Mostrando postagens com marcador médio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador médio. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Preço médio do café alcança, em junho, o melhor nível desde 1997

As cotações do café tiveram substancial alta em junho. O indicador de preço da Organização Internacional do Café (OIC) saiu de 128,10 cents por libra-peso em maio para 142,20 cents em junho, alcançando a melhor média mensal desde junho de 1997. "A volatilidade das cotações também aumentou consideravelmente no período", diz Nestor Osorio, diretor executivo da OIC, em relatório mensal divulgado ontem. "O mercado esteve nervoso ao longo do mês", acrescenta Osorio.

Movimentos especulativos por parte de fundos de investimento acentuaram a volatilidade de preço, que pode ser explicada principalmente pela redução na oferta dos arábicas suaves.

Osorio nota que os aumentos de preços foram muito mais acentuados no caso dos suaves colombianos, com uma ampliação no diferencial entre os preços deste grupo e os outros três grupos de café (naturais, outros suaves e robusta). Ele pondera, no entanto, que há indícios de que os níveis de produção estão aumentando gradualmente na Colômbia e em vários outros países produtores.

Recentes estimativas privadas da produção brasileira para o ano-safra 2010/2011 preveem safra de cerca de 50 milhões de sacas de 60 quilos. Projeção oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sugere 47 milhões de sacas.

De acordo com Osorio, a colheita da safra 2010/2011 já começou em alguns países, como Brasil, Indonésia e Peru. Ele estima que a produção global deve alcançar entre 133 milhões e 135 milhões de sacas. A produção colombiana deve se recuperar, depois de dois anos consecutivos de frustração de safra. A Colômbia deve produzir entre 10 milhões e 11 milhões de sacas.

A produção do Vietnã, segunda maior do mundo, atrás do Brasil, deve ficar entre 16 milhões e 18 milhões de sacas. A Indonésia deve colher entre 10 milhões e 11 milhões de sacas. Índia e Etiópia devem produzir cerca de 5 milhões de sacas cada.

No caso da safra 2009/2010, que está praticamente encerrada, a produção continua inalterada em 120,6 milhões de sacas, conforme indicado no relatório anterior. Isso representa uma queda de 5,8% em relação à produção no ano-safra 2008/2009.

Conforme Osorio, o consumo mundial continua a sustentar os preços. O volume aumentou de 130 milhões de sacas em 2008 para 132 milhões de sacas no ano passado.
Fonte: DCI

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Crédito rural: aumento de 26% confirma incentivo ao médio produtor e a agricultura sustentável

Faltando dois meses para o fim da safra 2009/2010, a concessão de crédito para o setor rural é quase 26% superior ao que foi aplicado no mesmo período da safra anterior, passando de R$ 57,6 bilhões para R$ 72,4 bilhões, entre julho e abril. Apenas para a agricultura comercial foram aplicados R$ 62,9 bilhões de julho a abril de 2009/2010 – 27% a mais do que no mesmo período do ciclo 2008/2009. Para investimento, os recursos passam de R$ 8 bilhões.

Produção sustentável – Entre julho de 2009 e abril de 2010, o crédito concedido pelo Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa) foi de R$ 380 milhões, quase cinco vezes mais do que o volume liberado no mesmo período do ciclo anterior. “Esses resultados indicam que o produtor rural está cada vez mais preparado para adaptar-se ao desenvolvimento sustentável que incluirá, a partir da próxima safra, um novo programa de investimento para a agricultura de baixo carbono”, observa o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

Entre julho de 2009 e abril de 2010, a aplicação de recursos do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural), destinado ao produtor de médio porte, é cinco vezes maior ao que investido no mesmo período da safra 2008/2009. Os dados consolidados da concessão de crédito até abril indicam quase R$ 2,5 bilhões, incluindo custeio e investimento.

Custeio e comercialização - Os 49,8 bilhões liberados para custeio e comercialização beneficiaram também os produtores que utilizaram os recursos para estocagem. Para a comercialização, neste ano, mais de R$ 17 bilhões foram aplicados até agora - representando um crescimento de 39,7% em relação ao mesmo período de 2009. Desse total, R$ 7,4bilhões foram destinados a Empréstimo do Governo Federal (EGF) e R$ 4,7 bilhões em crédito agroindustrial.

Outros R$ 643 milhões foram direcionados para Linha de Crédito Especial (LEC) com a finalidade de apoiar a comercialização de café, leite e derivados, milho, lã, mel, carne suína e frutas. Destaque para a cadeia produtiva de maçã, pêssego, abacaxi, maracujá, pêssego e goiaba que já recebeu R$ 108 milhões nesta safra por meio da LEC. A linha é um instrumento para incentivar, especialmente, a agroindústria de sucos de frutas e outros derivados.
Fonte: Revista Cafeicultura