Mostrando postagens com marcador bom. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bom. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Bom preço do café mexe com a economia

O bom preço do café mexe com a economia dos municípios das regiões produtoras. Nós fomos a Minas Gerais, mostrar a satisfação dos agricultores e comerciantes.

No sítio de seu Messias, em Guapé, no sul de Minas, a colheita terminou há quase um mês. Foram duas mil sacas e os pés já anunciam a próxima safra. O produtor fecha o ano com um balanço positivo. “O ano passado eu vendi o café em torno de 240 reais, agora, na semana passada eu já vendi a 340”, diz Messias Benjamim, agricultor.

No mercado internacional o preço atual do café está de cinquenta por cento acima do praticado há um ano. O presidente da Cooperativa do Cerrado mineiro, Jerry Resende, explica o que está acontecendo.

“Os estoques mundias de café estão muito baixos, os nossos concorrentes, colômbia e países da américa central tem enfrentado problemas na produção nos últimos três anos. E o consumo tanto no Brasil, como no mundo tem aumentado bastante. O brasileiro tem tomado mais café. O mundo tem tomado mais café”, avalia Jerry Magno Resende, presidente da Cooperativa do Cerrado.

O bom momento do preço do café está sendo sentido no comécio das cidades mineiras. De acordo coma Câmara Setorial do Café de Minas gerais, nos municípios da região do cerrado e do sul de Minas, o grão responde por até setenta por cento do dinheiro que gira no comércio.

Só em Guapé, cidade de quase 14 mil habitantes, a expectativa é que o café movimente 55 milhões de reais. São quase dois mil pequenos produtores que estão motivados a investir nas lavouras. Tanto movimento está gerando novas oportunidades de emprego.

Numa loja de produtos agropecuários houve contratação de mais três funcionários. “Eu estava desempregado, agora através do desenvolvimento do café apareceu esta oportunidade”, afirma Gilberto Silva, empregado da loja.

O supermercado de lucimara está sempre cheio, de uns tempos para cá. “Consome mais, paga em dia, então é algo que tem que ser olhado com muito carinho”, diz Lucimara Amaral Oliveira, comerciante.

Em Patos de Minas os comerciantes também estão felizes. Numa loja de eletrodomésticos, as vendas cresceram 15 por cento em relação ao ano passado.

“A gente tem percebido que o pessoal da zona rural tem comprado mais congeladores, geladeiras, TVs, eles tem adquirido mais bens durante este ano. E o interessante é que eles têm comprado mais à vista”, declara Lia Mundin, gerente da loja.

Dona Ilda mostra com orgulho os novos móveis que comprou. “É um bom produto e a gente estava precisando, veio na hora certa”, diz.

Seu José Astrogildo também está realizando sonhos este ano. A lavoura dele fica em Patrocínio e produziu 630 sacas, em dez hectares. Com o dinheiro que recebeu, colocou em dia a prestação do trator, comprou uma carretinha e uma roçadeira, mas não quer parar por aí. “Pretendo comprar um imóvel na cidade, um apartamento, pra se caso uma hora a gente ir pra lá, ter onde ficar, mas se isso não acontecer eu alugo, é um dinheirinho extra”, diz o produtor rural.

Enquanto não fecha o negócio do apartamento na cidade, dona Gislene, a mulher dele, revela que outro sonho vai ser realizado: uma viagem de avião, para Maceió, no estado de Alagoas. “Desta vez o sonho dele vai sair, porque as passagens estão aqui”, afirma.
Fonte: Globo Rural

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Bom momento das agrícolas impulsiona futuros do café em NY

A onda de otimismo que contagiou o açúcar também envolveu o mercado de café na bolsa de Nova York, que disparou. Segundo a Dow Jones Newswires, além da queda do dólar os traders mostraram-se mais confiantes em relação ao futuro da economia chinesa, o que colaborou para o salto. Os contratos com vencimento em março encerraram o pregão a US$ 2,1130 por libra-peso, alta de 845 pontos em relação à véspera e maior valor desde a quarta-feira da semana passada. Como no caso do açúcar, a grande erosão das cotações ocorreu na sexta-feira, devido a turbulências internacionais. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica subiu 3,04%, para R$ 363,14. Neste mês de novembro, há ganhos acumulados de 3,63%.
Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Revelados os segredos para um bom café espresso

Um café só ou "espresso", como é chamado na Itália, é algo mais que uma bebida escura estimulante, é uma arte, uma questão de orgulho nacional para os italianos, e por isso resolveram difundir os melhores truques para prepará-lo e para que o cliente esteja atento ao desempenho correto do funcionário.

O Instituto Nacional do Espresso italiano e o Instituto de Degustadores de Café elaboraram uma lista de erros que os consumidores jamais deveriam aceitar em uma cafeteria.

Liderando a lista de pecados está o material e o formato da xícara utilizada, pois se esta for cilíndrica não ajudará na formação do creme, e se for feita em louça não manterá a temperatura adequada.

O ideal é que o café seja servido em uma xícara de porcelana esférica, mais estreita na base que na parte superior, o que contribui para manter a temperatura e favorece a percepção dos aromas e os sabores do café.

Também será necessário checar onde e como são distribuídas as xícaras antes de servir o esperado 'espresso', diz Luigi Odello, professor de Análise Sensorial, pois, se estas estão dispostas em mais de dois níveis acima da cafeteira, o melhor é começar a pensar em pedir um chá.

Embora a primeira vista possa parecer um detalhe sem importância, ter duas fileiras de xícaras sobrepostas significa um erro capital na preparação do café, já que as que estão na terceira e quarta filas estarão frias e não manterão a temperatura adequada para uma correta degustação.

É aconselhável, além disso, ver se o garçom enche de forma apropriada o filtro, e para isso é preciso estar atento na maneira como ele programa o dosificador.

Depois, ele terá que saber prensar o café moído do filtro com força e vigor, exercendo a pressão equivalente a 20 quilos de peso.

Porque se não for bem prensado será difícil eliminar os restos da mistura, pois no final do dia o porta-filtro terá acumulado uma consistente dose de café já utilizado, passando a sair queimado.

A ordem e a limpeza são fundamentais na preparação desta bebida e por isso tem de controlar se, após prensar o café, o funcionário se preocupa em eliminar os restos da mistura nas bordas do porta-filtro.

O último teste de fogo será observar atentamente como sai o café: se baixa aos borbotões significa que algo saiu errado, já que só vale à pena beber se o líquido evocar a formato da "cauda de um rato" (por mais nojento que isso possa parecer) e cair com fluência até a xícara.

Tudo isso, em não mais de 25 segundos, o tempo necessário para encher os 25 mililitros da xícara com um bom 'espresso', que, se for servido corretamente, apresentará "um intenso tom avelã com reflexos avermelhados e uma textura tão fina que não será possível ver nela a trama", assinala Odello.

São características que para este especialista significam uma "promessa" de um "aroma particular que abrange desde o mel às flores, passando pelo chocolate, frutas secas e especiarias".

Com bem menos dessa quantidade, uns cinco mililitros, será possível estabelecer, no entanto, se o 'espresso' conta com a acidez titulável, "sem parecer um limão", e se é um café "encorpado, sem nenhum toque adstringente e com um bom equilíbrio entre o ácido e o amargo".

Todos eles, em suma, são pequenos detalhes que devem ser levados em consideração e com os quais os amantes de um bom 'espresso', após um árduo trabalho de pesquisa, poderão curtir um dos pequenos prazeres cotidianos com esta bebida estimulante, que tem no mundo tantos seguidores quantos detratores.
Fonte: Revista Agricultura