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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Café verde: o antioxidante da vez

Mais um aliado contra o envelhecimento está fazendo o maior sucesso na Europa

Depois do chá verde, chegou a hora do café verde: o antioxidante da vez. Suas propriedades foram descobertas recentemente e logo passou a ser comercializado com sucesso aqui na França. Também pudera: seu maior tributo é emagrecer. Quem não quer? Entre as vantagens em relação ao café comum, o verde possui duas a três vezes mais polifenóis livres que ajudam na luta contra os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento das células, sendo melhor absorvido pelo corpo. Está servida?

Afinal, o que é o café verde? Simplesmente é o grão de café que ainda não foi torrado. Seu diferencial é ser rico em cafestol e kahweol, substâncias que atuam no fígado e ajudam a induzir a ação da enzima GST encarregada da desintoxicação do organismo.

Outra vantagem é sua grande concentração de cafeína que faz aumentar sensivelmente os gastos energéticos, contribuindo para a perda de peso. Sua cor é marrom, como a dos outros cafés e não verde, como se pode pensar. E é proposto mixado com café torrado ou outras substâncias. O resultado é um sabor levemente frutado e doce, um pouco amargo no início.

Na França, grandes marcas lançaram suas apostas:

Na mesa

A Nescafé lançou o Green blend, uma mistura de café verde (35%) e torrado (65%), ambos solúveis. Promete ser um poderoso antioxidante.

A Nestlé, por sua vez, introduziu no mercado a linha de hidronutrição chamada Nesfluid. A Body, bebida gelada à base de água de coco e lactoserum, possui chá verde, café verde e abacaxi como compostos ativos. Contribuir para o metabolismo de lipídios.

A marca de chá francesa Latisani`ere, na sua linha bem-estar, propõe fazer a drenagem e a eliminação de impurezas do organismo com o chá mix de café verde, chicória e cereja.

Na beleza

O café verde também já chegou aos produtos de beleza. A marca Yves Rocher tem uma gama exclusivamente com esse ativo, a Soin Minceur Café Vert de Yves Rocher, com até seis produtos entre cremes e complementos alimentares que promete fazer um verdadeiro lifting na silhueta: drenar, afinar e firmar o corpo, deixando a barriga reta, através da redução do estoque de gordura.

No Brasil, produtos com extrato de café verde já estão disponíveis no mercado. Marcas como Bioscense, Cosmiatric, Corpore, Tricofort investem em máscaras para cabelos, óleos trifásicos, cremes anticelulite. Mas a oferta ainda é tímida. Por hora, nos resta experimentar o que há, namorar o que ainda não chegou por aqui e rezar para que chegue logo.

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Fonte: Revista Cafeicultura

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Parceria Produtor/Iniciativa Privada gera sucesso

Nos últimos 20 anos, a qualidade do café brasileiro melhorou significativamente. A disseminação de boas práticas, na colheita e na secagem, é o principal componente desse resultado.

Mudanças nas práticas dos produtores, porém, não ocorrem de uma hora para outra. Ainda que a demanda sinalize uma preferência por maior qualidade, não é fácil para o cafeicultor identificar e apostar nessa mudança.

Em primeiro lugar, porque isso acarreta mais trabalho e a incerteza de ganhos futuros. Além disso, o poderoso incentivo fornecido pelos preços é frequentemente capturado pelos elos intermediários da cadeia.

O que explica o progressivo investimento em qualidade do produto? Existe algum modelo que nos forneça lições?

Para entender a nova realidade, é necessário voltar ao início da década de 90, época da pior queda de preços desde a crise dos anos 1930.

Em meio a uma difícil situação no mercado, muitos cafeicultores se viram estimulados a correr riscos, entrando em um novo nicho de mercado. A maior demanda por cafés especiais nos países do hemisfério Norte foi a oportunidade para o início da transformação.

A década de 90 foi também a época do ressurgimento do interesse pelo potencial do café brasileiro. A desregulamentação do mercado internacional, aliada ao interesse das empresas de café especial em garantir o suprimento de matéria-prima de qualidade, resultou em uma reestruturação do relacionamento entre parte dos cafeicultores e a iniciativa privada.

Mais especificamente, o que se viu foi a aproximação entre a iniciativa privada e esses produtores em um esforço real de entendimento das condições que garantiriam a qualidade exigida pelo mercado. Treinamentos específicos forneceram as ferramentas necessárias para a gestão do negócio, aproximando também os órgãos de pesquisa especializados.

Desde então, esse movimento ganhou corpo, sendo liderado pela ação de uma torrefadora italiana. A disseminação dos concursos de qualidade pelo país, ao recompensar as boas práticas, teve importante efeito didático sobre os cafeicultores.

O êxito desse modelo se deve à natureza da parceria estabelecida pela iniciativa privada, pautada pelo diálogo constante com os cafeicultores.

Da mesma forma, a aproximação dos órgãos de pesquisa do cotidiano da atividade reforça, entre os produtores, a necessidade de aplicação do conhecimento técnico para a obtenção de melhores resultados.

Assim, é importante salientar a centralidade dos produtores para o bom funcionamento da cadeia. Maior atenção aos seus anseios, nesse sentido, deve acarretar políticas consistentes, e não apenas ações de marketing.

