quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Confira a previsão do tempo nesta Quinta-Feira

Região Sudeste
Na quinta-feira, muitas nuvens, poucos períodos de sol e pancadas de chuva a qualquer hora do dia no Espírito Santo, litoral paulista, na maior parte de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. No oeste de São Paulo, sol forte, sem condições para chuva. Nas demais áreas de São Paulo e no sul, Triângulo e sudoeste de Minas Gerais, o sol brilha forte, as nuvens se formam e ocorrem pancadas de chuva isoladas à tarde. O tempo continua abafado no Sudeste.

Região Norte
A quinta-feira terá sol forte e pancadas de chuva à tarde no Amapá, centro-norte do Pará e nordeste do Amazonas. O dia será chuvoso entre Rondônia, Acre e sudoeste do Amazonas. Ocorrem pancadas de chuva a qualquer hora do dia nas outras áreas, mas intercaladas com aberturas de sol.

Região Nordeste
Na quinta-feira, o sol brilha forte, algumas nuvens se formam, mas não chove no norte do Maranhão, no norte do Piauí, no centro-norte do Ceará, no Rio Grande do Norte, na Paraíba, na maior parte de Pernambuco, no nordeste da Bahia, em Sergipe e em Alagoas. No sul do Maranhão e do Piauí e no oeste e no sul da Bahia, muitas nuvens, poucos períodos de sol e pancadas de chuva a qualquer hora do dia. Nas demais áreas, sol forte e chuva à tarde.

Região Centro-Oeste
Na quinta-feira, o sol brilha forte, algumas nuvens se formam, mas não chove em Mato Grosso do Sul e divisa deste Estado com Mato Grosso. Dia chuvoso no norte de Mato Grosso. Nas demais áreas do Centro-Oeste, muitas nuvens, poucos períodos de sol e pancadas de chuva a qualquer hora do dia.

Região Sul
Nesta quinta-feira, o sol brilha forte, algumas nuvens se formam, mas não chove na maior parte do Rio Grande do Sul, no oeste catarinense e no oeste e sudoeste do Paraná. No leste do Paraná e de Santa Catarina e também na Serra gaúcha e Grande Porto Alegre, o vento úmido que vem do mar traz muitas nuvens que provocam chuva a qualquer hora do dia. Nas outras áreas do Sul, o sol aparece, as nuvens aumentam e acontecem pancadas de chuva à tarde.
Fonte: Coffee Break

Café encerra em baixa em NY com feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA nesta quinta

O feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos voltou a influenciar o mercado e derrubou os preços do café no pregão de ontem da bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março terminaram o dia cotados a US$ 2,0745 por libra-peso, em queda de 310 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, a retração nas cotações só não foi maior porque o dólar também perdeu força no pregão de ontem, tornando o produto mais atraente para os compradores. Segundo analistas, o volume restrito de negócio tem deixado o mercado volátil na semana por conta do feriado americano. No mercado interno, os preços voltaram a subir depois de dois dias seguidos de queda. O indicador Cepea/Esalq fechou a quarta-feira valendo R$ 357,89 por saca, alta de 0,53%
Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Previsão do tempo para a Região Sudeste (24/11 a 27/11)

As pancadas de chuva se espalham de forma irregular sobre o cinturão produtor de café, mas aos poucos começam a se organizar sobre o norte da Região Sudeste e Bahia. No fim de semana, o tempo abre no Paraná e em São Paulo, bem como no centro e sul de Minas Gerais.

Em Minas Gerais as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte, com trovoadas e rajadas de vento ocasionais em áreas isoladas no LESTE e NORDESTE do estado, no período entre 00:00h, do dia 24/11/2010, às 24:00h, do dia 24/11/2010.

No Espírito Santo as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de chuva moderada a forte, com trovoadas e rajadas de vento ocasionais EM ÁREAS ISOLADAS do estado, no período entre 00:00h, do dia 23/11/2010, às 24:00h, do dia 24/11/2010.

