Mostrando postagens com marcador empresas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador empresas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A natureza agradeceria

Todos os dias são criadas novas tecnologias em diversas áreas do mercado. Aliada a estas criações, cresce a consciência ambiental da população e das empresas. Cada vez mais é exigido um comportamento que cuide da natureza na hora de desenvolver tecnologias. Porém, os investimentos para pesquisas com esta preocupação ainda são mais caras que os para as pesquisas tradicionais.

O Brasil, como vários outros países, trabalha na sustentabilidade das tecnologias. Entretanto, algumas dificuldades são enfrentadas na hora de implantar programas sustentáveis. O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Egon Krakhecke, fala sobre os entraves econômicos. "Trocar o modelo atual precisa de um estímulo muito forte, caso contrário não será viável implantar um modelo sustentável", explica Egon.

MÃO DE OBRA

A presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti), Isa Aseff, ressalta que falta mão de obra especializada para desenvolver tecno logias sustentáveis. "Sem mão de obra sustentável fica difícil trabalhar mais a fundo a questão de novas tecnologias", explica a presidente.

A implantação de um novo molde sustentável pode ser um bom negócio para o mercado de trabalho. "A criação de novas tecnologias cria mais empregos, pois demanda mais mão de obra", pondera Isa Aseff. A especialização na área é uma carreira promissora devido à grande demanda por profissionais competentes e especializados para esta função. "Na Amazônia, por exemplo, existem diversos projetos. Além de preservar o meio ambiente, estas ações acabam gerando emprego para muitas pessoas", exemplifica a presidente.

Mas esta não é a única barreira que as pesquisas enfrentam. Interesses econômicos nem sempre convergem para a sustentabilidade. "Não podemos ignorar a necessidade de preservar, infelizmente estas tecnologias sustentáveis ainda são mais caras. Isto dificulta sua implantação", avalia Isa Aseff. Os custos são de fato mais elevados para se investir nas tecnologias verdes. Na construção civil, por exemplo, segundo especialistas, uma obra com materiais sustentáveis pode sair 30% mais cara que uma obra não sustentável.

"A economia se sobrepões a outras áreas, dentre elas a sustentabilidade", explica Egon. Ele também pondera que o desafio de enfrentar o aquecimento global não é só brasileiro. "Os principais responsáveis pelo aquecimento global são os países desenvolvidos, em especial os Estados Unidos. Eles devem ser os estimuladores para esta consciência de preservação por todo o mundo", ressalta o secretário.

Petróleo alternativo

Várias empresas enfrentam as dificuldades econômicas e implantam a sustentabilidade às suas produções. Um exemplo desta iniciativa é a Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa) que desenvolve diversas pesquisas para preservar e conservar a natureza.

Um produto desta iniciativa é o biodisel que a empresa testou recentemente em um avião da companhia aérea TAM. O biocombustível é feito a partir do óleo do pinhão-manso. Segundo dados da Embrapa, o transporte aéreo do mundo é responsável por aproximadamente 2% dos gases que agravam o efeito estufa. A previsão é de que os biocombustíveis passem a ser utilizados regularmente no cotidiano aéreo dentro de cinco anos.

Ele tem em sua composição 50% de óleo de pinhão-manso, o que diminui a poluição produzida, explicam os pesquisadores. Além disso, a iniciativa traz benefícios econômicos e sociais relevantes. A matéria prima do óleo vem de projetos de agricultura familiar e empresarial e a fruta não é comestível.

Cabos podem ser reciclados

A extração de minérios é um exemplo de ação que agride a natureza. Por exemplo, para produzir uma tonelada de cobre, se gastam 190 toneladas de minérios. Tendo consciência desta agressão a empresa Furukawa, com sede localizada em Curitiba, iniciou uma campanha para reciclar cabeamentos usado.

Os cabos são feitos de PVC, polietileno e cobre. Todas estas matérias podem, e são, aproveitadas na reciclagem. "Estes materiais são tóxicos, além de gastarem muitos recursos naturais para serem produzidos", explica o gerente de engenharia da Furukawa, Dário de Menezes. Ele complementa que 103 empresas já aderiram ao programa, algumas do Distrito Federal.

O processo funciona da seguinte maneira: primeiro a empresa manifesta interesse em recolher o cabeamento para a reciclagem. Em seguida, a Furukawa envia uma bag para o material a ser recolhido. Quando o recipiente fica cheio, ele é enviado para a sede, onde é direcionado para fábricas de reciclagem. Ao término do processo, a empresa que enviou os cabos recebe um certificado e bônus, normalmente em produtos. Esta ação atinge todo o Brasil e já dura cerca de dois anos. O nome deste programa é Green IT.

SAIBA +

Nos dias 24 e 25 de novembro aconteceu o 6º congresso da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti).

O tema escolhido nesta edição pela associação foi a pesquisa tecnológica para o desenvolvimento sustentável.

As palestras contaram com a presença de vários especialistas na área da Ciência e Tecnologia, como, por exemplo, o ministro Sergio Machado Rezende.
Fonte: Jornal de Brasília/ Renata Rios

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Empresas de café ganham posições no ranking da Abic

As indústrias de café da região de Ribeirão Preto ganharam posições nos últimos três anos no ranking das cem maiores do setor, segundo a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café).

A Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) de Franca foi a que mais subiu no ranking: saiu do 92º lugar para o 74º. A Camilo Alimentos Ltda., de Barretos, ganhou 12 colocações e atualmente ocupa o 49º lugar no levantamento.

A Torrefação e Moagem de Café Ribeirão Bonito Ltda., de Ribeirão Bonito, estreou no ranking na 85ª posição. Já a Café Utam S.A., de Ribeirão -a mais bem colocada na região- se mantém pelo menos desde 2006 no 12º lugar.

Segundo especialistas do setor, o fechamento de outras empresas e as fusões facilitam a entrada e o crescimento das empresas no ranking. Por outro lado, há preocupação com o avanço das multinacionais.

Segundo dados da Abic, nos últimos seis anos, 67% das associadas fecharam ou se fundiram, passando de 1.170 empresas para 384. No mercado brasileiro, 85% das vendas estão concentradas nas mãos de multinacionais.

Para as indústrias brasileiras, restam os mercados regionais. A Café Utam, que completa 40 anos de existência, tem seu foco na região e estima aumento de 10% no faturamento do próximo ano. Ela emprega 220 pessoas, incluindo as duas unidades em Minas Gerais.

Segundo a presidente da empresa, Ana Carolina Cardoso, a estratégia é difundir as marcas de acordo com as exigências regionais dos consumidores. Em Franca, diz ela, o café precisa ser extraforte pela ligação com Minas Gerais, onde se consome um café mais encorpado.

Já em Ribeirão, o café mais solicitado é o padrão. Na cidade, a Utam diz deter 51,7% do mercado. (VBF)
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO DE RIBEIRÃO PRETO

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Operação Broca: empresas autuadas em R$ 30 milhões

A Operação Broca, que revelou um esquema de obtenção de vantagens tributárias ilícitas por empresas de exportação, torrefação e corretoras de café, já começa a apresentar seus resultados. Três empresas, nenhuma delas laranja, já foram autuadas pela Receita Federal. Na média, são R$ 30 milhões em débitos por auto de infração, cobrança feita com base no que foi creditado ilicitamente mais uma multa de 150%.

Os autos foram feitos com base nas análises dos auditores federais em cima dos documentos e computadores apreendidos no dia 1º de junho. As provas obtidas alimentaram os processos. Os empresários autuados ainda podem recorrer na Delegacia da Receita Federal de Julgamento e no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.

Os 71 empresários, diretores e funcionários de empresas e corretoras de café envolvidos no esquema já são réus na Justiça Federal. Eles estão sendo processados por crimes como formação de quadrilha, estelionato qualificado e falsidade ideológica. A denúncia, que partiu do Ministério Público Federal (MPF), foi acatada pela Justiça Federal no dia 28 de julho, mas o anúncio só foi feito ontem à imprensa.

A Operação Broca, realizada em conjunto por Receita Federal, Ministério Público e Polícia Federal, desbaratou um suposto esquema de obtenção de vantagens tributárias ilícitas por parte de empresas de exportação e torrefação de café. A fraude, identificada pela Receita Federal, resultou num prejuízo aos cofres públicos superior a R$ 400 milhões. Exportadores e torrefadores, beneficiários da fraude, eram os verdadeiros compradores do café mas, formalmente, quem aparecia nas operações eram as empresas laranja, que tinham como única finalidade a venda de notas fiscais, o que garantia a obtenção ilícita de créditos tributários.

Dos 32 que foram presos no dia 1º de junho, 23 cumpriram prisão preventiva e só foram soltos no dia 1º de julho.
Fonte: Jornal A Gazeta

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Saiba quem foi detido na Operação Broca e as empresas investigadas por sonegação

Agentes da Polícia Federal saindo com documentos apreendidos no edifício Palácio do Café durante a operação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal contra empresários do setor de exportação de café

A Câmara do Comércio de Café de Vitória, entidade que reúne 17 das 38 empresas onde a Polícia Federal realizou busca e apreensão de documentos nesta terça-feira (01) durante a Operação Broca, declarou, por nota, que não tem conhecimento da íntegra do inquérito policial e da investigação tributária que desencadearam a operação e a busca e apreensão de documentos em algumas de suas empresas associadas.

Por essa razão a entidade ressaltou que não fará qualquer tipo de comentário a respeito do conteúdo das denúncias, destacando que o Centro de Comércio não interfere nos negócios individuais dos associados. A Câmara do Comércio de Café de Vitória representa a classe cafeeira do Espírito Santo, tendo atualmente 51 empresas associadas.

Na tarde desta quarta-feira (02), o Ministério Público Federal divulgou o nome das pessoas que tiveram a prisão decretada pela Justiça e das empresas onde ocorreram busca e apreensão de documentos. Entre as empresas onde houve buscas e apreensões estão algumas conhecidas do mercado capixaba como Nicchio, Tristão, Real Café e Unicafé.

Dos 32 mandados de prisão, 27 tinham sido cumpridos até a noite desta quarta. A maioria dos cumprimentos de busca e apreensão ocorreram em empresas e corretoras de café do município de Colatina, ao todo foram 17. Em Vitória, os policiais estiveram em 11 empresas; em Linhares e São Gabriel da Palha três; duas em Viana e uma em Domingos Martins, em Vila Velha e na cidade mineira de Manhuaçu.

Entre os detidos estão empresários, diretores e funcionários de empresas e corretoras de café. As investigações apontam que todos tinham conhecimento da fraude, que consistia em obter vantagens tributárias ilícitas de PIS e Cofins. A prática criminosa vem ocorrendo desde 2003, pondo em risco tanto a ordem pública quanto a ordem econômica. Há indícios consistentes da existência dos crimes de formação de quadrilha, crime contra a ordem tributária, falsidade ideológica e estelionato.

Em nota enviada à imprensa, o Centro do Comércio de Café ressaltou que a entidade vem se esforçando no sentido de alterar a legislação no tocante ao PIS e a Cofins que cria distorções mercadológicas e não possibilita ao adquirente/exportador averiguar se os tributos incidentes na operação anterior foram ou não recolhidos.

Relação de algumas pessoas presas com as empresas

Da empresa Nicchio Café Exportação e Importação, sediada em Colatina e com filial em Vitória teve ao menos quatro pessoas diretamente ligadas a diretoria detidas na operação. Jorge Luiz Nicchio e Adhemar Tadeu Nicchio são diretores da empresa e Marcus Keller Zon é um operador responsável pelas vendas da empresa no mercado interno. Uma funcionária da Nichio, da sede de Colatina, afirmou que nenhum diretor da empresa irá falar sobre as denúncias.

Também foram detidos o dono da Licafé Comercial Importadora Exportadora, Júlio César Galon Moro, e o presidente da Grancafé Comercial Importadora Exportadora, José Anailson Moro. As duas empresas são de Linhares. O representante da Outspan Brasil Importadora e Exportadora, Fabrício Tristão também foi detido na Operação Broca.

A reportagem tentou localizar outros representantes das empresas citadas para falar sobre as denúncias, todavia, aluns não quiseram comentar o assunto e outros não foram encontrados para se manifestar sobre as denúncias.

Empresa já foi alvo de investigação em 2007 pelo MPES

Dentre as empresas que são alvo de investigação do Ministério Público Federal está a Acádia Comércio Exportadora de Café, sediada em Colatina. Essa não é a primeira vez que o grupo esteve envolvido em investigações por crime da ordem tributária. Em 2007, o Grupo de Proteção a Ordem Tributária do Ministério Público Estadual deflagrou a Operação Acádia para investigar os sócios da empresa pelos crimes de sonegação, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha.

De acordo com o Ministério Público Estadual, eles eram suspeitos de sonegar mais de R$ 12 milhões aos cofres públicos estaduais.

Veja quem teve a prisão preventiva decretada. De acordo com o Ministério Público Federal o pedido de prisão preventiva para essas pessoas ocorreu por haver prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria.

Carliano Dário - ainda não está preso
Luiz Fernandes Alvarenga
Paulo Zaché
Paulo Pancieri Junior
Milton Nolasco de Carvalho
Devanir Fernandes dos Santos
João Carlos de Abreu Zampier
Carlos Henrique Zurlo Bortolini
Irineu Urbano da Silva
Antônio Sérgio Nicchio - ainda não está preso
Jorge Luiz Nichio
Maxwel Fernando Nicchio
Edson Everaldo Bortolozzo
Alfredo Giubert - ainda não está preso
Darli Moro - ainda não está preso
José Anailson Moro
Júlio César Galon Moro
Waldir Lauret
Henri Davila Stefenoni
Francisco das Chagas de Carvalho
Fabrício Tristão
Arylson Storck de Oliveira
Euclides Stange

Veja quem teve a prisão temporáriade de cinco dias decretada. A prisão temporária tem como objetivo garantir que sejam realizadas as oitivas e buscas necessárias.

Eduardo Lima Bortolini - ainda não está preso
Marcelo Pretti
Jardilei Lorencini
Adhemar Tadeu Nicchio
Angelo Lavorato
Marcus Keller Zon
Franco Davila Stefenoni
Fernando Cesar de Oliveira Brito
Erivelton Augusto Nascimento Barbosa

Veja o nome das empresas citadas na denúncia e onde estão localizadas

- Colúmbia Comércio de Café Ltda - Colatina
- Acádia Comércio Esportadora de Café Ltda - Colatina
- R. Araújo - Cafecol Mercantil - Colatina
- L & L Comércio Exportação de Café Ltd - Colatina
- Clonal Corretora de Café Ltda - Colatina
- Casa do Café Corretora Ltda - Colatina
- Libra Corretora de Café Ltda - Vitória
- Colibri Comercial e Exportadora de Café Ltda - Vitória
- Corretora de Café Fonte Rica Ltda - Colatina
- Cristal Brasil Representação Comercial de Café - Domingos Martins
- Link Comissária de Café Ltda - Vitória
- Custódio Forzza Comercial e Exportadora Ltda - Colatina
- Custódio Forzza Comercial e Exportadora Ltda, Filial - Vitória
- Custódio Forzza Comercial e Exportadora Ltda, Filial - Colatina
- Nicchio Café Exportação e Importação - Colatina
- Nicchio Café Exportação e Importação, Filial - Vitória
- Nicchio Sobrinho Café S/A - Colatina
- Nicchio Sobrinho Café S/A, Filial - Vitória
- Giucafé Exportadora Importadora Ltda - Linhares
- Licafé Comercial Importadora Exportadora Ltda - Linhares
- Grancafé Comercial Importadora Exportadora Ltda - Linhares
- Unicafé CIA Comércio Exterior - Vila Velha e Vitória
- Tristão Companhia de Comércio Exterior - Vitória
- Tristão Companhia de Comércio Exterior, Filial - Viana
- Real Café Solúvel do Brasil S.A - Viana
- Lauret Café Exportadora e Importadora Ltda - São Gabriel da Palha
- Lauret Armazéns Gerais Ltda - São Gabriel da Palha
- Império Comércio de Café Ltda - Colatina
- Stef Comércio e Transporte de Café Ltda - Colatina
- Santa Clara Indústria e Comércio de Alimentos Ltda - Manhuaçu
- Sertão Comissária de Café Ltda - São Gabriel da Palha
- Companhia Cacique de Café Solúvel - Vitória
- Outspan Brasil Importadora e Exportadora Ltda - Vitória
- Cafemam Comércio Exportação Ltda - Vitória
- BS Corretora de Café e Sacaria Ltda - Colatina
- Posto Barbados Ltda - Colatina
- Cafeeira Dois Irmãos Ltda - Colatina
- Stange\'s Corretagem Ltda - ME - Colatina

Comparando a lista das 38 empresas envolvidas na operação, com a lista das associadas do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), constata-se que 13 das denunciadas estão entre as associadas da entidade. Isso sem contar com as filiais, que estão listadas no rol das empresas envolvidas.

As empresas citadas na operação estão entre as maiores pagadoras de ICMS no Espírito Santo. Na lista das maiores no ranking do ICMS de 2009, por exemplo, estão 13 das envolvidas na operação. Se somadas as filiais dessas empresas, o número vai para 18.

Na distribuição geográfica das empresas envolvidas na Operação Broca, a maioria está localizada na Região Norte. Das 38 empresas citadas pelos órgãos que desencadearam a operação, 17 estão sediadas em Colatina, 11 estão localizadas em Vitória. Linhares e São Gabriel da Palha tem, cada um, três das empresas envolvidas nas irregularidades. Viana tem duas e Domingos Martins, uma. Na cidade mineira de Manhuaçu tem uma empresa.

Secretaria da Fazenda ES apura envolvimento de servidores

Na coletiva de terça-feira, Ministério Público, Receita Federal e Polícia Federal informaram que existia a suspeita da participação de auditores do Fisco estadual no esquema que criava créditos tributários fictícios para exportadores e torrefadores de café do Espírito Santo. Em nota divulgada ontem, a Secretaria da Fazenda (Sefaz) do Estado informou que a Corregedoria do órgão já protocolou um ofício no Ministério Público Federal, solicitando informações sobre a Operação Broca. Segundo a nota distribuída pela assessoria de imprensa da secretaria, “é de total interesse da Sefaz apurar se houve descumprimento do dever funcional por parte de servidores. Caso seja comprovado o envolvimento de profissionais do órgão na fraude relacionada ao comércio de café, serão aplicadas punições previstas na legislação”.

Crimes e penas

FORMAÇÃO DE QUADRILHA. Associação de mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes. A pena é de um a três anos de reclusão.

FALSIDADE IDEOLÓGICA. Omitir, em documento público ou particular, declaração que nele devia constar. Inserir nesse documento, ou fazer inserir, declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. Pena de um a cinco anos de cadeia, e multa, se o documento é público. Reclusão de um a três anos, e multa, se o documento é particular.

ESTELIONATO. Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento. Pena de um a cinco anos de reclusão e multa.

CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias. Fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal. Falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento relativo à operação tributável. Elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato. Negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativos à venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação. Pena de dois a cinco anos de reclusão e multa.
Fonte: Revista Cafeicultura

terça-feira, 30 de março de 2010

ES é o Estado que mais tem empresas participantes do PQC da ABIC

Os capixabas podem ficar tranquilos quanto à qualidade do café disponibilizado no mercado local. Isso porque 33% das indústrias do setor estão participando do Programa de Qualidade do Café (PQC), criado pela Abic – Associação Brasileira da Indústria de Café em 2004.

Em relação ao total de indústrias instaladas, o Espírito Santo é o primeiro lugar em quantidades de empresas que aderiram ao PQC. Das 30 empresas existentes no Estado, dez já participam do programa. São elas: Vista Linda/Glória (Vila Velha), Expedicionário (Colatina), Campeão (Cachoeiro de Itapemirim), Número Um (Vitória), Classe A (Marilândia), Meridiano (Colatina), Bonzon (Barra de São Francisco), Duarte (São Mateus), Real/Cafuso (Viana).
Fonte: Iá Comunicação