A identificação das preferências do consumidor, em um modelo que valoriza o conhecimento científico, é fundamental. Mais importante é estabelecer um modelo de relacionamento entre os agentes que possa se sustentar no longo prazo.

A "asfixia" do segmento produtor, na busca por maiores lucros, ou a adoção de modelos utópicos de gestão somente contribui para disseminar a insatisfação, o que, na prática, significa menores incentivos para a diferenciação. Compartilhar valor deve ser uma estratégia real e não só de marketing.
Fonte: Café Point

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sucesso da variedade de conilon Vitória é tema de Dia de campo em Vila Pavão

O cafeicultor Adenilson Ferreira da Silva é referência em produção na Região Norte do Estado por implantar em sua propriedade, em Vila Pavão, uma unidade demonstrativa com a variedade de café Conilon ‘Vitória’. Devido ao sucesso da experiência, nesta quinta-feira (13), o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), junto com a Prefeitura de Vila Pavão, realiza na propriedade um Dia de Campo sobre Café Conilon. A programação, que teve início às 8h30, será encerrada com um almoço e contará com a participação de aproximadamente 120 produtores da região.

O objetivo do Dia de Campo é demonstrar aos participantes as vantagens de plantar a variedade de Conilon ‘Vitória’, além de transmitir as técnicas adequadas de manejo da cultura. A nova variedade tem apresentado resultados satisfatórios aos produtores que aderiram, de modo que, Adenilson Ferreira da Silva, em meio hectare tem uma média de produção de 45 sacas, sendo que a média do município é de 24 sacas por hectare.

A Unidade demonstrativa foi instalada na propriedade do cafeicultor em 2006 e acompanhada pelos técnicos do Incaper. Para inicialização do plantio, o Instituto forneceu 1.600 mudas de café Conilon Vitória com 13 clones, além de prestar assistência técnica sobre as boas práticas de poda, irrigação, adubação, entre outros aspectos importantes.

Segundo o extensionista do Incaper, Wantuil Luiz Cordeiro, o produtor se interessou em aderir a variedade e seguiu as orientações recomendadas pelo Instituto. “No local, os participantes poderão observar na prática o resultado satisfatório da utilização das boas práticas agrícolas associadas a um material genético de qualidade”, afirma.

O objetivo do Dia de Campo é demonstrar aos participantes as vantagens de plantar a variedade de Conilon ‘Vitória’.

“O café conilon ‘Vitória’ é resistente a pragas e doenças, apresenta mais qualidade em relação aos outros, com alta capacidade produtiva, e, além disso, é bastante tolerante a seca. Assim, os clones de maturação precoce possibilitam uma colheita parcial com a utilização da mão de obra familiar”, ressalta o extensionista.

Dia de Campo

Durante o evento, são esperados aproximadamente 120 produtores que terão a oportunidade de aprender sobre as boas práticas agrícolas e as principais informações da variedade. No primeiro ciclo de palestras, o pesquisador do Incaper, Aldo Luis Mauri, fala da variedade clonal “Conilon Vitória” e perspectiva futuras. Em seguida, o extensionista do Incaper, Leandro Reis Novak, engloba sobre a importância de fazer café de qualidade para garantir mercado.

Para apresentar as fases da poda programada do ciclo do café Conilon, foi convidado o pesquisador do Incaper Paulo Sergio Volpi. O palestrante irá tratar as formas adequadas para aumentar a produtividade e renovar a lavoura.

Os interessados em participar do dia de campo podem se inscrever no início do evento. Mais informações pelo telefone 27 3753 1032. As inscrições são gratuitas.

‘Conilon Vitória’

Desde 1985, o Incaper desenvolve um programa de pesquisa na área de melhoramento genético com a cultura do café Conilon. Este programa tem como principais objetivos desenvolver e indicar aos cafeicultores tecnologias apropriadas para a exploração racional do Conilon. O ‘Conilon Vitória’, lançado em 2004, é uma variedade clonal formada de 13 clones superiores, selecionados entre 530 matrizes no programa de melhoramento.

Dentre as características da variedade estão alta produtividade (70 sacas/ha sem irrigação, alcançando até 123 sacas em condições naturais e mais de 150 sacas com irrigação), 21% superior às demais; bom tamanho dos frutos; tolerância à seca; alto vigor vegetativo; e alta resposta à aplicação de tecnologias (poda, irrigação, nutrição).

Programação:

8h – Chegada e inscrição dos participantes

8h30 – Cerimônia de abertura
Ivan Lauer – Prefeito Municipal
Evair Vieira de Melo – Presidente do Incaper

9h – Palestras

Estação 1: Variedade Clonal ”conilon vitória” e perspectiva futuras
Palestrante: Aldo Luis Mauri – Pesquisador do Incaper

Estação 2: Tecnologia para melhoria da qualidade do café conilon
Palestrante: Leandro Reis Novak – Extensionista do Incaper

Estação 3: Poda programada de ciclo no café conilon
Palestrante: Paulo Sergio Volpi – Pesquisador do Incaper

11h – Cerimônia de encerramento

11h40 - Almoço
Fonte: Seag