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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Valor da produção de café sobe 24% no ano, diz o Ministério da Agricultura

A renda dos produtores teve uma boa melhora neste segundo semestre. É o que mostram os dados do VBP (Valor Bruto de Produção) divulgado ontem pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura.

A alta ocorreu nas commodities de maior valor de produção. Apesar dessa melhora, a renda total prevista para este ano é de apenas R$ 166,8 bilhões -elevação de 1% em relação à obtida em 2009, que foi de R$ 166,7 bilhões.

O principal ganho ocorre com o café, com a elevação de de 4,4% na renda dos produtores no semestre. Em relação a 2009, a alta é de 24%.

A soja, produto que traz a maior receita para o país, já vinha com preços em elevação no primeiro semestre e, portanto, tem um dos menores crescimentos percentuais no valor de produção deste segundo semestre: 1%.

A estimativa de renda para os sojicultores indica R$ 43,3 bilhões neste ano.

Para obter o VBP, José Gasques, responsável pelos dados, utilizou o levantamento mais recente de safra do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e os preços recebidos pelos produtores apurados pela FGV.

O ganho dos produtores de milho sobe 3% neste segundo semestre, devido à recuperação de preços. O VBP estimado para os produtores de milho é de R$ 15,8 bilhões.
Fonte: Folha de S.Paulo

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mercado de café ficará ainda mais apertado no próximo ano, acredita Néstor Osorio

O diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Néstor Osorio, acredita que o mercado ficará ainda mais apertado no próximo ano. Atualmente, a principal preocupação é se a oferta será suficiente para dar conta da demanda. Osorio lembrou que, em 2011, a produção brasileira apresentará ciclo negativo e as projeções apontam para queda entre 15% e 20% na oferta do País.

Além disso, condições adversas de clima estão afetando as plantações no Vietnã. A safra da Colômbia pode ter alguma recuperação, mas não será suficiente para compensar a retração nos demais produtores. "O mercado está muito nervoso, com muita movimentação e especulação", disse há pouco, em entrevista coletiva na se de da OIC, em Londres. A entidade estima produção mundial entre 133 e 135 milhões de sacas de 60 kg de café para 2010/2011. A estimativa para o consumo é de 130 a 132 milhões de sacas. Essa relação puxa os preços do café, alimentados também pelo dólar fraco.

O setor passou por dois anos seguidos de déficit na Colômbia, se m produto similar capaz de fazer a substituição no mercado. "Os estoques estão sendo usados", reforçou Osorio. Segundo ele, o consumo também está dinâmico e mesmo a pequena queda registrada durante a crise não foi suficiente para reverter a tendência de alta. Nos últimos dez anos, a demanda por café foi elevada em 25 milhões de sacas. "A demanda continua muito forte. A grande preocupação é saber como manter a oferta de café."

Embora cite a especulação como fator a pesar sobre o mercado, Osorio disse que a OIC não qualifica a atividade de investidores privados no setor. Ele também não quis manifestar opinião sobre a nova legislação proposta na Europa para conter a especulação. "Não temos capacidade de determinar se a política de controle dos derivativos é apropriada ou não."
Fonte: Revista Cafeicultura