Previsão do tempo para a região Sudeste

Quarta, 24 de novembro de 2010
Nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo.
Temperatura: Estável. Máx.: 33°C Mín.: 12°C

Quinta, 25 de novembro de 2010
Nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo.
Temperatura: Estável. Máx.: 33°C Mín.: 12°C

Sexta, 26 de novembro de 2010
Nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo.
Temperatura: Estável. Máx.: 35°C Mín.: 11°C

Sábado, 27 de novembro de 2010
Nublado a encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Minas Gerais, norte e oeste de São Paulo. Nublado a parcialmente nublado com possibilidade de pancadas de chuva isoladas no Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro.
Temperatura: Ligeira elevação. Máx.: 36°C Mín.: 10°C
Fonte: Somar/INMET

Produtor de dois hectares de café vence prêmio de qualidade em Brejetuba

O produtor rural Joselino Meneguetti possui em sua propriedade em Brejetuba apenas dois hectares de café em produção e colhe aproximadamente 200 sacas do grão por ano. Ele, juntamente com a esposa e o filho tomam conta da plantação, que representa o sustento da casa. Este típico agricultor familiar capixaba foi eleito no último sábado (20) o melhor produtor de café do município e levou pra casa um cheque no valor de R$ 6.000,00.

Trata-se do II Prêmio Café Sustentável de Brejetuba, realizado pelo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), juntamente com a Prefeitura Municipal e a Cooperativa Alternativa de Agricultores do município (Cooaabre), com o objetivo de premiar os agricultores que buscam produzir cafés com excelência de qualidade. Foram agraciados os dez melhores produtores de café arábica da região, dentre 63 concorrentes. Ao todo, foram R$15.000,00 em prêmios.

A cerimônia de entrega foi realizada no último sábado (20), no Clube Recanto das Águas, na localidade de Brejaubinha, e contou com a presença de aproximadamente 200 pessoas, dentre elas várias autoridades, como o Presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o Prefeito de Brejetuba em exercício, José Geraldo Meroto, o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Brejetuba, José Eraldo Oliveira Dias, além de lideranças comunitárias e dos cafeicultores participantes.

Segundo o extensionista do Incaper de Brejetuba, Fabiano Tristão, o produtor vencedor Joselino Meneguetti segue em sua propriedade todas as recomendações técnicas do Incaper. “O produtor, inclusive, realiza a colheita seletiva da lavoura, ou seja, colhe apenas os cafés maduros. Isso contribui muito para a qualidade do café produzido por ele”, completa Fabiano.

De acordo com o presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o concurso é importante para incentivar os agricultores familiares a investir na qualidade da produção. “Atualmente, é fundamental que os agricultores capixabas utilizem as práticas adequadas de cultivo, colheita e pós-colheita, com o intuito de alcançar melhor rentabilidade na atividade. O mercado está cada dia mais exigente, e é preciso alcançar os consumidores que estão dispostos a pagar mais por um produto melhor”, afirma Evair.

A Cooperativa Alternativa dos Agricultores de Brejetuba (Cooaabre) se encarregará de negociar os lotes de sacas de café dos trinta finalistas do concurso, que poderá atingir um ágio sobre o preço médio de mercado de até R$ 250,00.

Sustentabilidade

Os critérios para o concurso foram divididos em duas avaliações: a prova de degustação, para analisar a qualidade do café, que representou 80% da nota final; e o respeito ao meio ambiente nas propriedades dos concorrentes ao prêmio, o que correspondeu a 20% da nota definitiva do concurso.

Para o extensionista do Incaper, Fabiano Tristão, avaliar-se a questão ambiental no concurso é fundamental, para que os produtores alcancem a produção de cafés de excelência através de práticas sustentáveis no cultivo do café. Segundo o extensionista, foram avaliados critérios como a utilização das bos práticas agrícolas, o uso racional de defensivos, a conservação do meio ambiente e a saúde do trabalhador.

Brejetuba é o maior produtor de arábica do Espírito Santo e o segundo maior do país, ficando atrás apenas da cidade de Patrocínio, Minas Gerais. O município apresenta uma produção média de 350 mil sacas por ano, sendo que cerca de 20% representa qualidade superior.

