhecida. “Pela velocidade que os nossos cafeicultores aderiram às novas variedades e com esse conhecimento que irão adquirir sobre qualidade de café, tenho certeza que o Espírito Santo, em breve, vai ser a grande referência internacional de qualidade do café”, destaca Evair.
Fonte: Site Faes (Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo)