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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Receita diária de embarques sobe quase 70% em outubro

A receita média diária obtida com as exportações brasileiras de café foi de US$ 36,642 milhões na terceira semana de outubro (dias 11 a 17). A média diária acumulada do mês subiu para US$ 31,706 milhões, e vai representando uma elevação de 13,7% na comparação com a média diária de setembro de 2010, que fora no período de US$ 27,895 milhões.

Com relação a outubro/09, quando a média diária atingira US$ 18,733 milhões, a receita média de exportações de café de setembro de 2010 é 69,3% superior, conforme os dados acumulados até o dia 17. Os dados partem do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e foram divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Fonte: Agência Safras

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Embarque de café torrado volta a crescer

As exportações brasileiras de café industrializado -torrado e moído - devem voltar a crescer em 2010, depois do resultado negativo do ano passado. A expectativa da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic) é que a receita gerada a partir das vendas externas do produto industrializado superem os US$ 30 milhões e voltem aos patamares de 2008, quando o setor teve seu melhor desempenho nas exportações.

"A crise econômica não foi tão sentida pelas indústrias de café que exportaram em 2008. O resultado, com a queda nas vendas, apareceu no ano passado, quando tivemos uma retração nas exportações do produto industrializado", afirma Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Abic.

No ano passado, as exportações de café industrializado somaram US$ 25,44 milhões, segundo informações do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé). O resultado representa uma queda de 16% em relação ao ano anterior, efeito principalmente da crise econômica e também da desvalorização do dólar em relação ao real.

Os Estados Unidos devem permanecer como principal destino do café industrializado brasileiro, mas a Europa começa a despontar como destino atrativo das empresas nacionais. A Cooparaiso, por exemplo, cooperativa sediada em São Sebastião do Paraíso (MG), começou, no fim do ano passado, a exportar café torrado com marca própria para a França, em uma parceria com a Agrial - cooperativa agroindustrial que opera na transformação de legumes e atua no mercado de jardinagem.

Em menos de um ano, a empresa dobrou os embarques mensais e hoje exporta em média 20 mil quilos de café torrado. Os 100 pontos de venda iniciais concentrados apenas da região da Normandia - noroeste da França - hoje já somam 300 e a perspectiva é chegar a 500 até o fim do ano, cobrindo também as regiões norte e sudoeste da França.

"Em 2011, pretendemos dobrar o número de pontos de venda e cobrir praticamente toda a França. Depois da Agrial , fomos procurados por outras cooperativas para fazer parcerias semelhantes, tendo como apelo oferecer um produto de qualidade, com garantia de origem e que saia diretamente do produtor ao consumidor final", afirma Jérôme Fraissignes, diretor- geral da Cooparaiso Europe, braço da empresa criado para atender a demanda europeia.

Segundo Fraissignes, além do mercado francês a cooperativa já negocia também a exportação de café torrado para a Bélgica. Sem dar prazos para que os primeiros negócios sejam fechados, o executivo informa que as conversações estão adiantadas e que, por enquanto, as maiores dificuldades estão em ajustar os idiomas das embalagens. A Bélgica tem três línguas oficiais - holandês, francês e alemão.

No mercado americano, o mineiro Café Bom Dia já está presente com suas marcas desde 2002. Hoje a empresa é uma das maiores exportadoras do produto industrializado.

Apesar do crescimento nas vendas do café torrado e das boas perspectivas futuras, em receita, as vendas externas do produto representam apenas 1% do faturamento total obtido com as exportações brasileiras de café.
Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Safra "magra" em 2009 reduz embarque de café

As exportações brasileiras de café em maio totalizaram 2,48 milhões de sacas, pequena queda de 0,6% em comparação ao mesmo período de 2009. Em receita, no entanto, os embarques do mês passado renderam US$ 391,8 milhões, desempenho 19,3% superior a maio do ano passado. No acumulado de janeiro a maio, a situação é bastante semelhante. Em volume, os embarques registram queda de 3% nas 12,5 milhões de sacas exportadas até maio, enquanto a receita soma US$ 1,91 bilhão, crescimento de 13% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Para Guilherme Braga, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o volume menor é reflexo da safra colhida em 2009 que foi o ciclo de baixa da bienalidade da cultura do café. "Quando olhamos para o ano-safra percebemos que de fato ela foi menor e por isso acabamos vendendo menos", diz.

Apesar da crise na Europa, maior mercado para o café brasileiro, as vendas para o continente ainda não foram afetadas, apesar de as exportações terem recuado 8% nos cinco primeiros meses. Os embarques caíram de 7,2 milhões de janeiro a maio do ano passado para 6,6 milhões de sacas nos cinco primeiros meses do ano. "Esse é um movimento sazonal, típico do período de fim de safra. O café que foi exportado em maio é resultado de uma venda realizada entre os meses de fevereiro e março e se houver algum efeito da crise nas vendas de café ele será percebido em pelo menos 60 dias", afirma.
Fonte: Valor Econômico