Veja quem foram os ganhadores:

Fonte: Incaper

CAFÉ: Análise sensorial e falta de estrutura preocupam

Nas rodas de conversa durante o 18.° Encafé o que mais deixava inseguros os torrefadores era o fato de ficar à mercê da subjetividade da análise sensorial da qualidade da bebida. Tal análise será feita por empresa credenciada pelo Ministério da Agricultura, cujos profissionais terão de passar pelo curso de classificador e degustador de café torrado e moído. Serão esses profissionais que definirão se o café posto à disposição do consumidor - cujas amostras serão recolhidas pelos fiscais do Ministério nas gôndolas dos supermercados - tem qualidade mínima de bebida de 4 pontos.

Durante o Encafé houve degustação de café nível 4, uma bebida bastante ruim. E o que é posto à disposição do consumidor, hoje, não é uma bebida muito acima disso. "Se o fiscal do Mapa desclassificar meu café por meio de uma análise que é essencialmente subjetiva a quem recorrer? O nível de tolerância é ínfimo", preocupa-se um torrefador, acrescentando que a intenção é tentar reverter, na IN, a desclassificação por qualidade da bebida.

Outra questão que ficou clara e o próprio Ministério da Agricultura admitiu é que o órgão ainda não está adequadamente aparelhado, e nem estará em fevereiro, para efetivamente começar a fiscalizar, classificar e multar quem produzir café fora dos padrões. Ainda não há classificadores e degustadores formados e credenciados para o torrado e moído e o Ministério busca parcerias de laboratórios já existentes para analisar os teores de impureza do produto. "Num país do tamanho do Brasil não é possível, realmente, começar desde já pela punição", tenta acalmar os ânimos o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), do Mapa, Maçao Tadano. Segundo Almir da Silva Filho, presidente da Abic, ainda tentou-se adiar a vigência da IN16 por isso, sem sucesso. Do lado dos classificadores, outra dúvida: se profissionais que atuam com café verde poderão se credenciar para classificar e degustar café torrado e moído, já que, apesar da experiência na área, alguns não são agrônomos, como exige a nova legislação. Outro imbróglio a ser resolvido até fevereiro.
Fonte: O Estado de São Paulo

Exportações de café vão atingir recorde no ano

As exportações brasileiras de café vão ser recordes neste ano. No ritmo em que as vendas externas seguem, o país deverá somar 32,5 milhões de sacas comercializadas no exterior, com valor superior a US$ 5,5 bilhões.

No ano passado, as exportações somaram 30,3 milhões de sacas, no valor de US$ 4,3 bilhões.

Guilherme Braga, diretor-geral do Cecafé (Conselho Brasileiro dos Exportadores de Café), diz que, se neste mês for mantido o ritmo de vendas de outubro (3,4 milhões de sacas), as exportações do país superarão 10 milhões de sacas apenas entre setembro e novembro.

E as previsões de Braga devem se confirmar, pois os mais recentes dados de exportações da Secex indicam receitas de US$ 616 milhões para este mês, valor próximo do recorde de US$ 638 milhões de outubro.

A maior presença do Brasil no mercado internacional se deve ao recuo das exportações de países tradicionais, como a Colômbia. Apesar da boa safra brasileira, os preços não tiveram tendência de baixa, segundo Braga. "A demanda sustentou [o preço]."

O executivo do Cecafé diz que o mercado mostra tendência de preços firmes para o café. Os chamados fundamentos de mercado são positivos: a demanda está aquecida, a oferta é menor e o consumo é crescente. Ele não acredita em grandes quedas nos preços do produto.

A alta de preços beneficia o produtor interno, já que 90% do valor FOB (Free On Board) das exportações são repassados internamente.

Apesar desse aumento, o produtor está perdendo a possibilidade de se capitalizar ainda mais.

