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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Espírito Santo é o 10° principal Estado exportador do Brasil

A 38° Seminário do Agronegócio para Exportação - AgroEx, realizada, em Linhares, nesta quarta-feira (01), reuniu cerca de 200 participantes, entre produtores rurais, representantes de cooperativas e associações agrícolas, técnicos, pesquisadores e autoridades, para difundir informações importantes para aumentar a participação brasileira nas exportações.

A diretora substituta do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do MAPA, Telma Cristina Gondo, apresentou o panorama do agronegócio brasileiro e as principais oportunidades e desafios às exportações no setor. Segundo ela, o Espírito Santo é o 10° principal Estado exportador do Brasil, e os principais produtos capixabas são a celulose, que representa 58% do total exportado, e o café verde, com participação de 27%. Outros produtos que também com participação significativa são carne, açúcar, pimenta, mamão e chocolate.

De acordo com Telma, o Brasil desconsidera setores de alta importância, como a banana, que é a fruta mais importada no mundo. “Poucos países tem condições de crescer tanto quanto o Brasil e o cenário mundial é favorável para o País. Precisamos apenas de mais organização”, afirmou. Ela citou o Programa de Polos de Frutas do Governo do Estado como uma importante alternativa para diversificação agrícola.
Fonte: Campo Vivo

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Moeda frustra momento perfeito para exportador de café, diz diretor do Cecafé

Guilherme Braga explica que o bom desempenho com exportação da commodity é normal para esta época do ano

A exportação de café tem alcançado resultados expressivos nos últimos meses, mas o câmbio provoca calafrios no setor.

– A receita cambial nos últimos 12 meses, até outubro, é recorde de US% 5,126 bilhões, mas a moeda não deixa a situação ficar perfeita – informa o diretor geral Guilherme Braga, do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé).

– O dólar nos atuais níveis é uma tragédia para o exportador – acrescenta.

Em outubro, o Brasil exportou volume recorde de 3,404 milhões de sacas de 60 kg de café, para uma receita também jamais alcançada de US$ 637,6 milhões, pelo menos nos últimos 20 anos. Segundo Braga, isso alivia um pouco o problema do câmbio.

O diretor geral do Cecafé explica que o bom desempenho com exportação da commodity é normal para esta época do ano (entre setembro e novembro), quando o Brasil já terminou a colheita de mais uma safra. Ao mesmo tempo, a concorrência com outros países exportadores ainda é fraca, pois há pouco café colhido em outras regiões produtoras do planeta. Além disso, a Colômbia, por exemplo, enfrenta problema de redução na produção, provocado pelo clima adverso.

Segundo Braga, o café brasileiro também tem sido reconhecido pela qualidade, preenchendo o espaço deixado por outros países. Este ano, a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) voltou a cogitar aceitar a entrega do grão nacional contra o contrato futuro 'C', negociado na bolsa.

Braga informou, ainda, que as condições operacionais nos portos melhoraram no mês passado, favorecendo os embarques. Anteriormente, os terminais estavam sem espaço e a entrega tinha de ser feita em cima da hora, com risco de se perder o navio.

De acordo com ele, o Brasil deve exportar este ano entre 31 milhões e 32 milhões de sacas de café, superando expectativas. O Cecafé trabalhava inicialmente com projeção de embarque entre 30 milhões e 31 milhões de sacas.
Fonte: Agência Estado

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Para reduzir perdas, exportador deixa mais receitas no exterior

Com a queda no dólar, os exportadores têm deixado suas receitas fora do país de forma a não perder com as cotações deprimidas. Só trazem os recursos para dentro quando veem alguma alta, mesmo que momentânea, da cotação, ou quando precisam para pagar as contas em reais no mercado interno, como acontece no final do ano. No final de agosto, último dado divulgado pelo Banco Central, a diferença em 12 meses entre o que foi efetivamente exportado e o câmbio contratado para exportação estava em US$ 17,3 bilhões, a mais alta desde abril do passado. Ou seja, as vendas externas foram superiores em US$ 17,3 bilhões aos dólares que entraram no país com origem nas exportações. É um número aproximado do que os exportadores mantém fora do país.

E o que os exportadores têm feito com esse dinheiro lá fora? Em primeiro lugar, pago suas crescentes importações e à vista. Em geral, os grandes exportadores brasileiros também são os que mais importam. "Os importadores estão aproveitando o câmbio baixo para pagar suas compras nos mercados externos e à vista, sem financiamento", diz Marlene Milan, diretora do Departamento de Câmbio do Bradesco. Os mesmos exportadores usam seus recursos que ficam no caixa no exterior para pagar dívidas externas de uma forma geral. O dólar baixo favorece o pagamento, até mesmo antecipado, de dívidas na moeda americana.