Os custos internos, como mão de obra, são em reais -e vêm subindo. Já as receitas das exportações, em dólares, acabam sendo menores devido à valorização da moeda nacional.
Fonte: Folha de São Paulo

Café torrado passará a ter controle oficial

A IN16, do Ministério da Agricultura, entrará em vigor em fevereiro e fiscalizará impurezas e qualidade da bebida

Uma Instrução. Normativa, a IN16, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), agitou, entre os dias 12 e 16 de novembro, o 18.° Encontro Nacional da Indústria do Café, em Natal (RN). Prestes a entrar em vigor, no dia 17 de fevereiro do ano que vem, a IN16 afeta diretamente a indústria do café torrado em grão e do café torrado e moído - incluindo o produto importado -, já que delega ao ministério a função de monitorar a qualidade do produto final, em relação ao teor de impurezas, umidade e qualidade da bebida. Em última análise, quem sai beneficiado é o consumidor, que terá a garantia oficial de um órgão - com poder de fiscalizar e punir - de que o café disponível é puro, e está em condições de ser consumido como bebida com padrões mínimos de qualidade.

Selo de qualidade. Até a edição da IN16, quem se autofiscalizava em relação ao controle de impurezas no café era a própria indústria torrefadora, por meio do selo de qualidade da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), instituído há 20 anos justamente para coibir a fraude no produto final, com a adição de produtos como milho, soja, melado, palha, sementes de açaí e o que mais a imaginação achar que pode ser travestido de café na hora da torra e moagem.

Só que a Abic, com 1.113 associados, sendo 95% de pequenas e médias torrefadoras, consegue garantir a pureza, com seu selo de qualidade, de 70% do total de 19,3 milhões de sacas de 6o quilos de cafés comercializadas no País, diz o presidente da entidade, Almir José da Silva Filho. O que não quer dizer que o restante, que não tem o selo da entidade, seja de cafés com impurezas. "No nosso 'mapa da fraude' calculamos que 1,5% do café vendido no mercado interno seja misturado", diz Silva Filho.

Ainda segundo o presidente da Abic, a IN16 permitirá punir os infratores. "O que fazíamos era denunciar a fraude, mas não existia lei para multar os fraudadores. Lançar mão do Código de Defesa do Consumidor também é complicado, já que não havia definição legal sobre os níveis e tipos admissíveis de impurezas no produto final." Segundo a IN16, só poderão ser vendidos cafés com teores máximos de i% de impurezas, s% de umidade e classificação global de qualidade de bebida de 4 para cima - numa escala de o aio, sendo o péssimo café e o 10o melhor.

Impurezas e qualidade. Quanto à fiscalização e a punição à adição de impurezas os torrefadores foram unânimes em aprovar. O que aparentemente pegou várias empresas de surpresa foi o fato de que o Mapa também passará a fiscalizar a qualidade da bebida, proibindo a comercialização de cafés com nota abaixo de 4. "Há dois anos, o que a Abic e o Mapa nos propuseram foi editar uma Instrução Normativa para combate às impurezas, não à qualidade da bebida. Quem define a qualidade do café que quer comprar é o consumidor, não o ministério", diz um torrefador mineiro.

Outro torrefador, do Nordeste, exemplifica: "Há vinhos de vários tipos no mercado interno, desde os de excelente qualidade até aqueles com adição de açúcar. Há público para esses vinhos, todos produzidos conforme as normas sanitárias vigentes", continua. "Para o café puro, independentemente da qualidade da bebida, também haverá vários públicos. E quem deve escolher que qualidade de café quer comprar é o consumidor final. O ministério definir e classificar, por análise sensorial, a qualidade da bebida, como exige a IN16, é um critério muito subjetivo", concluiu.

O diretor-executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, complementa, porém, que a IN16 foi formulada com absoluta participação da indústria. "Tivemos 13 reuniões com os associados para debater o assunto, durante o período em que a IN esteve em consulta pública", garante, acrescentando que por causa da experiência tanto do selo de pureza quanto do Programa de Qualidade do Café (PQC), o Mapa procurou a entidade para debater uma normalização e classificação para o setor de café torrado e moído. "Não é nada diferente do que já fazem as empresas que seguem as normas do PQC e do selo Abic."

O torrefador mineiro acrescenta, porém, que manter um classificador de café em sua empresa, como exige a IN 16, custará por volta de R$ 9 mil mensais, incluindo o salário e custos trabalhistas. "A ideia da IN16 era combater a fraude, e não gerar mais custos para a indústria", indigna-se.

Já a iniciativa do ministério ocorreu porque ele tem de cumprir a Lei 9.972, de 25/5/2000, que obriga à classificação de todo produto de origem animal ou vegetal destinado ao consumo humano. Para o fiscal federal agropecuário do Mapa, Osmário Zan Matias, o que o ministério fez foi formalizar o que a indústria já fazia. "Antes a falha não tinha consequências. A partir de fevereiro, terá consequências e penalidades", diz.
VIAGEM FEITA A CONVITE DA ABIC

Classificador e degustador passará por curso no Mapa

Outro ponto polêmico que envolve a IN16 foi a obrigatoriedade de a indústria contratar classificadores de café torrado e moído licenciados pelo Ministério da Agricultura para definir se o café a ser comercializado pela torrefadora atende aos padrões mínimos exigidos pela nova legislação. Esses classificadores terão de passar por um curso no Mapa - o primeiro ocorrerá em Viçosa (MG), no dia 30.A previsão, segundo o coordenador geral de Qualidade Vegetal do ministério, Fábio Florêncio Fernandes, é habilitar, até o fim do ano que vem, 340 profissionais classificadores e degustadores de café torrado e moído. Para essas primeiras turmas, o Mapa convocará profissionais já especializados em café verde. "A ideia do curso não é ensinar o que profissionais do ramo já sabem de cor", diz Fernandes, mas padronizar a classificação e degustação, para que todos falem a mesma língua e se elimine o máximo possível a subjetividade da classificação e análise de aualidade." T.R.

Análise sensorial e falta de estrutura preocupam

Nas rodas de conversa durante o 18.° Encafé o que mais deixava inseguros os torrefadores era o fato de ficar à mercê da subjetividade da análise sensorial da qualidade dabebida. Tal análise será feita por empresa credenciada pelo Ministério da Agricultura, cujos profissionais terão de passar pelo curso de classificador e degustador de café torrado e moído. Serão esses profissionais que definirão se o café posto à disposição do consumidor - cujas amostras serão recolhidas pelos fiscais do Ministério nas gôndolas dos supermercados - tem qualidade mínima de bebida de 4 pontos.

Durante o Encafé houve degustação de café nível 4, uma bebida bastante ruim. E o que é posto à disposição do consumidor, hoje, não é uma bebida muito acima disso. "Se o fiscal do Mapa desclassificar meu café por meio de uma análise que é essencialmente subjetiva a quem recorrer? O nível de tolerância é ínfimo", preocupa-se um torrefador, acrescentando que a intenção é tentar reverter, na IN, a desclassificação por qualidade da bebida.

Outra questão que ficou clara e o próprio Ministério da Agricultura admitiu é que o órgão ainda não está adequadamente aparelhado, e nem estará em fevereiro, para efetivamente começar a fiscalizar, classificar e multar quem produzir café fora dos padrões. Ainda não há classificadores e degustadores formados e credenciados para o torrado e moído e o Ministério busca parcerias de laboratórios já existentes para analisar os teores de impureza do produto. "Num país do tamanho do Brasil não é possível, realmente, começar desde já pela punição", tenta acalmar os ânimos o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), do Mapa, Maçao Tadano. Segundo Almir da Silva Filho, presidente da Abic, ainda tentou-se adiar a vigência da IN16 por isso, sem sucesso. Do lado dos classificadores, outra dúvida: se profissionais que atuam com café verde poderão se credenciar para classificar e degustar café torrado e moído, já que, apesar da experiência na área, alguns não são agrônomos, como exige a nova legislação. Outro imbróglio a ser resolvido até fevereiro.
Fonte: O Estado de São Paulo