Somente em agosto, o câmbio contratado para exportação foi US$ 4,2 bilhões inferior às exportações efetivamente realizadas. O curioso foi o que aconteceu com os importadores, que compraram no mercado interno de câmbio US$ 71 milhões a mais em agosto do que necessitavam para pagar as importações. Em setembro, essa diferença foi ainda maior: nas três primeiras semanas, segundo os números parciais divulgados pelo Banco Central e pelo Ministério do Desenvolvimento (Mdic), o câmbio contratado para importação superou em US$ 3,9 bilhões as importações efetivamente realizadas. O câmbio contratado para esse fim foi de US$ 13,7 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 9,8 bilhões até o dia 24. Os importadores estão aproveitando a queda no dólar americano e comprando com tudo, inclusive para pagar importações já feitas, e, com isso, ajudam o Banco Central e o Tesouro na tarefa de manter o real um pouco menos forte. O saldo do câmbio comercial contratado me setembro até o dia 24 foi negativo em US$ 2,6 bilhões, acumulando um déficit total de US$ 4 bilhões no ano.

No Bradesco, segundo conta Marlene Milan, o câmbio à vista contratado para importação cresceu 40% neste ano, em sintonia com o crescimento real das importações. Já o financiamento para as importações cresceu menos, cerca de 15% no mesmo período, de acordo com a executiva.

Enquanto as importações e o câmbio contratado para este fim tendem a crescer com a proximidade do final de ano, também se observa uma tendência sazonal de os exportadores trazerem mais dólares para o país neste período, de forma a fazer frente a pagamentos de tributos e do décimo terceiro salário em reais. Em setembro, até o dia 24, o total de dólares de exportações que ingressou no país até o dia 24 chegou a US$ 11,12 bilhões, segundo o Banco Central, um número US$ 472 milhões superior aos US$ 10,648 bilhões que foram exportados no período, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento.

Segundo os bancos que detém contas dos exportadores no exterior, a maior parte deles mantém o dinheiro no mercado internacional investido em transações de curto prazo, para quitar dívidas que estão vencendo. Muitas empresas usam o caixa no exterior para comprar eurobônus de empresas brasileiras e algumas, mais ousadas, fazem aplicações em reais no mercado externo. Há bancos que oferecem até fundos em reais no exterior para as companhias.

O exportador acaba trazendo para o país o caixa que vai ser usado mais no longo prazo para investir em reais, devido aos juros atraentes. Ele tende, porém, a esperar que o dólar se fortaleça para ganhar mais reais na entrada. Transações com derivativos para proteger as receitas em dólares dos exportadores têm acontecido, mas de forma bem mais rara e sem alavancagem do que em 2007 e 2008.
Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo

A produção mundial de café em 2010 deverá ficar por volta de 124milhões de sacas de 60 quilos, sendo que segundo estimativas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) o Brasil será responsável por 47 milhões (38%) deste total. Destes 47 milhões da produção nacional estamos somando os 35,3 milhões de sacas de café arábica e 11,7 milhões de sacas do tipo robusta, sendo assim, o café tipo arábica representa cerca de 75% da produção total do país.

Veja através do gráfico algumas informações importantes sobre a produção mundial de café com dados de 2009



O Brasil e a Exportação
O Brasil tem participação em 32% das exportações de café no mundo, sendo que dois terços do total de café produzido no Brasil é exportado.

No exterior o café brasileiro que atualmente tem a saca cotada por volta de R$ 280,00possui valores bem superiores. Na Europa o Kg de café solúvel custa em média R$ 32,00no varejo e no Brasil apenas R$ 8,00.

Setor cafeeiro precisa aproveitar atual situação do mercado internacional
“A cafeicultura brasileira precisa aproveitar as oportunidades colocadas diante da atual situação do mercado internacional”, afirmou na manhã desta quinta-feira (13) o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi. O ministro participa de uma reunião, em Brasília/DF, com representantes da cafeicultura, incluindo parlamentares, produtores, cooperativas, exportadores, associações, além de membros da indústria e de entidades, como o Conselho Nacional do Café (CNC) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Atualmente, explicou Rossi, o mundo está com baixos estoques do grão, com queda na safra dos principais países produtores e há boa inserção do café nacional usado em blends (resultado da composição de grãos de diferentes espécies) nas regiões do planeta onde a bebida é mais consumida.

Produzir com eficiência
Para maximizar seus lucros o produtor deve ter foco na comercialização internacional de café e na qualidade do produto, sempre em busca de novas oportunidades. Seja eficiente, saia na frente e estreite sua relação com o sucesso: produza com qualidade!
Fonte: Revista Cafeicultura